sexta-feira, 19 de maio de 2017

THE BEATLES - PAUL McCARTNEY - FOR NO ONE


“For No One” é uma canção escrita por Paul McCartney, creditada à dupla Lennon & McCartney ", que apareceu originalmente no sétimo álbum gravado pelos Beatles – Revolver, em 1966. É uma canção pop num estilo barroco sobre o fim de um relacionamento. Foi um dos trabalhos mais maduros e pungentes de McCartney até então. Paul compôs a canção, cujo título provisório era “Why Did It Die?”, depois de uma briga com Jane Asher, em férias num chalé em Klosters, uma estação de esqui suíça em março de 1966. Ele afirma que escreveu pensando numa garota imaginária, uma típica trabalhadora (vale lembrar o quato a insistência de Jane em ter sua própria carreira o incomodava). A canção foi gravada em 9, 16 e 19 de maio de 1966. McCartney cantou e tocou clavicórdio (alugado da empresa de George Martin AIR), piano e baixo, enquanto Ringo Starr tocou bateria e tamborim. John Lennon e George Harrison não participaram da gravação. O solo de trompa foi por Alan Civil, músico profissional, britânico descrito pelo engenheiro de gravação Geoff Emerick como o "melhor trompista de Londres". Durante a sessão, Civil encara o desafio de tocar a partitura escrita por Paul e George Martin, com notas agudas demais para o instrumento. John Lennon diria anos depois sobre a canção: "É uma das minhas favoritas dele, um bom pedaço do seu trabalho". Confira alguns artistas que já tiraram uma casquinha em cima da criação de McCartney: Cilla Black, Chet Atkins Floyd Cramer, Liza Minnelli, Blackwater Park, Maceo Parker, Emmylou Harris, Caetano Veloso, Maureen McGovern, Andrea Marcovicci, Rickie Lee Jones, Anne Sofie von Otter and Elvis Costello, Meret Becker, Peter Mulvey, Gregorian Chants, Pat DiNizio, Rick Springfield, Diana Krall, The Farewell Drifters, Elliott Smith, DJ Earworm e Christina Trillo.
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John e Paul estavam impulsionando suas habili­dades a novas alturas, buscando novas formas de incorporar ideias, experiências e influências díspares ao formato de três minutos da canção popular. Sem dúvida, os meses que Paul havia passado mer­gulhando na cena avant-garde de Londres tinham modificado sua cons­ciência musical. De repente, ele estava compondo músicas inspiradas nos clássicos e nos bailes de salão, mesclando harmonias dos Beach Boys em canções de rock pesado como as do The Who, e enxertando trompetes eloquentes de R&B em letras tiradas durante o uso de dro­gas. Se antes Paul tendia a escrever canções românticas que optavam pelo sentimento, ao contrário das complexidades humanas que John traçava em suas canções pessoais, ele agora produzia algo tão cruel como "For No One”, na qual o final de um caso de amor foi descrito com toda a clareza e a frieza do gelo. No sign of love behind the tears, ele cantou. Cried for no one.
Ao ouvir uma fita antecipada das gravações de Revolver, num quarto de hotel, durante um intervalo da turnê de verão, John, que sempre havia sido o mais duro e competitivo dos parceiros, disse para Paul de forma cândida uma coisa sur­preendente: "Provavelmente, gosto mais das suas do que das minhas”. Fonte: “Paul McCartney – A Vida” – Peter Ames Carlin

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