terça-feira, 14 de abril de 2020

COME TOGETHER É A MAIS TOCADA 50 ANOS DEPOIS!!!

Nenhum comentário:

O dia 10 de abril de 1970 ficou marcado como a data de anúncio do fim dos Beatles. Na ocasião, Paul McCartney lançava oficialmente o seu primeiro álbum solo, confirmando que deixava o grupo. Era o sinal de que John Lennon, Ringo Starr e George Harrison também iriam se dedicar a projetos pessoais. Neste 2020, o fim de uma das maiores bandas de todos os tempos completa 50 anos e o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) fez um levantamento especial em homenagem ao quarteto inglês.The Beatles: Há 50 anos, disco “Abbey Road” dava adeus ao sonho ...
O último registro dos Beatles em estúdio foi o álbum “Abbey Road” e a primeira faixa deste disco, “Come Together”, de John Lennon (Lennon e McCartney), foi a música mais tocada nos últimos cinco anos, entre 2015 e 2019, nos principais segmentos de execução pública, como rádios, TVs, cinema, música ao vivo, shows, casas de festas, sonorização ambiental, serviços digitais e carnaval. Completam o top 5 as canções “A Hard Day’s Night”, “Hey Jude”, “Day Tripper” e “Let It Be”. É importante ressaltar que os autores ou seus herdeiros continuam a receber os direitos autorais pela execução pública de suas músicas. Esse pagamento é assegurado por 70 anos após a morte do autor (ou do último autor, em caso de parcerias), conforme determina a lei do direito autoral (9.610/98). No banco de dados do Ecad, os Beatles tiveram até agora 7.778 gravações com versões de suas músicas. As cinco músicas mais regravadas, em ordem, foram “Yesterday”, “Hey Jude”, “Eleanor Rigby”, “Let It Be" e “Something”.



Não deixe de conferir de jeito nenhum a superpostagem "THE BEATLES - COME TOGETHER - SENSACIONAL!*****", publicada em 16 de agosto de 2019, então já comemorando os 50 anos de Abbey Road.

JOHN LENNON - COME TOGETHER - LIVE! SENSACIONAL*****

Nenhum comentário:

Não deixe de conferir também a super, mega, hiperpostagem JOHN LENNON - ONE TO ONE CONCERT - 1972 publicada em 30 de agosto de 2017.

OS BARBUDÃO - O BARBUDÃO CONTINUA IMPOSSÍVEL!

Nenhum comentário:

PARTICIPE! FAÇA SEUS COMENTÁRIOS.
É IMPORTANTE PARA A MANUTENÇÃO
DO BLOG, É BOM PARA VOCÊ, PARA MIM
E PARA O UNIVERSO. COME TOGETHER!
Mas lembre:se: Comentários de anonimos
NÃO SÃO PUBLICADOS!


Não deixe de conferir a postagem "HERE THEY ARE: OS BARBUDÃO!", publicada em 8 de março de 2011.

MANUSCRITO DE HEY JUDE É VENDIDO POR MAIS DE 4 MILHÕES!

Nenhum comentário:

"I read the news today oh boy" - A notícia diz o seguinte: "O manuscrito original do clássico hit "Hey Jude", dos Beatles, foi vendido por US$ 910 mil, ou seja, cerca de R$ 4,6 milhões, em um leilão online. A peça foi escrita à mão por Paul McCartney e usada nas gravações do disco de 1968. O evento remoto foi realizado na sexta-feira dia 10, no 50º aniversário do fim dos Fab Four. O lance final que comprou a partitura foi cinco vezes maior do que as estimativas apontavam. A casa de leilões Julien's Auctions, sediada em Los Angeles, negociou a venda online de cerca de 250 objetos dos Beatles devido à pandemia de coronavírus, com fãs ao redor do mundo fazendo lances milionários em guitarras, discos de vinil e diversos itens autografados. Paul McCartney escreveu "Hey Jude" durante o processo de divórcio de John Lennon de sua primeira esposa Cynthia depois de iniciar seu romance com Yoko Ono. A música foi composta para confortar o filho de Lennon, Julian, durante a separação de seus pais, sendo inicialmente intitulada como Hey Jules".
O que faltou dizer na notícia é que houveram vários (pelo menos 3) manuscritos feitos por Paul McCartney durante a composição da música. Nesse aí da foto, que foi o primeiro e é o que foi vendido agora, a letra ainda está incompleta. O manuscrito com a letra completa (logo abaixo), foi comprado por Julian Lennon em 1996 por 40 mil dólares e outros foram aparecendo desde então, alguns, com algumas estrofes escritas na caligrafia de Mal Evans.


Não deixe de conferir a superpostagem "THE BEATLES - HEY JUDE - THE SONG" publicada em 24 de dezembro de 2019.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

THE BEATLES - LET IT BE NA SUPER INTERESSANTE

7 comentários:

Já dando início às comemorações dos 50 anos do lançamento do álbum LET IT BE em 8 de maio.
A postagem sobre uma edição especial da Super Interessante - DOSSIÊ THE BEATLES - MÚSICA POR MÚSICA, apareceu aqui há pouco mais de um ano no dia 5 de abril de 2019. Esta publicação, pode não ser assim nenhuma Brastemp, mas alguns textos, de algumas músicas ficaram muito bons. Esta semana, nesses tempos de peste, o site da revista publicou o texto sobre a música “Let It Be” assinado por Alexandre Carvalho e a gente aproveita e pega uma carona.
Neste momento tão à flor da pele para todo mundo, me lembrei deste texto que escrevi para o dossiê SUPER “Beatles – Música por Música” – que você pode ler completo aqui. O texto fala de como a canção “Let It Be” nasceu quase como uma experiência religiosa, quando Paul McCartney lidava com um dos piores momentos de sua vida, o fim iminente dos Beatles. Uma música que parece dizer: “calma, vai passar”. O texto vai assim:
Embora já usasse a droga desde meados de 1968, o vício de Lennon em heroína só chegou a seu período mais extremo nas sessões do projeto Get Back. E o efeito prático da dependência química foi que, durante a produção do álbum Let It Be, John se portava como uma sombra – sua criatividade estava desligada. Repare: não há nenhuma grande canção (nova) de Lennon no disco. “Across the Universe”, seu grande momento, tinha sido gravada um ano antes. “One After 909” era o resgate de uma música feita nos anos 1950. E todo o resto da sua contribuição foi de canções mal-acabadas e algumas vinhetas… A exceção mais vigorosa foi a parte “Everybody Had a Hard Year”, dentro da música “I’ve Got a Feeling”… de Paul. Esse estado zumbi do antigo líder jogava toda a responsabilidade nos ombros de McCartney. Ele já tinha sido o mentor de Sgt. Pepper’s, idealizou Magical Mystery Tour, foi o único engajado para que o projeto Get Back vingasse… Até na lendária apresentação no topo do prédio, Paul só faltou arrastar os outros três para o palco improvisado. O desgaste de ser sempre o homem do “vamos lá, pessoal” – como um chefe de quem as pessoas falam mal pelas costas – somou-se a novas pressões. Desde que Epstein morreu, os Beatles tiveram de lidar com contadores e advogados. Relações marcadas por conflitos de interesse, que foram acumulando uma montanha de ressentimento entre os quatro. Até que, à beira de um colapso nervoso, Paul uma noite sonhou com a mãe, Mary – que morrera de câncer quando ele tinha 14 anos. Nesse sonho, ela acalmava o filho: “não se preocupe, tudo vai dar certo… deixe estar”. Esse devaneio antidepressivo foi a inspiração para que McCartney escrevesse a melhor de todas as letras de autoajuda – e com uma melodia inesquecível ao piano. Como sucede a muitos desesperados, Paul se aproxima da religião em “Let It Be”, com expressões que caberiam na boca de um pastor: “e quando a noite está cheia de nuvens, há ainda uma luz que brilha sobre mim”. Sua mãe parece assumir a figura de uma santa, especialmente Nossa Senhora, coincidindo até no nome, Maria: “na minha hora de solidão, ela aparece de pé bem diante de mim, dizendo palavras sábias”. O nome dessa experiência mística, entre os religiosos, é epifania. Adotando aquelas sílabas tranquilizantes como um mantra, Paul McCartney escreveu um dos sucessos mais grandiosos de sua carreira – ao mesmo tempo em que abria os olhos para além da ilusão juvenil da amizade eterna. A mensagem embutida em “deixe estar” talvez tenha preparado o mais agregador dos Beatles para a realidade que ele não parecia disposto a aceitar: a maior banda da história do rock já pertencia ao passado – a um ontem no qual todos os problemas pareciam distantes.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

A SEPARAÇÃO DOS BEATLES - O DIA DO FIM DO SONHO

Nenhum comentário:

Se é que se pode dizer que existe um "Dia oficial da separação dos Beatles", esse dia foi no dia 10 de abril de 1970, exatamente há 50 anos, quando Paul McCartney anunciou em um cominicado para a imprensa, que não colaboraria mais com os ex-companheiros. Pouco tempo depois, John Lennon decretava: o sonho havia terminado! Na realidade, o grupo já tinha deixado de tocar juntos havia vários meses, desde quando terminou a gravação de Abbey Road. Os quatro já estavam se dedicando a projetos pessoais, mas ninguém se atrevia a anunciar ao mundo a separação. "Não deixei os Beatles. Os beatles deixaram os Beatles, mas ninguém quer ser o que diz que a festa terminou", afirmou McCartney na autobiografia do grupo Anthology. Naquele abril de 1970, Paul lançava seu primeiro disco solo, McCartney, e queria evitar entrevistas nas quais, sem dúvida alguma, seria perguntado sobre a situação dos Beatles. Então, decidiu que Derek Taylor, assessor de imprensa do grupo, 'prepararia' um questionário, que seria respondido por ele para ser distribuído junto com seu disco. McCartney estava furioso com o trabalho feito pelo produtor Phil Spector com as fitas que o grupo tinha deixado criando poeira no ano anterior e que foram retrabalhadas e lançadas como Let it Be.
O trabalho de Spector foi aprovado por John Lennon e George Harrison, que não queriam que McCartney lançasse seu álbum pela Apple Records — o selo criado pelo grupo — antes que Let it Be e o disco de estreia de Ringo Starr começassem a ser vendidos. Lennon já atuava junto com Yoko Ono em seu próprio grupo, a Plastic Ono Band, com o qual tinha lançado um álbum ao vivo, e, em janeiro de 1970, tinha gravado a música Instant Karma, com George Harrison e Spector. Ringo Starr afirma que, antes do anúncio de Paul, sempre havia a possibilidade de os Beatles continuarem juntos. "Quando estávamos no estúdio gravando 'Abbey Road' não dissemos: 'acabou: último disco, última canção", assegura o baterista. Mas a separação dos Beatles era inevitável. Como explica George Martin, o produtor que trabalhou com eles no estúdio de gravação durante oito anos, "a ruptura ocorreu por muitos motivos, sobretudo porque cada um dos meninos queria viver sua própria vida e nunca tinham conseguido"Assim, os quatro ex-Beatles seguiram seus caminhos separadamente, mas nunca deixaram de ser perguntados sobre um possível retorno, opção que foi descartada depois que John Lennon foi assassinado em Nova York, no dia 8 de dezembro de 1980.
Em 1980, Paul McCartney trabalhava em seu álbum "Tug of war". Durante a gravação - que marcava o seu reencontro com George Martin onze anos após "Abbey Road" - no dia 8 de dezembro, John Lennon foi baleado por Mark Chapman em Nova York. A faixa-título do disco de McCartney dizia: "Esperávamos mais / Mas, de um jeito ou de outro, tentávamos superar um ao outro num cabo de guerra". Além da guerra de egos entre os dois, outros fatores deram cabo à banda que revolucionou a história da música. A morte do empresário Brian Epstein, em agosto de 67, foi um deles. A presença de Yoko Ono também foi decisiva, definitiva e avassaladora.

A guerra de egos já acontecia, pelo menos, há muitos anos, embora velada. Nas gravações do Álbum branco (ou o "Álbum tenso", segundo McCartney), cada Beatle tratava o colega como músico de apoio. O estopim aconteceu no estúdio de Twickenham (período que George Harrison chamou de "o inverno do descontentamento") para a gravação do filme "Get back", no ano seguinte. Ao invés de canções brotando como mágica, brigas eram detonadas a todo instante. "Quase todas foram iniciadas por McCartney, que continuava a agir como se estivesse tentando roteirizar o filme, ao levantar questões como a mudança da visão de mundo dos Beatles desde a morte de Epstein", escreveu Jonathan Gold em seu livro "Can't Buy Me Love"Decepcionados com "Get back", que viraria "Let It Be", os Beatles voltaram aos estúdios. "Abbey Road", trazia a banda como nos velhos tempos em que tocava nas pocilgas de Hamburgo. John, Paul e George castigaram suas guitarras, enquanto a Ringo foi concedido o direito de fazer o seu primeiro solo de bateria em uma gravação dos Beatles. Mas tudo terminou ali. "I me mine", de George Harrison, foi a última faixa trabalhada pelos Beatles, mas nem sequer, contou com a presença de Lennon.

A morte de Epstein já havia esquentado o clima antes. "Não tinha ilusões quanto ao fato de que só sabíamos fazer música e nada mais", disse Lennon a Jann Wenner, autor do livro "Lennon Remembers". Após a perda, os Beatles ainda fundaram a Apple, mistura de gravadora e produtora de filmes. Preocupado com as finanças, McCartney contratou o sogro, Lee Eastman. Lennon, Ringo e George Harrison ficaram com Allen Klein, empresário não confiável e que cuidava da carreira dos Rolling Stones.
Com relação à Yoko Ono, teria ela força suficiente para causar a separação dos Beatles? Marcelo Fróes, pesquisador musical e produtor de diversos CDs com a obra dos Beatles interpretada por artistas brasileiros, acredita que a influência não foi tão decisiva. "Se houve influência, certamente foi para apurar a sua criatividade. Ela deve ter alfinetado as picuinhas entre os dois líderes da banda, que podem ter ficado piores depois que Brian Epstein morreu", afirmou. Os integrantes dos Beatles nunca deixaram claro até que ponto chegou tal influência."Quando o John se amarrou tão intensamente nela, ficou óbvio que era um ponto sem volta. Sempre achei que ele tinha que se desligar da gente para dar atenção a ela", disse McCartney no Anthology.
O próprio John Lennon reconheceu, na biografia "John Lennon - A vida", de Philip Norman, a importância de Yoko no episódio. "Quando conheci Yoko foi como quando a gente encontra a sua primeira mulher e abandona os caras do bar. Assim que a encontrei, foi o fim dos rapazes. Mas acontece que os rapazes eram muito conhecidos, não eram apenas os caras do bar". Bob Spitz, autor de "The Beatles - A biografia", detalhou a presença de Yoko Ono no seio da banda. "Entre a gravação de uma música e outra, John ficava cochichando com Yoko e perdia o momento em que devia entrar em uma música." Por causa da insuportável presença da mulher de Lennon no estúdio ele e George Harrison sairiam literalmente no tapa durante as intermináveis gravações de Let It Be.
De fato, John Lennon estava com pressa para entrar em estúdio com sua mulher. Ele e Yoko Ono já faziam shows juntos, e o álbum "Two Virgins" foi gravado 2 anos antes da separação oficial dos Beatles. Deprimido, McCartney seguiu caminho idêntico. "Estou fazendo o mesmo que você e lançando um álbum. E também estou saindo do grupo", disse. McCartney explicou o motivo da decisão a Philip Norman: "Eu não podia deixar John controlar a situação e nos jogar fora como namoradas chutadas".
Além da guerra de egos, da morte de Brian Epstein e da presença de Yoko Ono e Allen Klein, muitos consideram que, além de tudo isso, o que fez com que os Beatles terminassem foi a necessidade deles quatro, individualmente, transcenderem. A partir do 'Álbum Branco', eles começavam a deixar de ser uma unidade, uma banda, e passavam a ser um conjunto de quatro artistas maravilhosos, mas com características que ficavam cada dia mais diferentes. O fato de terem uma banda, fazia com que John, Paul, George e Ringo limitassem as suas capacidades criativas. Eles precisavam de mais liberdade para poder criar, seguir seus impulsos artísticos e musicais próprios, individualmente, sem ter de se condicionar aos outros.
Agora, a gente confere com absoluta exclusividade do Baú do Edu, a entrevista de Paul de 1970, na íntegra, distribuída para a imprensa junto com o ábum "McCartney".
bearded Paul (With images) | Paul mccartney, The beatles, Beatles john
Por que você decidiu fazer um álbum solo?
Porque eu tenho um equipamento Studer de gravação de quatro canais em casa. Gravei algumas coisas - gostei do resultado e decidi transformá-las em um álbum.
Você foi influenciado pelas aventuras de John com a Plastic Ono Band ou pelo álbum de Ringo?
Não.
Todas as músicas são de Paul McCartney?
São, sim.
Serão creditadas apenas como “McCartney”?
Sim.
Você gostou de trabalhar como artista solo?
Muito. Eu só tinha a mim para tomar uma decisão. Linda está nele também, é realmente uma coisa de casal.
Qual é a contribuição de Linda?
Todas. Ela ajudou nas harmonias, mas é claro que é bem mais do que isso porque ela é um ombro para me apoiar, a segunda opinião, e excelente fotógrafa. Ela acredita em mim - sempre.
Onde o álbum foi gravado?
Em casa, em Abbey Road e no Morgan Studios.
Qual é o seu equipamento em casa?
Um Studer, um microfone e nervos.
Como você escolheu os estúdios que trabalhou?
Eles estavam disponíveis. O da EMI (Abbey Road) é tecnicamente muito bom e o Morgan é acolhedor.
Nenhuma faixa foi conhecida até que o álbum estivesse pronto. Foi uma escolha sua?
Foi, porque normalmente um álbum já fica velho antes mesmo de sair.
Você é capaz de descrever a “textura” do álbum em algumas palavras?
Casa, família e amor.
Quanto tempo demorou para concluir?
Desde um pouco antes do natal até agora. “Lovely Linda” foi a primeira coisa que eu gravei em casa, e era originalmente para testar o equipamento. Isso foi perto do natal.
Supondo que todas as canções são novas para o público, como são para você? Elas são todas recentes?
Uma é de 1959 (Hot As Sun). Duas são da Índia - Junk e Teddy Boy, e o resto são todas bem recentes.
Quais os instrumentos que você tocou no álbum?
Baixo, bateria, violão, guitarra base, piano, órgão mellotron, xilofone de brinquedo, arco e flecha.
Já tinha usado esses instrumentos em gravações anteriores?
Sim.
Por que você quis tocar todos os instrumentos sozinho?
Estava sozinho. E acho que estou muito bem.
Linda será ouvida em todos os registros futuros?
Pode ser. Nós amamos cantar juntos e temos muitas oportunidades para pôr em prática.
Será que Paul e Linda se tornarão um John e Yoko?
Não, eles é que se tornarão Paul e Linda.
O que gravar sozinho lhe ensinou?
Tomar minhas próprias decisões sobre o que faço.
Quem fez a arte da capa?
Linda tirou todas as fotos, ela e eu fizemos o projeto.
É verdade que nem Allen Klein, nem ABKCO foram e nem serão de alguma forma envolvidos com a produção, fabricação, distribuição ou promoção deste novo álbum?
Sim.
Você perdeu os outros Beatles e George Martin. Houve algum momento em que você pensou, "gostaria que Ringo estivesse aqui nesta passagem?
Não.
Supondo que o disco faça sucesso. Quando vai fazer outro?
Mesmo que não faça sucesso, vou continuar a fazer o que eu quero, quando quero.
Você está planejando um novo álbum ou single com os Beatles?
Não.
É o álbum de um descanso longe dos Beatles ou o início de uma carreira solo?
O tempo dirá. Sendo um disco solo significa que ele é "o começo de uma carreira solo ..." e não sendo feito com os Beatles significa que é apenas um descanso. Portanto, ambos.
A sua ruptura com os Beatles, temporária ou permanente, foi devido a diferenças pessoais ou musicais?
Diferenças pessoais, comerciais e musicais. Mas acima de tudo porque eu tenho mais tempo com minha família. Temporária ou permanente? Eu realmente não sei.
Você consegue imaginar Lennon & McCartney compondo juntos novamente?
Não.
O que você acha sobre a campanha de John pela paz, da Plastic Ono Band, e ele devolver a medalha MBE? Influência de Yoko?
Eu amo o John, e respeito o que ele faz – mas isso não me dá nenhum prazer.
Houve alguma das canções do álbum escrita originalmente com os Beatles em mente?
Junk e Teddy Boy.
Você ficou contente com o ábum "Abbey Road”?
Foi um bom álbum.
Qual é a sua relação com Klein?
Eu não tenho qualquer contato com ele. Ele não me representa de forma alguma.
Qual é a sua relação com a Apple?
É o escritório de uma empresa que eu também criei, com os outros três Beatles. Eu não vou lá porque eu não gosto de escritórios ou de negócios, especialmente quando estou de férias.
Você tem planos de criar uma companhia de produção independente?
McCartney Productions Limited.
Que tipo de música lhe influenciou para esse disco?
Leve e solta.
Você está escrevendo mais prolíficamente agora? Ou menos?
Do mesmo jeito. Tenho uma fila de canções esperando para serem gravadas.
Quais são seus planos para o futuro? Férias? Um musical? Um filme? Aposentadoria?
Meu único plano é crescer!

POR QUE OS BEATLES ACABARAM? – ESPECIAL ROLLING STONE

Nenhum comentário:

A edição nº 36 da revista Rolling Stone Brasil, de setembro de 2009, foi especial sobre a separação dos Beatles, e foi a matéria principal estampada na capa com artigos completíssimos elaborados por Mikail Gilmore - “Por que o Sonho Acabou - Os bastidores da saga dos Beatles – e as forças que esfacelaram a maior banda de todos os tempos”, uma análise minuciosa sobre todas as circunstâncias que levaram ao fim do grupo. Além da capa, a matéria com os Beatles ocupa nada menos que 12 páginas dessa edição. Infelizmente, não deu para transcrever o texto para cá devido ao tamanho, mas quem quiser poderá ler a matéria completinha no site da revista: http://rollingstone.uol.com.br/edicao/36/por-que-o-sonho-acabou

IMAGEM DO DIA - THE BEATLES - 1968

Nenhum comentário:

STUART SUTCLIFFE - ★ 1940 † 1962

Nenhum comentário:
https://www.beatlesbible.com/wp/media/
Stuart Fergusson Victor Sutcliffe, mais conhecido como Stuart Sutcliffe ou apenas Stu - nasceu em Edimburgo, Escócia, em 23 de junho de 1940 - e morreu em Hamburgo, Alemanha, há exatos 58 anos, no dia 10 de abril de 1962 aos 21 anos. Ficou famoso por fazer parte da fase inicial dos Beatles. Stuart Sutcliffe foi o primeiro "baixista" da banda. Sua entrada no grupo deu-se pela amizade que tinha com John Lennon. Os dois se conheceram na escola de arte de LiverpoolNão deixe de conferir de jeito nenhum, a superpostagem A ESTRANHA MORTE DE STUART SUTCLIFFE - SENSACIONAL*******publicada há 1 ano.

MARY HOPKIN - GOODBYE - SENSACIONAL!*****

Nenhum comentário:
Looks like ALL the lads think Mary Hopkin is cute!! John Lennon ...
Bacana demais. Quem gostou, não deixe de conferir também MARY HOPKIN - THOSE WERE THE DAYS / GOODBYE*****

quarta-feira, 8 de abril de 2020

JOHN LENNON - ISOLATION - SENSACIONAL!!!✶✶✶✶✶✶✶

Nenhum comentário:

É impressionante como algumas músicas de 30, 40 e mesmo 50 anos atrás, se mostram mais atuais do que nunca nesses dias tão difíceis de confinamento nessa luta contra o coronavírus. É o caso de "Isolation", composta e gravada por John Lennon em 1970 e que aparece em seu primeiro álbum solo oficial “John Lennon / Plastic Ono Band” lançado em 11 de dezembro daquele ano.
Na época, Lennon se sentia desiludido com a fama e para onde sua vida estava indo, com o fim dos Beatles, os ataques constantes que ele e Yoko Ono estavam enfrentando, bem como a insegurança aguda e a dúvida levantada pelo seu extenso uso de drogas. "Isolation" revela alguns desses sentimentos de vulnerabilidade do artista, apesar de sua fama e fortuna.
A letra começa afirmando que, embora ele e Yoko Ono pareçam ter tudo, estão tão solitários e isolados quanto todos os outros. O segundo verso se concentra no ativismo político do casal, que muitos se opõem e gera ainda mais isolamento. O terceiro generaliza ainda mais a situação. Lennon reconhece que as pessoas que causaram sua dor não podem ser culpadas, uma vez que somos todos parte do mesmo mundo irracional e, portanto, vítimas da insanidade do mundo. Antes de observar que o ouvinte não é o culpado. O quarto e último verso coloca os medos das pessoas entre si e até com o sol no contexto de um universo em que o sol é permanente, mas nosso mundo pode não durar muito.
"Isolation" foi gravada nos estúdios da EMI em 6 de outubro de 1970, Lennon fez uma dupla faixa de seus vocais para a seção intermediária, que foram cortados de cada lado em estéreo. A parte do órgão da música é ouvida mais claramente imediatamente antes dos versos finais. Uma tomada de "Isolation", incluindo uma tentativa de quebra, pode ser ouvida na box John Lennon Anthology"Isolation" foi produzida por John Lennon, Yoko Ono e Phil Spector. Da gravação, participaram John Lennon que canta, toca piano e órgão Hammond; Klaus Voormann que toca baixo e Ringo Starr que toca sua bateria. Além de ser a quinta e última faixa do lado 1 do LP, "Isolation" também foi o lado B do single “Mother”.

A INCRÍVEL ARTE DE MR. BRAINWASH - SENSACIONAL!✶✶✶✶✶

Um comentário:

A arte de rua em Londres, desde os anos 1960, oferece mistérios, personagens emblemáticos e desperta a curiosidade de muita gente. Algo que agora pode estar aqui, amanhã, talvez. O que começou apenas como manifestação artística marginal é hoje parte da paisagem cotidiana da capital britânica, com direito a autores de grafites cujos nomes são internacionalmente conhecidos, mas que vivem sob anonimatos e bem longe da unanimidade da crítica. Ainda bem.
Thierry Guetta, meio americano, meio francês, conhecido simplesmente como “Mr. Brainwash”, é um desses típicos “marginais”, cuja arte está longe de ser reconhecida ou glorificada. Mas por mais que uns não queiram, já está imortalizada.
Em janeiro de 2013, “Mr. Brainwash” inaugurou em Londres um gigantesco mural de 5 metros retratando os Beatles usando lenços coloridos como se fossem máscaras – “Beatles in Bandannas” ou “Beatles Bandidos”, em bom português para ficar mais romântico. Esse painel foi a peça central de sua primeira exposição na cidade, encomendado pelos proprietários de um antigo escritório do Royal Mail, na Oxford Street, importante avenida na área de Westminster. A pintura monumental dos Beatles, usando lenços, tornou-se um marco na área. Mr. Brainwash, cujo nome verdadeiro é Thierry Guetta, é protegido do artista de rua britânico "Banksy". Mr. Brainwash foi destaque no filme de Banksy 'Exit Through The Gift-shop', documentário sobre a arte de rua indicado a vários prêmios e que a gente confere logo mais abaixo.
Banksy é um artista de rua e ativista britânico que, apesar da fama mundial, manteve o anonimato. A arte de Banksy atua como crítica e comentário cultural, tendo como alvo agendas políticas e sociais estabelecidas com um estilo único de ilustração feito com estênceis e tinta spray. O trabalho de Banksy é amplamente específico, geralmente com um elemento de multimídia ou desempenho como acompanhamento. "O mundo da arte é a maior piada. É um lar de idosos privilegiados, pretensiosos e fracos", disse ele".

Não deixe de conferir também THE BEATLES - A HISTÓRIA DA APPLE BOUTIQUE*****

THE BEATLES IN RARE COLOR PHOTOS - SHOW!!!✶✶✶

Um comentário:

sábado, 4 de abril de 2020

ONE TWO THREE FOUR: THE BEATLES IN TIME - CRAIG BROWN

Um comentário:

“One Two Three Four: The Beatles In Time” é uma biografia não ortodoxa dos Beatles, que descarta tudo o que o autor considera desinteressante - com bons resultados. O último livro de Craig Brown, Madame Darling, era uma "biografia sem as partes chatas" da princesa Margaret, com partes que outros biógrafos podem ter achado essencial, se não interessantes. Agora Brown tentou o mesmo com os Fab Four. Existem 150 capítulos, alguns muito curtos, que exploram um aspecto particular do grupo, desde o início da banda como The Quarrymen em 1957 até sua separação em 1970. Há capítulos detalhados sobre a demissão do baterista Pete Best e a primeira aparição do grupo no The Ed Sullivan Show. Mas há muitos toques imaginativos também. Alguns capítulos analisam reproduções de cartas de fãs, do psicológico ao psicótico. Outros são dedicados a alguma figura pública - Margaret Thatcher, Rolf Harris, Charles Manson - e como os Beatles afetaram suas vidas. Qualquer pessoa que Brown não ache interessante está fora, então mal se fala em Linda McCartney.
Para muitos críticos, “One Two Three Four" surge como “uma mistura caleidoscópica de história, etimologia, diários, autobiografia, cartas de fãs, ensaios, vidas paralelas, listas de festas, gráficos, entrevistas, anúncios e histórias. Um Dois Três Quatro ecoa com alegria o frenético tumulto de uma época. John Updike os comparou com o sol saindo em uma manhã de Páscoa. Bob Dylan apresentou-os à maconha. A duquesa de Windsor os adorava. Noel Coward os desprezava. JRR Tolkien também os desprezou. Os Rolling Stones copiaram. Loenard Bernstein os admirava. Cassius Clay os chamou de 'maricas'. Sucessivos primeiros-ministros os sugaram. Ninguém deixou de ser afetado pela música dos Beatles. Como observou a rainha Elizabeth II em seu aniversário de casamento: "Pense no que teríamos perdido se nunca tivéssemos ouvido os Beatles".

“One Two Three Four" traça a fusão casual dos quatro elementos-chave que compunham os Beatles: fogo (John), água (Paul), ar (George) e terra (Ringo). Também conta histórias bizarras e muitas vezes infelizes das pessoas díspares e coloridas em sua órbita, entre elas Fred Lennon, Yoko Ono, Maharishi, tia Mimi, Helen Shapiro, o Magic Alex, Phil Spector, seu dentista psicodélico John Riley e seu inimigo fracassado, o Sargento Norman Pilcher.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

RAUL SEIXAS - O DIA EM QUE A TERRA PAROU - SENSACIONAL!

Um comentário:

Raul Seixas, o nosso Raulzito, sempre teve um quê de profeta. Não à toa, seus fãs, muitas vezes, parecem mais seguidores. Uma espécie de Antônio Conselheiro do rock tupiniquim – e Raul lidava com essas distâncias entre o hemisfério Norte e o Sul de maneira magistral – nos deixou canções inesquecíveis, como todos sabem e cantam. Uma delas, no entanto, nestes tempos em que o planeta está ameaçado e acuado, com as pessoas trancafiadas em suas casas, nos fez subir um nó na garganta acompanhada de uma inevitável vontade de rir: “O dia em que a terra parou”.
Lançada em seu álbum de 1977, a canção batiza o disco. Na mesma bolacha que trazia a emblemática “Maluco Beleza”, uma espécie de autobiografia do Raulzito, está lá a profecia fulminante do cantor, que nem os seus fãs mais ardorosos sonharam que, um dia, tantas décadas depois, poderia fazer algum sentido. Na canção, feita em parceria com Cláudio Roberto – a linda fase com Paulo Coelho já havia passado – Raul parecia prever a crise do coronavírus. Descreve com maestria o que se passa em diversos países da Europa, sobretudo na Itália. Ela antevê também, o que está prestes a ocorrer nas Américas, se os seus governos não tiverem algum juízo. Coincidência ou não, nesses tempos de medos e incertezas, Raul nos traz mais uma vez alento e sabedora. Naqueles idos também obscuros, mas de tantas esperanças, de 1977, não poderíamos jamais imaginar que, 43 anos depois, a terra iria de fato, parar. Fonte: revistaforum.com.br/colunistas Texto: Julinho Bittencourt

O Dia em que a Terra Parou foi o sétimo álbum de estúdio da carreira solo do cantor e compositor brasileiro Raul Seixas, lançado pela gravadora Warner Music Brasil, em dezembro de 1977. As gravações ocorreram durante aquele ano em três estúdios: o Level e o Haway, no Rio de Janeiro; e o Vice-versa, em São Paulo. Este álbum foi o primeiro lançado após a mudança de gravadora. Também, foi o primeiro inteiramente realizado com um único parceiro na composição das músicas, Cláudio Roberto, velho amigo de Raul. Ao mesmo tempo, representou uma mudança estética do cantor e de temática no disco, com Raul de cabelo curto e trajando terno e gravata enquanto canta letras que falam sobre uma busca e um desejo de emancipação pessoal. O álbum teve uma crítica fria da crítica especializada, com casos de revanchismo pela mudança de gravadora. O consenso crítico foi de que o disco representou uma simplificação - uma popularização - nas letras e nas mensagens, creditada à parceria com Cláudio Roberto. O álbum foi bem divulgado, com o lançamento de dois compactos que se tornariam sucessos - a canção título e "Maluco Beleza"; um videoclipe musical; uma turnê pelo país; e participações do cantor em programas de rádio e televisão. As vendagens não foram boas para o padrão esperado pela gravadora, apesar do disco ser, hoje, considerado um dos pontos altos da carreira de Raul Seixas.