terça-feira, 12 de março de 2019

JOHN LENNON E O BARRACO NO TROUBADOUR CLUB

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Publicada originalmente em 14 de março de 2017
Na noite de 12 março de 1974, John Lennon e seu amigo Harry Nilson, drogados e mortos de bêbados, iniciaram uma grande confusão no Troubadour Club, em Los Angeles, quando Lennon, completamente transfigurado começou a insultar os Smothers Brothers. Sobre esse episódio bizarro, a gente confere aqui o texto da ‘Coluna do Beatlelado’ – do site The Beatles College – sobre o que aconteceu de fato, naquela fatídica noite.
Quando John Lennon se separou de Yoko e mudou-se para Los Angeles, em outubro de 1973, uma sucessão de escândalos começou a cercá-lo. Rumores davam conta de que enquanto morou vizinho aos “maluquetes” Harry Nilsson e Keith Moon, John destruiu mobiliário, brigou em algumas casas noturnas, apareceu completamente bêbado para um encontro com Jerry Lee Lewis, saqueou um Kotex (absorvente higiênico feminino) do restaurante ‘Lost in Larrabee’ e colocou na testa quando foi ao Troubadour, desenhou pornografia em paredes e se meteu em pancadarias com alguns fãs e dizem que chegou até a ser amarrado para não bater na sua então companheira May Pang. Uma dessas confusões foi registrada pela imprensa americana que já o seguia de perto: o “barraco” no Troubadour Club.
Na noite de 12 de março de 1974, John, May Pang e Harry Nilsson foram ver os comediantes Smothers Brothers, que iniciavam uma temporada de “retorno aos palcos” naquela casa noturna. Era uma ocasião especial, com a presença de várias celebridades de Hollywood, gente como Paul Newman, Joanne Woodward, Helen Reddy e Peter Lawford. Até a famosa atriz de ‘Garganta Profunda’, Linda Lovelace estava naquela noite no Troubadour Club. Lennon já havia aprontado duas semanas antes naquele nightclub, mas sem incidentes maiores e foi convidado a se retirar. John chegou de estômago vazio e começou a beber como água o traiçoeiro e refrescante Brandy Alexander (um coquetel de conhaque misturado com leite, creme de cacau, noz moscada e gelo). Após a meia-noite, durante a espera pelo início do espetáculo, já bebadaço, começou a cantar bem alto junto com Nilsson ‘I Can’t Stand the Rain’. Quando os dois Smothers Brothers apareceram no palco, John começou a vociferar palavrões dirigidos a Dickie Smothers (John gostava de Tommy, mas não de Dickie). A garçonete pediu calma e foi xingada por Lennon. O ator Peter Lawford que estava sentado perto do trio, na área Vip, chamou a gerência da casa e solicitou providências no sentido de acalmar John. De nada adiantou, Lennon estava endiabrado turbinado pelo álcool e continuava a falar alto atrapalhando o show dos irmãos Smothers. Tommy interrompeu o show e pelo microfone disse a John: “Existe uma linha tênue entre o mau gosto e a vulgaridade e você a ultrapassou”.
O empresário dos comediantes, Ken Fritz, aproximou-se e começou a discutir furiosamente com Lennon, agarrou-o pela gola, mas foi golpeado no rosto pelo ex-beatle. John ainda atirou seu óculos na direção de Ken, mas errou o alvo. Imediatamente cinco seguranças apareceram e John, May e Harry Nilsson foram colocados para fora. A confusão continuou do lado de fora, o pior de tudo registrado por câmeras. John agarrou-se com um manobrista do estacionamento e lutou com ele até caírem, mas recebeu um olhar do tipo “perplexo” do pobre coitado que a raiva de Lennon se evaporou. Dois outros espectadores alegaram posteriormente que o ex-beatle os tinha atacado: uma recepcionista do clube e uma fotógrafa chamada Brenda Parkins. John teve que fazer alguns acordos extrajudiciais para que não virasse um caso de polícia e comprometesse seu processo de obtenção do Green Card nos EUA. O próprio dono do Troubadour disse à imprensa naquela madrugada que estava pensando seriamente ingressar na justiça para impedir nova entrada de Lennon naquele nightclub. No dia seguinte, John e Harry mandaram flores e um bilhete de desculpas aos Smothers Brothers, que divulgaram uma declaração diplomática dizendo que “foi em parte nossa culpa”. May Pang, mais tarde falaria sobre o incidente: “Eu percebi que eu teria que trabalhar muito para limpá-lo. Havia más influências por perto e, às vezes, sentia que estava perdendo a batalha. Mas no fundo era um cara muito carinhoso. A bebida estava lhe drenando emocionalmente, e aquela noite foi o pior exemplo disso.” O famoso “fim de semana perdido” em certos momentos como esse aqui relatado, mostra que o lado turbulento de John aflorou novamente e nem tudo correu às mil maravilhas naquele período sem Yoko por perto.

THE BEATLES - I'M DOWN - FOREVER PARA SEMPRE!

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A sensacional “I ’m Down” é uma das faixas mais fodásticas dos Beatles, um rockão simples e poderoso capturado em três horas, no mesmo dia em que eles gravaram "I’ve Just Seen a Face” e começaram a gravação de “Yesterday” - uma sessão que demonstra bem o extraordinário alcance vocal de McCartney. “I ’m Down”, o lado B de “Help!”, reflete o apreço de McCart­ney pelo estilo de Little Richard. “Eu costumava cantar as coisas dele, mas chegou um ponto onde eu queria uma minha, então compus I’m Down”. Mas falou também sobre sobre a dificuldade em substituir Long Tall Sally no encerramento dos shows dos Beatles"É muito difícil. Ainda estamos tentando compor algo no estilo Little Richard. É a coisa mais difícil que já tentamos fazer. Escrever uma música de três acordes que seja inteligente não é fácil". Na letra, o rapaz grita que a garota é uma mentirosa e acha que ele não pode ver, ela não pode chorar porque está rindo dele... ele está por baixo, no chão. "I'm Down" encerrou com magistral brilhantismo as apresentações das turnês de 1965 e 1966.
 
A música se tornou uma das favoritas ao vivo. A performance de “I ’m Down” no Shea Stadium é uma colagem memorável de imagens indeléveis: McCartney tão empolgado que começa a girar; Lennon e Harrison se acabando de rir, Ringo espancando a bateria e Lennon tocando o piano elétrico com o cotovelo. É um retrato dos Beatles livres da Beatlemania - quatro caras em uma banda fazendo o que mais gostavam.

sexta-feira, 8 de março de 2019

THE BEATLES - TELL ME WHY - SHOW!*****

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"Tell Me Why" é uma das melhores músicas dos Beatles do álbum "A Hard Day's Night". Nos EUA, foi lançada tanto na versão americana de "A Hard Day's Night" quanto no álbum "Something New". Creditada a Lennon e McCartney, foi escrita apressadamente por John Lennon para entrar no filme e foi gravada em oito takes em 27 de fevereiro de 1964.

"Tell Me Why" foi apresentada no filme A Hard Day's Night como parte da sequência do 'show ao vivo no estúdio', filmada no Scala Theatre, em Londres, em 31 de março de 1964. Isso marca a única vez que a música foi tocada em frente a uma plateia ao vivo, composta por 350 jovens figurantes, um dos quais era Phil Collins, então com treze anos, que mais tarde tocaria bateria no Genesis.

RINGO STARR - OLD WAVE - 1983 - O PIOR DE RINGO?

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"Old Wave", lançado em 16 de junho de 1983, foi o único disco de Ringo Starr que não conseguiu distribuidor nos Estados Unidos. Na verdade, Ringo enfrentou anos difíceis na década de 80. Os excessos envolvendo álcool e drogas só terminaram em 1989, quando ele reuniu a sua All Star Band para uma primeira grande turnê. Na época em que foi lançado, Ringo achou o álbum tão ruim, tão ruim, que ele mesmo mandou que fosse retirado das prateleiras. "Old Wave" foi lançado dois anos depois do sucesso Stop and Smell The Roses.
Depois do assassinato de John Lennon, Ringo passou a não se sentir seguro na América (vivia em Los Angeles) e voltou para a Inglaterra, estabelecendo-se em sua casa em Tittenhurst Park, que comprou de John Lennon em 1973. No início de 1982, Ringo mostrou-se animado para continuar com um novo projeto. Após converter o estudio pessoal de John (em Tittenhurst) em Startling Studios, Ringo começou a trabalhar no novo álbum. Determinado a fazer um disco mais consistente, escolheu como produtor Joe Walsh (ex-Eagles). Como sempre, contando com artistas convidados e amigos, como John Entwistle, o baixista do The Who, Gary Brooker, Ray Cooper e Eric Clapton, Ringo deu início às gravações. O título do álbum "Old Wave", é um trocadilho com o estilo musical "New Wave" e um lembrete de que uma pessoa da "moda antiga", como ele aceita o desafio de enfrentar novos desafios. Na capa, uma foto de Ringo antes de entrar para os Beatles. A gravação do álbum foi tranquila e concluída no verão. Infelizmente, o contrato de Ringo Starr com a RCA Records havia terminado e ele precisava encontrar uma nova gravadora para publicar o disco. No entanto, teve de encarar a dura realidade de que mais de dez anos depois da separação dos Beatles, ninguém estava interessado em sua contratação. Por fim, a RCA concordou em distribuir o álbum no Canadá, Brasil, Austrália, Nova Zelândia e México, enquanto na Alemanha o selo Bellaphon foi responsável por sua distribuição. "Old Wave" seria o último de estúdio de Ringo Starr até 1992. O álbum foi reeditado em CD pela Capitol Records em 1994 com "As Far As We Can Go" como faixa adicional.

PAUL McCARTNEY - GOOD TIMES COMING / FEEL THE SUN*****

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“Good Times Coming / Feel The Sun” é a segunda música do álbum "Press To Play" de 1986 , e é mais um exemplo de como McCartney pode reunir músicas inacabadas para criar um senso de unidade e uma faixa. Gerada como muitas outras músicas do catálogo solo e dos Be­atles, “Good Times Coming/Feel the Sun” é formada pela junção de duas faixas totalmente distintas que se intercalam para fazer sentido. “Good Times” tem um sabor reggae e “Feel the Sun” apresenta o tra­dicional clima da dupla Lennon/McCartney. McCartney fala sobre ela: “Tem algo de nostálgico sobre os verões passados... E para mim, esta música invoca três verões em especial: quando eu era um garoto e ia para Butlins (em Liverpool) vestindo calças curtas e sentia muita vergonha, porque queria mesmo calças compridas! Já o segundo verso é mais maduro, e o associo ao tempo dos Beatles: ‘That was a silly season, was it the best? / We didn’t need the reason, just a rest’ (‘Era um tempo meio maluco, será que era o melhor de todos? Nós não precisávamos de nenhum motivo, apenas descanso’). Essa é uma das minhas frases favoritas do disco! Então, chega o terceiro verso - meio sinistro: e fala sobre um incrível verão antes da guerra. E essa é a virada no final da música. Eddie Rayner e Carlos Alomar nas guitarras provam que não é preciso fazer solos longos para causar impacto”. Paul McCartney: vio­lão, teclados, contrabaixo e percussão; Eric Stewart: violões e guitarra elétrica; Jerry Marotta: bate­ria; Carlos Alomar e Eddy Rayner: guitarras; Linda McCartney, Ruby James e Kate Robbins (prima de Paul): har­monias. 

THE BEATLES - DO YOU WANT TO KNOW A SECRET?*****

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Mais ou menos na mesma época em que Paul terminou o namoro com a feiosinha Dot Rhone, Cynthia Powell descobriu que estava grávida. Em 23 de agosto de 1962, ela e John Lennon seguiram a convenção e se casaram em um cartório em Mount Pleasant, Liverpool. O padrinho desse pequeno evento, que teve a participação de Paul, George e de alguns parentes, foi o empresário Brian Epstein, que ofereceu aos recém-casados um apartamento térreo no número 36 da Faulkner Street para começarem a vida. Essa não era a principal residência de Epstein, mas um local no centro da cidade que ele reservava para seus discretos encontros homossexuais. Cynthia se lembra de ter ficado muito animada com o presente porque eles nem tinham começado a procurar um lugar para morar e não havia tempo na apertada agenda dos Beatles para uma lua de mel. “Foi o primeiro apartamento que não tive que dividir com outros catorze estudantes de arte”, Lennon disse mais tarde. Foi enquanto morou lá que ele escreveu “Do You WantTo Know A Secret”, e o segredo em questão era que ele estava apaixonado. Assim como “Please Please Me”, a gênese era uma música que sua mãe costumava cantar para ele, tirada do filme da Disney de 1937, Branca de Neve e os Sete Anões. Em uma das cenas de abertura do filme, Branca de Neve canta para os pombos, ao lado do poço do castelo: “Wanna know a secret? Promise not to tell? We are standing by a wishing well” - (‘I’m Wishing”, letra e música de Larry Morey e Frank Churchill). Em uma entrevista para a revista Musician, George Harrison disse que a inspiração musical da música vinha de “I Really Love You”, sucesso de 1961 de The Stereos, que ele gravaria anos depois em seu álbum Gone Troppo de 1982.
“Do You WantTo Know A Secret” foi "dada" a outro artista de Epstein, Billy J. Kramer, que a levou para a Alemanha como parte de seu set list. O nome real de Kramer era Billy Ashton, e ele era o terceiro artista a assinar com Epstein, pouco depois de Gerry and the Pacemakers. Epstein contratou em seguida The Big Three, The Fourmost, Tommy Quickly e Cilla Black, todos de Liverpool. Kramer voltou da Alemanha convencido de que “Do You WantTo Know A Secret” não agradava ao público, mas a EMI gostou tanto da música que lhe ofereceu um contrato de gravação depois de ouvir uma fita-teste. A música chegou ao segundo lugar das paradas britânicas no verão de 1963, a primeira vez que uma música de Lennon e McCartney cantada por outro artista chegava ao Top 10.
Em 1980, na entrevista da Playboy, John Lennon disse que deu "Do You Want to Know a Secret" para George Harrison cantar porque "ela tinha apenas três notas e ele não era o melhor cantor no mundo",  mas acrescentou "ele tem melhorado muito desde daquela época”. George cantou duas músicas no álbum Please Please Me: esta, de Lennon/McCartney e "Chains" de Gerry Goffin e Carole King. Os Beatles não gravaram uma canção composta por George Harrison até "Don't Bother Me" do álbum With the Beatles. “Do You WantTo Know A Secret?” foi lançado um ano mais tarde como um single pela Vee-Jay nos Estados Unidos em 23 de março de 1964, atingindo o segundo lugar atrás de outra canção dos Beatles, "Can't Buy Me Love".

JOHN LENNON - POWER TO THE PEOPLE TODAY!!!*****

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No início de março de 1972, começaram os esforços do governo Nixon para se livrar de John Lennon  no Departamento de Imigração e Naturalização. John e Yoko foram informados que seus vistos de turistas não seriam renovados e que eles deveriam partir até 15 de março, no máximo. Autoridades federais instruíram o prefeito de Nova Iorque, John Lindsay, como proceder no caso. Uma segunda notificação foi expedida cinco dias depois. Tendo concluído que os Lennon “não tinham intenção de partir”, o diretor distrital do INS lhes comunicou que os trâmites de deportação começariam imediatamente. Todas as batalhas que John Lennon travou contra o governo dos Estados Unidos (que durou mais de três anos) é o objeto do filme "THE U.S. VS. JOHN LENNON" - um documentário de 2006 sobre a transformação do músico inglês John Lennon, de um membro dos Beatles em um ativista antiguerra que luta pela paz mundial no final dos anos 60 e início dos 70. A música "POWER TO THE PEOPLE", composta por John Lennon e lançada como single pela Apple Records em 1971, creditada a John Lennon / Plastic Ono Band tornou-se um símbolo dessa luta.

terça-feira, 5 de março de 2019

THE BEATLES LIVE AT THE INDIANA STATE FAIR COLISEUM - RARO!

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SIMON & GARFUNKEL - MRS. ROBINSON - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!!!**********

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A deliciosa "Mrs. Robinson" foi composta por Paul Simon e originalmente gravada por sua dupla - Simon and Garfunkel. Depois de seu lançamento como compacto simples em 1968, chegou ao primeiro lugar da tão sonhada parada Billboard Hot 100 e ficou lá por três semanas consecutivas, se tornando o primeiro número 1 da dupla desde "Sounds of Silence", de 1965.
"Mrs. Robinson" foi escrita exclusivamente para a personagem homônima do filme de 1967 "The Graduate" (A Primeira Noite de um Homem (no Brasil), interpretada por Anne Bancroft e estrelado pelo pequeno-grande-homem Dustin Hoffman. Embora no filme apareça a música inteira, o álbum com sua trilha sonora, lançado no dia 21 de janeiro de 1968, trazia duas versões incompletas: Uma era instrumental, enquanto a outra mostrava apenas uma parte da canção com vocais. "Mrs. Robinson" foi finalmente lançada em sua totalidade em "Bookends", o 4º álbum de estúdio da dupla, em abril de 1968 pela Columbia Records. Simon and Garfunkel receberam dois Grammys em 1968, como "Melhor Gravação do Ano" e "Melhor Performance Vocal Pop". É mole ou quer mais? Pois tem mais aí logo abaixo!

A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM - UM CLÁSSICO!*****

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Para quem acha que "comédia romântica" tem que ser sinônimo de filmes tolos, como os que são produzidos hoje, "The Graduate" (A Primeira Noite de um Homem), um filme com mais de 50 anos, está aqui para provar que não. "A Primeira Noite de um Homem" é uma comédia romântica típicamente americana, de 1967. O filme foi dirigido por Mike Nichols e estrelado por Dustin Hoffman (o jovem Benjamin Braddock), Anne Bancroft (a voraz balzaquiana Mrs. Robinson) e Katharine Ross (Elaine, filha da Mrs. Robinson). O roteiro foi escrito por Calder Willingham e Buck Henry, baseado no livro homônimo de Charles Webb. Esse filme também ficou conhecido, entre outros motivos, pela arrebatadora trilha sonora proposta pela dupla Simon & Garfunkel (na qual lançaram canções que se tornaram sucessos da música pop como The Sounds of Silence e Mrs. Robinson) e por ter iniciado a carreira do então desconhecido Dustin Hoffman. Além disso, algumas de suas cenas tornaram-se protótipos para diversos filmes do gênero produzidos até hoje.
"The Graduate", foi um dos primeiros filmes da chamada Nova Hollywood, movimento que marcou a entrada da contracultura e de cineastas jovens na indústria de cinema. O filme acompanha o jogo de sedução entre Benjamin, recém-graduado e sem muitas ambições na vida, e a Mrs. Robinson, anos mais velha. O jovem Benjamin eventualmente acaba se apaixonando pela filha dela, Elaine, provocando intensas contendas sentimentais. Além de revelar Dustin Hoffman, então com 30 anos, "The Graduate" deu o primeiro e único Oscar ao cineasta Mike Nichols, também autor de “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” (1966), “A Gaiola das Loucas” (1996) e “Closer” (2004). A trilha sonora de “A Primeira Noite de um Homem” também entrou para a história ao reunir as pérolas de Simon & Garfunkel. Impulsionadas pelo filme, “The Sounds of Silence”, "Mrs. Robinson" e "Scarborough Fair" se tornaram clássicas. Mais de meio século depois "A Primeira Noite de um Homem", essa pequena obra-prima voltou ao circuito em 2018 em cópia remasterizada.

domingo, 3 de março de 2019

THE BEATLES - AND YOUR BIRD CAN SING - SENSACIONAL!!!*********

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“Você me diz que tem tudo o que quer e que seu pássaro pode cantar, mas você não me tem. Diz que já viu as sete maravilhas, e que seu pássaro é verde, mas você não pode me ver, você não consegue me ver”. Mais ou menos com esses versos, depois de um riff introdutório poderoso, com duas guitarras solando simultâneas (George e Paul), principia-se a 2ª música do lado 2 do incrível REVOLVER. Uma das melhores do álbum e um dos melhores rocks já gravados pelos Beatles! Aliás, esta é uma das poucas (senão a única, agora não me lembro) músicas deles a ter três solos (e com duas guitarras): na introdução, no meio e no fim. A última vez que "And Your Bird Can Sing" apareceu aqui, foi em 25 de abril de 2015, com o sub-título "a melhor música de Revolver?", mas alguns amigos não concordaram comigo. Não importa. "And Your Bird Can Sing" para mim, sempre vai ser, não só a minha preferida do Revolver, como uma das melhores de todo o universo Beatle!

"And Your Bird Can Sing" apareceu originalmente no álbum Revolver, lançado pelos Beatles em 5 de agosto de 1966 no Reino Unido e no álbum Yesterday and Today nos Estados Unidos. É creditada a Lennon/McCartney, embora tenha sido escrita mais por John Lennon, com pequenas contribuições de Paul, e, no início seu nome era para ser "You Don't Get Me". Paul McCartney afirma ter ajudado Lennon a escrever a música: "Eu suspeito que ajudei com os versos porque as músicas eram quase sempre escritas sem segundo e terceiro versos. Eu me lembro de ter trabalhado no meio oito com ele, mas é a música de John, para John".

Anos depois, Lennon acabou com ela, mostrando-se indiferente não só a esta música, como a quase todas as suas composições dessa época, referindo-se a ela como "Lixo - outra de minhas descartáveis... papel decorado embrulhando uma caixa vazia". Lennon faz o solo vocal, com Paul McCartney e George Harrison se unindo a ele na harmonização de alguns trechos. "And Your Bird Can Sing" tornou-se memorável pelo seu eletrizante riff de guitarras proeminentes, gêmeas, tocadas por George Harrison e Paul McCartney e mixadas de tal forma que deixa de ser um simples acompanhamento.
Os Beatles gravaram a versão final que aparece em Revolver em 26 de abril. Uma outra versão, que aparece no Anthology 2, possui uma seqüência vocal na qual John e Paul estão rindo compulsivamente, provavelmente cheios de erva. Aliás, por falar em erva, para alguns estudiosos, "And Your Bird Can Sing" é apenas um devaneio sob efeito do LSD. Uma série de incidentes têm sido sugeridos como inspirações para a letra enigmática da música, que lembra alguns tons de "She Said, She Said". Jonathan Gould, no livro Can't Buy Me Love de 2007, afirma que Lennon escreveu a música em resposta a um comunicado oficial da imprensa promovendo um especial de Frank Sinatra na TV como um show para aqueles que estavam "cansados de cantores jovens vestindo esfregões de pelos grossos o suficiente para esconder uma caixa de melões". De acordo com o jornalista Richard Simpson, Lennon escreveu a música em resposta a Mick Jagger dos Rolling Stones que gabava-se de sua namorada pop-star ("bird" na gíria Inglesa) Marianne Faithfull. "And Your Bird Can Sing" foi usada como música tema da série de desenho animado The Beatles durante a terceira temporada. Também aparece na bonita voz de Regina Spektor como a Blackbird, na série Beat Bugs.

"A próxima música com que se ocuparam foi a composição de John chamada “And Your Bird Can Sing”, cuja letra permanece uma incóg­nita. Ela é uma das composições que John nunca explicou por completo. E, em 1971, a repudiou bruscamente, dizendo que era “um horror”. Em 1980 John afirmou que a via como “outra das minhas músicas descar­táveis”. Marianne Faithfull especulou que a pessoa a quem a canção se referia era Mick Jagger e que ela era a “bird” (bird, passarinho em inglês, é uma gíria britânica para se referir a uma garota) que conseguia cantar, mas devia estar equivocada, porque na época em que a música foi com­posta, Faithfull não era parceira de Jagger. Paul me contou em 2009 que achava que não passava de mais um “Jaguadarte” de John, mas a letra também não se encaixava bem nessa poesia nonsense. “And Your Bird Can Sing” podia se referir não a um indivíduo conhe­cido, mas a um tipo de pessoa (assim como “Ballad of a Thin Man”, de Bob Dyian, apontava para a pessoa culturalmente inconsciente encarna­da na figura de Mr, Jones). Esse tema reapareceria em outras músicas e entrevistas de John. É um ataque a alguém que ele acha não ser descola­do o bastante para compreendê-lo. Desde a infância, ele acreditava ser diferente e dotado de uma visão especial. O LSD acentuou esse sentimento. Foi isso que lhe deu confiança para usar suas canções para guiar os outros. A gravação começou no dia 20 de abril, porém as duas versões gra­vadas naquele dia não se parecem em nada com a que foi lançada mais tarde. Guitarras estridentes imitavam o som dos Byrds, e a sessão chegou ao final quando John e Paul tiveram um ataque de riso". Steve Turner.

THE BEATLES - OS VÍDEOS DE PAPERBACK WRITER E RAIN - SENSACIONAL!******

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Sir Edward Michael Lindsay-Hogg, nasceu em 5 de maio de 1940. E embora tenha descoberto há poucos anos, através de restes de DNA, é filho do cineasta Orson Welles, morto em 1985. Começou a dirigir na década de 1960 para o programa pop britânico “Ready Steady Go!” - um precursor da MTV pelo tipo de programação, onde conheceu os Beatles. Em 19 e 20 de maio de 1966, Lindsay-Hogg dirigiu os filmes para promover o compacto dos Beatles “Paperback Writer / Rain. Para cada uma das músicas, foram gravados dois filmes, com tomadas em estúdio (em preto e branco) e externas (coloridas), mas somente as filmagens em cores foram usadas para a divulgação na época. Tempos depois, Lindsay-Hogg também dirigiria os vídeos de “Hey Jude” e “Revolution” e mais tarde ainda, foi o diretor do fatídico “Let It Be”. Esse texto que a gente confere agora é sobre os dois dias de gravações desses vídeos, do livraço “The Beatles – 1966 – O Ano Revolucionário” de Steve Turner, lançado no ano passado e que ainda se encontra nas (poucas) boas casas do ramo. Absolutamente imperdível!
Tocar ao vivo na TV estava se tornando mais oneroso para eles. En­trevistas podiam ser encaixadas durante folgas na gravação, mas tocar requeria ensaio e viagens aos estúdios de TV. Não havia a menor chance de os Beatles continuarem a atender o contínuo fluxo de solicitações para se apresentar em programas de lugares tão distantes como Tóquio, Sydney, Nova York e Los Angeles. Em 1965, eles começaram a satisfazer a demanda por meio de filmes em que tocavam os novos singles, e vendiam cada clipe por 20 mil dóla­res para as estações de TV ao redor do mundo. Essa prática não apenas lhes deu exposição internacional em uma variedade de programas, mas também controle sobre como apareciam. Para o primeiro single de 1966, eles contrataram Michael Lindsay-Hogg, o diretor do vanguardista programa semanal de pop Ready, Steady, Go! para filmá-los no estúdio da EMI. Durante dois dias, com produção do assistente de Brian Epstein, Tony Bramwell, eles filmaram várias versões de “Paperback Writer” e “Rain”, tanto em preto e branco quanto coloridas. Não havia interpretação nem roteiro. Eles simplesmente toca­ram as músicas para a câmera. Depois do primeiro dia de filmagem, que foi feita direto em vídeo, Epstein ficou preocupado com o fato de terem revisado o material co­lorido apenas em um monitor preto e branco, inclusive as imagens do cumprimento especial dos Beatles para Ed Sullivan, que apresentaria as músicas em seu programa. E se o equilíbrio das cores estivesse defeituoso ou, pior ainda, o filme nem sequer tivesse sido capturado em cores?Epstein pediu a um assistente da InterTel, a empresa que forneceu as câmeras e a equipe, para procurar uma locação ao ar livre para que pudessem filmar mais uma vez as duas músicas por garantia. As únicas especificações eram que devia ser um lugar bonito, dentro de Londres e cercado de árvores. O assistente encontrou um local apropriado - a Chiswick House, em West London, um casarão neopalladiano do século XVIII a apenas 11 quilômetros da Abbey Road, com belos jardins cheios de árvores, sebes, arbustos, flores e ornamentos. Nenhum dos Beatles (nem Brian Epstein) tinha ido lá antes, mas parecia ideal. Os Beatles chegaram à locação na manhã do dia 20 de maio, com o motorista Alf Bicknell, Neil Aspinall, Brian Epstein, Tony Bairow, Mal Evans, o fotógrafo Robert Whitaker, o produtor Tony Bramwell, e a jor­nalista Sue Mautner, da Beatles Book Monthly. Parte de “Paperback Writer” foi filmada numa área de jardins delimitada por sebes e ladeada de está­tuas c umas gigantes, e outra parte, na estufa de vidro do século XVIII. uRainn foi filmada na estufa, bem como ao lado de um cedro com crian­ças brincando em seus galhos salientes. Foram feitas tomadas de cada uni dos Beatles emoldurados por folhas verdes e camélias vermelhas, usando a técnica do cutaway para mostrar em que estavam pensando. Nos dois dias de filmagem, os Beatles estavam usando roupas com­pradas recentemente em butiques que surgiam em Chelsea, e não nos modelos mod da Carnaby Street. No estúdio da EMI, John estava com uma camisa estampada e um colar comprido e desajeitado da Granny Takes a Trip, e George usava um paletó de veludo com lapelas grandes da Hung On You. Na filmagem externa, John estava de paletó preto com lapela de seda, também da Hung On You. As escolhas de design de Nigel Waymouth e John Pearse, da Granny Takes a Trip, e de Michael Rainey, da Hung On You, estavam sendo influenciadas por viagens de ácido, materiais da era vitoriana e art nouveau. Assim como os Beatles estavam forçando as fronteiras do som pop, eles forçavam tam­bém as da moda com camisas de cetim, calças de veludo, paletós bordados, cachecóis com estampas indianas, gravatas kipper e jaquetas de pelo de carneiro do Afeganistão. Havia uma mistura de cul­turas, períodos, estilos e gêneros.

Infelizmente, o outro vídeo de Paperback Writer, em preto e branco, no estúdio (que já apareceu aqui) - parece que simplesmente foi apagado da internet. Uma pena!

THE JORDANS & THE BEATLES - CONTATOS IMEDIATOS DE 3º GRAU

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A primeira vez que a sensacional história de "THE JORDANS" apareceu aqui, foi no dia 7 de agosto de 2014. Depois, ela apareceu novamente em 26 de abril de 2016 a pedidos de Bena Valadão. Como muitos que acompanham o nosso blog preferido, chegaram depois e não conhecem esse episódio, acho que vale a pena conferir essa estranha e curiosa história que realmente aconteceu com os Jordans em 1967. Valeu!
"The Jordans" foi um dos grandes grupos de rock instrumental do início da década de 1960, na linha dos ingleses The Shadows e dos norte-americanos The Ventures. O que distinguia os Jordans de outros grupos brasileiros na mesma linha, como Os Incríveis e The Jet Blacks, era o uso de instrumentos pouco comuns no pop-rock instrumental, como vibrafone, bandolim e três guitarras elétricas. A banda foi formada em São Paulo em 1956, com Aladdin (guitarra-solo); Sinval (guitarra-base); Tony (contrabaixo); Foguinho (bateria) e Irupê (saxofone e trompete). O nome veio do grupo The Jordanaires, que gravava com Elvis. O conjunto gravou vários 78 rpm, LPs e compactos. Seus sucessos incluem: "Blue Star" em 1964, e "Tema de Lara" em 1966. O que é mais legal e curioso em toda a trajetória de The Jordans, é que em 1967, em Londres, eles se encontraram com ninguém menos do que os próprios THE BEATLES. Pois é, que sorte danada desses caras! Aqui, a gente vai conhecer a história de como The Jordans se encontraram com The Beatles, contada pelo próprio Alladin (Romeu Mantovani Sobrinho).
“Era 5 de novembro de 1967, estávamos em Londres de passagem, comprando alguns instrumentos numa loja no centro da cidade, tocávamos eu (FOGUINHO) bateria, o TONI contrabaixo e o lojista um teclado, juntou muita gente em volta para ouvir “bossa nova”e tinha um rapaz ao meu lado prestando muita atenção no rítmo, quando paramos, ele se identificou como baterista de uma orquestra, seu nome era PEPE,um espanhol radicado em LONDRES a uns 15 anos e ficamos trocando ideias sobre o samba que ele insistia em tocar errado, para não esticar o papo falei que estava bom e ele ficou sorrindo. Como eram quase 17h e sem almoçar, perguntei se conhecia algum lugar para se comer, ele disse que na rua de traz um amigo dele tinha uma lanchonete e para lá fomos. Lugar pequeno, nos acomodamos nas mesas da frente e nos fundos tinham dois casais tomando chá, pedimos macarronadas e enquanto aguardávamos o IRUPÊ foi ao banheiro e ao retornar disse “aqueles caras são parecidos com os BEATLES” e ninguém deu bola mas quando saíram e passaram na nossa frente pararam para olhar nossas camisetas da escuderia Pepe Legal e ficamos olhando pra cara deles, quando saíram é que caíu a ficha, eram PAUL e RINGO, então perguntamos ao amigo do PEPE se êles vinham sempre ali e diante da afirmativa, disse que estavam trabalhando em frente num estúdio no filme Yellow Submarine. Ao sairmos vimos o PAUL entrar num carro e se mandar, dava pra ver na janela o LENNON, subimos as escadas e batemos a porta, um senhor atendeu e logo atrás dele veio o JOHN, o PEPE nos apresentou e o NENO mostrou uns LPs nossos que tinhamos comprado na ESPANHA e disse que estávamos indo tocar na ITÁLIA, o LENNON pensou que era um presente, agradeceu e guardou os discos, entramos e encontramos o RINGO que logo foi especulando sobre “bossa nova” pois o SERGIO MENDES tinha lançado um álbum com músicas deles em samba e ele achou legal, o TONI filmou tudo com uma super8, o IRUPÊ e o PEPE bateram as fotos (essa aí foi a única que saíu). Nesse encontro estivemos eu FOGUINHO,TONI IRUPÊ e NENO, um abraço a todos”.

THE BEATLES - A REVISTA ROUBADA DA BIBLIOTECA

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Essa história é bem curiosa e até engraçada: Um usuário de uma biblioteca americana devolveu um exemplar de uma revista de 1968, que trazia os Beatles na capa, que ele próprio tinha roubado 51 anos antes. O caso ocorreu na biblioteca pública do condado de Cuyahoga, em Ohio. A direção da biblioteca recebeu o exemplar da "Life", junto com um cheque relativo à "multa" e um pedido de desculpas. O usuário, que se identificou apenas como Brian, disse que era "um garoto" quando furtou a revista e que depois se arrependeu do que fez. Um porta-voz da biblioteca, agradeceu a Brian por ter "feito a coisa certa".Ele disse que o cheque de US$ 100 (R$ 377) na verdade é simbólico, pois a multa real por 51 anos de atraso no empréstimo, pelas regras da biblioteca, chegaria a US$ 1.800 (R$ 6.797). Um exemplar daquele número da revista hoje é vendido na internet por cerca de US$ 50. E se fosse você? Devolveria? Fale a verdade!

sábado, 2 de março de 2019

PAUL McCARTNEY - MY CARNIVAL - SENSACIONAL!!!*****

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O single com "Spies Like Us (lado A) / My Carnival (lado B)" foi lançado em 18 de novembro de 1985. A primeira, foi composta na Escócia especialmente para o filme homônimo, dirigido por John Landis. A outra, “My Carnival” foi inspirada pelo carnaval de New Orleans, o Mardi Grass. A banda norte-americana The Metters, especializada no som cajum, contribuiu nesta gravação que aconteceu no dia 12 de fevereiro de 1975, no Sea Saint Studios, em New Orleans, durante as sessões para "Venus And Mars", mas só viu a luz do dia 10 anos depois.

RAY CHARLES - HIT THE ROAD JACK - SENSACIONAL!!!******

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Maggie: "Caia na estrada, Jack e não volte nunca mais, nunca mais, nunca mais, nunca mais! Caia na estrada, Jack e não volte nunca mais!". Ray: "O que você disse?"
"Hit the Road Jack" foi escrita por Percy Mayfield - compositor de sucessos de R&B e gravada como uma demo a cappella em 1960. Ganhou fama um ano depois ao ser gravada pelo pianista e cantor Ray Charles. A música de batida forte, é um breve dueto (cômico) entre uma mulher e seu homem. O vocal feminino resmungão ficou por conta de Margie Hendricks, das Raelettes, grupo vocal contratado por CharlesRay Charles nunca foi fiel nem com a mulher que se casou e nem com as amantes que sempre teve relacionamentos, sendo que muitas delas eram suas backing vocals nas Raelettes. Margie Hendricks (Maggie), uma das meninas, foi sua amante durante vários anos enquanto ele era casado, chegando a ter um filho dele em 1959. Ela começou a exigir demais de um homem que não levava nada a sério que não fosse sua música. Certa noite enquanto ela brigava com ele, Charles sentou em frente a um piano e cantou o refrão dessa música, retratando uma mulher mandando o homem embora e ele enrolando para ficar. Ele a despediu das Raelettes em 1964. "Hit the Road Jack" ganhou um prêmio Grammy de Melhor Gravação de Rhythm and Blues e foi número 1 no R&B Sides Chart por cinco semanas. Está classificada na posição # 387 na lista da revista Rolling Stone, das 500 maiores músicas de todos os tempos.

sexta-feira, 1 de março de 2019

UM COMPANHEIRO FIEL - O BOM E VELHO WALKMAN

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Houve um tempo, que ouvir nossas música preferidas, principalmente de forma INDIVIDUAL, não era tão simples como agora. Muito antes dos sonhados "smart-tudo", a coisa era bem difícil, senão, impossível. Somente no final da década de 1970, apareceu o incrível WALKMAN. O popular aparelho "Walkman" é uma marca registada pertencente à Sony Corporation, responsável por uma série de tocadores ou leitores de áudio portáteis pertencente à Sony. O termo "Walkman" também passou a ser utilizado para se referir a quaisquer aparelhos portáteis similares de reprodução de áudio estéreo de outros fabricantes. Sua chegada, mudou radicalmente os hábitos e os costumes de ouvir música, uma vez que cada pessoa podia carregar e ouvir seus sons preferidos e, principalmente, sem incomodar outras pessoas, ou ser incomodado. O Walkman original criado em 1979 no Japão, levava o nome de 'Soundabout', no exterior. Foi criado pelo coordenador do setor de áudio da Sony Nobutoshi Kihara para um dos sócios da empresa, Akio Morita, que queria ouvir ópera durante seu trabalho desgastante. Morita odiou o nome Walkman e pediu para ser alterado. Mas uma campanha de divulgação com o nome Walkman já tinha sido iniciada e alterá-lo seria impossível. Quando o primeiro aparelho ficou pronto, em abril de 1979, os vendedores não ficaram muito entusiasmados com a ideia e afirmaram que não venderia nada ou venderia muito pouco. Akio Morita acreditava no novo produto, e propôs um desafio: se o Walkman não vendesse pelo menos 100 mil unidades em seus dois primeiros anos de mercado, ele renunciaria à presidência da Sony. Akio ganhou a aposta e naquele período cerca de 1,5 milhões de tocadores de áudio Walkman foram vendidos entre 1979 e 1981.

THE BEATLES - CHAINS - 1963*****

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"Chains" foi composta pela dupla Goffin & King (Gerry Goffin e Carole King), que na época estavam casados. Essa música fez pouco sucesso em gravações de Little Eva e The Cookies, e em 1963 foi regravada pelos Beatles e lançada em seu primeiro álbum - Please Please Me. "Chains" era uma das músicas preferidas dos grupos de Liverpool durante 1962, e foi incluída pelos Beatles em seus shows da época. Eles a gravaram em 11 de fevereiro de 1963 e George Harrison foi o vocalista principal. "Chains" permaneceu no repertório ao vivo dos Beatles por apenas um curto período de tempo, e foi descartada quando montaram um conjunto superior de suas próprias canções. Eles a gravaram, no entanto, para vários programas de rádio da BBC, incluindo Pop Go The Beatles, Side By Side e Here We Go. Para o álbum Please Please Me, os Beatles gravaram quatro takes, com a primeira tentativa considerada a melhor. Pela primeira vez, a gaita de John Lennon pode ser ouvida na introdução e "Chains" viu a luz do dia durante a sessão de edição do álbum em 25 de fevereiro, quando George Harrison completou 20 anos.

THE BEATLES - A COLLECTION OF BEATLES OLDIES, BUT GOLDIES

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Publicada originalmente em 9 de dezembro de 2016.
O nome pareceria o de um brechó, a capa também, não que não fosse bonita, muito pelo contrário - mágica e convidativa: Era o mais novo lançamento dos Beatles - "A Collection of Beatles Oldies But Goldies". Esse foi o nome do álbum lançado oficialmente pela EMI, às vésperas do natal de 1966, para tentar suprir a falta de material novo dos Beatles nas lojas. Mas esse novo disco era uma grande confusão. Não havia nenhuma lógica, nem sequer, as músicas apareciam em ordem cronológica. Até o mais incauto dos fãs poderia prever que estava, de fato, sendo ludibriado pela primeira vez, das tantas que seria ao longo dos mais de 50 anos seguintes. Mesmo assim, o álbum esgotou-se rapidamente como se fosse um disco de inéditas.
Depois do lançamento de Revolver, os Beatles embarcaram no que seria a sua última turnê mundial, encerrada com uma apresentação no dia 29 de agosto de 1966 no Candlestick Park em San Francisco. Seu último espetáculo no Reino Unido acontecera alguns meses antes, em 1º de maio, quando se apresentaram no Empire Pool em Wembley, como a principal atração do New Musical Express Poll Winner’s Show. O ano de 1966 também viu a realização de projetos pessoais: John participou do filme Como Ganhei a Guerra, rodado na Alemanha e Espanha; Paul compôs a trilha sonora do filme The Family Way; e George mergulhou na música indiana a ponto de viajar até a Índia para ter aulas de cítara com Ravi Shankar. Durante esse período, que se estendeu de junho a dezembro de 1966, e tendo em vista suas muitas atividades, os Beatles não entraram em estúdio para gravar.
Este álbum foi compilado para ser o lançamento pré-natalino da banda. Assim, o disco foi um paliativo, formado por oito faixas não lançadas em álbuns britânicos e outras oito extraídas de “A Hard Day’s Night”, “Help!”, “Rubber Soul” e “Revolver”. Entre o material novo estava "Bad Boy", do álbum americano Beatles VI, lançado um ano e meio antes. As sete faixas restantes eram “She Loves You”, “From Me To You”, “We Can Work It Out”, “I Feel Fine”, “Day Tripper”, “Paperback Writer” e “I Want To Hold Your Hand”. Sem uma fita master de estéreo à mão, George Martin tentou criar, para o novo álbum, uma versão em dois canais de “She Loves You” a partir da gravação em mono. A empreitada foi deixada de lado, mas a EMI mantém as diversas mixagens em estéreo em seus arquivos.
À época, o disco se encaixou bem no papel de coletânea de maiores sucessos. Anos depois, todas as faixas não incluídas em álbuns foram compiladas com mais critério nos discos Past Masters (Volume One e Volume Two). Quando do lançamento de “A Collection Of Beatles Oldies”, já havia 19 faixas não lançadas em álbuns britânicos (além das versões em alemão de “She Loves You” e “I Want To Hold Your Hand”), mas os Beatles surpreendentemente, optaram por usar apenas oito delas. "Oldies... but Goldies" como foi apelidado pelos fãs, é um álbum 'oficial' da discografia dos Beatles - Mesmo que muitos, até os próprios, não queiram. 

A FANTÁSTICA AVE DO PARAÍSO NO PARQUE OLHOS D'ÁGUA

Um comentário:

A postagem sobre a música Surprise, Surprise (Sweet Bird Of Paradox), do incomparável John Lennon, apareceu aqui no último dia 25 de outubro, mas como outro dia desses, em meio ao meu passeio ecológico pelo Parque Olhos D’água, me deparei com essa belezura aí de cima, tinha de falar nela novamente. A exótica planta "Strelitzia reginae", apropriadamente chamada de “Bird of Paradise” (Ave do Paraíso), é uma fascinante planta tropical nativa da África do Sul. Com suas flores belamente coloridas em exóticos tons de azul e laranja, a Ave do Paraíso é um trunfo para qualquer jardim ou casa. Viva a natureza!!!