quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ARQUIVOS DO FUNDO DO BAU - Nº 13

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Forever. E sem chiados.
Os primeiros discos dos Beatles a laser estão chegando

Matéria publicada na revista "Afinal" de 10 fevereiro de 1987

Please Please Me, With the Beatles, A Hard Day's Night, Beatles for Sale: os quatro primeiros álbuns Beatles a laser.

Dezessete anos depois da dissolução do conjunto, os Beatles chegam à era do laser. No próprio dia 26 começam a ser distribuídos às lojas americanas os primeiros discos compact discs – o disco digital de reprodução através de raio laser – do grupo, e já quem se tenha decidido a chamar a polícia, para evitar tumulto. Em um prazo de pouquíssimos dias, já haverá cds dos Beatles à venda nas grandes importadoras de São Paulo e Rio de Janeiro.
A EMI Music WorldWide, a gravadora dos Beatles, promete lançar, até o final do ano, todo os antigos LPs do conjunto na forma de cd. Os brasileiros felizardos que têm toca-discos a laser, e podem pagar 700 cruzados por CD (como o compact disc é conhecido em todo o mundo), não terão grandes surpresas – a não ser, é claro a felicidade de ouvir para sempre sem qualquer chiado, o som do conjunto de múisca mais famoso da História.
Os consumidores americanos, no entanto, vão encontrar nas lojas discos de que jamais ouviram falar. É que a gravadora decidiu lançar os discos a laser dos Beatles seguindo rigorosamente a discografia oficial do conjunto de acordo com os lançamentos originais ingleses. E nos Estados Unidos, os lançamentos, até 1966, foram inteiramente diferentes daqueles do país de origem de John, Paul, Ringo, George. Fazia-se uma imensa salada. Entre 1962 e 1966, os Beatles gravaram 102 músicas, que na Inglaterra apareceram em oito LPs, 12 compactos duplos e 13 simples; nos Estados Unidos, essas 102 músicas viraram 11 LPs, quatro compactos duplos e 20 simples. Só depois de Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band, de 1967, os LPs do conjunto passaram a ser exatamente iguais em todo o mundo. No Brasil, a EMI-Odeon passou, em meados da década de 70, a relançar os LPs seguindo a forma original inglesa.
Os discos serão lançados em ordem cronológica. No dia 26 chegam às lojas os CDs dos quatro primeiros álbuns – Please Please Me e With The Beatles (1963), A Hard Day’s Night e Beatles fo Sale (1964). Até o final do ano, deverá ter saído da fábrica aberta há pouco pela EMI em Jacksonville, Illinois, a discografia completa, de 13 álbuns.
“No mais tardar no dia 1º de março, já teremos os compacts discs dos Beatles em nossas lojas”, garante orgulhoso, Odair Borges, da rede paulistana Museu do Disco. “Já encomendamos 1.000 cópias de cada”. E revela que seu distribuidor em Miami, decidiu chamar à polícia no dia em que receber a primeira remessa. “Vai ser uma loucura”.

O MESTRE E SEUS DISCÍPULOS - EXCELENTE!

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OUTRO JAPINHA CANTANDO BEATLES

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O DISCO DA MINHA VIDA

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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

THE BEATLES - LET IT BE

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ARQUIVOS DO FUNDO DO BAÚ - Nº 12

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Os mistérios da vida comum de oito pessoas
Matéria publicada na revista Veja de 19 de março de 1969
. É impressionante observar como os erros podem se repetir durante anos. Para "eles" Lnda era herdeira da Kodak. Paul morreu em 66. Abração!

Não há nada de extraordinário no casamento de um “Beatle” --- a não se que a mulher, geralmente, se casa um pouco com mais três homens além do marido. “Eles são uma firma e resolvem tudo em conjunto: quando um quer casar, os outros podem permitir ou não”, comentou Jane Asher, namorada e noiva de Paul McCartney durante cinco anos, ao terminar o namoro cinco meses atrás.
Mas, na semana passada, diante de uma pequena multidão de fãs que o acolheu com gritos de amor e exclamações de tristeza, o último “beatle” solteiro, Paul McCartney, casou-se com a milionária americana Linda Eastman, de 27 anos, divorciada, mãe de uma menina de seis anos, Heather, e uma das herdeiras da firma Eastman-Kodak. Enquanto Paul casava, John Lennon estava trancado em casa com sua segunda e estranha mulher, Yoko Ono, Ringo Star ia a Liverpool visitar os parentes e George Harrison fumava maconha em casa com a mulher, Pattie, e acabavam os dois presos.
Os três companheiros de Paul vetavam o nome de Linda, como haviam feito com Jane? Entre esta e outras dúvidas, ela terá que aprender a fazer parte de uma família de oito pessoas muito parecidas entre si, mas na qual nem tudo é cor-de-rosa.

A vida a oito - As mulheres dos Beatles, nos últimos anos, foram invejadas, ameaçadas, vaiadas e finalmente agredidas (Pattie e Cynthia, a primeira mulher de John Lennon, desistiram de assistir às apresentações públicas dos maridos por causa da violência das fãs).
Jane e Cynthia viveram um drama parecido: foram as únicas que protestaram contra a predominância dos interesses do conjunto na vida conjugal --- e acabaram abandonadas. John Lennon foi o primeiro a casar, em 1962, e no ano passado, quando se divorciou, disse que só casara com Cynthia porque ela estava grávida. A biografia oficial dos Beatles reserva para Cynthia algumas insinuações de mesquinharia com dinheiro, projetos nunca postos em prática (Cynthia não fazia absolutamente nada), além de implicar com o barulho que John fazia ao comer. Jane Asher tinha dezessete anos quando conheceu Paul, em 1963, e sempre fez questão de ter seu próprio emprego de atriz. Não gostava de sair com todos os Beatles porque “eles ficavam conversando entre si e fazendo música, deixando as mulheres sem assunto”.

O geral e o particular - A vida conjugal dos Beatles foi muito parecida durante certo tempo. Os quatro moram em grandes casarões fora de Londres, visitam-se continuamente e suas mulheres têm origens e problemas semelhantes: John conhecia Cynthia antes de ser famoso, Jane fora colega de escola de Paul, Ringo namorava Maureen Cox desde Liverpool, cidade natal de ambos, e George saía com Pattie de 1960, antes de aparecer o conjunto. Numa família assim os problemas também eram muito parecidos: enquanto Pattie passava horas “imaginando a melhor arrumação dos móveis”, Maureen especializava-se em preparar pratos para Ringo (ele não admite que a mulher e os dois filhos comam antes dele e tem uma cadeira que só o dono da casa usa). Esta harmonia a oito sofreu seus primeiros golpes no ano passado, quando John conheceu Yoko Ono (“Ela é uma mente superior, fantástica”) e Paul brigou com Jane, começando a sair com Linda.

Yoko, de 34 anos, pintora, escultora, escritora e cineasta (é dela o célebre curta-metragem “Number 4”, que mostra 365 nádegas diferentes e foi elogiado pela crítica inglesa) é agora a personalidade mais forte no grupo feminino dos Beatles e tem sobre John uma influência que nenhuma das outras mulheres conseguiu exercer. Linda, mulher elegante e sofisticada, fotógrafa profissional, jamais deu qualquer opinião sobre os Beatles e sobre o tipo de vida que eles levam. Ela pode ter calculado que o tempo trabalha a favor de sua vida conjugal: desde que John e Yoko começaram a se afastar dos outros “beatles”, George já sugeriu várias vezes que cada um deve tentar a sorte sozinho e o próprio Paul preferia ultimamente passear com sua cadela Martha a viajar com o grupo.

THE BEATLES - PAPERBACK WRITER

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VIDA - KEITH RICHARDS

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"Vida" de Keith Richards, retrata em primeira pessoa o lado íntimo do mergulho em sexo, drogas e rock - Mariana Peixoto
Edição de segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Fonte:
http://www.jornalonorte.com.br/2010/12/13/show1_0.php

Boas histórias, quando bem contadas, podem ser desfiadas várias vezes. Vida, o calhamaço de 600 páginas em que Keith Richards relata sua trajetória, tem esse mérito. Em tom confessional - por vezes bem-humorado, noutras sarcástico e em alguns momentos tristonho e nostálgico -, o guitarrista, vocalista, compositor e cofundador dos Rolling Stones traz a público sua própria versão para casos que são conhecidos de quem acompanha a superbanda de rock.

Os primeiros anos dos Stones, o envolvimento com as drogas, talvez a parte mais folclórica de sua vida, os escândalos de todos os níveis, principalmente os sexuais, as prisões, as gravações de discos antológicos. Tudo isso, de certa maneira, já foi escrito e relatado por jornalistas entre os vários livros já publicados sobre o grupo. Mas, Vida apresenta o que nenhum outro conseguiu: mesmo tendo sido escrito em parceria com um jornalista que acompanha os Stones há mais de 30 anos (James Fox, a partir de incontáveis horas de entrevista com Richards, seus amigos e familiares), dá voz a seu protagonista. É o tom de Richards, aqui um grande contador de histórias, que interessa. E ainda sua percepção da vida e opinião sobre tudo o que lhe ocorreu. Por vezes, Vida parece uma longa conversa em que ele busca contar a sua verdade. Doa a quem doer.
Foram cinco anos até que o livro ficasse pronto. O que se conta é que a prestigiosa editora norte-americana Little, Brown and Company pagou US$ 7,3 milhões de adiantamento ao receber somente as 10 primeiras páginas. Por um lado, Vida segue o formato das biografias tradicionais. Começa com um relato impactante - a risível prisão de Richards em 1975, no Arkansas, logicamente por causa de drogas - para depois desenrolar em ordem cronológica, da infância até os dias atuais. Mas a memória não funciona como um relógio e, em meio a uma história, Richards pode voltar no tempo ou andar à frente dele para contar um outro ocorrido com um dos personagens do primeiro relato. Para os detratores que afirmaram que ele não devia se lembrar de muita coisa, decorrência do período mais junkie da vida, ele dá um recado, de próprio punho, na orelha do livro: "Acredite se quiser, eu não me esqueci de nada."
Desde que Vida foi lançado nos EUA, no fim de outubro, só se fala da maneira nada lisonjeira como Richards se refere a Mick Jagger no livro. Os Rolling Stones chegam ao fim deste ano somando 48 anos desde sua primeira formação. Richards completa 67 anos no próximo dia 18. Se pensarmos que ele conheceu Jagger ainda na infância, é praticamente uma vida inteira a seu lado. Mesmo que o vocalista esteja presente em toda a sua trajetória, é na última parte do livro que a figura de Jagger se faz mais marcante.
O lado mais fraterno dos momentos iniciais da banda vai esmorecendo até que na década de 1980, já livre do domínio da heroína, Richards toma consciência do que o antigo parceiro havia se tornado. Dali em diante, o que ele destila no livro é muita mágoa. Admite conviver bem hoje em dia com Jagger, mas depois de passar por várias crises. "Nos anos60, Mick era incrivelmente carismático e engraçado." Vinte anos mais tarde: "Em algum momento ele se tornou artificial." Nos dias atuais: "Talvez Mick e eu não sejamos amigos - nosso relacionamento está muito desgastado para isso -, mas somos os irmãos mais chegados."

Ao lado de palavras assim, Richards destila ironia. Afirma que Jagger não é bem dotado; que no auge da antipatia por ele, chamava-o de Brenda pelas costas (com toda a banda incluída); que todas as mulheres do vocalista foram chorar em seu ombro; que suas ideias para músicas eram mero pastiche; e que a grande vingança foi ver sua carreira solo afundar rapidamente: "Era como Mein kampf (a biografia de Hitler). Todo mundo tinha uma cópia, mas ninguém escutava", foi o que disse sobre She's the boss (1985), primeiro solo de Jagger.

Metralhadora giratória
Anita Pallenberg - “Inescrupulosa' não seria uma má palavra para descrevê-la. Não me importo de jogar isso na cara dela agora, e ela sabe disso! Hoje em dia, Anita e eu podemos nos sentar no Natal com nossos netos e trocar um sorriso perplexo: 'Oi, sua vaca velha e idiota, como estão as coisas?"
Dez mais - "No começo de 1973, o New Musical Express preparou uma lista dos 10 astros do rock and roll que estavam mais perto da morte e me colocou em primeiro lugar. Fui o primeiro daquela lista durante 10 anos! Ela costumava me provocar gargalhadas! Fiquei desapontado de verdade quando comecei a cair na lista."
Ombro amigo - "Mick nunca quer que eu converse com suas mulheres. Elas acabam vindo chorar no meu ombro quando descobrem que ele aprontou outra vez. Já choraram no meu ombro Jerry Hall, Bianca, Marianne, Chrissie Shrimpton. E eu assumindo o mais improvável papel de conselheiro, o 'tio Keith'."
John Lennon - "Fui ao banheiro e lá estava ele, afagando o piso, olhando a cerâmica. Vinho tinto demais e um pouco de heroína. Bocejo em technicolor. 'Não me tire daqui, esta cerâmica é muito bonita'. Não sei se John alguma vez saiu de minha casa sem ser na horizontal."
Jean-Luc Godard - "Estou contente por ele ter feito o filme, mas Godard! Não acreditava, ele parecia um bancário francês! Não tinha nenhum plano coerente, a não ser sair da França e marcar uns pontos na cena de Londres."
Fuga - "Posso encarar as pessoas com mais facilidade se estiver sob efeito das drogas, mas também poderia fazer isso com a bebida. Também sentia que fazia aquilo para não ser um popstar. Havia alguma coisa da qual eu realmente não gostava com relação ao que eu estava fazendo, o blá-blá-blá. Mick escolheu a bajulação, que é muito parecida com as drogas - um distanciamento da realidade. Eu escolhi as drogas."

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QUEM SE LEMBRA DE URI GELLER?

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Os anos 70 foram inesquecíveis! Absolutamente inesquecíveis. Surgia de tudo todos os dias, de bandas realmente fantásticas às coisas mais bizarras e absurdas. E o pior: era sucesso (Não tão diferente de hoje...)! O “fenômeno” Uri Geller apareceu em 76 com respaldo de toda a imprensa. É produto daquele meio dos anos 70 em que todo mundo precisava acreditar em alguma besteira que fosse. Uri Geller nasceu em Tel Aviv, em 20 de dezembro de 1946, é um controverso personagem israelita, naturalizado britânico, que se tornou famoso nos anos 1970, ao se apresentar em programas de televisão, realizando demonstrações dos seus alegados poderes paranormais - telecinese, rabdomancia e telepatia. Tais demonstrações incluíam dobrar colheres, identificar objetos ocultos e parar ou acelerar ponteiros de relógios à distância. Geller afirmava que esses efeitos eram provocados pela força de sua mente e pelo poder de sua vontade, e que ele recebeu estes poderes de extraterrestres. Em seu site Geller conta a sua versão de como ele conseguiu seus alegados poderes. São muitos os seus críticos, entre os quais se destaca James Randi, segundo o qual Geller não é dotado de paranormalidade. Para sustentar sua tese, Randi repetiu várias vezes os experimentos de Geller, obtendo os mesmos resultados surpreendentes, mas sempre afirmando ter usado apenas truques e ilusionismo. Geller levou à justiça várias pessoas que alegavam que ele não possuía poderes paranormais, e perdeu em todas as causas. Uri Geller hoje em dia ganha a vida na lucrativa industria da Nova Era. Tem à venda o seu Mind-Power Kit por cerca de $30. O kit inclui um DVD, um cristal e um livro com tópicos sobre cristais, terapia da cor e, claro, telecinética. Ganha fortunas às custas de imbecis.

domingo, 19 de dezembro de 2010

ARQUIVOS DO FUNDO DO BAÚ - Nº 11

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Matéria publicada na revista Veja de 21 de agosto de 1985.

DISCOS - TACADA POP
Michael Jackson compra canções dos Beatles

O cantor Michael Jackson, uma das mais cintilantes estrelas da música pop americana, derrubou de um golpe o ex-beatle Paul McCartney e Yoko Ono, viúva de John Lennon. Na semana passada, Jackson venceu uma concorrência da qual participaram Paul e Yoko e comprou por 45 milhões de dólares a editora musical inglesa ATV Music, ligada à celebre Northern Songs, dona dos direitos de reprodução e execução do melhor bocado da produção dos Beatles. Como proprietário da editora, Michael Jackson passa a ter os direitos sobre 270 canções compostas pela dupla Lennon e McCartney de 1963 a 1970, ano em que o mais popular e inovador conjunto de rock do mundo foi dissolvido. Assim, cada vez que clássicos com Hey Jude, Michelle, Yesterday e Let It Be forem gravados, tocados em público ou executados em rádios, Michael Jackson receberá polpudas comissões - uma mina de ouro que Paul McCartney e Yoko Ono vinham tentando recuperar.
Aos vinte e seis anos de idade, Michael Jackson, o ex-menino prodígio da música negra, converte-se num misto de artista e homem de negócios. Cacife para bancar sua nova carreira é o que não lhe falta. Apenas seu útimo disco, o premiadíssimo Thriller, do qual foram vendidas 35 milhões de cópias, lhe rendeu 50 milhões de dólares - 5 milhões a mais, do que desembolsou para a compra da editora musical. O investimento aumentará consideralvelmente seu cacife. Especialistas do mercado de discos calculam que os direitos sobre as músicas dos Beatles renderão a Jackson 7 milhões de dólares por ano. Quanto a sua própria produção, Jackson já tomou os devidos cuidados. As reproduções dos seus discos são controladas por uma editora de sua propriedade - a Mijack Music. Destinam-se aos cofres da Mijack os royalties pelas gravações, versões e execuções das músicas de MJ. O cantor passa a ser agora provavelmente o maior publisher de música do mundo. No Brasil, a gravadora dos Beatles é a Odeon, que criou um braço editorial para representar a Northern Songs no contole da reproduções das obres do conjunto - da inclusão das músicas em novas gravações ao uso das canções em trilhas sonoras de novelas ou filmes. Foi a Odeon que, recentemente, aprovou a entrada no último disco de Roberto Carlos de uma versão da música And I Love Her, um velho sucesso dos Beatles. Apenas por conta desta gravação, a Odeon já remeteu 140 milhões de cruzeiros à detentora dos direitos dos Beatles. Cifras como esta passarão, daqui por diante, a engordar o patrimônio de Michael Jackson.

THE BEATLES - I WANT TO HOLD YOUR HAND AGAIN!

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Havia um piano no escritório do porão da residência dos Asher, em Wimpole Street, onde Paul morava e às vezes trabalhava com John em alguma canção. Foi lá que no dia 16 de outubro de 1963, criaram "I Want To Hold Your Hand", canção que finalmente abriria as portas dos EUA e que chegou ao primeiro lugar em janeiro de 1964. Foi um feito notável porque nenhum artista pop britânico tinha conseguido conquistar os EUA. Em 1956, Lonnie Donegan , o "rei do skiffle" havia chegado ao top 10 com "Rock Island Line", mas só depois de quatro meses de turnê. Cliff Richard tinha feito uma turnê, lançado um filme e aparecido no Ed Sullivan Show, mas teve apenas um pouco de sucesso com "Living Doll". As únicas gravações britânicas a chegar ao número 1 tinham sido "Auf wiedersehen", com Vera Lynn, em 1952, "Stranger On The Shore", com Acker Bill, em 1961, e "Telstar", com The Tornadoes, em 1962. Após vendas decepcionantes nos selos Vee Jay e Swan, os Beatles foram para a Capitol nos EUA, pois Brian Epstein tinha prometido que o primeiro single com a gravadora buscaria uma "sonoridade americana". De acordo com John, "I Want To Hold Your Hand", veio à luz quando, depois de criar o verso de abertura, Paul tocou um acorde no piano. "Eu virei para ele e disse "é isso! Toque de novo!". Naqueles dias, nós realmente escrevíamos dessa maneira - um se metendo nas coisas do outro". Gordon Waller, amigo de escola de Peter (Asher), irmão mais velho de Jane (com quem ele formou a dupla de cantores Peter And Gordon), também estava presente naquele dia. "Até onde me lembro, John estava no órgão e Paul no piano", ele afirmou. "O porão era onde todos íamos fazer nosso barulho" e eles nos chamaram para ouvir uma nova música que tinham acabado de escrever. Não estava totalmente finalizada, mas a estrutura e o refrão estavam lá. Os Beatles tocavam ainda, obviamente, para o mesmo público, as adolescentes para quem mãos dadas e beijinhos eram manifestações altamente eróticas. Robert Freeman, fotógrafo que fez a imagem da capa de "With The Beatles", vivia em um apartamento abaixo de John, em Kensington, e tentou mostrar o jazz e amúsica experimental a ele, enquanto John o levava na direção do Rck And Roll. "Ele" (John) estava intigado com um álbum contemporâneo francês de música experimental", Freeman recorda. "Havia uma faixa em que uma frase musical se repetia, como se o disco estivesse arranhado. O efeito foi usado em "I Want To Hold Your Hand" - por sugestão minha - , em "that my love, i can't hide, i can't hide, i can't hide". Os Beatles ficaram sabendo que "I Want To Hold Your Hand" tinha chegado ao número 1 nos EUA quando estavam tocando em Paris, e isso deu início aos planos da primeira visita aos EUA. Como sabiam que Cliff Richard não tinha conseguido chegar às paradas, eles decidiram que só apareceriam por lá, quando estivessem em primeiro lugar.
Fonte: "THE BEATLES - A História Por Trás De Todas As Canções" - Steve Turner


No dia 13 de janeiro de 1964, “I Want to Hold Your Hand” chegou ao 1º lugar nos Estados Unidos! O compacto que trazia “I Want to Hold Your Hand” e “I Saw Her Standing There” vendeu mais de 15 milhões de cópias em todo o mundo. Antes do seu lançamento no Reino Unido, em 19 de novembro de 1963, já havia pedidos antecipados de quase 1 milhão de cópias, e é desnecessário dizer que ela estreou nas paradas britânicas em primeiro lugar, onde permaneceu por seis semanas. Esse recorde ajudou a dar origem à Beatlemania nos Estados Unidos em 1964, onde o compacto vendeu mais de 2 milhões de cópias e abriu espaço para outros artistas britânicos no mercado americano. Gravada em 17 tomadas em 17 de outubro de 1963, “I Want to Hold Your Hand” foi a primeira gravação dos Beatles em quatro canais. Isso permitiu que George Martin produzisse uma mixagem melhor do estéreo, além de outras melhorias sonoras impossíveis nas gravações anteriores em dois canais.
THE BEATLES - I WANT TO HOLD YOUR HAND

GEORGE HARRISON - DING DONG, DING DONG

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TECNOLOGIA REUNIRÁ OS BEATLES

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O tabloide britânico "Daily Star" divulgou que a tecnologia ajudará a reunir todos os Beatles. Tudo isto, porque Paul McCartney e Ringo Star irão se apresentar em Los Angeles com imagens digitais de George Harrison e John Lennon, os integrantes que já morreram.
O show está previsto para acontecer no dia 27 de agosto de 2011 e deve arrecadar doações para organizações de caridade que promovem a paz e ajudam no combate ao câncer.
Segundo a publicação, os músicos ainda não se manifestaram sobre o reencontro inusitado, mas o Hollywood Bowl já é apontado como local cotado para a apresentação, pois em 1964 e em 1965 abrigou shows históricos do quarteto de Liverpool.

"THE BEATLES" - FREE AS A BIRD

RINGO STARR - I WANNA BE SANTA CLAUS

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“I Wanna Be Santa Claus” foi um álbum de Natal de Ringo Starr, lançado em 1999. As canções, em sua maioria compostas por ele e parceiros, incluindo a música "Xmas Time is Here Again " gravada pelos Beatles em 1967 como presente de Natal aos fãs e o clássico de Natal, grande sucesso de Bing Crosby "Whie Christmas", entre outros. Esse disco acabou se tornando uma raridade. Mais um item de colecionador.

Gravado ao longo de 1999 por Ringo Starr e seu parceiro musical Mark Hudson e muitos de seus colaboradores em 1998 em “Vertical Man”, “I Wanna Be Santa Claus” é composto por conhecidas canções tradicionais e alguns novos originais, foi gravado em vários estúdios dos EUA eo Reino Unido, com participação das famílias dos músicos contando inclusive dois convidados especiais notáveis, Joe Perry do Aerosmith e ex-membro do Eagles Timothy B. Schmit.

Lançado em outubro antes da temporada de Natal, I Wanna Be Santa Claus não foi um sucesso comercial, apesar do seu forte apelo natalino. Foi excluído logo em seguida e relançado em 2003 numa coleção barata chamada “20th Century Masters: The Best Of Ringo Starr / The Christmas Collection tracklisting” exatamente com o mesmo material. Depois de três álbuns em uma linha que falhou para alcançar os consumidores de uma forma significativa, a Mercury Records tirou Ringo de sua lista. Ainda sobre o álbum, há quem ame e quem odeie. Tire suas conclusões.


01."Come On Christmas, Christmas Come On" (Richard Starkey, Mark Hudson, Dean Grakal) – 3:36
02."Winter Wonderland" (Felix Bernard, Richard B. Smith) – 2:55
03."I Wanna Be Santa Claus" (Richard Starkey, Mark Hudson, Dick Monda) – 3:46
04."The Little Drummer Boy" (Harry Simeone, Henry Onorati, Katherine K. Davis) – 3:19
05."Rudolph the Red-Nosed Reindeer" (Johnny Marks) – 2:21
06."Christmas Eve" (Richard Starkey, Mark Hudson) – 4:26
07."The Christmas Dance" (Richard Starkey, Mark Hudson, Jim Cox, Steve Dudas) – 4:06
08."Christmas Time (Is Here Again)" (George Harrison, John Lennon, Paul McCartney, Richard Starkey) – 4:06
09."Blue Christmas" (Bill Hayes, Jay Johnson) – 2:58
10."Dear Santa"
(Richard Starkey, Mark Hudson, Steve Dudas) – 5:12
11."White Christmas" (Irving Berlin) – 2:56
12."Pax Um Biscum (Peace Be With You)" (Richard Starkey, Mark Hudson, Scott Gordon) – 4:46

RINGO STARR - I Wanna Be Santa Claus – DOWNLOAD
http://www.4shared.com/file/ajzVWoyL/1999_-_RS_-_I_Wanna_Be_Santa_C.html

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

PAUL McCARTNEY - PLEASE PLEASE ME

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OS SIMPSONS - UM DESENHO PRA LÁ DE BOM DEMAIS!

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Os Simpsons é a série em desenho animado mais famosa do mundo. A série com as aventuras divertidas da família Simpson foi criada por Matt Groening para a FOX. É uma paródia satírica do estilo de vida da classe média dos Estados Unidos, simbolizada pela família de mesmo nome, que consiste de Homer Jay Simpson, Marjorie "Marge" (Bouvier) Simpson, Bartholomew "Bart" Simpson, Elisabeth "Lisa" Simpson e Margareth "Maggie" Simpson. A série se passa na cidade de Springfield e satiriza a cultura e a sociedade norte-americana, a televisão e vários aspectos da condição humana. Desde sua estreia, em 17 de dezembro de 1989, o programa já exibiu 464 episódios, e já tem mais uma temporada à ser exibida.[4]. O filme do seriado foi lançado em 26 e 27 de julho de 2007 e arrecadou mais de meio bilhão de dólares em todo o mundo. A série é focada nas aventuras de uma típica família suburbana do meio-oeste norte-americano. O pai, Homer Simpson, é inspetor de segurança da Usina Nuclear de Springfield (em Portugal, chamada de Central Nuclear de Springfield). Marge Simpson, sua esposa, é uma dona de casa estereotipada. O casal tem três filhos: Bart, um garoto rebelde de dez anos; Lisa, uma menina-prodígio de oito anos que adora tocar saxofone e Maggie, a caçula da família, uma bebê que não fala - sua primeira palavra foi "daddy", no episódio "Maggie's first word" - mas que é considerada pelos fãs como o mais inteligente e misterioso personagem da série (que depois é revelado que toca saxofone melhor que Lisa, no episódio "Smart and Smarter"). Completam a família um cachorro chamado Ajudante do Papai Noel (em Portugal, Santa's Little Helper), além de um gato chamado Bola de Neve II (em Portugal, Snowball II). Os produtores decidiram que os personagens não envelheceriam ao longo da série, embora celebrações como festas religiosas e de fim de ano apareçam com frequência. Há ainda um grande número de personagens menores, desde parentes da família até coadjuvantes eventuais. Durante toda a série, não faltam “referências” aos Beatles – isso quando eles não aparecem em “carne e osso” como já foi o caso de Ringo, George, Paul & Linda. Confiram no portal BEATLES BRASIL, um guia completo de todos os episódios onde aparecem as referências aos Beatles. O link é: http://www.thebeatles.com.br/beatles-simpsons.php

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

STRAWBERRY FIELDS FOREVER - GENIAL

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No outono de 1966, John Lennon foi para a Espanha filmar o papel do soldado Grippweed no filme “How I Won The War”, de Richard Lester, no Brasil – “Como Ganhei a Guerra”. Foi o primeiro Beatle a realizar um trabalho sem os três companheiros. Entre as cenas na praia de Almeria, ele começou a compor “Strawberry Fields Forever”, uma música concebida para ser um blues arrastado. A canção começou com o que viria a ser o segundo verso da versão gravada. Era uma reflexão sobre a convicção de que desde a infância ele sempre fora, de alguma forma, diferente dos demais, de que via e sentia coisas que os outros não viam ou sentiam. Na versão mais antiga de suas fitas na Espanha, ele começa com: “ No one is on my wavelenght”, para depois mudar a frase para “No one i think is in my tree”, aparentemente para disfarçar o que poderia ser visto como arrogância. Ele estava dizendo que acreditava que ninguém conseguia se sintonizar com sua forma de pensar e que, então, devia ser ou um gênio (“high”) ou louco (“low”). “Eu pareço ver coisas de uma maneira diferente das pessoas”. Foi apenas no take 4 da fita de composição que ele fala dos Strawberry (sem o “forever”) e, no take 5, acrescentou a frase “nothing to get mad about”, que depois foi alterada para “nothing to get hung about”. Ele já estava usando um modo deliberadamente hesitante – “er”, “that is”, “I mean”, “I think” – para reforçar que essa era uma tentativa de articular conceitos que não podem ser colocados em palavras.
Ao retornar à Inglaterra, John trabalhou na música em Kenwood, onde o verso final foi incluído. Foi só no estúdio que ele a terminou, acrescentendo o verso de abertura, o que ajuda a explicar por que a introdução dá a sensação de não fazer parte do resto da canção.
Na versão completa, um lugar é criado para representar um estado da mente. Strawberry Field (John acrescentou o “s”) era um orfanato do Exército da Salvação na Beaconsfield Road, Woolton, a cinco minutos de caminhada de sua casa em Menlove Avenue. Era uma enorme construção vitoriana em um terreno arborizado aonde o jovem Lennon ia com sua tia Mimi para os festivais de verão, mas também um lugar onde ele entrava sorrateiramente a noite e nos fins de semana com amigos como Pete Shotton e Ivan Vaughan para fumarem e beberem escondidos. Strawberry Field era o playground de John Lennon. Essas visitas ilícitas eram para John como as fugas de Alice pela toca do coelho e através do espelho. Ele sentia estar entrando em outro mundo, um universo que era mais próximo do seu mundo interior, e na vida adulta ele associaria esses momentos de alegria com sua infância perdida e também com uma sensação de psicodelismo, neste caso sem drogas.
Na entrevista de 1980 para a Playboy , John declarou que “entrava em alfa” quando criança e via “imagens alucinatórias” de seu rosto quando se olhava no espelho. Ele disse que foi só quandio descobriu o trabalho dos surrealistas que percebeu que não era louco, que não era o “único”, e sim membro de “um clube exclusivo que vê o mundo desse jeito”. Fonte: THE BEATLES – A HISTÓRIA POR TRÁS DE TODAS AS CANÇÕES – Steve Turner.
Nota do editor:
“Strawberry Fields Forever” foi a primeira gravação do que viria logo em seguida: o magnífico SGT. PEPPER’S. Estranhamente, o compacto “Strawberry Fields Forever” / “Penny Lane” não foi imediatamaente para o primeiro lugar, como era costume há vários anos. Mas esta, fica para a póxima! Abração! Só mais uma para encerrar: John morreu amaldiçoando George Martin de negligência com ele durante as gravações de Strawberry Fields Forever. Tchau!

THE BEATLES - STRAWBERRY FIELDS FOREVER - Ultra High Resolution! Yeah!


ARQUIVOS DO FUNDO DO BAÚ - Nº 10

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Ringo Starr e Barbara Bach casaram-se em 27 de abril de 1981. Cinco meses depois do acontecido no Dakota. Esta matéria saiu na revista Manchete em maio.

Só faltou John Lennon - O encontro dos BEATLES no casamento de RINGO

Ringo e Bárbara se conheceram durante as filmagens de O Homem da Caverna. Muitos escreveram que o romance era só publicidade. Não era...

Ao posar para a foto oficial, eles sorriam como quaisquer noivos tradicionais – embora se chamassem Ringo Starr, 40 anos, e Bárbara Bach, 34, tendo a seu redor centenas de fotógrafos, fãs ou curiosos. Segundo os boatos, Paul McCartney e George Harrison, ambos com 38 anos, compareceriam. E, quando os dois se materializaram na saída da igreja, o delírio foi inevitável. Depois, usando garrafas de champanha (devidamente esvaziadas) como bateria e com pequena ajuda de seus amigos, informa o TIME, montou uma improvisada sessão de jazz. A reunião ocorreu após a gravação de All Those Years Ago, um tributo musical a John Lennon composto por Harrison e que faz parte do seu próximo LP Somewhere in England. A faixa foi gravada com Harrison na guitarra, Starr na bateria, McCartney e a mulher Linda na harmonia. Foi a primeira canção em que os ex-Beatles colaboraram nos últimos dez anos. Depois de tudo, Paul deixou escapar o comentário: “É ótimo estarmos juntos novamente.” Os fãs dos 4 de Liverpool dizem amém. Lamentável, apenas, que John não estivesse lá compartilhar de tanta alegria.
Wilson Cunha

George saiu apressado, com sua nova mulher Olívia Arias.

Paul McCartney fez uma saída triunfal.

GÊNIOS SÃO IMORTAIS...

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Em 15 de dezembro de 1966, faleceu Walt Disney vítima de câncer. Ele estava com 65 anos e fumava quatro carteiras de cigarro por dia.

ANIVERSÁRIO DO GRANDE MESTRE

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O maior nome da arquitetura brasileira, reconhecido pela genialidade também no exterior, deixará a fama e o renome de lado nesta quarta-feira para comemorar o 103º aniversário ao lado da família e dos colaboradores mais próximos. Provavelmente, sequer lerá as dezenas de artigos, reportagens e análises que serão escritas sobre a vida e a obra. Oscar Niemeyer não gosta de textos sobre a própria arquitetura. Segundo ele, trata-se de um segredo para preservar a intuição. Três anos depois de completar um século de existência, o arquiteto que traçou as curvas “livres e sensuais” dos monumentos de Brasília ainda dedica parte dos seus dias ao trabalho. A mente inventiva trava uma batalha constante com o corpo frágil e centenário para criar projetos novos e cada vez mais revolucionários. Parabéns e obrigado, Oscar!

FOTO DO DIA

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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

THE BEATLES - ALL MY LOVING!

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10 MINUTOS DE SILÊNCIO POR JOHN LENNON

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Nunca a notícia da morte de um artista (ou político ou líder religioso) teve tanto impacto e causou tamanha comoção mundial como a da morte de John Lennon em 8 de dezembro de 1980. Correu o mundo em poucas horas e lágrimas de todos os fãs do planeta se multiplicaram junto ao sonho de Lennon por um mundo melhor. Milhares de pessoas se reuniram em frente ao Dakota. O corpo de John foi cremado e as cinzas foram entregues à viúva Yoko Ono. Ela anunciou que nenhum funeral seria realizado e pediu aos fãs para que se reunissem no Central Park, no dia 14 de dezembro, para orarem e compartilharem dez minutos de silêncio. Mais de duzentas mil pessoas participaram do evento. Às 14h em ponto Nova York ficou muda. Algumas emissoras de rádio sairam do ar e no Central Park, durante exatos dez minutos, podia-se ouvir apenas o ruido do vento e dos helicópteros da policia.

FANTÁSTICO - 14/12/1980


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

ARQUIVOS DO FUNDO DO BAÚ - Nº 09

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Esta entrevista com Paul McCartney foi publicada na revista Veja de 10 de maio de 1989. Só para lembrar: Paul viria ao Brasil em abril de 1990. Agradecimentos: Thiago Salim. Espero que gostem! Abração!

Estou em plena forma

Aos 46 anos, o ex-Beatle diz que o rock de hoje é ruim, informa que não virou um careta e sustenta que a prevenção da Aids começa em família.

Por Cristina Lopes de Medeiros

Um fã dos Beatles dos anos 60 que se encontrasse hoje com o compositor Paul McCartney na sede de sua empresa, a MPL, no coração de Londres, de onde comanda seus negócios no mundo dos espetáculos, julgaria ter errado de porta. Trabalhando febrilmente numa sala decorada com o mais sóbrio estilo inglês, vestido de forma mais convencional possível – com calça azul marinho e uma impecável camisa branca -, à primeira vista o ex-Beatle tem muito pouco em comum com o jovem qe criou junto com John Lennon a mais famosa banda de rock de todos os tempos, liderou uma revolução de costumes que transformou o mundo e compôs mais de 180 músicas que são sucesso há quase três décadas. Aos 46 anos, pai de quatro filhos – com idades entre 11 e 26 anos -, exibindo no rosto rugas que não se preocupa em disfarçar, Paul McCartney senta-se diariamente em sua escrivaninha, dá ordens nervosas ás suas secretárias e auxiliares e dirige um patrimônio avaliado em 670 milhões de dólares. Nos fins de semana, foge com a família para sua fazenda na Escócia, ou descansa em sua casa nos subúrbios de Londres.
Mesmo levando vida de executivo, não é difícil identificar em McCartney o ídolo da música. Simpático, descontraído e extremamente comunicativa, ele ainda exibe o mesmo carisma e a exuberância do tempo dos Beatles e parece em plena forma. “Paul McCartney pode ter envelhecido mas não ficou careta”, informa. Na semana passada, às vésperas de lançar na Inglaterra seu novo LP, Flowers in the Dirt – que inclui uma música em homenagem ao sindicalista brasileiro Chico Mendes, assassinado há 5 meses -, ele recebeu VEJA em seu escritório e falou de rock, ecologia, vida familiar e – como não poderia deixar de ser – dos Beatles e de John Lennon.

Veja – O que o levou a gravar uma música em homenagem ao líder sindicalista Chico Mendes?
McCartney – Ouvi falar nele pela primeira vez depois que foi assassinado. Os telejornais ingleses deram grande destaque à notícia e, a BBC fez um programa especial sobre ele e sua campanha pela Floresta Amazônica. O trabalho de Chico Mendes me comoveu. Sua preocupação com a preservação do meio ambiente e o bem-estar social, e o fato de ter sido assassinado justamente por isso, o transformaram para mim num personagem especial. Eu já havia composto a canção How Many Will Have to Die, que incluí nesse novo álbum, e decidi dedicá-la a ele.

Veja – Como vê a atuação de Sting, em favor da causa ecológica?
McCartney – Eu certamente não adotaria um índio, como ele fez com Raoni, mas acho que no seu caso o gesto é sincero e não tem nada de demagógico. É claro que sempre existe o perigo de interpretá-lo como um golpe autopromocional e suscitar criticas violentas – mas, a história é a mesma desde o tempo de Jesus Cristo. Qualquer um que estiver diposto a agir pelo bem da humanidade corre o mesmo risco. Bob Gerdolf, por exemplo, arruinou sua carreira depois do Live Aid – a série de espetáculos em favor da Etiópia: a causa o absorveu a tal ponto que ele nunca mais foi capaz de fazer um disco.

Veja – Não cabe ao Brasil preservar a Amazônia em vez de roqueiros ficarem fazendo isso?
McCartney – Não se pode responsabilizar o Brasil pela destruição da reserva de oxigênio do mundo. Nós mesmos, os ingleses, somos responsáveis por grande parte da destruição, junto com os outros países industrializados do norte da Europa. Quem provocou a chuva ácida, por exemplo? Compreendo que o Brasil agora explore suas florestas e concordo com seu direito de querer torná-las rentáveis. Talvez nós, países industrializados do Ocidente, possamos contribuir para que isso não signifique a extinção da fauna e da flora, subsidiando a preservação. Podemos fazer isso, pagando um preço elevado pela borracha e desestimulando a produção de carne ou cereais. Se nós quisermos preservar a floresta, a única saída é pagar por isso. Não se pode simplesmente dizer: “Ei, parem com isso, vocês vão estragar o ar que mundo respira”.

Veja – Nos tempos dos Beatles, você gostava de festas e badalações e hoje deixou de fumar, bebe pouco e aprecia sobretudo a vida doméstica. Como foi a mudança?
McCartney – Eu gostaria de ser uma eterna criança, mas, aos 46 anos e quatro filhos, você acaba sendo obrigado a ter uma certa maturidade. É claro que não virei um velho careta: estou em plena forma. Ainda adoro uísque escocês também, mas levo uma vida plenamente saudável: comida vegetariana, ar puro, boas horas de sono e nenhum trabalho nos fins de semana
.

Veja – Você acha que os jovens dos anos 80 são mais conservadores que os dos anos 60?McCartney – Não são mais conservadores, mas mais conscientes e, de uma certa forma, mais bem preparados. Na minha época, não se falava em sexo em casa, a gente descobria tudo sozinho. Havia muitos tabus, muita repressão. É natural, então, que a juventude dos anos 60 quisesse se liberar das convenções e romper todas as amarras. Hoje isso não é mais necessário, essas questões já foram discutidas e esclarecidas. Não existe mais a necessidade de revolucionar os costumes de uma forma drástica, como foi feita naquela época. Mas isso não significa conservadorismo. Essa nova mentalidade, mais aberta, mais condescendente, esse amadurecimento é o grande legado da revolução que nós lideramos.

Veja – Alguns conservadores apontam a Aids como a principal conseqüência dessa revolução. Você concorda com isso?
McCartney – A Aids é um mal que não saiu da cabeça de ninguém. Ela existe como uma nova peste e eu não acho que se possa culpar alguém por isso. Nós temos é que aprender a conviver com essa ameaça e fazer o possível para reduzi-la ao máximo. Mas naturalmente ela contribui para uma nova postura em relação ao sexo. É preciso ser muito mais cauteloso hoje em da e isso certamente reduz a liberdade sexual.

Veja – Que conselhos você dá a seus filhos a respeito da Aids?
McCartney – Nós discutimos o problema claramente. Eu e minha mulher, Linda, procuramos conscientizá-los de que hoje você precisa conhecer bem seu parceiro sexual para ter um risco menor de contágio. Sabemos que o relacionamento sexual entre os jovens é perfeitamente natural e por isso aconselhamos nossos filhos a tomarem certas precauções, como o uso de preservativos, e a considerarem o sexo como parte de um relacionamento afetivo.

Veja – Você já foi preso por porte de maconha. Como vê as drogas hoje em dia?
McCartney – Eu não sou um pregador da maconha, mas acho que existem muitas outras drogas mais nocivas que ela. Heroína mata, crack mata, cacaína mata, remédios matam. É assim que eu vejo as drogas.

Veja – Você não toma mais drogas?
McCartney – Olhe, eu não diria numa entrevista que tomo drogas. A privacidade neste caso é fundamental.

Veja – Você acha que os artistas têm um papel a cumprir no sentido de conscientizar as pessoas no combate às drogas e à Aids?
McCartney - Todo o artista tem um papel a cumprir, seja ele no sentido de combater aquilo que critica, seja no de despertar a consciência das pessoas. Mas não lhe cabe a responsabilidade de procurar “fazer cabeças”. Claro que um ídolo é sempre um modelo e o que ele faz, a maneira como se comporta e pensa é imitada por milhares de fãs. Na época dos Beatles, quando me perguntavam se eu não me sentia responsável pelos jovens que nos admiravam e copiavam, achava que não, que eles eram livres para fazer o que quisessem e que isso era problema deles. Hoje, como pai, eu já vejo as coisas de uma forma diferente. Os artistas têm um poder incalculável de influência sobre os jovens. Se eles puderem usar essa influência para divulgar boas causas, tanto melhor, mas não se pode atribuir-lhes o papel de gurus.

Veja – Quem é seu público hoje em dia: os jovens ou os antigos fãs dos Beatles que têm a sua idade?
McCartney – Os Beatles ainda são sucesso atualmente entre todas as gerações. É verdade que que o rock atual vive hoje uma crise de criatividade e isso contribui para reavivar o trabalho dos Beatles, mas o fato é que éramos realmente muito bons e nossas músicas não envelheceram. O principal problema do rock atual é que ele envelhece rapidamente . A maioria das composições é descartável. É claro que há trabalhos de excelente qualidade, mas a grande parte é feita numa base puramente comercial, o avanço das técnicas de vídeo e som contribuiu em muito para isso.

Veja – Porque os Beatles são sucesso até hoje, enquanto tantos novos artistas se alternam no trono da música pop? O que os Beatles tinham que Madonna e Michael Jackson não tem?McCartney – Falta-lhes profundidade. Falta-lhes qualidade musical. Parece pretensioso, mas é certo que as músicas de Lennon e McCartney eram muito melhores e, do ponto de vista musical, até hoje são modernas, intrigantes, ousadas, Michael Jackson, por exemplo, é um bom cantor, mas é sobretudo um show-man. É um grande bailarino, mas não toca nenhum instrumento. A diferença entre os Beatles e a maior parte dos novos ídolos do rock começa com a formação musical e a habilidade de extrair músicas dos instrumentos. Eu compus com Michael Jackson e compus com John Lennon e posso dizer que John era realmente um gênio musical. Ele podia não cantar como Michael Jackson e certamente não dançava como ele – a menos que estivesse bêbado, mas isso é outra história -, mas era um homem muito profundo e um músico excepcionalmente habilidoso.

Veja – Como era trabalhar com John Lennon?
McCartney – Era uma competição muito fácil e muito produtiva. Ele foi sem dúvida o melhor parceiro musical que já tive e um grande amigo. Tínhamos um perfeito entrosamento e mesmo nos momentos de maior tensão, pouco antes da dissolução do grupo, conseguimos manter a mesma sintonia. É claro que ele era uma pessoa difícil – autoritário, intransigente, impaciente, mas era fácil trabalhar com ele. E muito gratificante, porque cada um dava o melhor de si e conseguimos criar boas coisas, ás vezes em um mínimo de tempo.

Veja – É verdade que seu relacionamento com John Lennon piorou muito nas vésperas da morte dele?
McCartney – Sempre houve um certo ressentimento depois da dissolução do grupo, e os problemas com a nossa empresa, a Apple, só contribuíram para agravá-los. Mas no fundo continuávamos amigos, a nos querer bem e a nos respeitar. Pouco antes dele morrer, tivemos uma conversa pelo telefone sobre nossas famílias e nosso trabalho. Um papo descontraído, de dois velhos amigos, e foi uma das raras vezes em que não desligamos batendo o telefone um na cara do outro.

Veja – Em 1985, Yoko Ono, George Harrison e Ringo Starr moveram um processo contra você, acusando-o de abocanhar uma parcela desigual dos direitos autorais dos Beatles. Em que deu essa briga?
McCartney – Os Beatles nunca detiveram o controle sobre os direitos autorais de suas composições. Quando começamos, há mais de 25 anos, nosso contrato não nos dava nenhum poder, apenas recebíamos o dinheiro que nos era enviado pela firma Dick James, a primeira a deter esse controle. Depois ele foi vendido quando nós estávamos na Índia, sem que sequer nos comunicassem . Eles trocaram sucessivamente de mãos até chegar as de Michael Jackson, que comprou o controle sobre nossas canções há dois anos. O nosso grande problema desde a dissolução do grupo foi a gravadora Apple, que era nossa e que até hoje nos dá dor de cabeça. Nunca se conseguiu chegar a um acordo sobre partilha, e a situação está até agora nas mãos dos advogados. Todos os meses analisamos novas possibilidades para resolver a questão, mas há sempre um de nós que não está de acordo, e não se decide nada.

Veja – Isso contribuiu para deteriorar as relações entre os ex-Beatles?
McCartney – Certamente. Nós nunca vamos voltar a ser realmente amigos enquanto essa questão estiver pendente. É como se houvesse sempre uma tensão no ar. É como um divórcio – arrastado e desgastante. Quando essa situação finalmente se resolver, meus planos é compor com George Harison – nós nunca escrevemos uma música juntos. Ele mesmo está animado com a idéia, e é possível até que Ringo e nós façamos algo juntos quando nos livrarmos da Apple.

Veja – Seria a volta dos Beatles, embora sem Lennon?
McCartney – Não voltaríamos como um grupo, mas como velhos parceiros. Por que não?

Veja – Como é hoje sua relação com Yoko Ono?
McCartney – Nunca foi das melhores, mas é civilizada. Nos falamos de tempos em tempos por telefone e nosso contato é pequeno. Há alguns anos, eu quis comprar os direitos autorais das composições Lennon e McCartney, mas não queria comprá-los sozinho. O ideal seria dividi-los com John, mas como ele estava morto, propus fazê-lo com Yoko. A coisa simplesmente não funcionou e desisti da idéia. Hoje nos limitamos às conversas triviais.

Veja – Depois do assassinato de Lennon você intensificou sua segurança pessoal e da sua família?
McCartney – Quando estou exposto como ídolo, em shows e turnês, tenho sempre guarda-costas. Também evito circular muito em lugares onde haja multidões. Mas fora isso levamos uma vida perfeitamente normal e evitamos transformar a questão de nossa segurança pessoal numa paranóia.

Veja – Em 1986 sua fortuna foi estimada em 400 milhões de libras (700 milhões de cruzados novos). Ela cresceu desde então?
McCartney – Não posso me queixar de ter perdido dinheiro nos últimos tempos.

Veja – Você é um dos poucos megaastros do rock que não se exilaram da Inglaterra por causa do elevado imposto de renda cobrado no país. Por quê?
McCartney – Porque gosto de morar na Inglaterra, de trabalhar aqui. Então, se tenho que pagar impostos, eu pago. E olha que não é pouco.
Veja – Por que você escolheu a União Soviética para lançar seu LP do ano passado, Back in U.S.S.R.?
McCartney – Eu primeiro fiz um disco e estava pensando em como divulgá-lo. Então tive a idéia de fazer algo completamente inédito: lançá-lo primeiro na União Soviética, para só então lançá-lo no Ocidente. Assim, pela primeira vez, os russos teriam a primazia numa área predominantemente ocidental.

Veja – Então tudo não passou de um golpe publicitário?
Mccartney – Bem, inicialmente foi isso mesmo, mas a idéia pareceu-me válida porque seria também uma forma de agir em favor do meu propósito de derrubar fronteiras e estreitar laços. Tenho certo medo de levantar uma bandeira, a exemplo de Sting, e parecer ingênuo ou pretensioso, mas tenho um causa geral que é a paz, a cooperação entre a União Soviética e os Estados Unidos.

Veja – Por que até então você não se empenhara nessa causa?
McCartney – Antes era simplesmente impossível contatar as gravadoras soviéticas, por exemplo. Mas, mesmo na época dos Beatles, nós já contribuímos para mudar a mentalidade dos jovens russos. Não acho exagero afirmar que os Beatles tiveram grande influência sobre eles. Na época em que lancei o disco, há cerca de um ano, dei uma entrevista em Londres para uma revista soviética e perguntei aos jornalistas, dois tipos tipicamente agressivos da KGB: “O que vocês faziam na época dos Beatles?” Eles responderam: “Nós tocávamos suas músicas na guitarra e adorávamos vocês”. Foi uma sensação indescritível.

Veja – Você pretende fazer shows na União Soviética este ano?
McCartney – Não este ano, mas no próximo. Estamos organizando uma grande turnê internacional.

Veja – Ela inclui o Brasil?
McCartney – Inclui a América do Sul certamente, mas ainda não sei se inclui o Brasil. Eu gostaria muito. Já planejamos isso várias vezes, mas nunca deu certo. É um páis que me atrai muito, principalmente por causa da música.

Veja – O que você conhece da música brasileira?
McCartney – Não conheço nomes, mas conheço o som, e o que mais me atrai é a percursão, a melhor do mundo.

FIM

PAUL McCARTNEY - SCRAMBLED EGGS

Um comentário:
Enviado por Lara Selem

Durante o programa Late Night With Jimmy Fallon, ele e o apresentador fizeram um dueto de “Scrambled Eggs”;
Durante a entrevista que concedeu na última quinta, 9, ao apresentador Jimmy Fallon, do Late Night With Jimmy Fallon, Paul McCartney contou a famosa história de como a faixa "Yesterday", a princípio, falava de ovos mexidos (scrambled eggs, em português). Ele explicou que, para lembrar da melodia, inventou essa letra para ajudá-lo a guardar o timing das palavras.
Jimmy, então, perguntou se Paul já havia realizado uma perfomance da música com a letra original. O artista nunca havia feito isso... até então.
Em uma dobradinha, o músico e o comediante cantaram na íntegra a divertida canção, que declara o amor do eu lírico por diversos pratos, especialmente por ovos mexidos. Nessa brincadeira, a letra até ganhou uma adaptação para acomodar o estilo de vida vegetariano que o ex-beatle leva agora.




Para rever a postagem sobre "Yesterday", publicada em 17/08/2010, clique:
http://obaudoedu.blogspot.com/2010/08/atendendo-pedidos-yesterday.html

FOTO DO DIA - THE BEATLES EM AÇÃO

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REI DO BAIÃO - REI DO BRASIL!

4 comentários:
O Baú do Edu hoje, especial e excepcionalmente gostaria de homenagear o grande “Lua”. O incomparável e genial Luiz Gonzaga – O Rei do Baião. Um dos criadores da cultura pop nacional. Se vivo estivesse, ele estaria completando 98 anos. Valeu!

THE BEATLES - SOME OTHER GUY

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

JOE COCKER ESPECIAL - LARA SELEM

6 comentários:
É com imenso prazer e satisfação que O Baú do Edu recebe novamente a visita iluminada da nossa querida amiga Lara Selem. Para se ter uma idéia, a Lara é advogada, escritora e consultora especialista em Planejamento Estratégico, Composição Societária e Gestão de Pessoas na Advocacia. É International Executive MBA pela Baldwin-Wallace College (EUA), especialista em Gestão de Serviços Jurídicos pela FGV/SP e em Liderança de Empresas de Serviços Profissionais pela Harvard Business School (EUA). Membro do Conselho Editorial da OAB Editora. Colaboradora das revistas Consulex, Advogados: Mercado & Negócios, Consultor Jurídico e outras. Autora dos livros “Advocacia: Gestão, Marketing & Outras Lendas”, “Gestão de Escritório”, “A Reinvenção da Advocacia”, “Gestão Judiciária Estratégica”, “Estratégia na Advocacia”. Ufa! Quer mais? Além de jovem e linda, ainda é Beatlemaníaca! Recentemente, ela se aventurou pela Europa e em Luxemburgo assistiu um incrível espetáculo do grande Joe Cocker e nos brinda com esta bela review desse showzaço! Muito obrigado, Lara. E um grande beijo!

Clique no link para conhecer o site da Selem, Bertozzi, Consultores & Associados
http://www.estrategianaadvocacia.com.br/default.asp

O DIA QUE ENCONTREI JOE COCKER EM LUXEMBURGO
Por Lara Selem
Sou apaixonada pelo Joe Cocker, ou melhor, por Sir John Robert “Joe” Cocker (OBE) . Acho sua voz e performance incríveis, sem falar nas interpretações únicas de musicas dos Beatles e o fato dele ser inglês! Quando soube que ele estaria em turnê na Europa exatamente no período das minhas férias, dei um jeito de “encaixar” uma de suas apresentações no meu roteiro.
Escolhi Luxemburgo, o único Grão-Ducado ainda existente no mundo, um pequeno pais encravado na Europa Ocidental, entre a Bélgica, França e Alemanha. Apesar de pequeno (2.500 quilômetros quadrados) e com uma população de menos de 500 mil habitantes, Luxemburgo é um pais trilíngüe, tendo o alemão, o francês e o luxemburguês como línguas oficiais.

Nota 1: não falo nenhuma das três.
Nota 2: fui sozinha.
Nota 3: adoro uma aventura.

Tudo começa em Paris, no dia 29 de outubro, na Gare d’Est, onde peguei um trem bala para Luxemburgo. Lá chegando encontrei uma cidadezinha cheia de história e instituições bancárias, muuuuitas instituições bancárias. O show seria no dia seguinte e, graças a santa Internet, já estava tudo certo: ingresso na mão e condução da estação de trem para o Rockhal (www.rockhal.lu), uma casa de shows que acomoda umas 6 mil pessoas e fica bem distante do centro da cidade.

No dia 30 de outubro, o clima era de chuva fina, vento e frio, normal pra essa época do ano em solo europeu. Uma hora antes do horário marcado para a van me buscar, quis me certificar se o local certo do encontro era o que eu pensava que era. Falei com um aqui, com outro ali, com atendentes da estação, com motoristas de ônibus, e a nossa comunicação tava complicada. Ninguém sabia do show, muito menos do local. Aventura total. Fiquei apreensiva, mas aguardei no lugar que eu “achava” que era o correto. Para minha alegria, faltando 1 minuto pra hora marcada, chega uma van e para na minha frente, e o motorista pergunta com um sotaque germânico: “Larrrra Selem?” Vocês não imaginam a minha alegria! Yeah!
Tudo perfeito, só precisava esperar o show começar.
Joe Cocker é daqueles artistas que faz a gente se emocionar de primeira. São 50 anos de estrada, um vozeirão inigualável, e uma pegada rock ‘n roll que só ele tem. E eu estaria para testemunhar o 19o show da “Hard Knocks Tour 2010” (http://www.cocker.com/us/news/hard-knocks-tour-2010), que começou em Moscou/Russia no dia 25/setembro e terminou em Mannheim/Alemanha no dia 3/dezembro.

Marcado para as 20 horas, o show começou impecavelmente no horário. Ansiosa que eu estava, sozinha e rodeada de luxemburgueses bem mais frios que as platéias brasileiras (lógico!), a 5 metros do palco, fico boquiaberta quando entra um senhor de terno preto e cabeça branca, agarra o microfone e saúda a platéia com Get On, do álbum novo Hard Knocks, e Feelin' Alright, um cover da banda inglesa Traffic de 1967. Uma noite memorável ficaria para sempre na memória. Sem falar na banda que o acompanha, só músicos de primeira.

Na seqüência, agitou a galera com The Letter, outro cover, só que agora de um grupo de rock de Memphis, The Box Tops também da década de 60. Depois veio When the Night Comes, Unforgiven (do álbum novo), Summer in the City (cover da banda americana The Lovin’ Spoonful) e a linda The Simple Things.

Colocou o Rockhal abaixo com Up Where We Belong (vencedora do Grammy de 1983) e o maravilhoso cover de Billy Preston, You Are So Beautiful. Chorei, confesso... Nesse clima, ele ainda canta Hard Knocks e Hitchcock Railway, antes de arrasar os corações mais uma vez, só que agora com N'oubliez jamais.
N’OUBLIEZ JAMAIS -
http://www.youtube.com/watch?v=nFxo2_VFO4c

Parecia uma noite surreal, Joe Cocker pouco mais a minha frente, com seus movimentos surtados de mãos e braços, sua voz gritada e potente. Joe quebrou tudo com Come Together (cover dos Beatles), You Can Leave Your Hat On (cover de Randy Newman) e Unchain My Heart (cover de Ray Charles). Um musicão atrás do outro.

Joe terminou o show com seu primeiro grande sucesso e que arrepia quem ouve desde os tempos de Woodstock, mais um cover dos Beatles, With a Little Help from My Friends.
VÁRIAS -
http://www.youtube.com/watch?v=QNzpy1Z7hmINo primeiro bis, me deixou sem fôlego com She Came in Through the Bathroom Window, outra dos Beatles, e Cry Me a River, cover de Ella Fitzgerald.

O Segundo bis, e sua despedida de Luxemburgo, o homem que fala pouco mas canta muito resumiu meu sentimento por estar ali, diante de uma lenda do rock com Thankful, do álbum novo. Sou, de fato, muito grata por ter estado perto de grandes feras do rock mundial como Santana, Mark Knopfler, o nosso querido-amado-e-idolatrado Macca por quatro vezes e agora, Joe Cocker. Valeu, velho Joe!!!!

Para fechar com chave de ouro, a gente confere um pedacinho do showzaço do velhão em Luxemburgo.Valeu, galera! Beijão, Lara!



JOE COCKER - SOMENTE BEATLES

Este disco, absolutamente fantástico encontrei e baixei direto do melhor site de versões e covers dos Beatles que existe na internet: O BLOG DO PIMENTEL -
http://jbpimentel.blogspot.com/2008/10/joe-cocker-somente-beatles.html.
Nele, Joe Cocker interpreta nada menos do que 11 sucessos dos Beatles. E Lennon & McCartney no início de suas carreiras solos.
FAIXAS:
01 - I'll Cry Instead
02 - Let It Be
03 - Come Together
04 - With Little Help From My Friends
05 - You've Got To Hide Your Love Away
06 - She Came In Through The Bathroom Window
07 - Something
08 - Jealous Guy
09 - Maybe I'm Amazed
10 - All You Need Is Love (Com Paul Mccartney & Rod Stewart)
11 – Isolation

Para fazer o DOWNLOAD do discão:
http://www.4shared.com/file/69784519/c6166901/_2__JOECOCKERSOMENTEBEATLES_jbpimentelblogspot_.html