segunda-feira, 27 de novembro de 2017

EASY RIDER - SEM DESTINO - CADA VEZ MAIS!

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Publicada originalmente em 17 de setembro de 2010.
"Easy Rider" é um clássico da geração hippie. Com direção de Dennis Hopper e música dos principais grupos de rock da época, o filme foi um sucesso mundial. “Sem Destino” é um clássico entre os cult movies. Conta a história de dois motociclistas, Wyatt (Peter Fonda) e Billy (Dennis Hopper). Fonda e Hopper disseram que os nomes referem-se a Wyatt Earp e Billy the Kid. Os dois estão viajando de motocicleta de Los Angeles para New Orleans, para fazer uma parada de drogas. Depois de contrabandearem drogas do México para Los Angeles, Wyat e Billy vendem a mercadoria para um homem (protagonizado por Phil Spector) em um Rolls-Royce. Com o dinheiro da venda armazenado em mangueiras dentro dos tanques de gasolina, eles vão rumo ao leste do país na tentativa de chegar em Nova Orleans, na Luisiana, em tempo para o Mardi Gras (festa carnavalesca que ocorre todo o ano em Nova Orleans, sendo um dos mais famosos carnavais do mundo). Durante o percurso, a dupla faz uma parada numa comunidade hippie e acaba atrás das grades. Lá, conhecem o advogado picareta e beberrão George Hanson (Jack Nicholson), um alcoólatra de modos vulgares. Por causa do visual e dos cabelos longos, os dois viajantes são discriminados. Wyatt e Billy eram a favor da liberdade e precisavam ser eliminados. No final, são abatidos por caipiras reacionários.
Em julho de 1969, o filme estreou no Teatro Beekman, em Nova York. Os jovens, descalços, aglomeravam-se pelos corredores. Nos banheiros, o cheiro da maconha era inconfundível. Nunca o teatro havia abrigado tal público. O mundo descrito em Sem Destino, que retrata os anseios e os sentimentos de grande parte da geração americana do final dos anos 60, desencadeou reações adversas. O jornal The New York Times publicou uma carta na qual um leitor escreveu que o filme era o cúmulo do mau gosto. Os opositores mais radicais aplaudiam com veemência durante a cena final, quando os dois protagonistas morrem de forma brutal. Sem Destino teve ainda sua exibição proibida em dois estados americanos.
Na época, Peter Fonda declarou que seu personagem representava aqueles que sentem que a liberdade pode ser adquirida, que acreditam ser possível encontrar a liberdade em cima de uma moto ou fumando um cigarro de maconha. Sem Destino exibe os rebeldes, assim como toda a juventude alternativa, como vítimas da soberana sociedade americana. O filme foi rodado em sete semanas com um orçamento de 500 mil dólares. O dinheiro foi recuperado com a bilheteria de um cinema em apenas uma semana de exibição. O longa-metragem arrecadou mais de 19 milhões de dólares. Vale lembrar que nenhum grande estúdio apostou no sucesso de Sem Destino, um filme que divulgou o melhor do rock dos anos 60 e, segundo o crítico Buck Henry, abriu as portas para uma nova geração.
A trilha sonora é um caso à parte. Um filme absolutamente rock and roll só poderia ter uma sequencia de músicas matadoras, com os grandes nomes do rock na época e que já esteve aqui para download. O LP com a trilha do filme chegou às lojas em agosto de 1969 pela Dunhill, selo da Reprise Records, subsidiária da Warner. Com apenas dez faixas, sendo cinco de cada lado, o disco é o retrato literal de uma época. Todas as faixas aparecem no álbum na mesma ordem em que surgem na tela, tornando a experiência de ouvir o discão ainda mais forte e próxima do filme de Dennis Hopper. Estão lá, Steppenwolf, Smith, The Byrds, The Holy Modal Rounders, The Fraternity of Man, Jimi Hendrix Experience, The Electric Prunes e Roger McGuinn. Absolutamente imprescindíveis: filme e disco!

STEPPENWOLF - BORN TO BE WILD

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E pegando carona na postagem sobre Easy Rider, a gente aproveita para conhecer e lembrar mais um pouco dessa banda incrível que foi, que é o STEPPENWOLF, relendo a excelente matéria publicada no Sábado Som, em 10 de dezembro de 2013, do querido e saudoso amigo João Carlos Mendonça em mais um texto supimpa (como ele diria) e absolutamente imperdível!
A primeira vez que ouvi o STEPPENWOLF, acho que como a grande maioria dos brasileiros, foi logo nas primeiras cenas do icônico filme SEM DESTINO (Easy Rider), e foi impactante. A fita, mesmo picotada pela Censura, já na abertura nos fazia antever a história "barra pesada" que se desenrolaria, e quando os dois motoqueiros aparecem escondendo drogas numa peça de mangueira de jardim, colocando o "artefato" no tanque da moto, vai chegando então um "riff" de guitarra cadenciado e envolvente, entremeado por uma marcação do contrabaixo. A banda entra em seguida no mesmo andamento, acompanhando os versos introdutórios de JOHN KAY (líder, guitarrista e vocalista do grupo) com uma voz rouca e poderosa, cantando algo como: "you know I smoked a lot of grass..." e nada poderia ser mais visceralmente "rock and roll". Sem afetação. “The Pusher” é o nome daquele blues-rock mas, tinha mais. A trilha, apesar de contemplar nomes já estabelecidos como JIMI HENDRIX e THE BYRDS, trazia outra do STEPPENWOLF que identificaria para sempre a banda, se tornaria a marca registrada do filme e um dos clássicos mais representativos do rock. “Born To Be Wild”, com sua "levada" eletrizante é ainda hoje,matéria fundamental nas escolas de música. Curiosamente, foi de sua letra que pela primeira vez ouviu-se uma expressão que cunharia mais adiante um estilo musical, ou seja, no trecho em que ele canta: "heavy metal thunder". Aos 4 anos, JOHN KAY deixou a PRÚSSIA, levado pela mãe, em fuga para a Alemanha Oriental e depois para a Alemanha Ocidental. Dali partiu para o Canadá, onde mais tarde formaria sua primeira banda, SPARROW, que se estabeleceu em São Francisco na Califórnia por volta de 1967, transformando-se num conjunto de música folk, mas o empresário Gabriel Mekler, logo percebeu que o caminho do grupo era outro. Aquelas guitarras que se mesclavam tão bem com o órgão e a voz "bluesy" de KAY, ansiavam por algo mais contundente. Já com o novo nome, STEPPENWOLF, lançaram o primeiro álbum e delinearam o estilo que a imprensa chamou de hard rock, mas não se avexe. Longe da zoeira exagerada de guitarras e gritos de um vocalista afetado, emulando letras juvenis, o som do STEPPENWOLF era encorpado, bem harmonizado,agradável e quase sempre, dançante. E de cara, a banda foi bem festejada nos EUA mas só ganhou definitivamente o mundo quando a produção de SEM DESTINO resolveu colocar o grupo na trilha sonora do filme, cujo disco abre com as duas faixas da banda,quase emendadas: THE PUSHER e BORN TO BE WILD. Tanto quanto o filme, a trilha foi um estouro de vendas e alavancou o primeiro disco da banda mundo afora. O STEPPENWOLF virou item obrigatório em discotecas dos descolados, presença marcante em rádios e TVs, e seus shows disputadíssimos no circuito musical da época. Vieram mais sucessos com músicas como “Magic Carpet Ride”, “Rock Me”, “Berry Rides Again”, “I'm Movin'On”, “Sookie Sookie” e a imperdível versão para o blues “Hoochie Coochie Man”. Gravaram 7 álbuns, todos já relançados em CD. Em 1971, o STEPPENWOLF se desfez com a saída de JOHN KAY, que iniciou carreira solo. Sem maiores explicações, KAY, que vinha muito bem sozinho, resolveu reunir o grupo em 1974 para lançar o disco SLOW FLUX (muito bom por sinal) para logo depois, novamente desistir. Desde então a banda intercalou retornos e finais sem sucesso e principalmente sem JOHN KAY. Acreditem, quem ouviu/curtiu o STENPPENWOLF, dificilmente engole o “rock horror” atual. Pois é isso. O Lobo da Estepe durou pouco e fez história. Mas como se surpreender com um grupo que "nasceu para ser selvagem"?

THE BEATLES - MEMBROS DA ORDEM DO IMPÉRIO BRITÂNICO

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No dia 26 de outubro de 1965, Os Beatles foram ao Palácio de Buckinghan para cada um receber das própria mãos da Rainha, suas MBEs - Members of the British Empire (Membros da Ordem do Império Britânico).

Eles chegaram ao Palácio no RolIs Royce de John a tempo para a cerimônia, que se iniciaria às 11 h, na sala do trono. Eles vestiam terno e gravata escuros e perfilaram-se, enquanto a rainha colocava as comendas na lapela de seus paletós. "Há quanto tempo estão juntos?", perguntou a rainha. "Ah, há muitos anos", respondeu Paul. "Há 40 anos", replicou Ringo e todos riram. "Foi você que começou o grupo?", perguntou a rainha para Ringo, e ele lhe disse que os outros haviam começado, "Eu sou o caçula".

A rainha usava um vestido de delicada nuança dourada e o salão estava decorado em tons de creme e ouro, seis grandes lustres pendiam do teto e havia um órgão em um dos cantos. A banda da Guarda Real discretamente tocou trechos de "Humoresque" e "Bitter Sweet", o que Paul mais tarde descreveria como "agradável entretenimento". Lorde Cobbold, camareiro-mor do Palácio de Buckingham, anunciou os Beatles. Eles deram um passo à frente e fizeram uma reverência. A rainha cumprimentou-os, conversou com cada um deles e entregou-lhes a comenda. Eles, então, voltaram para seus lugares e fizeram outra reverência. Paul descreveu a rainha como "Adorável Maravilhosa! Ela foi muito atenciosa, parecia uma mãe".

Durante a cerimônia, 189 pessoas foram homenageadas, seis delas como "Cavaleiros do Império Britânico". A comenda recebida pelos Beatles por serviços prestados ao país é a de menor importância entre as cinco classes da ordem de cavalaria - "A Excelente Ordem do Império Britânico". Entre os 126 títulos nobiliárquicos britânicos, o recebido pelos Beatles está classificado em 120º lugar, e é o que tem o maior número de agraciados.

Fora do palácio, 4 mil fãs enlouquecidos se descabelavam e gritavam "Yeah, Yeah, Yeah", e acabaram entrando em confronto com a polícia, que conseguiu afastá-los, mas não pôde impedi-los de subir nos postes e portões ao redor de Buckingham. Após a cerimônia, houve uma coletiva de imprensa no bar do Saville Theatre, durante a qual os Beatles falaram sobre a comenda e os protestos que se seguiram à sua indicação.

No dia 25 de novembro de 1969, 4 anos depois, John Lennon devolveu ao Palácio de Buckingham, a comenda que recebeu junto com os outros Beatles. Em janeiro de 2009, a insígnia foi encontrada junto com a carta que ele escreveu para justificar sua posição: "Sua majestade, estou devolvendo minha MBE em protesto contra o envolvimento da Grã-Bretanha no lance Nigéria-Biafra, contra nosso apoio à guerra do Vietnã e contra a queda nas paradas de 'Cold Turkey'. Com amor, John Lennon". Por mais de 40 anos, a insígnia ficou guardada num armário do Palácio de St. James, onde fica a Chancelaria Central das Ordens de Cavaleiros.


Aqui, a gente confere um trecho do vivro "A Intimidade de Paul McCartney" de Howard Sounes:
"Em poucos anos Paul McCartney se tornara uma das pessoas mais famosas do Ocidente, com os Beatles sendo tão reconhecíveis quanto o presidente dos Estados Unidos, a rainha da Inglaterra e os maiores astros do esporte e do cinema. Além disso, a banda era um desenho animado vivo, seguido diariamente pelo público de modo tão ávido quanto se liam os quadrinhos nos jornais. Os rapazes eram fonte de entretenimento não só para as pessoas na Grã-Bretanha e na Amé­rica do Norte, como também na Europa Ocidental, Ásia, América do Sul e até atrás da Cortina de Ferro, onde seus discos eram banidos, juntamente com outras formas da cultura ocidental degenerada, mas negociados avidamente no mercado negro. Os Beatles não eram os primeiros ícones pop globais — Elvis tivera essa honra, mas nem ele tinha sido tão festejado em tantos lugares e de modo tão amplo. Tudo acontecera em um piscar de olhos. No Reino Unido, talvez apenas a rainha fosse mais famosa que o grupo de Liverpool e, em 1965, os garotos foram os primeiros astros pop a ter a honra de ser nomeados por Sua Majestade como mem­bros da Ordem do Império Britânico, outro pioneirismo dos Beatles. No futuro, Sua Majestade concederIa títulos a várias celebridades da música como reconhecimento ao lucro que tiveram com exportação, por suas obras de caridade e para marcar sua popularidade. Quando os fab four receberam a honraria em 26 de outubro de 1965, foram os primeiros astros pop a ser convidados ao palácio de Buckingham e, assim como é difícil compreender agora o quanto os Beatles eram fa­mosos há tantos anos, também fica difícil entender a celeuma criada pela decisão da rainha em conceder um título à banda, embora fosse da classe mais baixa disponível nas circunstâncias, algo menor que o humilde título de oficial da Ordem do Império Britânico e cinco pos­tos abaixo do título de cavaleiro. Alguns velhos soldados, enojados pela homenagem aos rapazes, devolveram suas medalhas militares duramente conquistadas (mesmo com o sistema militar sendo sepa­rado do civil) enquanto uma vasta multidão de estudantes histéricas se reuniu do lado de fora do palácio para gritar pelos Beatles através dos portões de ferro, uma colisão entre o pop e o cerimonial que foi transmitida pela TV no noticiário nacional. Enquanto muitos não achavam que os Beatles mereciam ser hon­rados apenas por se divertirem e ficarem ricos, outros viam o sentido pragmático do que era, fundamentalmente, um gesto político orques­trado pelo primeiro-ministro da nação, ciente da publicidade. Harold Wilson viu corretamente que os Beatles eram bons para a Grã-Breta­nha. Como disse o próprio McCartney, “a maioria das pessoas sentia que éramos um grande produto de exportação e embaixadores da Grã-Bretanha. Pelo menos as pessoas estavam prestando atenção na Grã-Bretanha, carros como Míni e Jaguar e roupas britânicas es­tavam vendendo... Em certos aspectos, éramos supervendedores para o país”. George expressou esse mesmo pensamento de modo mais cínico, como era de seu feitio: "Fizemos muito pela Grã-Bretanha, vendendo todo aquele tecido de veludo cotelê, então eles nos deram essa maldita [medalha] velha.” John devolveu sua honraria em 1969, “em protesto contra o envolvimento da Grã-Bretanha no caso Nigéria-Biafra e contra o fato de 'Cold Turkey' ter caído nas paradas". Ringo também se desencantou com a realeza em 2004, Depois de ser preterido para o título de cavaleiro conquistado por McCartney, ele declarou: "Eu realmente não sou mais multo fã de Sua Majestade".

domingo, 26 de novembro de 2017

DAVID CASSIDY MORRE AOS 67 ANOS

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Esta semana, morreu David Cassidy, o cantor e protagonista da série de televisão dos anos 70 "A Família Dó-Ré-Mi", terça-feira na Flórida aos 67 anos, vítima de uma insuficiência hepática. "Em nome da família Cassidy é com grande tristeza que anunciamos a morte de nosso pai, nosso tio e nosso querido irmão, David Cassidy. David morreu ao lado das pessoas que amou, feliz e livre da dor que sofreu durante tanto tempo", informou a família em um comunicado. Em fevereiro de 2017, o ator, pai da belíssima atriz Katie Cassidy, de 30 anos, e do cantor Beau Cassidy, 26 anos, revelou que sofria de demência.
Brian Wilson, cantor e cofundador dos Beach Boys, fez uma homenagem a Cassidy no Twitter com uma despedida a uma "pessoa muito talentosa e simpática". "Me sinto triste ao saber (da morte) de David Cassidy. Em meados dos anos 70, tinha o costume de visitar a minha casa e até havíamos começado a escrever uma canção juntos".
David Cassidy fez muito sucesso nos Estados Unidos, em especial entre os adolescentes, ao interpretar o personagem Keith Douglas Partridge na série musical "A Família Dó-Ré-Mi" ("The Partridge Family"), exibida entre 1970 e 1974. A série mostrava a história de uma viúva (Shirley Jones) e seus filhos, que formaram um grupo de rock'n roll. Durante o período, Cassidy gravou diversos álbuns com a Partridge Family antes de iniciar a carreira solo, na qual também fez muito sucesso. Lançou 12 álbuns e vendeu quase 30 milhões de discos.

Confira também: 

A FAMÍLIA DÓ RÉ MI, Q-SUCO E PÃO COM MANTEIGA
e SUSAN DEY - A CARA DOS MEUS ANOS 70

A PEDIDOS - THE BEATLES - BOYS - SENSACIONAL!

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"Boys" é uma música de Luther Dixon e Wes Farrell, originalmente gravada por The Shirelles e lançada como lado B de seu single "Will You Love Me Tomorrow" em novembro de 1960. Foi regravada pelos Beatles e incluída no seu primeiro álbum lançado no Reino Unido, Please Please Me, em março de 1963. A versão dos Beatles foi gravada nos estúdios da EMI em Abbey Road, no dia 11 de fevereiro de 1963, em uma única tomada. Foi o primeiro vocal de Ringo com os Beatles e a primeira vez que muitos fãs ouviram Ringo conduzindo o vocal principal. Esta versão tem muitas semelhanças com o sucesso de Ray Charles "What'd I Say", particularmente durante os versos do coro. Os Beatles não se preocuparam com possíveis caminhos homossexuais que acompanham o vocal de uma canção sobre meninos, cantada antes por meninas, embora alterem os pronomes de gênero empregados na versão das Shirelles ("Minha garota diz quando beijo seus lábios ..."). "Boys" sempre foi o número de Ringo nos Beatles durante os dias do Cavern Club. Uma versão ao vivo da música foi incluída no álbum The Beatles At The Hollywood Bowl, lançado pela primeira vez em 1977. O fato é que, com os Beatles, "Boys" era fatal e exercia o efeito desejado com as garotas chamando a atenção para Ringo, no que ficou convencionado de ser chamado pelos outros de "Starr Time" (A Hora de Ringo), que logo deu lugar para "I Wanna Be Your Man".

sábado, 25 de novembro de 2017

O DIA QUE JOHN LENNON DEVOLVEU SUA MBE

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A MBE (Membro da Ordem do Império Britânico) foi um prêmio inventado pelo Rei George V em 1917 para comemorar serviços aos esforços de guerra por pessoas que não estavam na linha da frente. No dia 26 de outubro de 1965, os Beatles receberam a medalha que os habilitava a um pagamento de £ 40 por ano e entrada livre para a Galeria Whispering na Catedral de St. Paul (normalmente cerca de 1 shilling). Os Beatles ficaram um tanto confusos a respeito do porquê a rainha estava honrando-os. Como Ringo Starr colocou, "Nós vamos atender a rainha e ela vai nos dar um distintivo. Eu pensei, isso é legal". Os pais dos Beatles ficaram felizes e orgulhosos, especialmente Jim, pai de Paul. Pela manhã, os pais de cada um dos Fab Four recebeu flores enviadas por Brian Epstein que estava simplesmente radiante com o fato. Paul McCartney disse que MBE deveria significar "Mister Brian Epstein". E John Lennon disse depois: "Muitas das pessoas que reclamaram sobre a gente receber a MBE, receberam as suas por heroísmo na guerra – por matar pessoas. Nós recebemos as nossas, divertindo outras pessoas. Eu diria que nós merecemos mais as nossas". Logo o grupo em grande parte esqueceu suas medalhas, embora Harrison e Paul McCartney dois anos mais tarde tenham usado-as como decorações nas fardas de Sgt. Pepper's.

Lennon deu a sua para sua tia Mimi, que pendurou sobre sua lareira. Mas como o passar dos anos, ele tinha dúvidas sobre seu apoio implícito ao governo britânico e à família real, então, no dia 25 de novembro de 1969, Lennon resolveu devolver a comenda que recebeu 4 anos antes junto com os outros Beatles, no Palácio de Buckingham. Junto com a insígnia enviou uma carta que ele escreveu para justificar sua posição: "Sua majestade, estou devolvendo minha MBE em protesto contra o envolvimento da Grã-Bretanha no lance Nigéria-Biafra, contra nosso apoio à guerra do Vietnã e contra a queda nas paradas de 'Cold Turkey'. Com amor, John Lennon". O próprio Lennon e seu motorista Les Anthony foram ao palácio fazer a entrega. Durante toda a primeira metade da década seguinte, esse fato agravou ainda mais a situação de Lennon como imigrante nos EUA e ele acabou pedindo o "perdão real" da coroa britânica. A medalha de Lennon foi encontrada em janeiro de 2009, em algum porão do palácio e foi a leilão. Confira tambem: JOHN LENNON - COLD TURKEY- ABSOLUTAMENTE DEMAIS!

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

HAPPY BIRTHDAY PETE BEST - 76 ANOS - A BATIDA CONTINUA!

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Hoje é aniversário de Pete Best. Ele está completando 76 anos. Randolph Peter Best, nasceu em Madras (Índia) em 24 de novembro de 1941. o baterista conheceu John, Paul e George no Casbah, um bar para adolescentes fundado por sua mãe, em Liverpool. Os futuros The Beatles, por enquanto apenas Beatles, precisavam de um baterista que fosse com eles para a Alemanha e chamaram Best para entrar na banda.
No dia 16 de agosto de 1962, quando as coisas começavam a ir bem para os Beatles, quando receberam uma proposta de contrato da gravadora EMI e produziam seu primeiro disco, o empresário Brian Epstein chamou Best e avisou que seus companheiros de banda tinham decidido substituí-lo por Ringo Starr.
"Fomos covardes. Passamos o trabalho sujo para Epstein", recordou Lennon muitos anos depois. Desde então, Best nunca mais falou com nenhum dos Beatles. Mesmo tendo ficado deprimido depois de ter sido expulso da banda, chegando ao ponto de tentar suicídio, o ex-Beatle vive feliz, tranquilo e explica que se sente uma pessoa com sorte e que não guarda rancores. Quando souberam da notícia da substituição de Best, muitos fãs dos Beatles se manifestaram contra, e no show de estreia de Ringo Starr, George Harrison acabou com um olho roxo. Muitas fãs consideravam Best o mais bonito do grupo e durante certo tempo protestaram nos shows gritando: "PETE FOREVER, RINGO NEVER!". Dizem as más linguas, que, no dia 24 de novembro de 1962, três meses depois de sua demissão, Pete teria recebido um telegrama de felicitações por seu aniversário assinado por "John, Paul, George, Ringo e Brian”. Pete rasgou na hora!
“As pessoas esperam que eu seja ácido e enraivecido, mas não é assim. Me sinto sortudo. Só Deus sabe quantos problemas os Beatles enfrentaram. Quando me expulsaram, nenhum de nós sabia o que iria acontecer. É verdade que as pessoas diziam que nós seríamos mais famosos que o Elvis, mas eu não acreditava e acho que eles também não".
Pete Best chega aos 76 anos em ótima forma. Em paz com a vida, faz apresentações por todo o mundo com sua “PETE BEST BAND” e é sucesso por onde passa - já esteve várias vezes no Brasil. Aqui, a gente confere Pete em alguns momentos bacanas: primeiro com os Beatles, depois com The Pete Best Band interpretando "Gone" do excelente álbum Heyman's Green (2008), com a banda The Beats quebrando o cacete com "My Bonnie" e "Beatstreet", também de Heyman's Green. É isso aí, parabéns, Pete. Afinal, o show não pode parar e a batida continua firme!

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

THE BEATLES - PENNY LANE / STRAWBERRY FIELDS FOREVER

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WINGS GREATEST - THE BEST OF PAUL McCARTNEY & WINGS

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Wings Greatest foi a primeira compilação da carreira de Paul McCartney e seus Wings. Foi lançado na Inglaterra em 1º de dezembro de 1978 e nos EUA em 6 de dezembro 1978. É o oitavo álbum lançado pelo Wings. Tornou-se notável por ser a primeira retrospectiva da carreira de Paul McCartney depois dos Beatles, no entanto, essa coleção se tornou irrelevante depois de lançamentos como "All The Best", "Wingspam: Hits and History" e mais recentemente, "Pure McCartney". Apesar de já ter sucessos suficientes até o final de 1978 para um álbum duplo, McCartney manteve-0 como simples absolutamente por razões comerciais e contratuais. Wings Greatest traz a inclusão de muitos dos sucessos lançados por Paul McCartney (e sua nova banda) somente em compactos no decorrer da década de 1970, como "Another Day", "Live and Let Die", "Junior's Farm" "Hi, Hi, Hi" e "Mull of Kintyre", "Uncle Albert / Admiral Halsey", todas estão lá. Em 1993,"Wings Greatest" foi remasterizado e relançado como parte da "The Paul McCartney Collection".
O design do álbum foi creditado a Aubrey Powell e George Hardie da Hipgnosis. A capa retrata uma estatueta chryselephantina (ouro e marfim) na neve. A estatueta de Semiramis - Deusa do Ocultismo, foi criada pelo famoso escultor de Art Deco, o romeno Demetre Chiparus. Depois de comprá-lo, Linda McCartney queria que a mulher voadora fosse fotografada na neve. Por isso, em 14 de outubro de 1978, ela partiu levando a estatueta e o fotógrafo Angus Forbes para os Alpes. A estatueta também pode ser vista na capa do álbum Back to the Egg, sobre a lareira.
A contra-capa de Wings Greatest mostra miniaturas das capas dos doze sucessos, principalmente os singles. No meio, uma fotografia de Paul, Linda e Denny Laine. A fotografia original também teve Jimmy McCulloch e Joe English, mas ambos deixaram a banda no momento em que este álbum foi lançado e foram apagados.

OS OBJETOS ROUBADOS DE JOHN LENNON

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A grande notícia do Mundo Beatle dessa semana é: 
Polícia alemã recupera diários de John Lennon que haviam sido roubados
A polícia alemã recuperou na segunda-feira (20) diários e outros objetos pessoais de John Lennon. Os itens estavam sob posse de um homem de 58 anos, preso em Berlim ao tentar comercializá-los. Os pertences foram roubados em 2006 da viúva de Lennon, Yoko Ono, em Nova York, e foram apreendidos como prova, explicou Martin Steltner, porta-voz da procuradoria de Berlim. O detido, não identificado, está sob vigilância e é suspeito de fraude e posse de bens roubados.
Há outro suspeito, residente na Turquia, que é "inalcançável para nós atualmente", disse Steltner em uma gravação publicada no Twitter. Entre os bens roubados há "vários objetos de John Lennon, incluindo vários diários escritos por ele", apontou Steltner. Os objetos apareceram na capital alemã há cerca de 3 anos e foram confiscados este ano no contexto de uma investigação. Não está claro quando serão devolvidos. John Lennon, como todos sabem, junto com Paul McCartney, criou os Beatles e algumas das obras mais importantes do século XX, foi assassinado em Nova York em 1980. Desde então, seus pertences se tornaram objetos de valor inestimável para colecionadores do mundo inteiro.
Pois bem, quem sou eu para suspeitar de alguém? Ninguém, oras. Mas essa história toda e esse outro suspeito, residente na Turquia, que é "inalcançável para nós atualmente" me fez lembrar de um certo cara, que foi secretário particular de John Lennon e teria roubado vários objetos dele. Essa postagem foi publicada aqui originalmente em maio de 2011 e no ano passado em outubro. Logo aqui embaixo, a gente confere novamente.

FRED SEAMAN - SECRETÁRIO DE JOHN LENNON

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Frederic (Fred) Seaman, nasceu em 10 de outubro de 1952. Ele foi uma das mais controversas pessoas ligadas ao universo dos Beatles. Foi assistente pessoal de John Lennon e Yoko Ono, durante os anos finais do ex-Beatle, quando vivia no Dakota, em Nova York.

Seaman conheceu os Lennon em outubro de 1975 através de uma tia, Helena Seaman, que já tinha sido empregada deles. Pouco tempo depois, precisando de trabalho, renovou sua amizade com eles em 1978. John Lennon estava precisando de um assistente pessoal na época, e vários fatores contribuíram para que Seaman ficasse com a vaga. Primeiro, Seaman era um fã de jazz e pouco sabia sobre a carreira de Lennon nos Beatles. Yoko Ono disse ter realizado uma leitura numerológica dele e e descobriu que ele nasceu no ano chinês do Dragão, e seu aniversário era um dia depois de John. Lennon também ficou impressionado com a maneira como o nome "Fred Seaman" estava diretamente relacionado ao pai dele, Fred Lennon que era marinheiro e Seaman nada mais era literalmente que "marinheiro", "homem do mar".

Durante os 24 meses em que trabalhou no edifício Dakota, Seaman apresentava a Lennon músicas de artistas da época como B-52's que Lennon tinha certeza terem sido inspirados pela música de Yoko Ono. Fred Seaman foi mencionado nas últimas entrevistas de Lennon para a Rádio BBC e da Rádio RKO e seu nome também aparece no encarte de Double Fantasy.

Depois do assassinato de Lennon em 8 de dezembro de 1980, Seaman, deliberadamente teria levado diversos ítens do apartamento no Dakota, incluindo equipamentos de som e diários pessoais de John Lennon. Após sua prisão, Seaman insistiu que Lennon teria especificamente instruído a ele para dar os diários para o seu filho mais velho, Julian, em caso de sua morte. Em 1983, Seaman foi condenado por roubar os diários, que seriam devolvidos à Yoko Ono, e sentenciado a cinco anos.

Em 2002, Seaman também perdeu uma batalha judicial longa e controversa contra Yoko Ono pelo controle de direitos autorais de mais de 300 fotos que ele tirou com uma câmera dos Lennon durante seus serviços.

Seaman é autor de "Os Últimos Dias de John Lennon", um livro que detalha sua época como assessor privado de Lennon (publicado inicialmente em setembro de 1991). Esse livro também foi publicado na Inglaterra, Alemanha, França, República Tcheca e também no Japão.

O livro é considerado polêmico por muitos fãs de Lennon e pesquisadores devido ao retrato que faz do casamento de Lennon e Ono, e e também retrata a vida isolada e muitas vezes infeliz que Lennon vivia no interior dos apartamentos do Dakota. Uma resenha na edição de junho de 1991 afirma: "Seaman revela as minúcias do dia-a-dia da vida Lennon, e o que emerge é um retrato triste de um homem atormentado". Ao publicar a sua história, no entanto, Seaman falhou em cumprir os termos do acordo de confidencialidade assinado desde quando começou a trabalhar para o casal. O livro esgotou-se rapidamente. Desde então, Seaman trabalhou como crítico de jazz por um tempo e nunca mais se ouviu falar dele. 
A maioria das fotos de John tiradas por Seaman foram feitas entre junho e julho de 1980, e mostram John e Sean nas Bermudas.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

THE BEATLES - REAL LOVE

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"Real Love" é uma música escrita por John Lennon, e gravada pelos outros três Beatles em 1995 para lançamento como parte do projeto The Beatles Anthology. Até à data, foi o último registro divulgado de novos materiais creditados aos Beatles. Lennon gravou seis vezes a música entre 1979 e 1980 incluindo uma chamada "Real Life", que se fundiu com "Real Love". A música foi ignorada até 1988, quando a sexta gravação foi usada na trilha sonora documental do filme Imagine: John Lennon."Real Love" foi posteriormente retrabalhada por Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr no início de 1995 e foi lançada como single dos Beatles em 1996 no Reino Unido, Estados Unidos e em todo o mundo. Foi a última canção "nova" dos Beatles creditada para ser incluída em um álbum. Até à data, foi o último single do grupo a se tornar um hit, entrando na lista de melhores 40 nos EUA. O single chegou ao número 4 e ao número 11, respectivamente, nos gráficos de singles do Reino Unido e dos EUA, e obteve um recorde de ouro mais rapidamente do que alguns outros singles do grupo.Embora "Real Love" tenha sido lançada como single no Reino Unido e nos EUA em 4 de março de 1996, a primeira vez que a música foi transmitida publicamente foi em 22 de novembro de 1995, há exatos 22 anos, quando a rede de televisão americana, a American Broadcasting Company (ABC) exibiu o segundo episódio da série The Beatles Anthology. O single estreou nas paradas britânicas em 16 de março de 1996 no número 4, vendendo 50 mil exemplares na primeira semana. O desempenho do gráfico foi subsequentemente dificultado pela exclusão da BBC Radio 1 de "Real Love" de sua lista de reprodução. A Reuters, que descreveu a Radio 1 como "a maior estação de música pop da Grã-Bretanha", informou que a estação havia declarado: "Não é o que nossos ouvintes querem ouvir... Somos uma estação de música contemporânea". O porta-voz dos Beatles na época, Geoff Baker, disse que a resposta da banda era "Indignação, choque e surpresa. Realizamos pesquisas depois que a Antologia foi lançada e isso revelou que 41% dos compradores eram adolescentes". As ações da estação contrastaram fortemente com o que ocorreu no lançamento de "Free as a Bird" no ano anterior, quando a Radio 1 se tornou a primeira estação a tocar a música nas ondas britânicas. A exclusão de "Real Love" provocou uma reação feroz dos fãs e também provocou comentários de parlamentares britânicos. O deputado Harry Greenway chamou a ação de censura e pediu que a estação revertesse o que ele chamou de proibição. Paul McCartney, muito irritado, escreveu um artigo de 800 palavras para o jornal britânico Daily Mirror sobre a proibição. O controlador da estação, Matthew Bannister, negou que a falta de incluir "Real Love" fosse uma proibição, dizendo que isso significava apenas que a música não havia sido incluída na lista de reprodução de cada uma das 60 músicas mais regularmente apresentadas A estação também bateu de volta ao dedicar uma "Hora do Ouro" à música dos Beatles. Esta tal "Hora do Ouro" encerrava com "Real Love". É mole?"Real Love" caiu das paradas britânicas em sete semanas, nunca atingindo a posição inicial de número 4. Nos Estados Unidos, o single entrou nas paradas em 30 de março de 2006 e atingiu o pico no número 11. Após quatro meses, 500.000 cópias foram vendidas nos EUA. O álbum de compilação dos Beatles Anthology 2, que incluiu a música, acabou por ultrapassar os gráficos de álbuns britânicos e americanos. As versões avulsas de John Lennon aparecem em várias compilações de Lennon, no filme e na trilha Imagine: John Lennon, e também em uma campanha publicitária de 2007 para JC Penney. Em novembro de 2015, a Apple Records lançou uma nova versão de luxo do álbum 1 em diferentes edições e variações (conhecido como 1+). A maioria das faixas foram remixadas dos masters originais por Giles Martin. Martin e Jeff Lynne também remixaram "Real Love" para os lançamentos de DVD e Blu-ray. O remix de "Real Love" limpa mais ainda o vocal de Lennon, e restabelece vários elementos excluídos originalmente gravados em 1995, como frases de guitarra e preenchimentos de bateria, além de tornar o cravo e o harmonium mais proeminentes na mixagem.