quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

PAUL McCARTNEY- ELEANOR RIGBY

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Postagem carinhosamente dedicada ao meu filho Davi, publicada originalmente em 23 de outubro de 2008

Em 2008, Paul McCartney doou para um leilão de caridade registros antigos de um hospital em Liverpool. Não se sabe como conseguiu os documentos, mas ali estaria a prova de que Eleanor Rigby realmente existiu, acabando com um mistério de mais de 40 anos sobre uma canção homônima dos Beatles. Consta no documento uma assinatura de uma garota de 14 anos chamada "E. Rigby", que trabalhava como faxineira no City Hospital, de Parkhill. McCartney não se pronunciou, porém, se a história da música - na qual Rigby morre e ninguém vai a seu velório - é verdadeira, nem se a conhecia. Esta não é a primeira vez que Eleanor Rigby é encontrada. Em meados dos anos 80, um túmulo de uma mulher que viveu entre 1895 e 1939 foi achado na St Peter's Church, o local onde Lennon e McCartney se conhecerem. Na ocasião, Macca chegou a afirmar que a imagem do epitáfio na igreja possa ter ficado subconscientemente na sua cabeça até escrever a canção.

Os Beatles começaram a trabalhar em "Eleanor Rigby" ainda na época do álbum “Help!” em 1965. No início, o nome provisório da canção era “Miss Daisy Hawkins”. Depois, Paul McCartney trocou para “Eleanor Brown”. O mundo só tomaria conhecimento de "Eleanor Rigby" no álbum Revolver de 1966. Ao descobrir em Bristol uma loja de nome Rigby, Paul McCarntney encontrou a chave exótica para a inovadora canção que imaginava. Jurando pensar ter criado um bom nome para uma música, Paul admitiu, anos mais tarde, que descobriu a existência de uma lápide tumular onde constam os nomes de Eleanor Rigby (1895-1939) e à direita, a alguns metros dali, outra de alguém chamado McKenzie (1842-1915). As duas pedras tumulares encontram-se no cemitério de Woolton, em Liverpool, onde o autor da canção perambulava por ali na adolescencia.

Na entrevista da Playboy em 1980, pouco antes de morrer, John Lennon afirmou que "o primeiro verso era do Paul, mas que o restante era basicamente meu". Pete Shotton, um amigo íntimo de Lennon que estava presente na gravação, disse: "Penso que John tinha uma memória extremamente falha. Tomou os créditos, em uma de suas últimas entrevistas, por muitas das letras, mas na minha memória, em “Eleanor Rigby”, a contribuição de John foi virtualmente nula".

A letra de “Eleanor Rigby” foi finalizada em Kenwood por Paul, quando ele e John, George, Ringo e mais o amigo Pete Shotton estavam reunidos em uma sala cheia de instrumentos. Cada um contribuiu com ideias para dar substância à história.

Na gravação, assim como em “Yesterday”, do album “Help!”, Paul é o único Beatle. Toca no violão e canta. John, George e Ringo não cantam nem tocam. O acompanhamento foi gravado por um quarteto de cordas conduzido pelo maestro George Martin. O vocal de Paul foi “dobrado” em alguns trechos, de modo que ele fizesse tambem as segundas vozes. “Eleanor Rigby” é a terceira canção dos Beatles mais regravada em todos esses anos, atrás de “Yesterday” e “Something”. Até Caetano Veloso já tirou uma casquinha.

PAUL McCARTNEY - ELEANOR RIGBY


Ah, olhe toda essa gente solitária!
Ah, olhe toda essa gente solitária!
Eleanor Rigby, cata o arroz na igreja
onde houve um casamento
Vive num sonho
Espera na janela, usando o rosto
refletido num jarro perto da porta
Para quem será?
Ah, essa gente solitária!
De onde telas vem?
Ah, essa gente solitária!
Onde todas elas pertencem?
Ah, olhe toda essa gente solitária!
Ah, olhe toda essa gente solitária!
Padre Mackenzie escreve os sermões
que ninguém vai ouvir
Ninguém se aproxima
Olhe ele trabalhando.
Praguejando com suas meias
na noite quando ninguém está lá
Por quê ele se importa?
Todas as pessoas solitárias...
De onde todas elas vem?
Todas as pessoas solitárias...
A que lugar todas elas pertencem?
Ah, olhe toda essa gente solitária!
Ah, olhe toda essa gente solitária!
Eleanor Rigby, morreu na igreja
e foi enterrada com seu nome
Ninguém apareceu
Padre Mackenzie limpa a poeira
da mão enquanto se afasta do túmulo
Ninguém foi salvo

RINGO 1973 - ABSOLUTAMENTE FANTÁSTICO!

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Edu: será que podia colocar novamente o link do maravilhoso album RINGO de 1973?Valeu! Maria Déa - Vitória - ES

Postagem publicada originalmente em 7 de agosto de 2010Em 1973, Ringo Starr lançou o álbum “RINGO”, seu maior sucesso comercial. Foi a única vez em que os quatro beatles estiveram em um mesmo disco após a separação. Na verdade, os quatro não chegaram a tocar juntos em nenhuma música. Mas, a simples presença deles ajudou muito as vendas do disco. “RINGO” é cheio de convidados muito especiais: Billy Preston, Marc Bolan, Harry Nilsson, Klaus Voormann, Nicky Hopkins, entre tantos outros. O álbum tornou-se um sucesso. A canção “Photograph” (lançada em single em 1973) que atingiu o primeiro lugar nos Estados Unidos entrou no álbum. “Photograph” contou com a participação de George Harrison que compôs a música em parceria com Ringo. George participou ainda de "You and Me (Babe)" e junto com John Lennon em I'm the Greatest (esta última escrita por Lennon). Paul McCartney participou de You're Sixteen e Six O'Clock (escrita por Paul). O álbum foi um sucessão tanto nos Estados Unidos como na Inglaterra. A capa foi desenhada pelo grande Klaus Voorman. Na época em que foi lançado, o LPzão trazia ainda um encarte fantástico de 24 páginas com belíssimas ilustrações – todas também de Voorman. Até hoje eu tenho o meu, quase zerado!

Para fazer o DOWNLOAD dessa verdadeira pérola, com as bônus “It Don’t Come Easy”, “Early 1970” e a excelente “Down And Out”, clique no link:
http://www.4shared.com/file/I1av6isj/Ringo_Starr_-_Ringo_-_1973_-_o.html

RINGO STARR AO VIVO EM MONTREAUX - 1992

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O PEQUENO LIVRO DOS BEATLES

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A atmosfera de uma fanfarra descolada, com Mal Evans tocando uma caixa e comandando um trenzinho humano que percorria o estúdio e incluía Marianne Faithfull e Brian Jones, foi o pano de fundo da gravação de “Yellow Submarine”. A primeira frase do livro “A Experiência Psicodélica”, de Timothy Leary, é o verso inicial de “Tomorrow Never Knows”, composta por John Lennon.
Esses são apenas aperitivos da fase psicodélica dos Beatles, entre as inúmeras histórias saborosas que os fãs poderão degustar em “O Pequeno Livro dos Beatles”, do cartunista, ilustrador e roteirista francês Hervé Bourhis.
Dos topetes às franjas lisas: todas as facetas estéticas e musicais do grupo são recontadas em desenhos e textos nesse livro de traços enérgicos e trajetórias que se cruzam. Ele aborda de 1940 a 2009, cobrindo desde a maternidade dos integrantes até o desenvolvimento de suas carreiras solo.

O nascimento na cidade portuária de Liverpool (com direito a mapas); o batismo nas drogas nas noites frenéticas de shows em Hamburgo; a consagração no Cavern Club; a conquista do mundo a bordo de muitas anedotas até os discos mais obscuros de Ringo Starr dos anos de 1980 – todas as metamorfoses sonoras e comportamentais aparecem no livro que na versão francesa tem 22 cm e 160 páginas.

E entram em cena outros protagonistas dessa história: George Martin, Brian Epstein, Mal Evans, o primeiro baixista Stuart Sutcliffe, o baterista rejeitado Pete Best e Yoko Ono, é claro. “Eu procurei encontrar as histórias menos conhecidas sobre o grupo. A meta era achar o eixo certo para que não fosse apenas mais um livro sobre os Beatles”, comenta Bourhis, em entrevista exclusiva ao Estado.O formato é o mesmo de “O Pequeno Livro do Rock”, sucesso de vendas lançado no Brasil pela Conrad em abril: a saga é contada cronologicamente, ano a ano. Custa em média R$ 40,00.

THE BEATLES - YOUR MOTHER SHOULD KNOW


OS DIAS EM QUE A BAKER STREET FICOU MAIS BONITA

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Postagem publicada originalmente em 2 de outubro de 2008


Durante o fim de semana de 10 a 12 de novembro de 1967, enquanto os Beatles estavam preocupados em gravar o vídeo de seu novo compacto, "Hello Goodbye", The Fool* começaram a pintar a antiga fachada de tijolos da loja, armando um andaime e envolvendo-o com encerados, de modo que o trabalho pudesse ser feito em sigilo. "Eles se recusavam a dizer a qualquer um de nós a aparência que a fachada teria" diz Alistair Taylor. Ninguém, com exceção dos estudantes de artes contratados para executar o painel, tinha permissão de espiar o trabalho em curso. Até os Beatles eram mantidos a distância, como normalmente se faz com crianças ávidas de curiosidade. "Quando finalmente chegou a hora de tornar público o trabalho, todos nós nos juntamos na rua. O encerado caiu de maneira dramática e, sob ele, estava um incrível mural psicodélico na fachada do pequeno edifício, um autêntico gênio de dois andares, com estrelas, luas e fadas e coisas desse tipo. Minha nossa! Nós ficamos absolutamente pasmados. Era fabuloso! As pessoas debruçavam-se das janelas dos prédios e dos ônibus para olhar. Qualquer motorista que entrava na rua quase batia no carro da frente, cujo chofer também tinha parado para olhar.
"A pintura era maravilhosa", disse Paul, fazendo eco à opnião compartilhada pelos demais Beatles com a maior parte do público. Na cidade toda, o mural da butique da Apple tornou-se assunto de conversa. Londres jamais vira algo parecido. As pessoas vinham de todos os bairros para observar melhor, obstruindo a calçada em frente à loja, congestionando o tráfego. Ela se tornou tão popular como atração turística como qualquer um dos pontos turísticos tradicionais. Porém, a comissão de planejamento da City of Wesminster, à qual tinha sido requerida a permissão oficial para pintar a fachada - ignorando-se se ela havia ou não dado a resposta -, não mostrava muito entusiasmo com isso tudo. 'Não demorou muito tempo para que fôssemos chamados pelos advogados do poder público, que disseram que teríamos de devolver ao prédio a antiga aparência", lembra Taylor. Seguiram-se três semanas de uma acalorada disputa na justiça, até que, finalmente, o mural foi apagado pelos The Fool.
Fonte: The Beatles - A BIOGRAFIA - Bob Spitz.

*The Fool, grupo de designers holandeses que fez diversos trabalhos para os Beatles. Os mais famosos foram a fachada, claro, o Rolls Royce de John Lennon, e os muros externos da casa de George, em Esher. Além dos desenhos das roupas psicodélicas que eram vendidas na butique.

PHIL SPECTOR, UM CARA MUITO ESTRANHO - atualizada

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Phil Spector, ex-produtor de grandes sucessos pode terminar seus dias em cana.
Harvey Philip Spector nasceu em Nova Iorque, em 26 de dezembro de 1939. O nome Phil Spector está diretamente associado a alguns dos maiores sucessos dos anos 60 e 70. Ficou conhecido por produzir o album "Let It Be" dos Beatles. Trabalho que não agradou Paul McCartney, enquanto era idolatrado por John Lennon e George Harrison. Produziu para eles All Things Must Pass e Imagine. E outros tantos. A partir da segunda metade dos anos 70, começou a decadência.

"Rock And Roll" seria seu último disco produzido para um ex-beatle. Depois da morte de Lennon, produziu o disco de Yoko Ono “Season Of Glass” e “Menlove Ave” com “sobras” de John Lennon. Durante toda a vida, Spector foi um cara estranho e excêntrico. Era alcoolatra e viciado em vários tipos de droga, da maconha à heroína. Também adorava armas. Sempre carregava alguma.

Durante a gravação do álbum "Death of a Ladies' Man", quinto de Leonard Cohen, Spector se trancou em seu estúdio para o processo de mixagem, não permitindo que nem mesmo Cohen interferisse no resultado final. A lenda conta ainda, que os Ramones, durante as gravações do album “End of the Century” trabalharam com o produtor apontando-lhes uma espingarda. Essa história seria desmentida anos depois por Marky Ramone.

No dia 13 de abril de 2009 Phil Spector foi declarado culpado de homicídio, no caso da morte de uma atriz em sua mansão, ocorrida seis anos antes. Spector atirou e matou a atriz Lana Clarkson em sua mansão na madrugada de 3 de fevereiro de 2003, após tê-la conhecido horas antes na discoteca em que a mulher trabalhava. O ex-motorista de Spector revelou ao juri que na noite da morte de Lana encontrou seu patrão com uma pistola e a mão ensanguentada, antes de dizer: "Acho que matei alguém". Phil Spector foi sentenciado em maio de 2009 : De 19 anos de prisão à prisão perpétua e poderá passar o resto de seus dias atrás das grades.

O ator Al Pacino (70 anos) fará o papel do produtor musical Phil Spector num filme produzido pela HBO ainda sem título. O filme foi escrito e dirigido por David Mamet, e produzido por Barry Levinson.

ÁLBUNS PRODUZIDOS POR PHIL SPECTOR:

1959: The Teddy Bears Sing – The Teddy Bears
1963: A Christmas Gift for You from Philles Records – Various Artists
1963: Twist Uptown – The Crystals
1963: He's A Rebel – The Crystals
1964: Presenting the Fabulous Ronettes Featuring Veronica – The Ronettes
1965: Ronettes – The Ronettes
1966: River Deep - Mountain High – Ike and Tina Turner
1970: Let It Be – The Beatles
1970: All Things Must Pass – George Harrison
1970: Plastic Ono Band – John Lennon
1971: Imagine – John Lennon
1971: The Concert for Bangladesh – George Harrison and friends
1972: Some Time in New York City – John Lennon and Yoko Ono
1975: Rock N' Roll (co-producer) – John Lennon
1975: Born To Be With You – Dion
1977: Death of a Ladies' Man – Leonard Cohen
1980: End of the Century – Ramones
1981: Season of Glass – Yoko Ono
1986: Menlove Ave. – John Lennon

SINGLES
To Know Him Is to Love Him" – The Teddy Bears (58)
Corrina, Corrina" – Ray Peterson (61)
Pretty Little Angel Eyes" – Curtis Lee (61)
Every Breath I Take" – Gene Pitney (61)
I Love How You Love Me" – The Paris Sisters (61)
Under the Moon of Love" – Curtis Lee (61)
There's No Other (Like My Baby)" – The Crystals (62)
I Could Have Loved You So Well" – Ray Peterson (62)
Uptown" – The Crystals (62)
He Knows I Love Him Too Much" – The Paris Sisters (62)
Let Me Be the One" – The Paris Sisters (62)
Second Hand Love" – Connie Francis (62)
He's A Rebel" – The Crystals (62)
Zip-a-Dee-Doo-Dah" – Bob B. Soxx & the Blue Jeans (63)
He's Sure the Boy I Love" – The Crystals (63)
Puddin N’ Tain (Ask Me Again, I’ll Tell You the Same)" – The Alley Cats (63)
Why Do Lovers Break Each Other’s Hearts" – Bob B. Soxx and the Blue Jeans (63)
(Today I Met) The Boy I’m Gonna Marry" – Darlene Love (63)
Da Doo Ron Ron (When He Walked Me Home)" – The Crystals (63)
Not Too Young to Get Married" – Bob B. Soxx and the Blue Jeans (63)
Then He Kissed Me" – The Crystals (63)
Wait ’Til My Bobby Gets Home" – Darlene Love (63)
Be My Baby" – The Ronettes (63)
A Fine Fine Boy" – Darlene Love (63)
Christmas (Baby, Please Come Home)" – Darlene Love (64)
Baby, I Love You" – The Ronettes (64)
(The Best Part of) Breakin' Up" – The Ronettes (64)
Do I Love You?" – The Ronettes (64)
Walking In the Rain" – The Ronettes (64)
You've Lost That Lovin' Feelin'" – The Righteous Brothers (64)
Just Once in My Life" – The Righteous Brothers (64)
Unchained Melody" – The Righteous Brothers (65)
Ebb Tide" – The Righteous Brothers (66)
River Deep - Mountain High" – Ike and Tina Turner (66)
Love Is All I Have to Give" – The Checkmates, Ltd. (69)
Black Pearl" – The Checkmates, Ltd. (69)
Proud Mary" – The Checkmates, Ltd. (69)
Instant Karma (We All Shine On)" – John Lennon (70)
The Long and Winding Road"/"For You Blue" – The Beatles (70)
My Sweet Lord" – George Harrison (70)
What Is Life" – George Harrison (71)
Power To The People" – John Lennon/Plastic Ono Band (71)
Try Some, Buy Some" – Ronnie Spector (71)
Bangla-Desh" – George Harrison (71)
Imagine" – John Lennon (71)
Rock 'n' Roll High School" – Ramones (79)
Baby, I Love You" – Ramones (80)
Do You Remember Rock 'n' Roll Radio?" – Ramones (80)
To Know Him Is To Love Him" - Linda Ronstadt, Dolly Parton, Emmy Lou Harris (87)
Unchained Melody – The Righteous Brothers (90)
Silence Is Easy" – Starsailor (03)

Para terminar, a gente fica com o megasucesso de 1963 "Be My Baby" com The Ronettes, produzida por Phil Spector. Abração!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O BAÚ DO EDU ENTREVISTA JOÃO CARLOS

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Caros amigos: o Baú do Edu tem o prazer de apresentar agora uma conversa com nosso querido amigo João Carlos W. De Mendonça – um velho fã nordestino dos Beatles. O joão Carlos é uma pessoa comum, não- afetada pela mídia, marido e pai dedicado, trabalha no comércio e é colaborador do nosso blog preferido. Não conheço pessoalmente o João Carlos, mas teria muito prazer. Acho que seriam horas e mais horas de intermináveis conversas sobre os caminhos do rock e o modo como vemos o mundo. Obrigado, João Carlos! É bom você estar por aqui! Badfinger Boogie!

João Carlos e sua filha Maria Luiza

E então, João Carlos. Surpreso?
Muito! Sou pobre, feio e moro longe. Com esses atributos e mais 54 anos de adolescência é surpreendente ser entrevistado por um blog com tanta categoria.

Como é a sua rotina? O seu dia-a-dia?
Bom, trabalho com Representação Comercial e tenho um pequeno negócio. Sou formado em Psicologia mas nunca trabalhei com isso. Faço a caminhada matinal e vou para a loja, volto para casa e priu mas sempre acho tempo para ler, ouvir música e internetear (essa foi boa). Fim de semana é beers, Beatles e Badfinger. Os 3 Bês.

Bebe?
Final de semana, whisky à noite e brahma da antártica de dia.

Fuma?
Sim. E ultimamente muito. Sou revoltado com o fato de cigarro fazer mal à saúde. Tudo que eu gosto é...

Quando os Beatles entraram na sua vida?
Ali por 1964 eu ouvia aquelas músicas maravilhosas no rádio e achava serem de artistas diferentes. Um dia minha irmã me chamou para ver na TV uns caras parecidos com a Rita Pavone. BUUUM ! Lá estavam eles. Quando comecei a estudar violão (música) então o interesse triplicou. Descobri harmonias etc e foi fatal. Sou viciado até hoje e cada vez mais.

Sua família gosta dos Beatles?
Meus irmãos sim. Principalmente os que estudaram música como eu e tocam algum instrumento (piano,violão,etc). Meus filhos também foram ouvindo do berço. Meu filho toca violão e tive de ensinar-lhe a tocar Maybe I’m Amazed que ele adora.

O que tem ouvido ultimamente?
Até os anos 80 eu acompanhava tudo (Police,Dire Straits,Tears For Fears etc). Penso como Harrison. Como só tem porcaria (rap, Madonna, axé, pagode mauricinho) fico com nossa turma. Escuto muito e tenho quase tudo de 65 até 75 mais ou menos.

Como encontrou o Baú do Edu?
Foi pelo Beatles Brasil. Fui clicando em cada um e descobrindo.Gosto muito do Teran e do Beatles Outtakes mas o Baú caiu nas graças.


Isso foi quando mesmo?
Não sei precisar mas acho que entre um ano e um ano e meio.

Na sua opinião, qual foi a melhor matéria publicada no blog nesses dois anos e meio?
Sou fã dessas recentes entrevistas e matérias do arco da velha. Coisas daquela época mesmo, mas a história do BADFINGER com direito aos downloads foi de tirar o fôlego.

Fale a verdade: você já conferiu todas as 1.300 postagens que tem lá?
Provavelmente não.

Hum...
Doisss...

Conhece a história do cara do fusquinha? Ela já saiu umas cinco vezes...
Claro. É hilária. E aquele fusca tinha de estar ali mesmo. Deu mais realidade à capa do melhor album já produzido.

Você tem muitos discos?
Tenho. E com a Internet então...

Tem todos os discos dos Beatles?
Todos e mais out-takes muito bons.

E dos ex-Beatles?
Só do Ringo não tenho todos. Dos outros 3 tenho todos e mais a prorrogação.

Existe algum artista ou banda atual que você goste?
Eu gosto mas pontualmente da Joss Stone, Amy. Agora tem a turma da antiga (Clapton, Stevie Wonder, Santana, Badfinger, a turma do “progressivo”) e dos 80 (Sting, Mark Knopfler, Orzabal etc).

O que é Badfinger para você?
Lembro que quando vimos aquele single com NO MATTER WHAT/BETTER DAYS correu aqui em Recife que eram os Beatles e a capa do NO DICE não ajudou em nada prá desfazer o boato. Aí mais tarde... Bom, precisa falar de uma banda que a gente achava que eram os Beatles?

Quando o Baú do Edu fez o “Especial Badfinger”, você baixou os discos?
Os que eu não tinha (poucos) e o Tributo. Ah... o RARITIES também.

Quando lhe disse nos comentários que tinha um presente para você, o que achou que era?
Sinceramente eu fazia idéia e acertei mas o Badfinger foi uma surpresa fantástica. Olha, fiz uma cópia do download para ouvir e “guardei” o CD junto com o Straigh Up importado que eu tenho. Devidamente blindados.

Está cansado? Eu estou. Preciso de um gole. Para encerrar, que tal deixar uma mensagem de ano novo para toda a galera do Baú, um recado para as novas gerações?
Um moleque tava se gabando por ter Internet, TVs e todas as modernices atuais enquanto fazia pouco dos “antigamentes” quando um senhor falou: “Filho vocês tem tudo isso porque a gente de minha geração criou. Agora o que vocês estão criando para seus filhos, além dessa prepotência toda?”. Tenham um ano com saúde, paz sucesso e continuem no Baú mas não liguem para nada do que eu falei.

Obrigado, João Carlos. Foi um prazer! Nos vemos nos comentários. Valeu! Abração! Ah! Afinal, você tem o “Good Evening New York City”?
Não. Só ouvi o CD. Dizem que o DVD é fantastico!

Tenho um presentinho para você! (rsrsrsrs)

FOTO DO DIA - THE BEATLES - THE GREEN ALBUM

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JOHN LENNON - WHATEVER GETS YOU THRU THE NIGHT - EXCELENTE!

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JOHN LENNON - A "ÚLTIMA ENTREVISTA"

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Três dias antes de morrer, John Lennon falou por nove horas com a Rolling Stone. Trinta anos depois, essa conversa inédita é revelada, e você confere a íntegra na edição de janeiro.

Em 5 de dezembro de 1980, três dias antes de ser assassinado, John Lennon sentou-se com Jonathan Cott, da Rolling Stone, para uma entrevista que durou nove horas. Trechos da entrevista foram publicados na edição-tributo a Lennon, no mês seguinte (janeiro de 1981) - mas Cott nunca transcreveu todas as fitas. Por 30 anos, elas ficaram guardadas em seu armário.
"No começo de 2010, eu estava arrumando alguns arquivos quando encontrei duas fitas, nas quais estava escrito 'John Lennon, 5 de dezembro, 1980'", revela Cott. "Fazia 30 anos desde que eu as tinha ouvido, e quando eu as coloquei novamente para tocar surgiu essa voz totalmente viva e edificante saindo desta mágica faixa de fita magnética."
A entrevista de Cott com John Lennon - a última entrevista do artista a um veículo impresso - finalmente foi revelada, e você poderá ler a íntegra na edição de janeiro da Rolling Stone Brasil, nas bancas a partir desta sexta, 7. Neste notavelmente franco bate-papo, Lennon atacou fãs e críticos que o perseguiram durante os cinco anos que ficou afastado da música. "As pessoas querem heróis mortos, como Sid Vicious e James Dean", afirmou. "Não estou interessado em ser um herói morto, então deixa pra lá."
Ele também falou sobre planos para uma possível grande turnê. "Talvez façamos", ele disse. "Mas não haverá bombas de fumaça, luzes piscando, tem de ser aconchegante. Mas poderíamos fazer uma piada. Somos roqueiros renascidos e estamos recomeçando."
Yoko Ono contribui nesta edição com um artigo extremamente pessoal sobre seus últimos dias com John Lennon. "Logo antes de sairmos do estúdio, John olhou para mim", escreveu Yoko. "Eu olhei para ele. Os olhos dele tinham a intensidade de um sujeito que estava prestes a me dizer algo importante. 'O que é?', eu perguntei. E nunca vou esquecer como ele disse as coisas mais lindas para mim com uma voz profunda e suave, como se quisesse entalhar as palavras na minha mente. 'Ah', eu disse depois de um tempo e desviei o olhar, um pouco acanhada."
Você encontrará esta edição com duas capas: em uma delas, um retrato mais intimista do artista; na outra, a reprodução da clássica capa da Rolling Stone EUA, publicada originalmente em janeiro de 1981.

Edu disse:
Sensacional! Essa edição ficou show! Absolutamente imperdível para todos os fãs de John Lennon e dos Beatles! O belíssimo texto de Yoko é emocionante, cativante e comovente! Quando termina, fica aquele gostinho de "quero mais". A porrada mesmo é quando começa a entrevista com John. De forma muito mais crua do que todas as outras tão "editadas" por outras publicações da época. Parabéns, Rolling Stone! Dessa vez, acertou na veia!

THE BEATLES ANTHOLOGY - A OBRA DEFINITIVA

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The Beatles Anthology: a obra definitiva
Por Paulo Rodrigo

O projeto Anthology, é sem sombra de dúvidas, o trabalho mais extraordinário feito sobre os quatro garotos de Liverpool desde que o grupo se dissolveu em abril de 1970.
Pela primeira vez, a história dos Beatles é contada pela própria banda, com declarações em primeira pessoa. A série “The Beatles Anthology”, é composta por 3 cd’s duplos, uma caixa com 5 dvd’s, e um livro do qual iremos comentar nas próximas linhas.
O trabalho de garimpar fotos e declarações começou em 1987, e só se tornou realidade porque Paul McCartney, George Harrison, Ringo Starr e Yoko Ono(esta representando Jonh Lennon) resolveram suas pendências judiciais e pessoais para que tudo fosse realizado sem a ameaça do projeto ser interrompido.
Os três remanescentes junto com a viúva de Lennon, contribuíram abrindo seus arquivos pessoais, disponibilizando fotos inéditas e dando declarações que até os dias de hoje eram desconhecidas do grande público. As palavras ditas por Jonh Lennon foram retiradas de entrevistas concedidas durante os anos 60 e 70.
A obra começa com capítulos individuais em que Jonh, Paul, George e Ringo rememoram o período de infância e adolescência, os primeiros contatos com instrumentos musicais. O livro conta também com declarações do produtor George Martin considerado “O 5º Beatle” e de dois integrantes que deixaram a banda antes da gravação do primeiro LP em 1962, são eles: o baterista Pete Best e o baixista Stuart Sutcliffe.
Um dos pontos altos da história é a passagem quando Paul McCartney conhece Jonh Lennon em 1957, e este chama Paul para integrar a banda; há também a primeira turnê que a banda fez para Hamburgo em 1961, quando George Harrison foi deportado para a Inglaterra por ser menor de idade, ele tinha apenas 17 anos na época.
A primeira visita aos EUA e o encontro com Elvis Presley é contada com detalhes inéditos, neste momento Paul revela que Elvis tentou boicotar as músicas dos Beatles, impedindo que as mesmas tocassem nas rádios americanas.
O recorde que os Beatles atingiram na parada americana também não passa em branco, a banda emplacou os 5 primeiros lugares nos Estados Unidos há 43 anos, feito que não será facilmente batido . As turbulências que os “Fab Four” passaram a enfrentar após a viagem para a Índia para meditações com o guru espiritual Maharishi e a morte do empresário Brian Epstein, ganham páginas inteiras, esses dois fatos citados acima seriam o começo do fim.
As brigas durante as sessões de gravação do disco "Let It Be" são contadas com riqueza de detalhes por todos os envolvidos na época. As interferências de Yoko Ono, esposa de Jonh, a mais do que evidente insatisfação de Paul com a presença da esposa do companheiro de banda, revela que o clima entre eles não era dos melhores.
Paul McCartney não aceitava de maneira nenhuma a intromissão de Yoko, que dizia o que teria de ser feito em cada música. O Álbum foi gravado sob uma enorme tensão entre eles, tanto que o projeto inicialmente teria o nome de “Get Back”, e seria um disco e um filme que mostrava como a banda gravava seus discos, foi uma idéia desastrosa que George Harrison chegou a declarar que “as filmagens de Let It Be eram perfeitas para quem quisesse saber como funciona o processo de dissolução de uma banda de rock”.
O projeto foi abandonado em 1969 para a gravação do que é realmente o último disco da banda “Abbey Road”. Get Back só foi retomado e lançado sob o nome de Let It Be após o grupo se separar em 1970.
Esses e outros episódios fazem de “The Beatles Anthology” uma referência obrigatória sobre o grupo. É um livro essencial para quem é fã ou para quem apenas quer conhecer mais sobre a história do maior fenômeno da música pop de todos os tempos.


domingo, 9 de janeiro de 2011

O LIVRO DO TREMENDÃO É UM BARATO, BICHO!

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Há uma semana, passeando com meu filho Davi, paramos na banca de revistas da 116 norte para ver as novidades. Havia apenas dois exemplares do livro “Minha Fama de Mau”, do tremendão Erasmo Carlos. Por um preço promocional de R$ 14,90. Na mesma hora, comprei um. O livro foi lançado no final de 2009 pela Objetiva. Com mais de um ano de atraso, devorei o livrão em dois dias! Tarefa fácil, devido às deliciosas lembranças de Erasmo Esteves. O livrão me surpreendeu! Com cabeça de homem e coração de menino, Erasmo Carlos conta suas divertidas memórias, da infância humilde à consagração como ídolo do rock Ele veio ao mundo para topar qualquer parada. Erasmo Carlos não só venceu os muitos desafios que o destino colocou no seu caminho, como se tornou um dos primeiros popstars brasileiros.
“Minha Fama de Mau” conta como o menino criado pela mãe, superou todas as limitações e o preconceito da Zona Sul carioca, consagrando-se, junto ao amigo Roberto Carlos, como o porta-voz sentimental de milhões de pessoas. Não só um ícone da MPB, Erasmo é também, como diz a letra de Amigo, uma pessoa doce, engraçada e generosa. Um artista deliciosamente humano que, através de suas memórias, conta as dificuldades e alegrias da juventude marcada pelo fenômeno da Jovem Guarda e da fama tão inesperada como explosiva. No começo de tudo, era quase impossível prever que tanto sucesso chegaria. De estoquista de loja de sutiãs a carregador de tijolos refratários, Erasmo fez de tudo até alcançá-lo – experiências frustradas que o convenceriam de que seu destino definitivamente era trabalhar com música. O primeiro passo era pensar no nome artístico: “Sempre achei o nome Erasmo, sozinho, de uma pobreza enorme, artisticamente falando. Não me sentia confortável ao ser anunciado nas quermesses. Resolvi então assumir meu nome completo e ficou pior”, conta ele, que, na falta de um segundo nome forte para um cartão de visitas, foi buscar inspiração num almanaque que destacava a energia ímpar atribuída ao nome Carlos pelos mestres do ocultismo. Cada letra que compõe o nome é na verdade a inicial de uma representação da nobreza: “C” de Cristo, rei dos judeus; “A” de águia, rainha das aves; “R” de rosa, rainha das flores; “L” de leão, rei dos animais; “O” de ouro, rei dos metais; e “S” de Sol, rei dos astros. “Erasmo Carlos. Esse era eu.”

Aos 68 anos, quase seiscentas composições e muitos prêmios depois, Erasmo se mostra tão à vontade no texto quanto nos tempos da Jovem Guarda. As amizades, cultivadas ao longo de décadas, continuam firmes. A família é representada pelos filhos Gil, Gugu e Léo, que formam junto ao pai “os quatro homens dependentes”, de quem fala na música "Mulher", de 1981. Personificada, essa mulher seria Nara, sua esposa por 16 anos e ainda fonte de inspiração. Sentado à beira do mesmo caminho, Erasmo acredita na sorte: “Mas também acredito no azar, bicho. Consegui na vida muito mais do que imaginei, não tenho do que reclamar.”
Quando terminei, voltei lá na banca e comprei o outro exemplar para presentear meu irmão, o tremendão Adelmar! Valeu, Abração!


WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS

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"While My Guitar Gently Weeps" é uma canção dos Beatles composta por George Harrison, está no álbum The Beatles ou Álbum Branco de 1968.
De acordo com Harrison, a inspiração para a música veio da leitura do "I Ching", e foi baseada no conceito de que tudo é relativo, em oposição ao conceito de que tudo é mera coincidência.

Tendo esta idéia do relativismo na casa de seus pais, em Liverpool, durante um período de férias, Harrison começou a escrever uma música com base nas primeiras palavras que ele viu após abrir o livro aleatoriamente. Essas primeiras palavras foram "gently weeps" (suavemente chora). Então, imediatamente, começou a canção.
A letra é simples, com basicamente conselhos de vida, sempre seguidos da frase "Enquanto minha guitarra chora suavemente." Muitos fãs acreditam que exista uma pista sobre a "Lenda da morte de Paul McCartney", e que no final os gemidos de George são lamentações pela perda do amigo. Segundo George Martin, John Lennon e Paul McCartney subestimaram a música, que depois se tornaria um clássico. Eles a gravaram no dia 16 de agosto com mais de 14 takes, alguns acústicos e nenhum agradou George. Ele dizia que John e Paul tocaram com muito desânimo e desdém "Eles não levaram o trabalho a sério e acredito que nem se esforçaram para tocá-la direito." Mas sua forma de revolta não poderia ser mais criativa: Eric Clapton conta que Harrison falava da música e de repente disse que "ele bem que poderia participar do disco" ao que Clapton respondeu: "Os outros Beatles não iriam gostar!" e George subitamente respondeu: "Não tem nada a ver com eles, a música é minha."

No outro dia, lá estava Clapton no estúdio com sua Gibson Les Paul, fazendo o solo da "guitarra que chora". Segundo Harrison: "A presença de Clapton no estúdio serviu para desanuviar as tensões entre o grupo e eles tiveram uma melhora em seu comportamento durante sua presença." Ringo Starr completou: "Foram dias memoráveis, Eric era muito divertido." Porém alguns tem dúvidas de que o solo usado no disco não foi o que Clapton gravou apenas pelo fato do trabalho seguinte, o "Abbey Road", ter um estilo semelhante tocado por George (possivelmente por influência do amigo). Harrison disse sobre o solo: "… Então Eric tocou, e eu achei que ficou realmente bom. Ouvimos e ele disse ‘tem um problema, não está Beatle o bastante.’ Então colocamos o ADT (automatic double-track) para incrementar um pouco."
A versão acústica está no disco Anthology 3 e no retrabalho LOVE, com arranjo orquestrado por George Martin.
Quem esteve na gravação original: George Harrison – vocal (double tracking), vocal de apoio, guitarra base, órgão Hammond; John Lennon – guitarra; Paul McCartney – vocal de apoio, piano, órgão, baixo de 6 cordas; Ringo Starr – bateria, tamborim; Eric Clapton – guitarra solo.

"While My Guitar Gently Weeps" é a 2ª canção de George Harrison mais regravada por outros artistas. Só perde para “Something”. Alguns que já tiraram uma casquinha: Jake Shimabukuro, Vinnie Moore, Peter Frampton, Russ Freeman, The Jeff Healey Band, Kenny Lattimore, Phish, Kenny Rankin, The Rippingtons, The Punkles, Spineshank, Joe Louis Walker, The Muppets, Les Fradkin, Toto, Eric Roche, Damon and Naomi, Rick Wakeman, Todd Rundgren, M.O.P. , Wu-Tang Clan,Martin Luther McCoy, Doyle Dykes, The Grey Album - DJ Danger Mouse's, Marc Ribot, Lemon Demon, Nan Vernon, Jimmy Ponder, Derek Webb, Powderfinger, Dante Leon, Hank Marvin, Carlos Santana, Girl In A Coma, Lisa Marie Presley.

WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS - Concert For Bangladesh

sábado, 8 de janeiro de 2011

ELVIS PRESLEY - 76 ANOS

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Se, o "rei do rock", o grande Elvis Presley, vivo estivesse, estaria completando hoje 76 anos.

PETE BEST EM VITÓRIA-ES - HOJE E AMANHÃ

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O baterista Pete Best, que tocou com os Beatles entre 1959 e 1962 e está no Brasil para dois shows em Vitória, no Espírito Santo (hoje e amanhã), concedeu uma entrevista coletiva à imprensa brasileira ontem (7/01). Com paciência, simpatia e bom humor, Pete Best respondeu a todas as perguntas dos jornalistas, tirou fotos e deu autógrafos.

O que os fãs podem esperar dos shows aqui em Vitória?
O set vai ser basicamente formado por músicas que toquei com os Beatles. Teremos algumas surpresas, mas vamos tocar com certeza My Bonnie e P.S. I Love You.

Depois que saiu, manteve contato com os Beatles?
Eu cheguei a tocar três ou quatro vezes com eles em Liverpool. Depois eu montei uma outra banda e nós nos encontramos algumas vezes. Mas depois que eles explodiram, não importava quem você fosse, era impossível falar com eles.

É verdade que você ajudou Paul MacCartney a escolher o contrabaixo Hofner usado por ele?
Nós estávamos na Alemanha e fomos a uma loja em Hamburgo. Lá havia esse baixo, em formato de violino, e nós ficamos encantados com ele. O problema é que o baixo era feito para destros. Tivemos que esperar que fossem feitas adaptações para o Paul, que é canhoto. Esse baixo foi usado pela primeira vez em junho de 1961, em uma apresentação no Casbah Club, em Liverpool.

Quando estava nos Beatles, você imaginava que a banda faria tanto sucesso? E o que você sentiu quando viu todo o sucesso deles?
Desde o começo nós sabíamos que os Beatles fariam sucesso, mas naquela época esperávamos ficar famosos pelo menos na Inglaterra, chegar ao topo das paradas. Ninguém imaginava toda essa proporção. Claro que eu gostaria de ter sido parte disso tudo, mas aconteceram algumas coisas que impediram que eu continuasse na banda. De qualquer forma, eu fiz parte do começo.

Quais lembranças tem da sua convivência com John Lennon, George Harrison e Paul McCartney?Qual deles era mais próximo?
Tenho muitas lembranças, muitas histórias. Nesses quase três anos juntos, nós tivemos uma vida de estrelas do rock. Dos Beatles, tenho que admitir que John era o mais próximo. Eu era amigo de todos, mas eu e John Lennon éramos almas gêmeas.

Desde que saiu da banda, teve a chance de encontrar com Ringo Starr?
Encontrei com ele em quatro ocasiões, mas nada foi dito. Desde 1962, eu nunca falei com Ringo e ele nunca falou comigo. Isso pode mudar, quem sabe?

Dizem que, quando você deixou a banda, as mulheres gritavam seu nome e pediam para voltar. Acha que o Ringo pode ter se sentido pressionado?
(risos) Quem se importa com Ringo? (risos)

Quem era o mais namorador?
Eu (risos). Na verdade, todos nós tínhamos muitas garotas. Numa noite, ouvíamos gritos, na outra gritos e na outra mais gritos. Mas eram as garotas que nos escolhiam. Então, devíamos apenas agradecer. (risos)

Você trabalhou como padeiro. Como foi?
Quando saí dos Beatles, eu já era casado e tinha minha primeira filha. Uma filha linda. Então, tive que tomar uma decisão: continuar tocando em bandas ou cuidar da minha família. Trabalhei numa padaria porque foi minha única opção. Apesar de ter qualificação e eduçação para outros trabalhos, todos diziam "você vai voltar para o show business e ser baterista de novo". Eles achavam que eu largaria o emprego em pouco tempo. Então, trabalhei um ano na padaria. Logo depois, fui trabalhar para o governo e consegui me aposentar. Em 1988, voltei para a música com minha própria banda e desde então estou em turnê pelo mundo, lançando CDs, filmes e livros pela minha própria produtora e gravadora, a Casbah Records.

Nos últimos anos você tem produzido muita coisa, escreveu livros, lançou discos, DVDs.
Minha família trabalha comigo na minha banda, a Pete Best Band. Venho de uma família envolvida com entretenimento. Meu irmão é músico e meu pai era boxeador. Então, tive a oportunidade de conhecer várias áreas desse mercado. Nós temos uma gravadora, a Casbah Records, e ainda temos o Casbah Club, o único pub na cidade que funciona desde o tempo dos Beatles. Nós gravamos um DVD sobre a história da banda. Eu e meu irmão também escrevemos um livro contando o verdadeiro início dos Beatles. Contamos a história da nossa mãe, que foi a peça principal para os Beatles se tornarem o que se tornaram. Acredito que esse ano de 2011 será muito importante para a família Best, mas ainda é surpresa!

Como você se sente com toda essa admiração por ter sido parte dos Beatles?
Quando chego nos lugares, sou acolhido de forma muito calorosa. É muito bom sentir isso. Eu tenho orgulho disso, mas eu me vejo como Pete Best, um homem ligado a família. Chegar nos lugares e ser tratado como uma lenda me deixa muito feliz, mas eu sou o mesmo simples Pete Best.

Você já esteve no Brasil três vezes. O que você acha do país? Conhece a música brasileira?
Já toquei em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo e conheço muitos brasileiros que vão a Liverpool. Os brasileiros encantam a gente com todo o carinho e a atenção que eles nos dão. Mas tenho que admitir que, infelizmente, não conheço bem a música brasileira. Espero voltar e ficar mais tempo para ter mais contato com a música de vocês.

E sua canção preferida dos Beatles?
Minha preferida dos Beatles é I Saw Her Standing There, que está no repertório dos shows em Vitória.

Link para o álbum Heyman's Green - The Pete Best Band:
http://obaudoedu.blogspot.com/2010/09/pete-best-band-heymans-green.html

THE PETE BEST BAND - GONE - EXCELENTE!

PEDIDOS - BADFINGER

Um comentário:

COME AND GET IT - A TRIBUTE TO BADFINGER

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Este disco é absolutamente fantástico! Já esteve aqui duas vezes. Uma verdadeira raridade como tudo que leva o nome “BADFINGER”. E não é apenas um excelente álbum somente para os fãs da banda inglesa, mas para qualquer apreciador da boa música pop que teima e insiste em não morrer jamais. Acho difícil de imaginar um álbum-tributo-homenagem melhor que Come And Get It: A Tribute to Badfinger. Todos os 22 artistas escolhidos para fazer parte do projeto, sempre demonstraram coerência e referência à obra de Badfinger ao longo de suas carreiras. E embora muitos não sejam conhecidos da maioria das pessoas, podem ter certeza que o time reunido não vai decepcionar ninguém. O discão foi lançado em 1996 pela Copper Records. Um álbum essencial para os amantes do verdadeiro e autêntico Power Pop! Espero que gostem e apreciem sem moderação. Abração!

Desde quando soube da existência desse disco, no site Badfinger Web Ring (http://badfingerlinks.bravepages.com/) - do amigo Rick Kellog, começei a caçá-lo como louco. No início de 2009, meu amigo Eduardo Kruger me mandou 6 músicas desse álbum que ele havia baixado. Quando ouvi essas versões, decidi que encontraria o discão completo a qualquer custo! Não foi nada fácil! Quando finalmente encontrei, ele estava dividido em 3 partes. Pacientemente, fiz os downloads (os links se completavam!). Minha busca terminara. Estava pronto. Salvo e bem guardado. Copiei as 22 músicas para meu MP3 e, feliz como um menino, fui para o bar curti-lo e preparar a pauta do Baú do Edu. Hoje em dia, pouquíssimos discos podem me fazer o que eu senti quando ouvi o álbum inteiro. Me emocionei, como nos tempos de menino quando conseguia comprar um disco "novo" dos Beatles.
Exceto "The Knack" - que fez uma cover fantástica de "No Matter What"- não conhecia nenhum dos artistas que estavam ali. Este não é um disco para qualquer um. Não-iniciados. É um tributo à altura da banda, pesado, coerente e consistente. Além dos belíssimos arranjos, as guitarras dão um show à parte. Embora as originais sejam ainda melhores e inimitáveis. É quando escuto um disco como este, já gravado com toda a tecnologia que conhecemos, que engulo completamente a história dos remasterizados. A beleza das canções com um som absurdamente fantástico. Os quatro primeiros álbuns de Badfinger - Magic Christian, No Dice, Straight Up e Ass - todos lançados pela Apple Records foram relançados remasterizados em 2010. Ainda não botei a mão em nenhum. Mas me aguardem!

PARTE 1 - DOWNLOAD:
http://www.4shared.com/file/6sotn37T/Come_and_get_it_obaudoedublogs.html

01- Come and Get It - Adrian Belew
Esse Adrian Belew é guitarrista e chegou a ser vocalista do King Crimson.
Também já trabalhou com Frank Zappa e David Bowie. A versãozinha não chega nem perto da original com Tommy comandando a banda. Fraca. Nota 4.

02- Perfection - Parthenon Huxley
Ficou boa! Moderna e estilosa! Essa banda "Parthenon Huxley" especializou-se em fazer cover dos Beatles e da ELO com Jeff Lynne. Nota 9.

03- We're for the Dark - The Loud Family
Essa "The Loud Family" é uma banda norte-americana sediada em San Francisco, que começou em 1991, e caiu no ostracismo entre 2000 e 2006. A banda ganhou esse nome depois que a família Loud, estreou o primeiro reality show, em 1973. O cantor / guitarrista Scott Miller é a única estrela. O arranjo para a "cavernosa" canção de Peter ficou bom, e há momentos em que parece que o próprio Peter está ali. Nota 9.

04 - Flying - Cotton Mather
Cotton Mather foi uma banda de pop rock norte-americana que surgiu em Austin. Durou de 1991 a 2003. O nome do grupo é uma referencia ao ministro Cotton Mather, um dos envolvidos no julgamento da Bruxas de Salém. Sofreu comparações com os Beatles e Noel Gallagher diz ter ficado impressionado com o CD Kon Tiki, de 1997. Uma das músicas deste álbum, Lily Dreams On entrou para a trilha sonora do seriado Veronica Mars. O arranjo para "Flying" me pareceu arrojado e inovador. Gostei! Nota 10.

05- It's Over - Brad Jones
Essa versão para o clássico do "Straight Up" ficou execelnte. Principalmente os vocais e a guitarrona poderosa. Nota 10.

06 - No Matter What - The Knack
The Knack é uma banda formidável! Ainda vou fazer um especial sobre eles! sua versão de "No Matter What" ficou absolutamente demais! Para mim, essa música foi o maior sucesso de Badfinger. Embora os números apontem para "Without You" e "Day After Day". Excelente! Nota 100!

07 - Day After Day - 20/20
Não tem como não acertar com uma música dessas. Nota 10.

08- Midnight Caller - Chris Von Sneidern
Também ficou muito boa. Mas é difícil ouvir a música sem lembrar do vocalzão grave de Pete Ham. De qualquer forma, nota 9.

09- Baby Blue - Aimee Mann
É difícil para um velho fã como eu, imaginar uma canção de Badfinger na voz de uma mulher. Não vou mentir - não gostei não! Nota 3.

10- Lonely You - Bill Lloyd
Também está com um vocalzinho viadinho e fraco. Também não gostei. 3.

11- Name of the Game - Cockeyed Ghost
Essa ficou boa. Um dos maiores clássicos da banda ganhou um arranjo bacana com vocais divididos entre um agudo e um grave. Algumas passagens, parece que é o próprio Pete que está lá. Nota 10!

PARTE 2 – DOWNLOAD:
http://www.4shared.com/file/3Qj25K0i/Come_and_get_it_obaudoedublogs.html

12- It Had to Be - Cherry Twister
Ficou meio com cara de Bee Gees. Mas tudo bem. Nota 7.

13- Know One Knows - The Salteens
Por ser minha canção preferida de Badfinger, foi a que eu mais criei expectativa. E a única que, de fato, me decepcionou. O rockenrollzão foi transformado numa baladinha melosa com um arranjo estranho e meio viajandão. Não gostei. Zero!

14- I Can't Take It - Dwight Twilley
Essa funcionou direitinho! Ficou demais! Aida com direito a um novo riff de guitarra e bateria sensacional. 10! Nota 10!

15- Suitcase - The Plimsouls
Excelente! Versão bem dançante do clássico criado por Joey Molland. As guitarras dão show! Nota 10!

16- Get Away - The Rooks
Achei um pouco estranho a escolha dessa faixa obscura do disco Ass. É uma músiquinha bonitinha, bacaninha. Mas podiam ter escohido melhor. O arranjo ficou muito parecido com o original com mais ênfase no solo. Nota 8.

17- Just a Chance - Circle Sky
Ficou ótima! Apesar do vocalzinho fraco. Faltou o vozeirão grave e poderoso de Pete Ham novamente. Destaque para os solos e a bateria seca. Nota 9.

18- I'll Be the One - Erik Voeks
Excelente! Nota 10!

19- Better Days - Walter Clevenger
Idem!

20- Icicles - Paranoid Lovesick
Perdeu de longe para a original. Nota 5.

21- Maybe Tomorrow - Al Kooper
Também achei fraquinha. Não gostei dos vocais chorados. Faltou a emoção do Tommy. Nota 4.

22- Apple of My Eye - Lon & Derrek Van Eaton
Essa foi para fechar com chave de ouro! Ficou linda. Com certeza, um dos grandes momentos desse disco. Não ficou devendo nada à original. Ô música linda! Nota 10!

THE KNACK - NO MATTER WHAT

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

ROBERT FREEMAN - FOTÓGRAFO - GÊNIO!

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Robert Feeman, fotógrafo profissional e designer – o preferido dos Beatles – Entre 1963 e 1966, realizou um trabalho notável. Criou, fotografou e produziu, nada mais, nada menos, do que as capas dos álbuns “With The Beatles”, “A Hard Day’sNight”, Beatles For Sale”, “Help!” e “Rubber Soul”. Também foi ele quem criou os cartazes dos filmes “A Hard Day’s Night” e “Help!”.

Robert Freeman, formou-se Artes Visuais e Fotografia em Cambridge em 1959. No verão de 63, já era fotógrafo profissional há mais de dois anos. Ganhou certa reputação pelos trabalhos que fez para o Sunday Times e outras revistas. Foi até Moscou para fotografar Khrushchev no Kremlin, e no início daquele ano, tinha feito o primeiro calendário da Pirelli. Mas o que gostava mesmo era fotografar músicos de jazz em festivais de Londres. John Coltrane e outros. Foram essas fotos desses músicos que o levaram até os Beatles. O contato veio através do agente de imprensa dos Beatles em Londres. Ele o encaminhou para Brian Epstein, empresário dos Beatles, que pediu que lhe enviasse um portfólio. Freeman mandou grandes fotos em preto e branco, a maioria das quais eram retratos de músicos de jazz - Cannonball Adderley, Dizzy Gillespie, Elvin Jones, Coleman Hawkins e John Coltrane. A resposta dos Beatles foi positiva. Eles gostaram das fotos e Brian agendou a primeira sessão de fotos dos Beatles com Freeman em Bournemouth, onde os Beatles tocariam por três noites.

A CAPA DE “WITH THE BEATLES”
"Eles tinham que se encaixar perfeitamente no formato quadrado da capa. Então, ao invés de tê-los todos em uma linha, eu coloquei Ringo no canto inferior direito, até porque ele foi o último a se juntar ao grupo. Ele também era o mais baixo".
Paul McCartney relembra: "Estávamos no corredor de um hotel, todos de blusa rolê preta. O corredor estava muito escuro e parecia um estúdio, e havia uma janela no final, por onde entrava uma luz natural que vinha da direita, iluminando apenas metade dos nossos rostos. Ele conseguiu essa imagem, que muitos acham, até hoje, que estamos mal-humorados. Foi apenas um momento que ele capturou. Ele sentou, pegou um par de filmes, foi só isso".
A idéia original era a de colocar a imagem de ponta a ponta, tomando toda a capa, sem sangramento ou título, mas a gravadora vetou, alegando que os Beatles ainda não eram famosos o suficiente para ter uma capa sem o nome da banda ou título. O primeiro disco com uma capa assim, foi o de estréia dos Rolling Stones, lançado alguns meses depois. A gravadora também tentou vetar a foto, porque os Beatles não estavam sorrindo, e só aceitou, depois da intervenção do próprio George Martin na questão. Por esse trabalho, Freeman recebeu três vezes a mais o valor de um trabalho “normal”.

A CAPA DO “BEATLES FOR SALE”
A capa do álbum Beatles for Sale mostra os Beatles em um cenário de outono fotografados no Hyde Park, em Londres. McCartney relembra: "Essa sessão de fotos foi bastante agradável. As fotos de Robert Freeman ficaram ótimas e foi fácil para todos. Fizemos uma uma sessão com duração de duas horas e teve bastante material para utilizar. Bastava o fotógrafo dizer “prontos?” Todos nós todos usavámos o mesmo tipo de roupas o tempo todo. Pretas, com camisas brancas e grandes lenços pretos".
O álbum também apresenta uma capa dupla, desdobrável, a foto de dentro mostra os Beatles em pé, na frente de uma montagem de fotos. Essa idéia seria imitada depois por Peter Blake na capa do Sgt. Pepper’s.

A CAPA DE “HELP!”

A ideia original de Robert Freeman para a capa de “Help!” era os quatro Beatles movimentando os braços num arremedo a linguagem de sinalização de aeroportos formando a palavra HELP.
No entanto, a verdade é que a foto não especifica nenhuma mensagem. Robert Freeman, confirma isso: "Eu tinha a idéia da linguagem dos semáforos soletrando as letras H-E-L-P. Mas quando chegou a hora do “click”, a disposição dos braços com as letras não aparecia bem. Então decidimos improvisar e acabou com o melhor posicionamento gráfico dos braços.”
A CAPA DE “RUBBER SOUL”
A foto dos Beatles na capa do Rubber Soul parece distorcida. McCartney relata a história por trás disso no capítulo 5 do documentário Anthology. Bob Freeman havia feito algumas fotos dos Beatles na casa de Lennon. Freeman mostrou as fotos a eles, projetando-as em uma folha de cartolina para simular como eles apareceriam na capa do álbum. A folha escorregou e eles apareceram distorcidos. Animados pelo efeito, todos eles gritaram: "Queremos assim! Podemos ter isso? Você pode fazer isso assim?" Freeman respondeu que podia.
O logotipo foi desenhado por Charles Frente.

Em 1960, Freeman casou com uma modelo Alemã - Sonny Freeman, com quem teve dois filhos. Anos depois, casou-se com a escritora Tiddy Rowan com quem teve uma filha. De acordo com a biografia de John Lennon, publicada em 2008 por Philip Norman, entre 1963 e 1965, a esposa de Bob Freeman, Sonny Drane (que pousou nua para o calendário Pirelli em 1964), teve um affair de mais de um ano de duração com John Lennon. Os Lennons e os Freemans moravam no mesmo edifício em Londres. Norman afirmou que ela foi a inspiração para a canção Norwegian Wood. Bob Freeman nunca fez qualquer comentário sobre o assunto.

Confira aqui, outras matérias superlegais com os fotógrafos dos Beatles. Falta Dezo Hoffman. Vou providenciar! Abração!