segunda-feira, 22 de abril de 2019

PAUL McCARTNEY - MY BRAVE FACE**********

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"My Brave Face" é um single de Paul McCartney do álbum de 1989, Flowers in the Dirt. Composta por McCartney e Elvis Costello, "My Brave Face" chegou somente ao 18º lugar no Reino Unido, uma semana após sua estréia, e no 25º lugar nos Estados UnidosFoi o último top 40 de McCartney na Billboard Hot 100 até sua colaboração de 2014 com Kanye West, "Only One". Assim como outras músicas de Flowers in the Dirt , apesar de sucesso das paradas, elas não foram incluídas em nenhuma compilação de McCartneyComposta em East Sussex, Inglaterra, McCartney teve as primeiras ideias para a composição pensando na performance de uma fanfarra, com metais, bumbo e outros instrumentos. A faixa seria completada com a ajuda de Elvis Costello, durante as primeiras sessões de colaboração entre os dois músicos, em 1987. Durante estas sessões, Paul achou que a canção lembrava muito o estilo de canções como "There's A Place" e "I'll Get You", e que talvez isso aparentasse um “plágio” de sua época nos Beatles. Costello, entretanto, o convenceu a continuar nesta linha de composição. Sem quase nenhuma adição extra de instrumentos, My Brave Face receberia os arranjos finais elaborados por Mitchell Froom no Olympic Studios, regendo uma banda de metais.

“Em 1989, o mercado tinha mudado muito, do “tempo dos Beatles" até então. Então, talvez fosse a hora de fazer alguns clássicos. Principalmente se Paul McCartney desejasse lotar arenas e estádios novamente. Quase trinta anos depois de Paul ter composto tantas canções de sucesso, de melodias pop animadas a rocks berrantes, dance music descartável, folk de comícios eleitorais baratos e vanguarda pop dos anos 60, com todo o peso histórico da liturgia da civilização ocidental, o único problema era decidir qual delas não tocar. O primeiro lampejo do novo velho Paul apareceu no vídeo de “My Brave Face”, o primeiro single importante do álbum “Flowers In The Dirt. Em 1989, os vídeos estavam no auge, sendo ainda a forma mais significativa de estabelecer o tom e a imagem que os artistas pop desejavam dar de seu novo trabalho, a própria base para o passo de suas carreiras. Como Paul iniciara um caminho previsto para durar mais uma década, a nova imagem que elaborou de si mesmo – para ser acoplada à nova canção que fizera no estilo dos Beatles, ao novo álbum que prenunciava a turnê mundial que se seguiria – veio atrelada ao talismã mais poderoso do passado. Ele estava com seu baixo Höfner. O baixo dos Beatles, que não era visto nas mãos de Paul (a exceção de uma aparição zombeteira no vídeo de “Coming Up”) desde que ele estivera no telhado, naquela tarde lendária de janeiro de 1969, numa época em que os gigantes ainda andavam sobre a terra. A apresentação da banda (perfeitamente sincronizada) foi filmada a partir de um enredo bobo que envolvia um japonês obsessivo colecionador de lembranças de Paul McCartney, cuja coleção de objetos roubados continha mais do que simples artefatos característicos dos Beatles. Conforme a música vai tocando, o homem exibe o terno azul de Sgt. Pepper’s usado por seu ídolo e também vídeos caseiros dos jovens e belos Beatles, em seus momentos mais íntimos, jogando cartas, fazendo palhaçadas nos quartos de hotel, dançando suas canções secretas. Cada relance precioso foi concebido para conectar o Paul mais velho (ainda que surpreendente juvenil aos 47 anos) ao seu adorado muito mais jovem. A mensagem do vídeo: este Paul é aquele mesmo velho Paul. E agora ele está de volta à condição dos Beatles mais caracteristicamente beatle de todos, como vocês todos souberam durante todos esses anos!”. Trecho do livro "Paul McCartney - Uma Vida" de Peter Ames Carlin.

domingo, 21 de abril de 2019

ERASMO CARLOS - JOGO SUJO - SENSACIONAL!

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"Rock 'N' Roll" é o 26º álbum do cantor e compositor Erasmo Carlos, lançado em 2009. Depois de muitos anos, talvez décadas, Erasmo Carlos volta a lançar um disco onde se percebe uma predominância do rock no repertório. Essa predominância do rock não se via desde os anos 60, Erasmo passou os anos 70 alternando entre o rock e a MPB assim como nas décadas posteriores. Contudo, percebe-se uma influência do pop em canções como "Chuva Ácida" e "A Guitarra é Uma Mulher".

O "Rock N' Roll" com pegada clássica se faz presente em canções como "Jogo Sujo" e "Cover". Essa última dá a impressão de que vai sair um blues mas depois alterna para um rockabilly. O disco ainda possui outros sons empolgantes, como "Olhar de Mangá" (onde EC cita nomes de 52 personalidades femininas, reais ou fictícias). A canção é inspirada nas expressões faciais usada no quadrinhos japoneses (os chamados mangás) e "Noites Perfeitas" (com uma introdução beatleniana). Minha preferida é "Encontro às Escuras". Enfim, o "Rock N' Roll" de Erasmo Carlos é um disco honesto, que mostra um rockeiro maduro e que serve para reafirmar Erasmo como figura de destaque no rock nacional.

sábado, 20 de abril de 2019

PAUL IN RIO - ABRIL/1990 - MARACANÃ - SENSACIONAL!

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Rio de Janeiro, 20 e 21 de abril de 1990. Após esperar três décadas, os brasileiros respiravam os ares da Beatlemania em seu país em meio ao caos político e econômico que dominava o governo do presidente Fernando Collor. O ano de 1990 tinha tudo para começar bem, até o Plano Collor deixar o brasileiro de bolso vazio. Sorte de quem guardava seu dinheiro em casa, debaixo do colchão, no porquinho cor-de-rosa, em qualquer lugar, menos no banco. Em novembro de I989, a cinco meses do maior evento proporcionado por um artista pop no Brasil, os fãs já começariam a economizar para os shows de Paul McCartney, que anunciara, em entrevista coletiva dada à imprensa mundial, em Los Angeles, que faria duas apresentações no Brasil no ano seguinte. Os concertos ínéditos, mesmo sendo afetados pela economia, não chegaram a ser ofuscados pelo tremor social provocado pelo "efeito Collor", pelo contrário. O público presente nos dois shows, cerca de 300 mil pessoas, conseguiu matar a sede que já perdurava a pelo menos por duas gerações. A primeira, formada por famintos beatlemaníacos, não conseguiria mais concretizar o sonho de assistir aos Beatles, já que John Lennon havia sido assassinado em 1980, em Nova York. A segunda geração, composta por amantes da segunda banda de Paul McCartney, o Wings, também não teve a chance de presenciar o supergrupo ao vivo. Pelo menos, em ambos os casos, em solo verde-amarelo. Agora, aqui no nosso blog preferido, a gente confere o show do dia 20 completo, com ótima resolução! Abração, Planeta Beatles! Feliz Páscoa!!!
Não deixe de conferir também: “1990 - O ANO QUE PAULMcCARTNEY DESCOBRIU O BRASIL” – um belo texto de Claudio D. Dirani e ainda: PAUL IN RIO - 1990 - UMA AVENTURA INESQUECÍVEL!

sexta-feira, 19 de abril de 2019

PAUL MCCARTNEY & WINGS - HI,HI,HI - SENSACIONAL!*****

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"Hi, Hi, Hi" foi composta em junho de 1972 no Hotel El Montiboli, em Villajoiosa (Espanha), após uma festa reservada com Denny Laine, Linda e alguns músicos espanhóis que forneceram ao grupo o cigarrinho proibido que inspiraria a letra da canção. Em novembro, os Wings gravariam a faixa nos estúdios Abbey Road e o engenheiro de som Alan Parsons supervisionou essa sessão. "Hi, Hi, Hi" foi banida das rádios britânicas pela BBC por conteúdo sexual da frase “I want you to lie on a bed and get you ready for my body gun” - (Quero que você deite na cama e fique pronta para minha arma). De fato, Paul havia incluído na letra o termo “polygon” (polígono) inspirado pelo surrealista Alfred Jarry, que também usara uma figura geométrica (poliedro) no texto da peça Ubu-Rei, de 1876.Paul McCartney – Todos os segredos da carreira solo – Cláudio D. Dirani

LINDA McCARTNEY - 1941 / 1998

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No dia 19 de abril de 1998, foi anunciada a morte de Linda McCartney, a eterna "Lovely Linda" de Paul McCartney.
Linda Louise Eastman nasceu em 24 de setembro de 1941 em Nova York, e era a segunda filha do advogado Lee Eastman - também tinha um irmão mais velho e duas irmãs mais novas. A mãe morreu quando ela tinha 19 anos e já havia saído de casa para estudar - a família Eastman era bem colocada (embora não tivesse nenhuma relação com a fotografia). Linda estudou História da Arte no Arizona, onde nasceu seu amor pela fotografia. De volta a Nova York, passou a trabalhar como recepcionista da revista Town&Country, onde teve a informação de um evento que abriria as portas para a Linda fotógrafa. Os Rolling Stones estavam a bordo de um iate ancorado no rio Hudson, para o lançamento de seu álbum, "Aftermath". Linda dirigiu-se ao local e foi tomada como uma fotojornalista, tendo acesso ao iate. Ali, era a única munida de uma máquina fotográfica profissional, de modo que teve a exclusividade no registro do evento. Isso gerou um interesse automático por seu trabalho, e ela passou a ser reconhecida como uma talentosa fotógrafa profissional. Unindo essas duas grandes paixões - a música e a fotografia -, Linda se especializou em captar imagens de grandes astros, tais como Jimi Hendrix, Bob Dylan, The Doors, The Who, The Grateful Dead, Cream, Otis Redding e Simon & Garfunkel. Acabou se tornando fotógrafa da revista Rolling Stone, e em maio de 1967, estava em Londres - foi levada por Chas Chandler, baixista dos Animals e seu amigo, ao clube Bag'o'Nails, onde ocorria uma festa pelo lançamento do álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles. Já estava para ir embora quando foi abordada por Paul McCartney. A partir de então, Linda e Paul eram um casal. Ela já era divorciada de seu primeiro marido, o geólogo Melvin See, e tinha uma filha, Heather, mas isso não foi obstáculo.
Paul e Linda casaram-se em 12 de março de 1969, numa cerimônia simples no cartório de Marylebone, em Londres, tumultuada apenas pela presença de inúmeros jornalistas e fotógrafos que registravam o "enforcamento" do Beatle mais assediado pelas meninas. O trabalho de Linda como fotógrafa lhe garantiu exposições em diversos países e em locais tão prestigiados como o Victoria and Albert Museum de Londres, bem como a edição de 5 livros de fotografias, mas não foi a única atividade a que se dedicou a sra. McCartney. Linda também dedicou-se à música - sua principal atividade nessa área foi como tecladista dos Wings a partir de 1972 e, mesmo depois da dissolução da banda, sempre esteve presente nos álbuns e shows do marido, em performances sem muito brilho, mas que não chegavam a comprometer. Outras paixões de Linda eram a culinária - adepta do vegetarianismo, escreveu 3 livros de receitas e lançou uma linha de produtos, a Linda McCartney's Homecooking - e as atividades de apoio à Ecologia e contra a crueldade com animais, nas quais se engajou, com destaque para as ONGs Friends of The Earth e PETA - People for the Ethical Treatment of Animals, que chegou a condecorar o casal McCartney com um prêmio (Lifetime Achievement Award) em dezembro de 1996. Fotografia, música, culinária, ecologia - todas essas atividades preenchiam a vida de Linda, mas nada lhe dava maior orgulho que seus filhos. Heather, filha do primeiro casamento mas adotada por Paul, trabalha com artesanato e lançou uma linha de artigos para casa. Stella, a mais famosa, trabalha com moda e fez seu nome como estilista da Maison Chloe, e seu sucesso permitiu que passasse a ter uma griffe própria, com sua assinatura. Mary é fotógrafa e James é músico, tendo participado das gravações de "Flaming Pie" e agora também compondo com seu pai - ele recebeu créditos na composição das faixas "Spinning on an Axis" e "Back in the sunshine again", do álbum "Driving Rain". A família sempre foi um suporte para Linda, principalmente depois de dezembro de 1995, quando foi diagnosticada com um câncer de mama. Sua atitude positiva e otimista mediante a vida, associada ao tratamento médico e ao apoio e amor incondicionais de Paul e seus filhos, permitiu que Linda seguisse em frente até 17 de abril de 1998, quando faleceu, aos 56 anos. Tida como uma pessoa determinada, discreta, alegre e doce pelos que a conheciam, Linda é lembrada com carinho sempre que se ouve uma das muitas músicas que Paul compôs tendo a esposa como musa inspiradora. Essas canções certamente eternizam a "Lovely Linda" na memória dos milhares de fãs de Paul McCartney e dos Beatles.

IMAGEM DO DIA - PAUL & LINDA McCARTNEY

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domingo, 14 de abril de 2019

THE BEATLES - TICKET TO RIDE - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!*****

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"I think I'm gonna be sad, i think it's today, yeah..." - O megasucesso Ticket To Ride, lançada como single em abril de 1965 com “Yes It Is” do lado B, tornou-se o sétimo número número 1 consecutivo dos Beatles no Reino Unido e seu terceiro número consecutivo número 1 nos Estados Unidos, e também superou as paradas nacionais no Canadá, na Austrália e na Irlanda. "Ticket To Ride" ainda é um dos carros-chefe do álbum "Help!", lançado em agosto de 1965. Gravada em Londres, a trilha marcou uma progressão no trabalho dos Beatles com a incorporação do drone (efeito harmônico ou monofônico ou acompanhamento em que uma nota ou acorde é continuamente soada durante a maior parte ou a totalidade de uma peça) e da instrumentação soando mais dura em relação a seus lançamentos precedentes. Entre os críticos, Ian MacDonald descreveu a música como "psicologicamente mais profunda do que qualquer coisa que os Beatles haviam gravado antes" e "extraordinária para o seu tempo". Para John Lennon, o autor, "É uma das primeiras gravações de heavy metal já feitas!"

Embora a pretensão de Lennon tenha sido cortada por “You Really Got Me” dos Kinks,  na disputa, "Ticket To Ride" foi a primeira faixa dos Beatles a ter um riff insistente e alongado sustentado por uma forte bateria e a trazer um fade-out com uma melodia alterada. Usada no filme durante as cenas na neve austríaca, já tinha chegado ao topo das paradas na Inglaterra e nos EUA quando o filme saiu. Paul disse ao seu biógrafo Barry Miles que, embora houvesse sido considerada absurda na época, a sugestão de alguns fãs americanos de que a canção se referia a uma passagem da British Railways para a cidade de Ryde, na ilha de Wight, estava parcialmente correta. Betty Robbins, prima de Paul, e o marido dela, Mike, gerenciavam um pub na Union Street, em Ryde, e Paul e John os tinham visitado lá. Apesar de a música ser essencialmente sobre uma garota que some da vida do narrador, eles estavam conscientes do potencial do duplo sentido.
Don Short
, jornalista que tinha viajado extensivamente com os Beatles no início dos anos 60, ouviu de John que a expressão tinha mais um sentido: “As garotas que trabalhavam nas ruas de Hamburgo precisavam ter uma ficha médica limpa para que as autoridades de saúde dessem a elas um cartão declarando que não tinham nenhuma doença venérea”, conta Short. “Eu estava com os Beatles quando eles voltaram a Hamburgo em junho de 1966. Foi lá que John me contou que havia cunhado a expressão ‘a ticket to ride’ para falar desses cartões. Ele podia estar brincando – era sempre preciso ter cuidado com o que John dizia”. "Ticket to Ride" foi incluída nas listas de melhores canções dos críticos, incluindo as "500 melhores músicas de todos os tempos" da Rolling Stone (número 394) e da NME (número 311). Também apareceu em número 17 na lista da Rolling Stone das "100 Melhores Músicas dos Beatles" (nº 25) e no número 23 em uma lista similar compilada pela MojoEm 2014, o USA Today a nomeou como a melhor música dos Beatles, dizendo: "Nenhum single reflete melhor a ambição, a tensão e o puro gênio pop que tornaram os Beatles únicos... Ticket to Ride é a perfeição desde os primeiros segundos até o final".

quinta-feira, 11 de abril de 2019

A ESTRANHA MORTE DE STUART SUTCLIFFE - SENSACIONAL*******

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A banda e o empresário reservaram lugares em dois voos que partiram de Liverpool separadamente, com John, Paul e Pete chegando um pouquinho mais cedo que George e Brian. Em Hamburgo, os que chegaram primeiro ficaram esperando que o voo seguinte aterrissasse na pista do aeroporto e, quando ele se aproximou, eles voltaram para o portão. Quando viram que Astrid os esperava ali, correram até ela, contentes de rever a velha amiga. Como ela soube que eles viriam? Onde estava Stuart? A princípio, Astrid não falou nada. Quando finalmente conseguiu falar, suas palavras foram como um soco que os atingiu em choque. "John ficou rindo de modo incontrolável, histérico. Pete chorava, e não conseguia parar. Paul ficou sentado ali, cobriu o rosto com as mãos e não disse nada." Tudo ainda é muito vivo na lembrança dela, quase cinquenta anos depois. "É horrível para pessoas jovens, quando a morte parece tão distante, e de repente um de seus melhores amigos não está mais ali." Stu, ela lhes contou, estava morto. Em retrospecto, tudo fazia sentido. Ele sofrera com dores de cabeça durante anos, surtos repentinos de dor que o deixavam de cama. Nos últimos meses, os ataques tinham se tornado piores e, normalmente, vinham acompanhados de mudanças de humor e explosões de violência. Ainda assim, nem os médicos nem os raios X conseguiram diagnosticar o problema de Stu. Tente relaxar, eles lhe diziam. O que não puderam ver era o pequeno, porém maligno, tumor alojado em seu cérebro. Que continuou lhe causando um sofrimento terrível, até o dia 10 de abril, quando Stu entrou em colapso, no quarto que dividia com Astrid, na casa da mãe dela. No momento em que a ambulância chegou, nada mais podia ser feito. O primeiro baixista dos Beatles morreu a caminho do hospital, algumas horas antes de seus velhos companheiros de banda desembarcarem do avião. Astrid tinha ido ao aeroporto para receber a mãe desconsolada de Stu, Millie Sutcliffe. Por fim, as famílias retornaram às suas casas e Astrid voltou a acordar sozinha de manhã, encarando a nova vida vazia que tinha pela frente. Nas semanas seguintes, ela pôde contar com os velhos amigos de Stu para aliviar suas horas. "Eles realmente se importavam comigo, falá¬vamos bastante sobre Stu e chorávamos juntos", afirma Astrid. "Foi muito difícil para todos eles, em especial para John. Dava para sentir a raiva naquele garoto". Trecho do livro “Paul McCartney – Uma Vida” de Peter Ames Carlin.
https://www.beatlesbible.com/wp/media/
Stuart Fergusson Victor Sutcliffe, mais conhecido como Stu Sutcliffe nasceu em Edimburgo, na Escócia, em 23 de junho de 1940 e morreu em Hamburgo, na Alemanha, no dia 10 de abril de 1962, há 57 anos. Ficou famoso ao fazer parte da fase inicial dos Beatles. Stuart Sutcliffe foi o primeiro baixista da banda e sua entrada no grupo deu-se única e exclusivamente pela amizade que tinha com o líder, John Lennon.
Sutcliffe nasceu no Simpson Memorial Maternity Pavilion, em Edimburgo, na Escócia, e depois que sua família se mudou para a Inglaterra, cresceu em Liverpool. O pai de Sutcliffe, Charles Sutcliffe (25 de maio de 1905 - 18 de março de 1966), já tinha sido casado antes e já tinha quatro filhos quando se casou com Millie, mãe de Stu. Ele era um funcionário público sênior, que se mudou para Liverpool para ajudar no trabalho de guerra em 1943, e depois foi contratado como engenheiro de navio, e por isso estava frequentemente no mar durante os primeiros anos de seu filho. Sua mãe, Millie, era professora de escola infantil. Sutcliffe tinha duas irmãs mais novas, Pauline e Joyce, mas também tinha três meio-irmãos mais velhos, Joe, Ian e Charles, bem como uma meia-irmã mais velha, Mattie, do primeiro casamento de seu pai.

Durante seu primeiro ano no Liverpool College of Art, Sutcliffe trabalhou como lixeiro nos caminhões de coleta de lixo da Liverpool Corporation . Lennon foi apresentado a Sutcliffe por Bill Harry, um amigo em comum, quando todos os três estudavam no Liverpool College of Art. De acordo com Lennon, Stu tinha um "portfólio de arte maravilhoso" e era um artista muito talentoso que era uma das "estrelas" da escola. Ele ajudou Lennon a melhorar suas habilidades artísticas e trabalhou com ele quando Lennon teve que enviar trabalhos para os exames. Sutcliffe dividiu um apartamento com Rod Murray em Percy Street, Liverpool, antes de ser despejado e se mudar para Hillary Mansions em Gambier Terrace, onde viveu outra estudante de arte, Margaret Chapman, que competiu com Sutcliffe para ser a melhor artista da classe. O apartamento ficava em frente à nova catedral anglicana na área degradada de Liverpool 8, com lâmpadas nuas e um colchão no chão. Lennon mudou-se para lá no início de 1960. Sutcliffe e seus companheiros de apartamento pintaram o lugar de amarelo e preto, que a proprietária não apreciou. Em outra ocasião, os inquilinos, precisando se aquecer, queimaram os poucos móveis do apartamento. Certa noite, depois de conversar com Sutcliffe no Casbah Coffee Club (propriedade da mãe de Pete Best , Mona Best), Lennon o persuadiu a comprar um baixo modelo Höfner President 500/5 na Hessey's Music Shop. Em maio de 1960, Sutcliffe se juntou a Lennon, McCartney e George Harrison.

O estilo de tocar de Sutcliffe era elementar. Bill Harry - um amigo de escola de arte e fundador e editor do jornal Mersey Beat - reclamava com Sutcliffe que ele deveria estar se concentrando na arte e não na música. Enquanto Sutcliffe é frequentemente descrito nas biografias dos Beatles como parecendo muito desconfortável no palco, e muitas vezes tocando de costas para o público, Pete Best nega isso, lembrando de Sutcliffe como geralmente bem-humorado e "animado" antes de uma apresentação.
Em Hamburgo, a popularidade de Sutcliffe cresceu depois que começou a usar óculos escuros Ray-Ban e calças justas. O ponto alto de Sutcliffe foi cantar "Love Me Tender", que atraiu mais aplausos do que os outros Beatles, e aumentou o atrito entre ele e McCartney. Lennon também começou a criticar Sutcliffe, fazendo piadas sobre seu tamanho e o jeito de tocar. Em 5 de dezembro de 1960, Harrison foi enviado de volta à Grã-Bretanha por ser menor de idade. McCartney e Best foram deportados por tentativa de incêndio no Bambi Kino, e Lennon e Sutcliffe ficaram em Hamburgo. Lennon voltou de trem para casa, mas Sutcliffe ficou em Hamburgo. Mais tarde, tomou emprestado dinheiro de sua namorada, Astrid Kirchherr, para voltar á Liverpool, embora tenha retornado a Hamburgo em março de 1961, com os outros Beatles. Em julho de 1961, Sutcliffe decidiu deixar o grupo para se dedicar inteiramente à pintura. Depois de receber uma bolsa de estudos de pós-graduação ele se matriculou na Hochschule für bildende Künste de Hamburgo , onde estudou sob a tutela de Eduardo Paolozzi.

Enquanto na Alemanha, Sutcliffe começou a sentir fortes dores de cabeça e sensibilidade aguda à luz. Astrid Kirchherr afirmou que algumas das dores de cabeça o deixaram temporariamente cego . Em 1962, Sutcliffe entrou em colapso no meio de uma aula de arte em Hamburgo. A mãe de Astrid fez com que médicos alemães fizessem várias verificações, mas não conseguiam determinar exatamente o que estava causando as dores de cabeça. Enquanto morava na casa dos Kirchherrs, sua condição piorou, e depois de um novo colapso em 10 de abril de 1962, ele foi levado ao hospital por Astrid (que foi com ele na ambulância), mas morreu antes de chegar ao hospital com apenas 21 anos. A causa da morte revelou ter sido uma hemorragia cerebral , especificamente, um aneurisma roto, resultando em "paralisia cerebral devido a hemorragia no ventrículo direito do cérebro". No dia 13 de abril de 1962, Astrid foi encontrar os Beatles no aeroporto de Hamburgo, dizendo que Sutcliffe morrera alguns dias antes. Todos ficaram em choque, especialmente John. A mãe de Sutcliffe voou para Hamburgo com o empresário dos Beatles, Brian Epstein, e voltou para Liverpool com o corpo de seu filho. O pai de Sutcliffe não ouviu falar da morte do filho por três semanas, enquanto estava viajando para a América do Sul, embora a família tenha conseguido que um padre lhe dissesse quando ele atracou em Buenos Aires. A causa do aneurisma de Sutcliffe é desconhecida, embora possa ter sido iniciada por uma lesão anterior na cabeça , quando ele foi chutado na cabeça ou jogado de cabeça contra uma parede de tijolos durante um ataque fora de Lathom Hall, após uma apresentação em janeiro de 1961. De acordo com o ex-gerente Allan Williams, Lennon e Best foram para a ajuda de Sutcliffe, lutando contra seus atacantes antes de arrastá-lo para a segurança. Sutcliffe sofreu um crânio fraturado na luta. Pauline Sutcliffe, sua irmã, sempre disse que a morte de Stuart estava ligada a uma briga que John e ele tiveram. Segundo ela, os dois haviam brigado em Hamburgo e John Lennon teria chutado a cabeça de Sutcliffe, causando-lhe lesões que o teriam levado à morte - teoria publicada no livro de Albert Goldman: "The lives of John Lennon". Porém, quando indagada sobre o fato, Astrid Kirchherr negou que essa briga tenha acontecido. Em entrevistas feitas com George Harrison, Paul McCartney e Pete Best, também ficou estimado e comprovado que essa tal briga jamais ocorreu. Na verdade, essa pancada que Sutcliffe levou na cabeça, teria sido fruto de uma briga que John e Stu tiveram com clientes que frequentavam o clube durante um show na Escócia (que teriam zombado de Stuart), Stu teria sido esmurrado, chutado e jogado de cabeça com violência contra um muro.
Como artista, a obra de Stu Sutcliffe se mostrava promissora. Ele exibiu talento artístico ainda muito precoce. Helen Anderson, uma colega estudante, lembrou-se de seus primeiros trabalhos como sendo muito agressivos, com cores escuras e mal-humoradas, que não eram o tipo de pintura que ela esperava de um "estudante calmo".
Uma das pinturas de Sutcliffe foi mostrada na Walker Art Gallery em Liverpool como parte da exposição John Moores, de novembro de 1959 até janeiro de 1960. Após a exposição, Moores comprou a tela de Sutcliffe por £ 65 (equivalente a £ 1.470, que era então igual a 6 a 7 semanas de salário para um trabalhador médio. A imagem que Moores comprou se chamava Summer Painting, essa aí de cima, e Sutcliffe participou de um jantar formal para celebrar a exposição com outra estudante de arte, Susan Williams. As poucas obras remanescentes de Sutcliffe revelam a influência dos artistas abstratos britânicos e europeus contemporâneos ao movimento expressionista abstrato nos Estados Unidos. As obras de Sutcliffe têm alguma comparação com as de John Hoyland e Nicolas de Staël, embora sejam mais líricas (Sutcliffe usou o nome artístico "Stu de Staël" quando estava tocando com os Beatles em uma turnê escocesa na primavera de 1960).
A Walker Art Gallery em Liverpool mantém várias obras de Sutcliffe, como auto-retrato (em carvão) e The Crucifixion. Lennon depois pendurou duas das pinturas de Sutcliffe em sua casa em KenwoodVisite o site oficial de Stuart Sutcliffe e conheça mais sobre suas obras: http://stuartsutcliffeart.com/
A imagem de Stuart Sutcliffe é uma das 70 figuras que ilustram a capa do Sgt. Pepper's. A primeira parte do documentário Anthology, em vídeo, cobre o tempo que Stuart conviveu com o grupo. No entanto, não há menção de sua morte no documentário, mas isso é discutido no livro Anthology. Stuart Sutcliffe foi retratado por David Nicholas Wilkinson no filme Birth of the Beatles (1979) e por Lee Williams em In His Life: The John Lennon Story (2000). O papel de Sutcliffe no início da carreira dos Beatles, bem como os fatores que o levaram a deixar o grupo, é dramatizado no sensacional filme "Backbeat - Os Cinco Rapazes de Liverpool", de 1994, no qual ele foi interpretado pelo ator americano Stephen Dorff. Sutcliffe não aparece no filme Nowhere Boy de 2009, mas é brevemente mencionado no final do filme.

BACKBEAT - PLEASE MR. POSTMAN***********

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segunda-feira, 8 de abril de 2019

QUE PORTA É ESSA? JOHN LENNON - ROCK "N" ROLL - 1975

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John Lennon planejava usar alguns de seus desenhos de infância para a capa de seu álbum de covers, e a produção já havia começado quando mudou de ideia, e as artes com os desenhos, foram usadas em Walls and Bridges, lançado em 26 de setembro de 1974. Em 1974, May Pang participou da primeira convenção da Beatlefest a pedido de Lennon, e conheceu Jürgen Vollmer, um velho amigo dos Beatles de Hamburgo, na Alemanha, que havia fotografado a banda durante os tempos em que os Beatles tocavam por lá, e ele estava vendendo algumas fotos impressionantes. Pang imediatamente ligou para Lennon para lhe contar sobre sua descoberta. Reunindo-se com Vollmer em Nova York, Lennon escolheu uma de suas fotos para a capa do álbum. A foto mostra Lennon, em pé, em frente a uma porta com três figuras desfocadas passando por ele em primeiro plano - eram George Harrison, Stu Sutcliffe e Paul McCartney. A porta, que pode ser vista na capa do álbum "Rock"n"Roll", fica na Wohlwillstraße 22, Jägerpassage 1, em Hamburgo. Em 1961, Jürgen Vollmer fotografou John Lennon na entrada da frente do prédio. Na entrada dos fundos, Jägerpassage 2, Jackie Lomax, na época membro da banda The Undertakers, de Liverpool, foi fotografada por Astrid Kirchherr.

"Rock 'n' Roll" é o sexto álbum de estúdio de John Lennon. Lançado em 17 de fevereiro de 1975, é um álbum de covers com sucessos do rock do final dos anos 50 e início dos anos 60, que Lennon gostava. Entre idas e vindas - problemas com direitos autorais, processos na justiça, brigas (cantor com o produtor (Phil Spector) - o álbum demorou mais de um ano até ficar pronto. "Rock 'n' Roll" foi lançado em fevereiro de 1975, alcançando o número 6 no Reino Unido e nos Estados Unidos, sendo posteriormente certificado como ouro nos dois países. Foi apoiado pelo single "Stand by Me", que chegou ao número 20 nos EUA e 30 no Reino Unido"Rock 'n' Roll" foi o último álbum de John Lennon até 1980; sem obrigação de contrato de gravação, ele fez um hiato de cinco anos para criar seu segundo filho,Sean, primeiro e único filho de Yoko Ono.

THE BEATLES - HELP! - MIL VEZES HELP!**********

Um comentário:

A segunda incursão dos Beatles em filme longa metragem, produziu uma nova música excepcional no novo álbum com a trilha sonora. O álbum “Help!” - lançado em agosto de 1965, além da faixa-título, traz sucessos inesquecíveis dos Beatles, como "You've Got To Hide Your Love Away", "I Need You", "Ticket To Ride"“You’re Going to Lose That Girl” e o super álbum ainda esbanja mais uma preciosidade: a música "Yesterday", de Paul McCartney, a canção mais regravada na história da música. Com o lançamento deste álbum, os Beatles trouxeram uma grande variedade de instrumentos (instrumentos de sopros, teclados, pandeiro) e orquestração para um álbum pop. O imediatismo de suas composições, seus refrões elaborados e seus vocais carismáticos ajudaram a inaugurar o novo som dos anos 60.

Desde que começou sua carreira solo, John Lennon muitas vezes se referiu a "HELP!" como uma de suas músicas prediletas dos Beatles. Ele dizia gostar dela por ser "real". Seu único arrependimento era que, por questões comerciais, eles a tivessem transformado de uma canção que era para ser à moda Dylan em um rockão alegre dos Beatles. "HELP!" foi escrita com Paul na casa de John em Weybridge, Kenwood, em 4 de abril de 1965, há 54 anos. A letra era uma reflexão franca sobre a insegurança de Lennon. Ele estava (junto com os outros) fumando muita maconha e por isso estava comendo e bebendo muito, tinha engordado e se sentia encurralado pela fama. A música, ele admitiu depois, realmente era um pedido de ajuda, apesar de ter sido escrita sob encomenda para o filme. "Eu precisava de ajuda. A música era sobre mim". Colocar seus sentimentos no cerne de uma música era a consolidação da autoanálise que sempre estivera à espreita, mesmo em suas canções que pareciam inocentes. A única diferença era que ele agora admitia que a fama, a riqueza e o sucesso tinham aumentado sua ansiedade, em vez de diminuí-la. No auge do estrelato pop, John começava a olhar com nostalgia para o que tinha passado a ver como dias mais simples na Menlove Avenue. A idealização de sua infãncia é um tema que apareceria mais e mais em suas composições. Maureen Cleave, a jornalista de Londres (a mesma da entrevista com Jesus, mais tarde), achava que John Lennon deveria começar a usar palavras com mais de uma sílaba. "HELP!" foi a primeira tentativa séria de fazer isso, e ele conseguiu fazer "self-assured", "appreciate" e "insurance" caberem na música.
Aqui, a gente confere o que disse o pesquisador e biógrafo dos Beatles, Hunter Davies em seu livro "As Letras dos Beatles - A História por Trás das Canções".
A música foi composta sob medida, a sete semanas da filmagem, quando por fim decidiram o título. Até ali, surgiram várias possibilidades - “Beatles 2”, “Eight Àrms to Hold You”, “High-Heeled Kickers”. John a compôs quase sozinho, com alguma ajuda de Paul, em Kenwood. A letra de “Help!” está entre as mais claras, menos evasivas, que ele escreveu até então, e também entre as mais fortes, sem rimas fracas ou banais como “blue e “true [triste e verdadeiro] ou os batidos “Eu te amo” da música para o mercado adolescente. Ele também usa algumas palavras um tanto longas, pouco comuns na música pop - como “autoconfiante”, “reconhecimento”, “independência”, “inseguro” - resultado aparente de Maureen Cleave o ter provocado dizendo que todas as músicas dos Beatles pareciam ser preenchidas com palavras de uma sílaba só. Há também frases excelentes, como “my independence seems to vanish in the haze [minha independênçia parece se desvanecer na névoa], que sintetiza as desvantagens da fama e de seu sucesso: ter de correr pelo mundo, sem saber onde estão ou quem são. Sua vida tinha mudado tanto que eles precisam pôr de novo os pés no chão. Na letra de “Help!” John evita psicologismos ou análises freudianas de segunda mão. Na verdade, em certo nível pode-se tomá-la como outra canção de amor - ele quer que alguém venha e o ame, tome conta dele, o tipo de coisa que as pessoas desejam na vida. Ele agradece mesmo a alguém, é grato por tê-la ao redor, o que pode ser interpretado como se estivesse mesmo ok, tivesse uma mulher amorosa e não fosse preciso preocupar-se. Por outro lido, como John nos contou depois, era um grito de angústia pessoal. Pode ter sido influenciado pela primeira experiência deles com LSD, algumas semanas antes. A expressão “I find i've changed my mind” [Acho que minha cabeça mudou] pode ser entendida de dois modos: uma simples mudança de opinião ou uma alteração mental devida a experimentar drogas que modificam a vida. Pete Shotton, seu amigo de infância, que em 1965 passou vários fins de semana na casa de John, depois se tornou seu secretário particular e ainda trabalhou na Apple, diz que a frase “appreciate you being round” [aprecio ter você por perto] se referia a ele - o que poderia ser verdade já que ele fazia relembrar risadas, brincadeiras e bobagens compartilhadas quando meninos. John mais tarde contou a sua namorada do “longo fim de semana”, May Pang (assistente de John e Yoko, com a qual foi para a Califórnia em 1973, ficando lá por mais de um ano), que gostaria de ter interpretado “Help!” de forma muito mais lenta e sentida - tornando-a mais “verdadeira”.
O manuscrito de Help! que John me deu tem caligrafia grande e forte, com bem poucas mudanças. “Would appreciate” [eu gostaria] se torna “do appreciate” [agradeço], como ficou na versão final. O primeiro verso da estrofe foi riscado. E difícil ler, mas parece ser uma primeira tentativa da linha seguinte: “When I was younger [Quando era mais jovem]. Ele também pôs no final as três primeiras linhas da versão gravada.

RINGO STARR - DEVIL WOMAN - SENSACIONAL!!!*****

3 comentários:

Com seu terceiro álbum solo – “Ringo”, o ex-baterista dos Beatles, Ringo Starr finalmente colocou sua carreira solo em ação, mostrando que ele tinha muito mais a oferecer do que seus excêntricos dois primeiros álbuns solo, “Sentimental Journey” e “Beaucoup Of Blues”, ambos lançados em 1970. Emitido três anos depois, em 2 de novembro de 1973, “Ringo” foi um álbum muito mais satisfatório, feito com um grande orçamento e apresentando um incrível elenco de músicos de apoio.
Em sua resenha do álbum, a revista Rolling Stone disse: “Este álbum de Ringo Starr é o primeiro a realmente invocar a aura dos Beatles”. Isso se deve ao fato de John Lennon, George Harrison e Paul McCartney terem contribuído como compositores, cantores e instrumentistas no álbum, através de sessões de gravação que começaram em março de 1973 e terminaram naquele verão. No entanto, em nenhuma única faixa, todos os quatro aparecem juntos. Mas não foram apenas os convidados especiais que fizeram “Ringo” tão bem-sucedido: Starr desenvolveu sua própria causa ao coescrever dois dos 10 singles do álbum, o No. 1 “Photograph” e “Oh My My”, que traziam backing vocals da estrela da Motown, Martha Reeves. Um álbum impecável, recheado de hits que mais parece um “Greatest Hits”. Em todas as faixas, embora o alcance vocal de Ringo não seja particularmente amplo, ele canta com entusiasmo. Um dos grandes destaques do álbum, é uma faixa composta por Ringo e Vini Poncia - "Devil Woman", um hard rock clássico e pesado com letras atípicas de Ringo: "Você é como o diabo com chifres na cabeça. A única maneira que vou te ter, é tendo você na cama", não é o material geralmente associado ao homem que compôs e cantou "Jardim do Polvo".
Conduzida por guitarras estridentes e pontuada por uma seção de metais, a música é de uma qualidade admirável. Além de entrar no álbum, "Devil Woman", também foi lançada como lado B do single número 1, com “You're Sixteen” do lado A.