sábado, 3 de março de 2018

O TRISTE E ESTRANHO CASO DE JIM GORDON


Jim Gordon é um daqueles casos estranhos e trágicos do showbiz. James Beck “Jim” Gordon nasceu em julho de 1945 nos arredores de Los Angeles. Gordon foi um dos grandes bateristas da segunda metade dos anos 60 até a metade dos 70. Depois de tocar com os Everly Brothers aos 17 anos, em 1963, Hal Blaine, o rei das “session drummers”, começou a indicar trabalhos para Gordon. Durante este período, tocou com Gene Clark, Gosdin Brothers e com o Notorious Byrd Brothers.
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Mais tarde, tornou-se membro de Derek and the Dominoes, onde teve a sorte de co-escrever o clássico “Layla” com Eric Clapton. Depois, foi baterista de Frank Zappa na turnê que se seguiu ao álbum “The Grand Wazoo”, e também participou do álbum “Apostrophe”, de 1974.Resultado de imagem para JIM GORDON - DRUMMER
Nos anos 1970, Gordon também tocou com John Lennon (Imagine), George Harrison (“All Things Must Pass”), Traffic, Delaney & Bonnie (junto com Eric Clapton), Joe Cocker, Leon Russell, e Jackson BrowneEmbora inicialmente Gordon fosse conhecido como um cara “certinho”, começou a usar heroína e cocaína, como muitos de seus colegas no mundo da música. Infelizmente, graves problemas psicológicos começaram a se manifestar no comportamento de Gordon a partir de fins dos anos 70. Ele se queixava de ouvir vozes, principalmente a voz de sua mãe. No final daquela década, as dificuldades mentais de Gordon - mais tarde diagnosticado como esquizofrenia aguda - haviam arruinado sua carreira. Então, em 3 de junho de 1983, assassinou brutalmente a própria mãe de 72 anos, Osa Marie Gordon, com um martelo antes de golpeá-la com uma faca de açougue. Ele afirmou que uma voz lhe atormentava há anos dizendo para matá-la. A defesa alegou insanidade para ter a pena reduzida, mas na Califórnia foi condenado por homicídio em segundo grau em 1984 e recebeu uma pena que variava de 16 anos a prisão perpétua. A partir de 1992, tentou a condicional várias vezes mas sempre foi negada.  Em uma audiência de 2005, ele afirmou que sua mãe ainda estava viva. Em 2014, se recusou a comparecer a uma audiência e foi negado a liberdade condicional até pelo menos 2018. Um advogado distrital de Los Angeles afirmou na audiência que ele ainda estava "seriamente incapacitado psicologicamente" e "um perigo quando ele não está tomando sua medicação". Jim Gordon cumpre pena na California Medical Facility, uma prisão médica e psiquiátrica em Vacaville, Califórnia. Hoje está com 72 anos. O que ainda lhe salva, são os royalties que continua a receber por “Layla” e algumas outras canções.

2 comentários:

Dani disse...

Na minha opinião um dos melhores bateristas de todos os tempos. Basta ouvir Derek and the Dominos e Delaney and Bonnie and Friends, para ficar entre os mais conhecidos.Triste história realmente, doença mental não diagnosticada, exacerbada pelos efeitos das drogas pesadas. Quanto aos créditos por Layla, no entanto, há uma controvérsia. Rita Coolidge, que namorava Jim na época, teria sido quem realmente compôs aquela segunda parte (linda) no piano, como uma outra música, cerca de um ano antes. Jim teria tirado a melodia dessa composição, para ser incluída como a segunda parte e não deu o crédito à Rita, ficando ele como único co-autor. Ela inclusive chegou a procurar Robert Stigwood, empresário de Clapton, para reivindicar os créditos mas foi rejeitada. Essa história tem sido contada por Bobby Withlock e detalhada por Rita em sua auto-biografia e em entrevistas.

Marcelennon disse...

Esse cara era fera!
Concordo com a Dani... Foi um dos maiores bateristas de todos os tempos!
Quanta gente boa as drogas levaram embora...
Em compensação...
Lá no céu deve estar um show de Rock'n'Roll, como cantava o Roupa Nova...