sábado, 7 de janeiro de 2012

JÜRGEN VOLLMER - BEATLES PHOTOGRAPHER - 2012

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Nos últimos 40 anos, Jürgen Vollmer já fotografou algumas das pessoas mais carismáticas da indústria cinematográfica e das artes, incluindo William S. Burroughs, Madonna, Dirk Bogarde e Nastassja Kinski, e a maior de todas as estrelas: The Beatles, bem no início de suas carreiras.
Jürgen Vollmer, junto com Astrid Kirchherr e Klaus Voorman eram os "Exis", abreviação de “existencialistas”, apelidados por John Lennon. Algo como “emos” de hoje em dia. Vollmer fez amizade com os Beatles durante o tempo da banda em Hamburgo em 1960.

Vollmer tornou-se um dos primeiros fotógrafos a fazer ensaios com os Beatles e John Lennon ficava impressionado com a forma que ele clicava a banda. Quando foi morar em Paris, John e Paul foram visitá-lo e foi ele quem cortou seus cabelos à moda dos Exis. Uma das fotos de Vollmer preferidas de John era ele em pé, parado, observando o ir e vir das pessoas. Essa foto, seria usada por Lennon na capa do seu álbum Rock And Roll, de 1975. Jürgen Vollmer hoje é um senhor setentão. Vive há muitos anos nos Estados Unidos e é fotógrafo exclusivo de grandes estrelas de Hollywood.
"De Hamburgo a Hollywood" é um ensaio fotográfico convincente da jornada deste fotógrafo alemão que, após uma série de encontros fatais, encontra-se em meio à Meca da comunidade mundial de entretenimento”. Diz Sir Paul McCartney na introdução do livro. "o encontro com Jürgen Vollmer, e seus amigos Astrid e Klaus, foi um evento muito importante na minha vida e nas vidas dos outros Beatles. Seu senso de estilo e excelentes habilidades fotográficas tiveram um efeito profundo ao longo de nossas carreiras".
Links para as outras postagens com os fotógrafos dos Beatles:
RICHARD AVEDON
ASTRID KIRCHERR
http://obaudoedu.blogspot.com/2010/09/astrid-kirchherr-all-those-years-ago.html
ANGUS McBEAN
MAD DAY OUT
IAN McMILLAN - ABBEY ROAD
DEZO HOFFMAN

THE ROLLING STONES - WE LOVE YOU

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Houve uma vez em que Beatles e Rolling Stones dividiram o mesmo estúdio e gravaram uma canção. Isso foi em 1967. Na verdade, apenas John Lennon e Paul McCartney participaram. Gravaram suas vozes como backing para Mick Jagger e Keith Richards, no single dos Stones chamado "We love you". Não foi a primeira vez em que os dois grupos trabalharam juntos, mas foi a única em que as duas duplas de compositores se reuniram no mesmo estúdio.Os Beatles e os Stones sempre foram amigos desde o início, quando chegaram a Londres. Os Beatles surgiram primeiro, lançando seu primeiro compacto em outubro de 1962, enquanto os Rolling Stones fizeram sua estreia em junho de 1963, época em que os Beatles já consolidavam sua liderança em toda a Europa.Os Beatles eram frequentadores ativos do Crawdaddy Club, em Richmond, onde os Rolling Stones ganharam fama. Andrew Loog Oldham era o empresário dos Stones. Um rapaz de 19 anos que havia sido assistente de Brian Epstein, empresário dos Beatles. Depois, quando Jagger, Richards e cia. precisavam de uma canção para emplacar um sucesso nas paradas, Oldham solicitou uma ajuda a Lennon & McCartney, que doaram I wanna be your man para os Stones, que chegaram ao Top10 pela primeira vez com ela. Jagger e Richards começaram a compor depois desse evento, pressionados por Oldham, que dizia que eles podiam. E podiam mesmo!
A “rivalidade” surgiu como uma estratégia de mercado. Um golpe publicitário de Oldham. Ele pensou que se divulgasse os Rolling Stones como o oposto dos Beatles, chamaria a atenção do enorme público do quarteto de Liverpool (pois vinculavam sua imagem a eles) e ganhariam a simpatia de eventuais detratores daquela outra banda. Deu muito certo.
Em sua famosa entrevista à revista Rolling Stone de 1970, em que abre o verbo contra tudo e contra todos, Lennon relata que o melhor período da fama foi justamente no início, entre 1963 e 1964, quando Beatles, Stones e The Animals promoviam festas loucas Londres à fora e frequentavam boates e clubes. Em sua recente biografia, Vida, Keith Richards lembra como as duas bandas combinavam as datas de lançamento dos discos para não coincidirem.
Em termos de gravação houve algumas trocas. Em 1966, o guitarrista dos Stones, Brian Jones, e a cantora Marianne Faithfull (empresariada pela banda) participaram do coro da canção Yellow submarine.
Ainda em 1967, a capa do antológico álbum Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, traz uma boneca de Shrrley Temple usando um suéter com a inscrição “Welcome The Rolling Stones”, em agradecimento às visitas no estúdio de gravação. Logo, depois, quando os Beatles apresentaram a bela All you need is love ao vivo na TV, Mick Jagger está lá, reforçando o coro, junto com Eric Clapton e Keith Moon. Em agradecimento, os rostos dos Beatles podem ser vistos escondidos na capa do álbum Their Satanic Majestic Request dos Stones. http://obaudoedu.blogspot.com/2011/11/rolling-stones-their-satanic-majesty.html
Também naquele ano, Brian Jones tocou um solo de saxofone na brincadeira anárquica chamada You know my name (look up the number), que só seria lançada em 1969, no Lado B do single de Let it be.
Apesar do ápice de We love you, gravada também no verão de 1967, houve ainda outros encontros. Mick Jagger canta no refrão de Baby you're a rich man dos Beatles, junto com Lennon e McCartney. Em 1968, John Lennon e Yoko Ono apareceram como convidados do programa de TV Rock and Roll Circus dos Rolling Stones. Para a ocasião, Lennon criou a banda "The Dirty Mac" e tocou a faixa Yer blues dos Beatles com Eric Clapton na guitarra, Keith Richards no baixo e Mitch Mitchell (Jimi Hendrix Experience) na bateria.
Com o fim dos Beatles, em 1970, houve uma diminuição na troca de “gentilezas” – até porque os Stones deixaram a Inglaterra para não pagar impostos, e passaram a morar em locais como França, Suíça, Jamaica, Barbados ou Estados Unidos. Mas sabe-se que John Lennon continuou bastante próximo de Mick Jagger e de Keith Richards, sendo um frequentador assíduo da lendária mansão na Riviera Francesa onde os Stones gravaram Exile on Main Street, em 1972.
"We love you", é uma canção da fase psicodélica dos Stones, que serve como um agradecimento aos fãs da banda pelo apoio conferido quando foram presos por porte de drogas no início de 1967. O clipe da canção mostra o grupo em um julgamento, parodiando o caso do escritor Oscar Wilde.
Na canção em si, o grande condutor são justamente os vocais de Jagger e os backings de Richards, Lennon e McCartney. Mas há alguns destaques instrumentais, como o piano do músico de apoio Nicky Hopkins, que faz a abertura da canção, a bateria de Charlie Watts e um sintetizador tocado por Brian Jones no final.
Não é um dos grandes clássicos dos Rolling Stones, portanto, está ausente da maioria das coletâneas e nunca esteve no repertório dos shows, mas é um momento curioso do rápido flerte da banda de Jagger & Richards com o psicoldelismo e, obviamente, um momento histórico de quando Mick Jagger, Keith Richards, John Lennon e Paul McCartney cantaram juntos numa mesma canção. Fonte: https://hqrock.wordpress.com

MICHAEL McCARTNEY - MIKE McGEAR

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Hoje é aniversário do irmão caçula de Paul McCartney, Michael. Ele está completando 67 anos. Para conferir a postagem sobre Mike McGear e seu conjunto, o SCAFFOLD, o link é: http://obaudoedu.blogspot.com/2011/10/quem-conhece-mike-mcgear-e-o-scaffold.html

REVOLUTION # 9 - THE BEATLES?

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"Revolution 9" não era uma canção de Lennon & McCartney nem uma gravação dos Beatles. Era um amálgama imenso de sons gravados que John Lennon e Yoko Ono mixaram juntos. A música foi lançada no álbum The Beatles, o "Álbum Branco" de 1968, e faz parte da trilogia que consiste no single lado-B de “Hey Jude”, "Revolution," a versão blues “Revolution 1” e essa colagem de sons intitulada “Revolution 9.” John Lennon inicialmente nomeou-a "Number 9 Dream". Esse nome seria título de sua canção “#9 Dream” de seu disco solo, “Walls And Bridges” de 1975. A ideia apareceu a partir de uma versão estendida de “Revolution 1” em que foram adicionados fitas em loop, música reversa e efeitos sonoros numa influência da musique concrète de Karlheinz Stockhausen, Edgard Varèse, Luigi Nono, e John Cage que trás ainda técnicas de pane no estéreo e fading. Com um pouco mais de oito minutos é a canção mais longa do disco assim como de toda a carreira dos Beatles. A canção foi creditada a Lennon/McCartney, porém é um trabalho basicamente Lennon/Yoko Ono que implementava a influência avant-garde nas composições de Lennon. Acreditando que a música era muito anti-comercial, mesmo para uma canção Beatle, os outros integrantes, principalmente Paul McCartney, realmente tentaram (sem sucesso) convencer Lennon a não colocar essa música no disco. Já George Martin sempre admirou a música, chamando-a de "música do futuro". Após uma pequena introdução de piano, uma voz em loop começa a repetir a palavra “número nove” possivelmente de um examinador de fitas da EMI. A frase entra em fade-in e fade-out durante a música inteira. Após isso vem o caos: microfonia, gritos, ensaios, fitas em loop, sirenes e etc. Há ainda alguns pedaços de outros sons durante a música: “Carnaval” de Schumann Sibelius e Beethoven, orquestra ao contrário tirado das sessões de “A Day in the Life,” que pode ser considerada um precursor do “sample” usado mais tarde principalmente pelo rap, diálogos sem sentido entre Lennon e Harrison dizendo, “Não há regras para os loucos das empresas,” Yoko Ono dizendo “você ficou nu,” vozes de um time de futebol americano gritando “bloqueiem a defesa!,” e aos 6:56 é possível ouvir o piano que poderia se a introdução de "While My Guitar Gently Weeps" tocada bem rápida, George Martin dizendo “Geoff, acenda a luz vermelha”, com um eco pesado, um Mellotron tocado por Lennon ao contrário e outras frases como, “Pegue isto irmão, deve te servir bem.” Em 30 de maio de 1968, os “Beatles” começaram as gravações do disco com “Revolution 1” e o take 18 acabou sendo a base crua de “Revolution 9.” Os trabalhos na canção começaram em 6 de junho, quando Lennon preparou 12 efeitos. Alguns deles ele mesmo fez e outros eram dos arquivos do Abbey Road Studios. Em 10 de junho, enquanto Paul gravava “Blackbird” John ia tentando mais efeitos e técnicas. Mas o dia mais significante da gravação foi no dia 20 de junho, quando Lennon usou os 3 estúdios e gravou fitas de um para o outro tudo ao vivo. Segundo Lennon em entrevista para a Playboy em 1980: “Todos aqueles tipos de barulho e sons estavam encaixados. Havia mais ou menos umas 10 máquinas com pessoas segurando os loops com lápis – alguns esticavam e outros afrouxavam os loops – Eu fiz os efeitos todos ao vivo de um estúdio para o outro. Até achar um que eu tivesse gostado.Yoko estava lá me ajudando em tudo e fazendo decisões sobre quais loops usar. Era algo sob sua influência, eu acho. Uma vez que eu ouvi suas coisas, como palavras sem sentido, sons de batimentos cardíacos e respiração eu fiquei intrigado... Então queria fazer algo assim. Gastei mais tempo nessa música do que em qualquer outra música que escrevi. Era uma montagem”. Link para a entevista de Lennon na Playboy: http://obauentrevistajlplayboy-edu.blogspot.com/
“Revolution 9” teve que ser editada de 9’05 para 8’12, para ser incluída no último lado do segundo disco. Participaram da gravação: John Lennon: Fitas em loops, diálogos, efeitos, edição, samplers; George Harrison: diálogos, sampler; Ringo Starr: Efeitos, diálogos e Yoko Ono: Fitas em loops, diálogos, efeitos, edição, samplers. Algumas partes faladas de George Martin assim como alguma coisa de piano foram retiradas de “Honey Pie” e “Martha My Dear,” ambas de Paul McCartney. “Revolution 9” tem forte participação na "Lenda da morte de Paul McCartney." É possível ouvir “Turn me on, dead man” ou “Me excite, homem morto” e, além disso, há outros detalhes relacionados também: o som de uma batida de carro seguido de uma explosão, já que segundo a lenda, McCartney teria morrido num acidente de carro. Pura bobagem. Na verdade, o acidente foi com o jovem Tara Brownie. Link para a postagem de Tara Brownie: http://obaudoedu.blogspot.com/2010/07/tara-browne-um-dia-na-vida.html
De acordo com o advogado Vincent Bugliosi, o assassino Charles Manson acreditava que “Revolution # 9”, a gravação que aparecia no disco era uma referência à passagem da Bíblia “Revelação n°9” que fala do apocalipse e das profecias do quanto o fim está próximo. Ele acreditava que os Beatles falavam com ele através das suas canções e que esta,que a canção falava de uma revolução interracial e da batalha final: o Armageddon. Paul McCartney estava em Nova York quando “Revolution 9” foi feita e ficou muito decepcionado pela inclusão da música no álbum duplo. Ele já fazia esse tipo de “colagens” muito antes. Compôs algo semelhante há 18 meses nas sessões de 5 de janeiro de 1967, durante as gravações de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band chamada Carnival of Light, com mais ou menos 14 minutos. A canção nunca foi lançada nem mesmo em bootlegs . Poucas pessoas ouviram essa canção e era para ter sido inclusa no projeto “The Beatles Anthology,” porém foi vetada por George Harrison.

JOHN LENNON E O Nº 9

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Os mais famosos "noves" da história pop/rock cabem a John Lennon, que nasceu dia 9 de Outubro. O seu filho Sean também. Nos discos, usou o nove três vezes no título de canções. Brian Epstein, que seria o manager dos Beatles, viu-os pela primeira vez ao vivo no Cavern, em Liverpool, em 9 de Novembro de 1961. E seria num outro dia 9, o de Maio de 1962, que o mesmo Brian Epstein asseguraria a assinatura do contrato da mítica banda com a EMI. Canções & Álbuns: “One After 909″, “Revolution No. 9″,“#9 Dream”. Esta música fazia parte do nono álbum solo de John Lennon, o qual foi lançado no nono mês de 1974. A canção ficou em nono lugar nas paradas de sucesso, e tem um verso que tem nove silabas, “Ah, bowakawa, pousse pousse.” Seu álbum, Mind Games, tem nove letras. Outro álbum de Lennon tem 9 letras: esse disco foi seu tributo ao classic rock e era intitulado: Rock 'n' Roll. John nasceu às 6:30 p.m. 6 + 3 + 0 = 9. Quando foi baleado, em 8 de dezembro de 1980, já era 9 de dezembro em sua cidade natal, Liverpool, na Inglaterra. Liverpool tem nove letras. Nove palavras compõem a mais importante frase de uma das músicas de John. All we are saying, is give peace a chance. Tudo que dizemos é: dê uma chance à paz - 9 palavras em Português também. Os nomes combinados de John Ono Lennon e Yoko Ono Lennon contêm nove “Os”. O número do ônibus escolar da escola primária de John era 72. 7 + 2 = 9. Lennon morou em um apartamento de número 72 em Nova York. McCartney, seu melhor amigo durante a maior parte da sua vida, tem 9 letras. Quando Lennon foi baleado, caiu e morreu instântaneamente, era conhecida a ligação de Ono com numerologias, o I-Ching e o tarô. Só fechava negócios depois de consultar "os astros". Naquele dia, eles não mostraram a ela tudo o viveria desde então. O marido foi sacrificado diante de seus olhos miúdos na noite do dia 8 de dezembro de 1980. Isso tudo é uma tolice sem igual. Comparável apenas às idióticas teorias das conspirações.

CARNIVAL OF LIGHT - A MAIS MISTERIOSA DAS CANÇÕES DOS BEATLES

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Publicada originalmente em 1 de fevereiro de 2011
Carnival of Light - Carnaval da Luz - é uma música experimental nunca lançada pelos Beatles. Creditada como de Lennon & McCartney, foi gravada em 5 de Janeiro de 1967, depois da sessão de overdubbing vocal para 'Penny Lane'. A faixa foi criada para o The Million Volt Light and Sound Rave, um evento feito no Roundhouse Theatre em 28 de Janeiro e 4 de Fevereiro de 1967. Algumas pessoas afirmam que a música tinha por volta de treze minutos, e Paul McCartney disse que tinha por volta de quinze. Em The Complete Beatles Chronicle está listada com duração de 13 minutos e 48 segundos.
O gênese da música veio em Dezembro de 1966 com o designer David Vaughan (parte do trio de designeres Binder, Edwards & Vaughan), que tinha recentemente pintado um piano de Paul McCartney com desenhos psicodélicos. Por volta do mesmo período em que ele entregou o piano no endereço de McCartney, Cavendish Avenue, perguntou se Paul poderia contribuir com uma peça musical para a estréia de The Million Volt Light and Sound Rave. Para sua surpresa, McCartney concordou em fazer uma contribuição.
The Million Volt Light and Sound Rave (às vezes citado como The Carnival of Light Rave) era um festival de arte organizado por Binder, Edwards & Vaughan para a exposição de música eletrônica e apresentações de luzes. Foi feito na Chalk Farm Road Roundhouse Theatre e caracterizava-se não só por um projeto onde se tocava 'Carnival of Light', mas também performances por Unit Delta Plus, cujos membros incluíam pioneiros da música eletrônica Delia Derbyshire, Brian Hodgson da BBC Radiophonic Workshop, e o artista eletrônico Peter Zinovieff.
O expert em Beatles Mark Lewisohn, que ouviu a música em 1987 quando fazia seu livro The Complete Beatles Recording Sessions, diz que a música incluía "bateria hipnótica, distorcida, sons de órgão, uma guitarra solo distorcida, o som de um órgão de igreja, vários efeitos (gargarejo com água seria um) e, talvez o mais intimidante de todos, John Lennon e Paul McCartney berrando como dementes e gritando frases aleatórias como 'Are you alright?' (Você está bem?) e 'Barcelona!' ". Barry Miles, o biógrafo oficial de McCartney, escreveu em “Paul McCartney: Many Years from Now” que a canção "não tinha ritmo, apesar de uma batida se estabelecer por alguns compassos pela percussão ou pelo piano que fazia a batida rítmica. Não há melodia, apesar de fragmentos de uma melodia ameaçarem a aparecer."
Eu disse aos outros: 'tudo que eu quero que vocês façam é apenas percorrer todos os instrumentos, bater, gritar, tocar, não precisa ter sentido nenhum. Toquem um tambor, depois façam algo no piano, toquem algumas notas e vagueiem por aí”. Contou, Paul. A trilha básica de um órgão tocando notas de baixo e de uma bateria foram gravados em velocidade lenta, dando-os um som mais profundo. Há também uma grande quantidade de reverbs (reverberação) nos instrumentos e nos vocais de John e Paul (as duas únicas vozes na música); John e Paul também gravaram gritos de guerra de Nativos Americanos, assobios, suspiros, tosses verdadeiras e fragmentos de conversas de estúdio. Outros overdubs da música incluem rajadas do retorno da guitarra, um órgão sentimental daqueles de cinema, pedaços de ruídos de piano e um retorno eletrônico com Lennon gritando 'Electricity!' (Eletricidade!). A faixa é concluída com Paul pedindo ao engenheiro de som em uma voz ecoada "Can we hear it back now?" (Podemos ouví-la agora?). Além disso, segundo Miles, musicalmente, a faixa "lembra 'The Return of the Son of Monster Magnet' do álbum Freak Out! de Frank Zappa, exceto que não há ritmo e a música… é mais fragmentada, abstrata e séria."
Dudley Edwards (um dos organizadores do The Million Volt Light and Sound Rave e amigo de McCartney) disse que uma tomada de 'Fixing a Hole' (do Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band) com um piano aparece durante a canção. É improvável que esta tomada tenha sido ouvida, já que a gravação de 'Fixing a Hole' só começou cinco dias depois da última apresentação de The Million Volt Light and Sound Rave, mas não é impossível que McCartney tenha tocado alguns compassos da música nesta faixa.
Apesar do livro de Lewisohn dizer que uma mixagem em mono foi dada para Vaughan, Miles alega que a mixagem "foi feita com completa separação estereofônica, e é um exercício em camadas e texturas musicais". Ou uma segunda mixagem foi feita depois do evento ou na verdade foi dado a Vaughan uma mixagem estéreo que não tinha relação às gravações de Abbey Road. Edwards disse que a fita foi levada à América por Ray Anderson (que foi trazido dos E.U.A. para auxiliar com o show de luzes do evento). As fitas da sessão de Carnival of Light continuam nos Estúdios Abbey Road.
Geoff Emerick, engenheiro de som dos Beatles, disse certa vez: "Quando eles terminaram, George Martin disse para mim “Isto é ridículo, temos que fazer algo um pouco mais construtivo". "Carnival of Light" ainda não apareceu em nenhum lançamento oficial dos Beatles, apenas em bootlegs. Em 1996, McCartney tentou lançar a faixa no álbum Anthology 2, mas George Harrison a rejeitou. De acordo com McCartney, a razão para tal foi de que "ele não gostava de música de vanguarda (avant-garde)". Apesar disso, George Harrison criou músicas vanguardistas como compositor-solo (em 1969 ele lançou um álbum experimental chamado Electronic Sound usando o então novo Sintetizador Moog) e em vários trabalhos com os Beatles. Em Agosto de 1996, Paul disse que estava trabalhando num filme de foto-colagem dos Beatles, similar ao filme feito sobre o Grateful Dead em 1995 chamado Grateful Dead - A Photo Film. Ele estava planejando usar 'Carnival of Light' na trilha sonora, mas o projeto ainda não foi visto e ele não comenta sobre o assunto desde 2002.
Em Novembro de 2008, Paul confirmou que ainda possui as fitas da gravação, e “suspeitava” que era a hora do mundo conhecê-la. Eu gosto dela porque são os Beatles livres, saindo da linha." Paul ainda precisa do consentimento da viúva de Lennon, Yoko Ono, e da viúva de Harrison, Olivia Trinidad, para lançar a música, além do de Ringo Starr. No entanto, Paul divulgou uma nota no final de Dezembro afirmando que ele planejava lançar a música em 5 de Janeiro de 2009, já que ele finalmente recebeu permissão para lançá-la. A data escolhida, segundo ele, foi em comemoração aos 42 anos de gravação da música (5 de Janeiro de 1967). Mas isso não aconteceu.
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

THE BEATLES- "SIE LIEBT DICH" - MUITO BOM!

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PAUL McCARTNEY - YESTERDAY 2012

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Yesterday (Ontem, em português) é uma canção gravada pelos Beatles, lançada em 1965 no álbum Help!. Embora a composição seja creditada a Lennon & McCartney, foi composta unicamente por Paul, segundo ele após ter tido um sonho. Numa manhã de maio de 1965, Paul acordou com uma melodia na cabeça que tinha todo o frescor de um sonho. Imediatamente ele foi para o piano que havia no seu quarto em Wimpole Street, em Londres, e tocou a música inteirinha, completa, com primeira e segunda parte. Ainda não tinha letra e ele a chamou de "Scrambled Eggs". Mas Paul ficou encucado, achando que já tinha ouvido aquela melodia em algum lugar. Então passou vários dias mostrando para os amigos e perguntando se eles já não a conheciam. Não, ninguém nunca tinha escutado aquilo antes.
Paul McCartney fez a letra definitiva para a canção que ganhou o título de "Yesterday", enquanto se dirigia para Algarve, em Portugal. A canção, é uma balada acústica que fala sobre um amor perdido. Foi a primeira canção gravada pelos Beatles que só trazia a participação de um só integrante do grupo, o próprio Paul, cantando e tocando violão, acompanhado por um quarteto de cordas. Por não ter muito em comum com outras músicas dos Beatles lançadas na época, os demais integrantes acharam que seria melhor não lançá-la. Nenhum deles partcipou da gravação. Estavam lá: Paul McCartney, vocais e violão; Tony Gilbert, violino; Sidney Sax, violino; Kenneth Essex, viola; Francisco Gabarro, violoncello. George Martin foi o produtor e Norman Smith, engenheiro de som. Segundo o Guinness Book, “Yesterday” é a canção mais regravada da história, tendo sido regravada por outros cantores mais de três mil vezes. Entre os artistas que a regravaram estão Frank Sinatra, Ray Charles, Elvis Presley e Plácido Domingo. Em 1971, após a separação dos Beatles, John Lennon magoado com Paul lançou a canção “How do you sleep?” onde cantava “The only thing you done was yesterday” (“a única coisa que você fez foi yesterday”). Nessa canção John pretendia, não somente dizer que a única coisa que Paul havia feito era a canção Yesterday, mas também referia-se aos Beatles, que em 1971 já faziam parte do passado, ou seja, ontem.
O piano no qual o ex-beatle Paul McCartney compôs (nops!) Yesterday, foi leiloado em 2011 em Londres. O instrumento, um Eavestaff de estilo 'art deco' adquirido em 1926 pela família da cantora britânica Alma Cogan, foi vendido por um preço aproximado de R$ 360 mil. O instrumento, que também foi tocado por músicos como Sammy Davis Jr e Mick Jagger, esteve durante a década de 1960 na casa de Cogan no bairro londrino de Kensington, lugar conhecido pelas reuniões culturais e festas que se realizavam nela. McCartney foi à mansão de Cogan após sonhar uma noite de 1964 com a melodia que acabaria se concretizando em Yesterday, segundo relatou ele mesmo em entrevistas. Ali o artista tocou pela primeira vez uma das canções mais populares do século 20, com a intenção de que sua amiga confirmasse que se tratava de uma melodia original, e não um tema já existente que McCartney tivesse recuperado de maneira inconsciente durante o sonho. Em sua biografia, McCartney lembra que a primeira coisa que fez com a melodia foi comprovar que não tinha dono. "Levei um tempo para garantir que não pertencia a ninguém, e finalmente a registrei como minha".

A FABULOSA CAIXINHA MÁGICA DOS BEATLES

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Esse blog tem 311 membros e uma média de 800 acessos diários. Se cada um fizesse pelo menos um comentário para cada 5 postagens, já seria grande coisa. Para quem publico essas postagens? Porquê? Eu estou careca de saber de cor e salteado tudo que aparece aqui. De que adianta todo esse trabalho, se ninguém, mesmo amigos de outrora, não podem perder 2 minutos de suas preciosas vidas para dizer apenas “oi” ou "obrigado". Ok. Ação e reação. Os comentários são a única forma de incentivo para continuar mantendo o blog ativo. Também o único jeito de eu saber o que está agradando ou desagradando. De qualquer forma, só lamento o fato de tanta gente não querer participar. Pois quem participa, ganha prêmios, como tantos já ganharam nesses 3 anos. E a nova promoção é simplesmente espetacular e imperdível.
A fantástica caixinha "The Beatles - Compact Disc EP. Collection", foi lançada em 1992, com 14 Singles em CD dos Beatles com as capas originais em versões imitando os compactos da época que sairam originalmente. Aqui no Brasil, vieram pouquíssimas unidades, todas importadas.
A HISTÓRIA DAS MINHAS CAIXINHAS FABULOSAS
Em 1992, havia uma loja de discos aqui em Brasília que era simplesmente sensacional e logo se tornou minha Disneylândia, meu parque de diversões. Era a loja "All The Best", que ficava na 107 norte. A loja só vendia discos importados e era possível fazer pedidos de CDs bem raros. Essa foi a época que mais ganhei dinheiro trabalhando nessas agências de propaganda, e podia comprar todos os discos que queria. Passava tardes inteiras lá, fazendo minhas pesquisas e anotações, escolhendo, separando e "escondendo" as pérolas que tanto me fascinavam. Os discos que me interessavam, eu escondia atrás de outros que sabia que ninguém ia comprar. Dias depois, com a graninha pronta, ia lá e pegava aquelas raridades que, para mim, eram minhas por direito. Assim, acabei ficando amigo de um dos vendedores: Luiz Márcio. Numa certa noite, eu estava lá meio indeciso sobre o que iria levar quando ele me chamou num canto (como se fosse um traficante) e me mostrou as bombas. Eram somente duas caixinhas (box flip top) pretas, contendo cada uma, todos os compactos dos Beatles recém lançados em CD. Ele percebeu na hora que meus olhos brilharam e foi categórico: "Edu, se você comprar 10 CDs, leva grátis, uma dessas caixinhas". O acerto ficou o seguinte: "Compro 16 CDs e levo as duas caixinhas, ok?". Ok. E assim fui embora da loja feliz da vida levando na sacola 16 discos novos (metade de Badfinger) e mais as duas caixinhas. Uma para mim, e a outra seria dada de presente para meu irmão. Assim foi. Quase 20 anos depois, meu irmão me perguntou se queria a caixinha de volta. "Claro que sim!". Respondi sem pestanejar, pensando de que forma faria o sorteio para a galera do Baú. Para minha total surpresa, a caixinha dele estava intacta, virgem, cabaço. Nenhum, dos CDs foi ouvido sequer uma vez. Então, chegou a hora de botar a mão nessa jóia, nesse tesouro.
O CONTEÚDO DA CAIXINHA MÁGICA
1. The Beatles´ Hits – Quatro sucessos da dupla Lennon/Macca. From Me To You surgiu como lado A de single de 1963. E Thank You Girl, seu lado B. Do primeiro disco,os hits Please Please Me e Love Me Do fecham o EP.
2. Twist and Shout – 4 do 1º álbum (Please Please Me, álbum nº 1 também) dos Beatles. Lennon arrebenta na versão de Twist and Shout, gravada antes pelos Top Notes e Isley Brothers. A Taste of Honey, outra cover. E duas de John e Paul: Do You Want to Know a Secret, com vocal de George Harrison; e There´s a Place.
3. The Beatles (No.1) -Duas de Lennon/McCartney: I Saw Her Standing There (com Paul até hoje!) e Misery, outra do disco de estreia, em dueto. Duas covers: Anna (Go to Him), derramada balada dor de cotovelo de Arthur Alexander. E Chains, do casal de compositores Gerry Goffin e Carole King, da fábrica de hits localizada no edifício Brill Building. Cantam George Harrison, Paul e John (também na gaita.)
4. All My Loving – duas do Please Please Me e duas do With the Beatles. Do 1º, John canta Ask me Why e, com jeitão de Roy Orbinson, Paul arrasa na balada P.S. I Love You. Do 2º LP, o sucessão All My Loving (com Paul, até hoje) e Money, clássico R&B da Tamla/Motown, na voz visceral de Lennon.
5. Long Tall Sally – EP com uma parceria de Lennon e Macca (I Call Your Name) e 3 ótimas covers de rock´n´roll: Long Tall Sally, clássico de Little Richard, aqui encarnado por um fã, Paul McCartney. Slow Down, de Larry Williams. Lennon termina de cantar com um u-hu típico. E Matchbox, de Carl Perkins, idolatrado pelo quarteto, tem vocais de Ringo Starr! Só me resta parafrasear Ronnie James Dio: Long live rock´n´roll!
6. A Hard Day´s Night (extracts from film) – Quatro sucessos do filme Os Reis do Iê Iê Iê. Lennon nota 10 nos vocais e harmônica de boca em I Should Have Known Better. Com Macca, divide as vozes da lindíssima balada If I Fell - regravada com brilho por Rita Lee no ótimo álbum Aqui, Ali, em Qualquer Lugar, só de covers dos Beatles. Os parceiros dividem Tell me Why. Paul canta a balada And I Love Her.
7. A Hard Day´s Night (No.2) – Quatro do lado B do LP A Hard Day´s Night, trilha do filme Os Reis do Iê Iê Iê. Lennon canta Any Time at All e When I Get Home. I´ll Cry Instead é um dueto da dupla dinâmica. Macca faz a principal voz de Things We Said Today.
8. Beatles For Sale – Quatro do álbum de mesmo nome: Lennon canta No Reply, I´m a Loser, Rock´n´Roll Music, essencial cover do clássico de Chuck Berry, e divide com Paul Eight Days a Week.
9. Beatles For Sale (No.2) - Mais quatro de Beatles for Sale: I´ll Follow the Sun (Paul nos lead vocals). Lennon e McCartney dividem os vocais de Baby´s in Black, Words of Love (cover de Buddy Holly) e I Don´t Want to Spoil the Party. Mais meigo.
10. Beatles´Million Sellers. Quatro blockbusters, quatro lados A de compactos neste milionário EP: She Loves You, I Want to Hold Your Hand, Can´t Buy Me Love e I Feel Fine.
11. Yesterday. A parceria Lennon/Macca do álbum Help! se tornou a música mais gravada e regravada da história, mais o lado B do single Yesterday, Act Nacturally (Morrison/Russell), um country cantado por Ringo Starr, You Like Too Much, de Harrison, e It´s Only Love (de John e Paul). EP lançado em 4 de março de 1966, Top 1 na parada do Reino Unido.
12. Nowhere Man – quatro maravilhas do LP Rubber Soul, 1965. A ótima Nowhere Man é cantada pro John, Paul e George. Uma das favoritas desta Coluna, Drive My Car é presença firme nos shows de Paul. Paul também canta Michelle com backing de John e George, assim como You Won´t See Me, onde Macca também toca piano (Mal Evans faz o Hammond). Um dos pontos altos do box.
13. Magical Mystery Tour – Seis músicas feitas para o filme de mesmo nome (1967): a faixa-título, mais Your Mother Should Know, I Am the the Walrus, outro clássico, Oasis fez cover fiel; The Fool on the Hill, Flying, Blue Jay Way. O CD EP de 1992 tem as 6 canções em estéreo e depois as mesmas 6 faixas em mono.
14. The Beatles - um EP de 1981 com 4 raridades. The Inner Light, de George, lado B do compacto Lady Madona, de 1968. E mais três parcerias Lennon/Macca: Baby You´re a Rich Man, lado B do compacto All You Need is Love, de 1967, entrou na trilha do filme Yellow Submarine (na tela, não no disco), aqui em rara versão estéreo. She´s a Woman, lado B de I Feel Fine, 1964. This Boy, lado B do single I Want to Hold Your Hand, de 1963.
COMO FAZER PARA GANHAR A CAIXINHA DO BAÚ?
É muito simples, durante todo o mês de janeiro, quem fizer qualquer comentário, estará automaticamente participando do sorteio que será realizado no dia 31. É isso aí. Quem comenta, tenta, quem não comenta depois se lamenta. Para participar é só comentar. Boa sorte a todos! Valeu! Abração!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

PAUL McCARTNEY - COMING UP AGAIN

6 comentários:
“Coming Up” foi gravada durante o verão de 1979 e lançada como compacto em 1980. A música também é a faixa que abre o disco “McCartney II”, tão duramente criticado. McCartney II tornou-se conhecido por ser mais eletrônico e experimental. É o 12° da carreira de Paul McCartney. Em todas as faixas, gravadas em casa, como dez anos antes, ele toca todos os instrumentos, faz os vocais e divide as harmonizações com Linda. Também existe uma versão ao vivo de “Coming Up”, gravada durante uma turnê dos Wings e lançada posteriormente em single, com “Lunchbox / Odd Song” do lado B.
O vídeo clipe de “Coming Up”, foi lançado em 17 de maio de 1980, no programa “Saturday Night Live”. No Brasil, foi exibido primeiro no Fantástico. No vídeo, Paul interpreta dez personagens distintos e Linda, dois, um deles, homem. Essas interpretações vão de Buddy Holly, Frank Zappa, Ron Mael, Andy Mackay, Ginger Baker , até ele mesmo, o próprio, como o Beatlezinho da época da Beatlemania. Inteligentemente, Paul batizou a suposta banda como “THE PLASTIC MACS”, fazendo uma paródia à Plastic Ono Band de Lennon. “Coming Up” chegou ao primeiro lugar das 100 mais da revista Billboard, sendo a única música de Paul, em carreira solo (sem os Wings), a conseguir tal feito. No Brasil, também virou chiclete.

ROY ORBISON - OH, PRETTY WOMAN!

4 comentários:
É fantástico ver a legião que Roy Orbison deixou e como o mundo reconheceu. Em 1989, Roy e K. D. Lang ganharam o Grammy pelo dueto de “Crying”. Em fevereiro de 1990, o “Roy Orbison Tribute Concert to Benefit the Homeless” (Concerto em Tributo a Roy Orbison em Benefício aos Desabrigados) reuniu dezenas de músicos e artistas famosos: Don Was, Gary Busey, Dean Stockwell, Patrick Swayze, Bernie Taupin, The Original Byrds (David Crosby, Chris Hillman and Roger McQuinn), Cindy Bullens, T-Bone Burnett, Johnny Cash, Bob Dylan, Chris Frantz, Larry Gatlin, Emmylou Harris, John Hiatt, John Lee Hooker, Chris Isaak, B. B. King, K. D. Lang, Bruce Springsteen, Tom Waits, Michael McDonald, NRBQ, Iggy Pop, Bonnie Raitt, Michelle Shocked, Ricky Skaggs, Stray Cats, Pete Townshend, entre outros menos lembrados. Sem falar da participação dos Traveling Wilburys. No final de 1990, Roy entrou para o “Songwriters Hall Of Fame” (Hall da Fama dos Compositores). No mesmo ano, “You Got It” e “Mystery Girl” , canção e ábum
 foram grandes sucessos no mundo todo. Achei que essa pérola já tivesse aparecido aqui. Procurei e não encontrei. Senhoras e senhores, com vocês o melhor trabalho de Roy Orbison (depois dos Wilburys, claro!). O álbum ao vivo “A Black And White Night”.
DOWNLOAD:

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

THE BEATLES - THAT MEANS A LOT

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PAUL McCARTNEY & WINGS - LONDON TOWN

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Após uma frenética e lucrativa excursão mundial, McCartney convoca o Wings para a produção de mais um LP a bordo de um iate no litoral das Ilhas Virgens.
Qualquer pessoa em sã consciência imaginaria que o ano seguinte a uma cansativa turnê mundial só poderia resultar em longos meses de férias ao seu protagonista. Ledo encano. O desejo de continuar produzindo compactos c álbuns parecia "borbulhar" nas veias de Paul McCartney. Após o final de sua primeira excursão global, Paul logo supervisionaria a produção do LP triplo ao vivo Wings Over America (lançado em dezembro de 76), e do documentário Wings Over The World, transmitido pela TV, mundialmente, apenas em 1979. A novidade no próximo esquema de trabalho, entretanto, seria a possibilidade de trabalhar e divertir-se ao mesmo tempo. Por isso, durante todo o mês de maio de 1977, o Wings gravaria a maior parte das canções (muitas delas, parcerias entre Laine e McCartney) de LondonTown em um iate na costa de St. John, nas lhas Virgens De fato. três barcos formaram a frota ancorada na baía de Watermellon: Fair Carol (estúdio). EIToro (residência da família McCartney) e Samala (residência dos demais membros do grupo e equipe técnica).
Em junho. Paul e Linda encontraram tempo para gravar algumas faixas no estúdio Black Ark. na Jamaica, sob a produção do mestre do reggae, Lee "Scratch" Perrv. enquanto curtiam as habituais férias anuais no Caribe. As canções, Sugartime e Mr. Sandman apareceriam somente onze anos depois no álbum póstumo de Linda, Wide Prairie.
Com o final das sessões no paraíso tropical, o próximo passo dado pelo Wings foi gravar definitivamente Mull Of Kintyre na Escócia, em agosto, e retornar a Londres para uma aventura ainda maior: no dia 12 de setembro daquele ano, Linda daria luz a James Louis, o último filho do casal McCartney. No mês seguinte, já sem a presença de Jimmy McCulloch e Joe English, os trabalhos para a finalização prosseguiram em Abbey Road e no A.I.R Studios até janeiro de 78. Enquanto colhia os frutos das 2,5 milhões de cópias vendidas do compacto Mull of Kintyre (só no Reino Unido), a missão agora era de procurar substitutos para as vagas disponíveis na banda. Em fevereiro daquele ano, Laurence Juber e Steve Holly seriam admitidos no Wings, participando da gravação de diversos videoclipes para a promoção do álbum London Town, lançado no mês seguinte e alcançando bons resultados nas paradas musicais norte-americanas e britânicas. No documentário oficial Wingspan, Paul McCartney deu a seguinte opinião sobre a produção de London Town: "Nós tentamos algumas coisas realmente loucas, como jam sessions no convés do iate com o motor rodando a todo vapor. A música que saía não era muito boa, confesso Mas a filosofia era aquela mesmo: diversão. E me lembro que London Town acabou ficando muito bom, em uma época que curtimos muito".
London Town, originalmente chamado Water Wings, foi produzido durante 11 meses em três locações diferentes: estúdios Abbey Road, A.I.R c a bordo do iate Fair Carol, nas Ilhas Virgens, onde a empresa Record Plant instalara um estúdio móvel especial. As gravações começaram em fevereiro de 1977, em Abbey Road, com o registro de Girls School (lado B de Mull Of Kintyre) e a faixa-título do LP. Mais três faixas, desconhecidas do público, seriam completadas nesta sessão que duraria
até o final de março. Durante todo o mês de maio, Paul e banda permaneceriam em St. John, nas Ilhas Virgens, onde a segunda sessão de trabalho começaria no iate Fair Carol. Cançoes produzidas nesta temporada: Cafe On The Left Bank, I'm Carrying, Deliver Your Children, IVe Had Enough, With A Little Luck, Famous Groups, Morse Moose and The Grey Goose e Don't Let It Bring You Down. Outras faixas registradas durante as sessões: El Toro Passing, Running 'RoundThe Room, Standing Very Still e A Fairy Tale, sendo que a última serviria como base para a melodia final do poema sinfônico Standing Stone.
Após dois meses de intervalo, as gravações prosseguiram na Escócia para a complementação de Mull Of Kintyre. A faixa seria reservada para o próximo compacto do Wings, e receberia seu característico arranjo de gaita de foles em agosto pela Campbeltown Pipes Band. Outras faixas iniciadas neste período: Name And Address e Backwards Traveller - esta última, sendo finalizada em Abbey Road, dois meses depois. De volta à Inglaterra, em outubro, o grupo voltou a trabalhar sem a presença de Jimmy McCulloch e Joe English, dando sequência às sessões no estúdio AbbeyRoad até o começo de dezembro. Neste período, Paul, Denny e Linda adicionariam vocais e instrumentos às canções pré-gravadas.
A próxima etapa seria providenciar arranjos de cordas às faixas London Town e I'm Carrying no A.I.R Studios. O trabalho seria finalizado no dia 14 deste mês.
Em janeiro, após celebrar o ano novo, Paul trabalhou em conjunto com Geoff Emerick na mixagem final do álbum que se estenderia até o dia 23 na Penthouse de Abbey Road.
Sobras das sessões de London Town incluem: Waterspout (inédita), Find A Way, Somehow (Denny Laine) e B-Side To Seaside (Wide Prairie).
Maiores informaçãoes sobre esse disco podem ser lidas e conferidas no link:
Fonte: "Paul McCartney - Todos os segredos da carreira solo" - Cláudio D. Dirani

J.B. PROBY - THAT MEANS A LOT

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Rejeitada por John e Paul, “That Means a Lot” foi lançada em setembro de 1965 por P.J. Proby, um obscuro cantor e compositor americano que vivia em Londres. Ele conheceu os Beatles nos bastidores de um show de televisão e insistiu para que a dupla desse uma canção para ele. Antes deste nome, o cantor se chamou Jett Powers e depois mudou para Orville Woods. John disse que a voz dele parecia a de Elvis numa garrafa. Já para Paul, parecia a voz do Pluto latindo para o Mickey. P.J. Proby hoje está com 73 anos e vive no Texas.

CONVIDADOS ESPECIAIS - THE DOOBIE BROTHERS

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The Doobie Brothers é uma banda americana de rock and roll formada em 1970 por Johnston, John Hartman e o baixista Greg Murph, logo substituído por Dave Shogren, todos da Califórnia. No ano seguinte lançaram o primeiro LP, já transformado em quinteto, com Trian Porter e o percussionista Mike Hossack, já chamando-se “Doobie Brothers”. O som que faziam era um country rock, com leve tendência para o gospel e com utilização de instrumentos de sopro. Em 1972, o LP “Tolouse Street”, que trazia o sucesso "Listen To The Music", ganhou o primeiro disco de ouro, o que seria uma constante na carreira dos “Doobies” daí em diante.
Em 1974, entrou o guitarrista Jeff Baxter e, posteriormente, o tecladista Michael McDonald, que acrescentou ao estilo musical da banda elementos da música soul. Em 1978, ganharam quatro prêmios Grammy. Mas, no ano seguinte, John Hartman, um dos fundadores do Doobie Brothers, abandonou o grupo, assim como o guitarrista Jeff Baxter.
A partir do LP One Step Closer, de 1980, a formação incluía: Pat Simmons (guitarra e vocais), Tiran Porter (baixo), Keith Knudsen (bateria), Michael McDonald (teclados), John McFee (guitarra e vocais), Cornelius Bumpus (saxofone, órgão e vocais) e Chet McCraken (bateria e percussão). Em 1982 foi anunciada a dissolução do grupo. De lá para cá, alguns já se foram. Mas como todos os grandes dinossauros, os que restam, vivem aparecendo de vez em quando.
O discão que a gente confere agora, “The Best of the Doobies”, como o nome diz, só tem as papas finas. É uma das coletâneas mais fechadas da banda feita em um tempo que não existiam essas malditas “boxes” que vem com 5 CDs, custam sempre uma fortuna e só trazem rascunhos e raiva. Esse disco, numa época em que nem havia CD, vendeu mais de 10 milhões de cópias – sendo disco de diamante nos Estados Unidos. Isso não é pra qualquer um.
01- China Grove (Johnston) – 3:14
02. Long Train Runnin (Johnston) – 3:25
03. Takin' It to the Streets (McDonald) – 3:56
04. Listen to the Music (Johnston) – 3:49 (versão single) 4:45
05. Black Water (Simmons) – 4:17
06. Rockin' Down the Highway (Johnston) – 3:18
07. Jesus is Just Alright (A. Reynolds) – 4:33
08. It Keeps You Runnin (McDonald) – 4:20
09. South City Midnight Lady (Simmons) – 5:27
10. Take Me in Your Arms ( Holland, Dozier, Holland) – 3:39
11. Without You (Hartman, Hossack, Johnston, Porter, Simmons) – 4:58
DOWNLOAD:http://www.4shared.com/rar/9BpdboGq/Best_of_the_Doobies_obaudoedub.html

RETROSPECTIVA 2011 - AS MELHORES POSTAGENS DO BAÚ

2 comentários:
Em 2011 foram 1084 postagens publicadas ao longo do ano, fora as que acabaram não sendo usadas. Separei cerca de 70% delas, as que considerei melhores, para fazer essa retrospectiva que acabou dando mais trabalho do que eu tolamente imaginei. Como acabou ficando grande demais, tive de fazer um link para ela:
É uma postagem bem simples, títulos e links, sem fotos, sem vídeos e sem firulas... mas acho que vale a pena dar uma conferida e constatar que apesar de todos os pesares, nosso blog só melhorou e cresceu em 2011. E vai melhorar ainda mais com a ajuda de todos vocês fazendo as postagens junto comigo. Ok? Ainda sobre a retrospectiva, apesar de longa, é rápida e eficiente. Em 4 horas, acho que dá para ver tudo. Quê? 4 horas??? Calma! Só demorou para fazer, para ver é rapidinho.Divirtam-se. Valeu! Abração a todos! Novamente, feliz 2012! Come Together!