sexta-feira, 27 de agosto de 2021

PAUL McCARTNEY - McCARTNEY III IMAGINED 😀😀😀😀

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Paul McCartney sabe como impressionar - e, não seria diferente ao reimaginar o McCartney III. Ao lado de convidados magníficos, o 'novo' disco, intitulado McCartney III - Imagined, apresenta remixes satisfatoriamente experimentais e de uma contemporaneidade impecável - com traços de psicodelias espalhados ao longo de todo o álbum. As onze faixas do terceiro autointitulado da discografia, o McCartney III, lançado em dezembro de 2020, foram repensadas para integrarem o McCartney III - Imagined. Ao refletirem a personalidade e identidade musical das parcerias, as músicas ganharam um novo e contemporâneo formato.
McCartney III - Imagined é a versão reinventada de McCartney III , o 18º álbum solo de Paul McCartney. Foi lançado digitalmente em 16 de abril de 2021, com uma versão física lançada em 23 de julho. McCartney recrutou vários colaboradores para remixar e executar as músicas do álbum, incluindo Beck, Dominic Fike, Khruangbin, St. Vincent, Dev Hynes, Phoebe Bridgers, Ed O'Brien, Damon Albarn, Josh Homme, Anderson .Paak, Robert Del Naja e Idris Elba. A versão de Dominic Fike de "The Kiss of Venus" foi lançada como o primeiro single, seguida pela versão de Beck de "Find My Way" e a versão de EOB de "Slidin". A seleção das faixas teve curadoria do próprio McCartney, apresentando "amigos, fãs e novos conhecidos". Para o lançamento, McCartney teve conversas ao vivo via Instagram Live com St. Vincent , Ed O'Brien , Phoebe Bridgers e Josh HommeMcCartney III - Imagined foi recebido com críticas geralmente positivas. A nova roupagem teve músicas retrabalhadas, além de versões e remixes. McCartney III - Imagined contou com participações de músicos de bandas como Radiohead, Massive Attack, Blur e Queens of the Stone Age, além de vários outros artistas. A cada um dos convidados foi pedido que reimaginasse sua música favorita do McCartney III e desse a sua própria assinatura.
Falando sobre a gênese do álbum original, McCartney disse: “Eu estava vivendo a vida trancado em minha fazenda com minha família e ia ao meu estúdio todos os dias. Eu tinha algumas coisas em que trabalhei ao longo dos anos, mas às vezes o tempo acabava e ficava pela metade, então comecei a pensar no que eu tinha. A cada dia, eu começava a gravar com o instrumento com o qual escrevi a música e, gradualmente, sobrepunha tudo”. Ele explicou a alegria de criar música durante a pandemia: “Foi muito divertido. Tratava-se de fazer música para você mesmo ao invés de ter que fazer como um trabalho. Então, eu apenas fiz coisas que imaginei fazer. Eu não tinha ideia de que isso iria resultar em um álbum”.

Dentre os nomes convidados estão o guitarrista do Radiohead Ed O'Brien, Anderson .Paak, Phoebe Bridgers e muitos outros em uma mescla de diversas sonoridades e elementos dos mais variados gêneros - pop, soul, rock, R&B e mais. É fato que Paul McCartney sempre esteve à frente do tempo. Com um talento incomparável e uma sensibilidade artística inigualável, o músico se permite experimentar os mais diversos elementos e gêneros, explorar sonoridades e testar a criatividade em níveis viscerais - desde os anos com os Beatles. Esta unicidade poderosa de McCartney fica visível ao longo das onze faixas remixadas, dispostas a encontrarem o melhor de cada um dos convidados. Dessa vez, portanto, Macca é acompanhado das identidades musicais de cada um dos artistas. Em meio às semelhanças e divergências encaixadas em único projeto, o disco é essencialmente singular. McCartney III - Imagined é um álbum expansivo, emocionante e deliciosamente contemporâneo. Como o próprio ex-Beatle conta, a ideia era, de fato, trazer os elementos particulares de cada um dos convidados e entregar o controle completo das músicas para os colaboradores decidirem os novos formatos. O resultado é um disco experimental com convidados magníficos, escolhidos a dedo por Paul McCartney. McCartney III - Imagined é uma viagem fascinante.

Para abrir o álbum, "Find My Way", em parceria com Beck, foi a escolhida. A faixa animada, guiada por linhas de baixos, brinca com elementos eletrônicos que remetem à psicodelia e os combina com flertes ao groove do funk. Em sequência, recursos clássicos do R&B acompanham "The Kiss Of Venus", que ganhou a cara - e vocais - de Dominic Fike. Repleta de detalhes sonoros, a música é conduzida por um riff de guitarra completamente envolvente. A alucinante "Pretty Boys", reimaginada pelo trio Khruangbin, apresenta fortes referências do soul clássico, dub e psicodelia - costumeiros da banda. A música é uma viagem sonora expansiva e mágica. "Women and Wives" com St. Vincent é um clássico rock and roll. Para potencializar a magnitude, é apoiada pela interpretação vocal de McCartney e por vocais de apoio em um coro poderoso. Mais de R&B no disco aparece na releitura de Blood Orange de "Deep Down" - com falsetes e guitarras finas conduzidos pela intensa bateria. Os dois cantores dividem os vocais em um remix deslumbrante e contemporâneo. Logo após, McCartney III - Imagined ganha as cores do mundo caótico e complexo apresentado na discografia de Phoebe Bridgers. A versão de "Seize The Day" interpretada pela cantora poderia ser facilmente uma faixa de Punisher, disco dela lançado em 2020. Paul McCartney não traria apenas uma faixa que contempla rock clássico, é claro. Em uma colaboração maravilhosa com o guitarrista do Radiohead, Ed O'Brien, e com o músico e produtor Paul Epworth, "Slidin'" entrega um frescor tradicional do rock and roll, com muita guitarra e uma aproximação a elementos psicodélicos. Uma das versões mais contemporâneas deMcCartney III - Imagined é a parceria com Damon Albarn - músico de bandas como Blur e Gorillaz. "Long Tailed Winter Bird" é um dub de experimentações fascinantes em uma complexa faixa instrumental, que lembra muito a icônica estética sonora do Gorillaz. Josh Homme, do Queens of The Stone Age, junta-se a Paul McCartney para a versão de "Lavatory Lil". A música traz um atraente, convidativo, maduro e bem-construído rock and roll, refletindo a experiência de ambos no consagrado gênero musical. Com Anderson .Paak, "When Winter Comes" é um lo-fi soul interpretado pelo icônico cantor norte-americano. Leve, suave e encantadora, a faixa antecede a última viagem intensa e psicodélica do disco. Para fechar a aventura pelas mais diversas sonoridades modernas, expansivas e características, a longa "Deep Deep Feeling" ganhou um remix magnético de 11 minutos do artista britânico, Robert Del Naja, conhecido como 3D. A música final é uma festa experimental repleta de elementos contemporâneos, que curiosamente representa muito bem a proposta ousada e grandiosa de todo o McCartney III - Imagined. É incrível acompanhar um projeto de um artista com mais de 50 anos de carreira, que mostra maestria ao se reinventar.
Mesmo único e excêntrico, o disco aposta no mais moderno formato da indústria musical - o "feat", as famosas colaborações musicais. Com um olhar moderno e artístico para as parcerias, as canções transbordam individualidades ao combinar as mais diversas e espetaculares estéticas musicais. Não é à toa que Paul McCartney segue sendo um artista fascinante aos 79 anos - e McCartney III - Imagined evidencia mais uma das complexas dimensões fantásticas trazidas pelo músico ao longo da influente e prestigiada discografia. Seja com rock clássico ou se aventurando em outras sonoridades, o artista sabe entregar um disco potente e poderoso. McCartney III - Imagined já está disponível em todas as plataformas digitais, inclusive aqui no Baú.

A ESTRANHA MORTE DE BRIAN EPSTEIN

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Brian Epstein era homossexual. O que só se tornou público tempos depois de sua morte. A homossexualidade de Brian era conhecida entre os mais próximos, inclusive os Beatles. Devido a uma maior proximidade que tinha com John Lennon surgiram rumores que os dois tiveram um breve caso numa viagem que fizeram juntos para a Espanha em abril de 1963. Pouco depois de começar a empresariar os Beatles, Brian começou a tomar anfetaminas. Para ele era o único meio de manter-se acordado até altas horas durante as exaustivas turnês. Mais tarde, se envolveu  no uso de outras drogas como a maconha e o LSD. Pouco antes de sua morte, Brian foi internado na clínica Priory tentando se livrar do uso de anfetaminas e da insônia. Sua última visita aos estúdios de gravação foi em 23 de agosto. No dia seguinte ele partiu para sua casa no campo em Uckfield (Sussex) para férias. Chegando em Uckfield, resolveu voltar a Londres. No dia 27 de agosto de 1967, Brian Epstein foi encontrado morto em seu quarto, aos 32 anos. No laudo, constava "morte acidental" por overdose de Carbitol, um medicamento para insônia. No dia do falecimento, os Beatles estavam em Bangor meditando com o guru Maharishi Mahesh Yogi quando souberam da notícia e ficaram visívelmente chocados. O corpo de Brian encontra-se sepultado no Cemitério Judaico Kirkdale, Kirkdale, Merseyside na Inglaterra.

Sobre a morte de Brian, John Lennon disse: "Estávamos no País de Gales com o Maharishi. Havíamos acabado de assistir à sua primeira palestra quando recebemos a notícia. Fiquei chocado, todos nós ficamos, e fomos falar com o Maharishi. ‘Ele morreu’, dissemos, e ele, como um idiota, dizia em tom paternal, ‘Esqueçam, fiquem felizes, sorriam’, e foi o que fizemos. Senti o que qualquer um sente quando uma pessoa íntima morre: algo dentro de nós dizendo de forma descontrolada, ‘ainda bem que não fui eu’. Não sei se você já passou por isso, mas muitas pessoas próximas a mim morreram e eu pensei ‘Que droga! Não há nada a fazer’. Sabia que estávamos em uma enrascada. Estava assustado, pois não tinha nenhuma ilusão de que pudéssemos fazer qualquer outra coisa a não ser tocar, e pensei ‘Estamos acabados’. Eu gostava de Brian e tivemos uma relação estreita durante anos, por isso não quero que nenhum estranho seja nosso empresário, simplesmente isso. Gosto de trabalhar com amigos. Eu era o mais próximo de Brian, tão próximo quanto se pode ser de alguém que leva um estilo de vida ‘gay’, e você não sabe o que ele faz por fora. De todos os Beatles, eu era o mais próximo de Brian e realmente gostava muito dele. Nós tínhamos plena confiança nele como empresário. Para nós, ele era o especialista. Bem, no começo ele tinha uma loja e achávamos que qualquer um que tivesse uma loja sabia o que fazer. Ele costumava encantar e seduzir a todos, mas, às vezes explodia, tinha acessos de raiva e tinha crises de poder e, então, sabíamos que iria desaparecer por alguns dias. De tempos em tempos, entrava em crise e todo o negócio parava, pois ficava prostrado na cama, tomando soníferos por dias a fio. Às vezes desaparecia, porque fora espancado por algum estivador em Old Kent Road. No início, não sabíamos o que realmente acontecia, mas, mais tarde, descobrimos a verdade. Nunca teríamos conseguido chegar ao topo sem sua ajuda e vice-versa. No começo de nossa carreira tanto Brian quanto nós contribuímos, nós tínhamos o talento e ele fazia as coisas acontecerem. Mas ele não tinha força suficiente para nos controlar. Nunca conseguiu que fizéssemos algo que não queríamos”.

IMAGEM DO DIA - BRIAN EPSTEIN DEAD

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THE BEATLES - BRIAN EPSTEIN BLUES

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Em 19 de julho de 1968, menos de um ano após a morte de Brian Epstein, durante as gravações do Álbum Branco, mais exatamente durante as sessões de “Sexy Sadie”, depois de mais de 20 takes, John Lennon improvisou uma estranha música pouco elogiosa, que tinha como tema o empresário dos Beatles, Brian Epstein, enquanto os outros improvisavam no fundo. Essa música nunca apareceu em nenhum dos lançamentos oficias, mas se tornou bem conhecida através de bootlegs, como “Unsurpassed Masters Vol. 4”
"Brian Epstein Blues" é a única música que um Beatle escreveu referindo-se a Brian Epstein pelo nome, mas, definitivamente, essa música esquisita definitivamente não é um tributo.
É sobre Brian Epstein e seu irmão Sam?
Eles estavam trabalhando em uma mina de carvão fazendo o que eu sou.
E o irmão Andy, ele está desligando o fogo.
Mas se você contar ao Tom sobre seu irmão Sam,
wah dap, a wah dap bop ...
Wah dup a ba ba bow, sobre seu irmão Clyde,
ele é um velho sujo.
Bem, e quanto a Brian Epstein, ele está maldito na prisão.
Ele está trabalhando na mina de carvão sentado morto como um fracassado (?).
A mãe dele tem uma rainha. Bem, ela é a rainha de todos eles.

RAUL SEIXAS - JUDAS - SENSACIONAL!*****

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Poucos nomes na história são tão identificados com o mal como Judas Iscariotes, o discípulo que traiu Jesus com um beijo e o entregou à morte certa. No entanto, nos últimos anos, graças à arqueologia, mas também à literatura, a imagem do discípulo maldito do Novo Testamento mudou profundamente para se situar em um terreno muito mais ambíguo. Judas desempenhou um papel importante na história bíblica, se ele não tivesse traído Cristo, não teria cumprido a profecia, Jesus pagou nossos pegados com seu sangue. Raul trouxe um Judas extremamente “querido” por Jesus, e que fez dele peça importante para que sua missão pudesse ser realizada. Judas não foi um traidor apenas, ele foi o caminho que fez com que Jesus ficasse conhecido e reverenciado até hoje. O refrão especificamente, se refere ao Congresso Nacional e a politicalha brasileira: “Mas é que lá em cima lá na beira da piscina, olhando simples mortais. Das alturas fazem escrituras e não me perguntam se é pouco ou demais”.

“Judas” é a faixa de abertura de ‘Mata Virgem’, o oitavo álbum de estúdio do cantor e compositor Raul Seixas, lançado em 1978. Raul retirou-se numa fazenda na Bahia, visando curar-se de uma pancreatite que o consumo intenso de álcool lhe causara - condição que lhe acompanharia por muitos anos e eventualmente provocaria a sua morte. Lá, conheceu sua futura companheira, Tânia Menna Barreto, com quem compôs "Mata Virgem". Também retomou rapidamente a parceria com Paulo Coelho em algumas músicas como "Judas" e "As Profecias". Ambos tinham uma relação complicada e não se davam bem, tornando-se este o último álbum em que participaram juntos. Nessa breve volta com Paulo Coelho, Raul aproveitou para retomar algumas das linhas mestras de sua obra. A novidade é que aqui ele não se furtou a experimentar com a música da moda, e se jogou de cara na discotheque logo na aber­tura, com “Judas”, canção ornada por cordas patinantes em que deu voz ao odiado personagem da Bíblia. O disco foge um pouco do rock and roll característico do cantor, contando com ritmos como baião, forró e música caipira. O álbum não foi bem sucedido na época, por causa da má divulgação e a crítica também não ajudou.

THE BEATLES - 1 HORA DE 'I SAW HER STANDING THERE' - SENSACIONAL!

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quarta-feira, 25 de agosto de 2021

THE BEATLES - I WANT TO HOLD YOUR HAND - ISOLATED GUITARS - SENSACIONAL!

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PAUL MCCARTNEY - THE LYRICS: 1956 TO THE PRESENT

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Em fevereiro de 2021, Paul McCartney anunciou que preparava o lançamento de um livro sobre suas canções. "The Lyrics: 1956 to the Present" no formato de um conjunto de dois volumes em 2 de novembro nos Estados Unidos e Reino Unido. Pois bem, lançamento confirmado, “The Lyrics: 1956 to the Present” tem nada menos que 960 páginas. E McCartney revelou nesta segunda-feira (23) as 154 músicas que foram selecionadas com bases em conversas entre o artista e o poeta Paul Muldoon. Descrito como um “autorretrato em 154 canções”, o livro abrange toda a carreira e inclui clássicos como “Blackbird”, “Live and Let Die”, “Hey Jude”, “Band on the Run” e “Yesterday”. A editora Allen Lane disse que o livro também incluiria a letra da música não gravada “Tell Me Who He Is”. As letras manuscritas e nunca antes vistas foram encontradas em um dos cadernos de McCartney – que se acredita remontar ao início dos anos 1960. Além disso terão letras manuscritas, fotografias pessoais, rascunhos e desenhos nunca antes vistos. Cada música – de “All My Loving” a “Yellow Submarine” – virá com comentários de McCartney sobre sua criação. Este lançamento, visa contar a vida e arte de Paul McCartney, através das 154 canções de todas as fases de sua carreira – desde suas primeiras composições de infância, passando pela lendária década dos Beatles, o período com o Wings e seus álbuns solo até o presente. McCartney descreve as circunstâncias em que as canções foram escritas, as pessoas e lugares que as inspiraram, e o que ele pensa delas agora. Além disso, rascunhos, cartas e fotografias nunca visto antes estarão no recheio dando aos fãs um verdadeiro tesouro. McCartney explica a premissa dos livros: “Mais frequentemente do que consigo contar, me perguntam se eu escreveria uma autobiografia, mas o momento nunca foi certo. A única coisa que sempre consegui fazer, seja em casa ou na estrada, é escrever novas canções. Sei que algumas pessoas, quando chegam a uma certa idade, gostam de abrir um diário para relembrar seus dias, seus eventos do passado, mas não tenho diários. O que tenho são minhas canções, centenas delas, que aprendi que têm quase o mesmo propósito. E essas canções abrangem minha vida inteira”, escreveu Paul McCartney. E aqui no Baú, a gente confere a lista completinha de todas as músicas dos dois livrões:

Em seu canal no You Tube em fevereiro, Paul McCartney disponibilizou um vídeo do trailer oficial do livro ao som de "Calico Skies" do excelente Flaming Pie.

CHARLIE WATTS - BATERISTA DOS ROLLING STONES - 1941/2021

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O baterista dos Rolling Stones, Charlie Watts, morreu aos 80 anos, segundo a assessoria de imprensa do músico. "É com imensa tristeza que anunciamos a morte de nosso amado Charlie Watts", afirma a equipe do baterista, em um comunicado. "Ele faleceu em paz em um hospital de Londres, hoje cedo, cercado por sua família". A nota afirma que Watts era "um querido marido, pai e avô" e "um dos maiores bateristas de sua geração". O comunicado acrescentou: "Pedimos gentilmente que a privacidade de sua família, membros da banda e amigos próximos seja respeitada neste momento difícil". A morte de Watts ocorre semanas depois de ter sido anunciado que ele não iria participar da turnê da banda nos Estados Unidos. Segundo a banda, ele estaria em recuperação de um procedimento médico não especificado. Watts já havia se recuperado de um câncer de garganta, em 2004. Ele era membro dos Stones desde janeiro de 1963, quando se juntou a Mick Jagger, Keith Richards e Brian Jones.

O trabalho de Watts era a base que escorava a música dos Rolling Stones. Ao mesmo tempo, para o baterista, tocar em uma banda que virou sinônimo de rock & roll não resultou na mesma "ego trip" vivenciada pelo vocalista Mick Jagger e o guitarrista Keith Richards. Fã do jazz, Watts "disputava" com o ex-baixista Bill Wyman o título de membro menos carismático da banda; ele evitava os holofotes e raramente dava entrevistas.
Nascido em 2 de junho de 1941, em Londres, Watts vinha de uma família operária. Seu pai era motorista de caminhão, e ele cresceu em uma casa pré-fabricada para onde sua família se mudou depois de bombardeios alemães durante a Segunda Guerra terem destruído centenas de casas na região londrina onde moravam. Um amigo de infância certa vez descreveu a paixão de Watts pelo jazz e lembra de escutar álbuns de artistas como Jelly Roll Morton e Charlie Parker no quarto do jovem. Na escola, Watts desenvolveu o gosto e o talento pela arte. Formou-se na Escola de Arte Harrow e trabalhou como designer gráfico em uma agência de publicidade. Mas seu amor pela música era a força dominante em sua vida. Ele havia ganhado dos pais um conjunto de bateria aos 13 anos, no qual ele tocava ao som de seus discos de jazz.

Até que ele começou a se apresentar como baterista em casas noturnas e pubs e, em 1961, recebeu de Alexis Korner o convite para tocar em sua banda, Blues Incorporated. Ali também tocava o guitarrista Brian Jones, que levou Watts para a então iniciante banda The Rolling Stones - que havia perdido seu baterista original, Tony Chapman. O resultado daquele encontro inicial, segundo Watts descreveria mais tarde, foram "quatro décadas vendo o traseiro de Mick Jagger na minha frente". A habilidade e a experiência de Watts são consideradas inestimáveis. Junto com Wyman, ele fazia um contraponto às guitarras de Richards e Jones e à performance de Jagger. Além de sua habilidade musical, ele encontrou utilidade também para sua experiência em design gráfico. Participou da confecção da capa do álbum de 1967, Between the Buttons, e ajudou a criar os projetos de palco, que se tornariam cada vez mais importantes nas turnês.
Foi dele a ideia de promover a turnê de 1975 nos EUA com uma apresentação na traseira de um caminhão que se movia por Manhattan, em Nova York. Ele lembrava-se de que bandas de jazz de Nova Orleans haviam usado dessa estratégia, que depois seria copiada também por bandas como AC/DC e U2. Seu estilo de vida nas turnês contrastava com o dos demais integrantes dos Stones. Ele era conhecido por rejeitar as hordas de groupies que acompanhavam a banda nas viagens, mantendo-se fiel a sua esposa, Shirley, com quem havia se casado em 1964. No entanto, nos anos 1980, durante o que depois descreveria como uma crise de meia-idade. Watts viu sua vida descarrilar com bebidas e drogas, resultando em um vício em heroína. "Fiquei tão mal que até o Keith Richards, abençoado seja, me pediu que me compusesse", ele contou certa vez. Ao mesmo tempo, sua esposa também enfrentava o alcoolismo, e sua filha, Seraphina, havia se tornado uma jovem "rebelde", sendo expulsa de uma escola de prestígio por fumar maconha.
Nesse período, a relação de Watts com Jagger também chegou a seu ponto mais baixo. Um episódio famoso se desenrolou em um hotel de Amsterdã, em 1984, quando Jagger, bêbado, teria acordado Watts berrando ao telefone: "onde está o meu baterista?" - Watts respondeu com uma visita ao quarto de Jagger, onde lhe desferiu um soco e disse "nunca mais me chame de 'seu baterista', seu maldito cantor". A crise durou dois anos e ele emergiu dela, sobretudo, com a ajuda de Shirley. Dono de uma fortuna estimada em 80 milhões de libras (equivalente hoje a R$ 576 milhões) como resultado da duradoura popularidade dos Stones, Watts vivia com sua esposa em uma fazenda em Devon, na Inglaterra, onde criavam cavalos. Ele também havia se tornado uma espécie de especialista em antiguidades, e coletava desde memorabilia da Guerra Civil Americana até carros antigos - o que é curioso, uma vez que Watts não dirigia. Nos intervalos das turnês, Watts alimentava seu amor pelo jazz. Embora gostasse de toar rock e amasse seu trabalho nos Stones, ele diz que o jazz lhe dava "mais liberdade".

Sempre elegante - Watts costumava figurar em listas de homens mais bem vestidos -, ele se manteve com os pés no chão durante sua carreira em uma das bandas mais longevas da história. "Dizem que é para ser sexo, drogas e rock & roll", ele disse uma vez. "Eu não sou bem assim".

Os dois Beatles vivos prestaram suas homenagens: "Deus abençoe Charlie Watts, nós vamos sentir sua falta, cara. Paz e amor para a família", disse Ringo Starr.
"Tão triste ouvir que o Charlie Watts, baterista dos Stones, morreu. Ele era um cara amável. Eu sabia que ele estava doente, mas não sabia que estava tão doente. Então muito amor para sua família, esposa e amigos e família estendida. E condolências para os Stones, foi um golpe enorme para eles, porque Charlie era uma rocha, um baterista fantástico, firme como uma rocha. Então, nós vamos sempre te amar, Charlie, um homem lindo. E muitas condolências para a família". Disse um abatido Paul McCartney.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

THE BEATLES - YES IT IS - SENSACIONAL!******

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“Yes It Is” é uma música dos Beatles composta por John Lennon (creditada a Lennon – McCartney), e lançada pela primeira vez em 1965 como lado B de "Ticket to Ride"“Yes It Is” apresenta algumas das harmonias vocais de três partes mais complexas e dissonantes dos Beatles e mostra o uso inicial da guitarra de pedal de volume por George Harrison. Especialistas descrevem a música como tendo um "movimento harmônico rico e incomum". John uma vez comentou ter feito no passado canções de amor apenas para "o mercado". É difícil encontrar as canções às quais ele se referia. No entanto, “Yes It Is” era uma música da qual anos depois ele se envergonharia especialmente, zombando do verso "for red is the colour that will make me blue". John afirmava que ela nada mais era do que uma tentativa de reescrever "This Boy", uma vez que elas tinham os mesmos acordes, harmonia e "falatório sem sentido". A letra gira em torno de um pedido para que a garota não use vermelho naquela noite, pois essa era a cor que a garota que o autor quer esquecer usava, e esquecê-la é a única forma de poder ser feliz com a nova garota.
“Yes It Is” foi lançada como lado B de "TicketTo Ride" tanto na Inglaterra quanto nos EUA em abril de 1965. Foi gravada no estúdio da EMI em Abbey Road, produzida por George Martin, tendo Norman Smith como engenheiro. Ao longo de uma sessão de gravação de cinco horas, os Beatles tentaram 14 tomadas da faixa básica antes de aperfeiçoá-la. “Yes It Is” foi gravada em 16 de fevereiro de 1965, no mesmo dia em que completaram "I Need You" de George Harrison. Depois de completar a pista de ritmo, John, Paul e George gravaram suas harmonias vocais em três horas, cantando juntos ao vivo usando a sugestão de George Martin que eles cantassem sua harmonia de três partes no estilo de um quarteto de barbearia. John Lennon canta o vocal principal com faixa dupla e toca violão semi-acústico; Paul McCartney faz harmonia vocal e toca baixo; George Harrison também faz harmonia vocal e toca a guitarra solo; e Ringo Starr toca sua bateria e pandeiro.
Além de lado B de "TicketTo Ride", “Yes It Is” foi lançada nos Estados Unidos no álbum Beatles VI (utilizando o remix estéreo "duofônico" da faixa mono original, com eco e reverberação adicionais) e em álbuns de compilação subsequentes, incluindo Love Songs, a versão britânica do álbum Rarities, Only the Beatles, um cassete promocional britânico da Heineken Beer em 1986 (no qual fez sua primeira aparição em estéreo verdadeiro), Past Masters, Volume One e também no Anthology 2 em uma versão alternativa que combina a segunda e a décima quarta tomadas. Apesar de John Lennon não gostar,  “Yes It Is” é uma das canções mais bonitas daquela fase. Sim, é.  No Brasil, “Yes It Is” virou “Demais”, em 1986, na versão feita por Zé Rodrix e Miguel Paiva, interpretada por Verônica Sabino. Foi um dos maiores sucessos daquele ano e fazia parte da trilha sonora do remake da novela Selva de Pedra.

PAUL McCARTNEY - COMING UP - SENSACIONAL!❋❋❋❋❋

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"Coming Up" foi gravada durante o verão de 1979 e lançada como single em 1980 atingindo o número 2 na parada do Reino Unido. Nos Estados Unidos e no Canadá, a versão ao vivo da canção interpretada por Paul McCartney e Wings (lançada como o lado B do single) teve um sucesso muito maior, chegando ao #1 nos EUA.

"Coming Up" também foi a faixa escolhida por McCartney para abrir o álbum “McCartney II”, que tornou-se conhecido por ser mais eletrônico e experimental.
O videoclipe de "Coming Up" apresenta Paul McCartney interpretando dez papéis (ele mesmo, dois guitarristas, um baixista, um baterista, um tecladista e quatro saxofonistas) e Linda McCartney tocando dois (uma cantora alternativa e um cantor alternativo masculino .) A "banda" identificada como "The Plastic Macs" na bateria (uma homenagem à Plastic Ono Band conceitual de Lennon), apresenta imitações de Paul e Linda de vários estereótipos de músicos de rock, bem como alguns músicos identificáveis. Em seu comentário de áudio sobre a coleção de vídeos de 2007 The McCartney Years, McCartney identificou personagens que eram personificações de artistas específicos: Hank Marvin (guitarrista dos Shadows), Ron Mael de Sparks (teclados), uma versão de si mesmo nos tempos da Beatlemania, um baterista vagamente inspirado por John Bonham do Led Zeppelin. Enquanto outros, como os autores Fred Bronson e Kenneth Womack , sugeriram que existem outras personificações identificáveis ​​no vídeo, como Andy Mackay, Frank Zappa e Buddy Holly. McCartney disse que os outros papéis eram simplesmente um alívio cômico. O vídeo estreou no Reino Unido no The Kenny Everett Video Show em 14 de abril de 1980 e nos Estados Unidos no Saturday Night Live em 17 de maio de 1980. No Brasil, foi exibido pela primeira vez no Fantástico. “Coming Up” chegou ao primeiro lugar das 100 mais da revista Billboard, sendo até então, a única música de Paul, em carreira solo (sem os Wings), a conseguir tal feito. No Brasil, também fez um sucesso absurdo.
John Lennon descreveu "Coming Up" como "um bom trabalho" e, de acordo com McCartney, levou Lennon a retornar às gravações em 1980. Lennon posteriormente declarou sua preferência pela versão de estúdio em vez da versão ao vivo que foi lançada como um single: "Achei que Coming Up era ótimo e gosto mais da versão esquisita que ele fez em seu celeiro do que daquela ao vivo em Glasgow"O compacto com a música, com “Coming Up” ao vivo e "Lunch Box-Odd Sox" no lado B, foi lançado dia 11 de abril de 1980. Eu comprei o meu assim que saiu e ainda tenho até hoje. Na época, eu quase fiquei doido de tanto ouvir “Coming Up”. Esse meu disquinho, é a prova viva de que é impossível um disco de vinil furar. Em julho de 1980, foi a última vez que viajei com meus pais e irmãos para Balsas no Maranhão. Antes da viagem, gravei uma fitinha cassete de 60 minutos - 30 de cada lado, só com “Coming Up”. Minha família sofreu muito nessa viagem daqui pra lá num Corcelzinho bege 1978 ocupado por seis, tanto na ida, como na volta. “Coming Up” é para mim, sagrada! uma das melhores músicas de Paul em sua carreira. Adoro!

sábado, 21 de agosto de 2021

THE BEATLES - EIGHT DAYS A WEEK (from the film Eight Day's a Week (2017) *****

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TRAVELING WILBURYS - END OF THE LINE - SENSACIONAL!*****

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"End of the Line" é uma música do supergrupo Travelling Wilburys, lançada em outubro de 1988, como a última faixa do álbum de estreia, Traveling Wilburys Vol 1. Também foi lançada como o segundo single da banda, em janeiro de 1989. A gravação apresenta todos os Wilburys, exceto Bob Dylan como vocalistas: George Harrison, Jeff Lynne e Roy Orbison cantam os refrões, enquanto Tom Petty canta a maioria dos versos.
"End of the Line" foi escrita principalmente por Harrison. Em consonância com o conceito colaborativo por trás do projeto Wilburys, no entanto, todos os cinco membros receberam crédito de composição. Nos Estados Unidos, o single chegou ao número 63 na parada da Billboard Hot 100.

Roy Orbison morreu repentinamente de ataque cardíaco no dia 6 de dezembro de 1988, aos 52 anos. Os Traveling Wilburys haviam marcado a filmagem do vídeo promocional de "End Of The Line" para o dia 10 e não poderiam desmarcar. Assim, quatro dias depois da morte de Orbison, para homenageá-lo e honrá-lo, os Wilburys Spike (George Harrison), Clayton (Jeff Lynne), Muddy (Tom Petty) e Boo (Bob Dylan) deixaram sua guitarra em uma cadeira de balanço vazia enquanto tocavam. O videoclipe de "End of the Line" foi dirigido por Willy Smax e filmado em Los Angeles no dia 10 de dezembro de 1988, há quase 33 anos.

THE BEATLES - EVERY LITTLE THING - SENSACIONAL!*****

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Durante muito tempo, achei que "Every Little Thing", do álbum Beatles For Sale, fosse escrita principalmente por John Lennon, afinal, a voz principal é a dele e sempre, o autor é quem cantava, oras! Me surpreendi quando descobri que foi escrita por Paul para Jane Asher e tinha muito da mesma temática de "Things We Said Today". Segundo Steve Turner, em seu livro "The Beatles - A história por trás de todas as canções", ela reflete os valores de uma era e conta a história de um rapaz de sorte, cuja namorada o ama tanto que faz tudo por ele. É mais uma canção que não cairia tão bem nos tempos de hoje porque as necessidades da garota nem ao menos são consideradas, e presume-se que ela esteja satisfeita servindo ao homem. Ironicamente, foram as atitudes expressas nessa música que Jane Asher viria a desafiar mais tarde quando disse ao noivo que precisava se dedicar mais à sua carreira de atriz. Para ela não bastava ser apenas a namorada de um dos pop stars mais desejados do mundo, ela queria deixar sua própria marca no universo das artes. A música é tida como obra só de Paul, que criou a base dessa canção em seu quarto na residência dos Asher, mas John disse que lembra de ter acrescentado alguma coisa também.
"Every Little Thing", assim como "I Don’t Want To Spoil The Party” é outra das subestimadas faixas do lado B de "Beatles For Sale", o também subestimado álbum do final de 1964, gravado às pressas em meio às turnês, para ser lançado antes do Natal.
Os Beatles gravaram "Every Little Thing" para seu quarto álbum de estúdio, Beatles for Sale, durante um período em que a produtividade de Lennon e McCartney como compositores havia sofrido como resultado dos compromissos da banda em turnês internacionais. Em Many Years from Now, McCartney disse que pretendia que a música fosse o próximo single, mas "não tinha exatamente o que era necessário" e foi lançada como uma faixa do álbum. O grupo gravou a música em quatro tomadas no estúdio da EMI em Abbey Road em 29 de setembro de 1964, e mais cinco em 30 de setembro. O produtor foi George Martin, claro, que teve Norman Smith como engenheiro. John Lennon canta o vocal principal (duplicado), toca guitarra solo e acústica; Paul McCartney também canta, toca baixo e piano; George Harrison toca violão; e Ringo Starr, bateria e tímpanos. Além de Beatles For Sale"Every Little Thing" também aparece no álbum americano Beatles VI.
"Every Little Thing"  pode não ser uma das mais lembradas músicas dos Beatles, mas também está longe de ser das piores. O famoso e consagrado autor - Hunter Davis, em seu livro "As Letras dos Beatles - A história por trás das canções" diz que nem sequer a conhecia ou lembrava dela, não é nada generoso: "Esta faixa me surpreendeu - ao tocá-la agora, percebi que não a conhecia e não tinha lembrança de tê-la ouvido nos anos 1960. Não é de admirar, suponho, já que é muito fácil de esquecer, triste, com uma batida sem brilho e palavras pobres - cada coisinha que a garota faz é por causa dele".

Em 1969, o Yes fez uma cover de "Every Little Thing" em seu álbum de estreia. Sua cover transformou a música em uma parede grunge de som com várias mudanças de ritmo e tom e uma abertura de jam estendida que também faz referência a "Day Tripper" dos Beatles.

ATENÇÃO: O BAÚ DO EDU ADVERTE...

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sexta-feira, 20 de agosto de 2021

PAUL McCARTNEY - EVERY NIGHT*****

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A PEDIDOS - THE BEATLES - ANY TIME AT ALL - SENSACIONAL!

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Especialmente para minha amiga Dayse Cristina Amaral Dias. Postagem publicada em 9 de outubro de 2020.

Depois de escrever as canções que seriam usadas no filme, a corrida agora era para criar as músicas que preencheriam o segundo lado do álbum com a trilha sonora. John era obviamente o compositor mais prolífico da época, tendo escrito cinco das sete músicas do filme e em via de compor quase todas as canções do lado 2, com exceção de uma, "Things We Said Today", de Paul.
“Any Time At All”, John admitiu depois, tinha sido reescrita a partir de uma canção anterior, “It Won t Be Long”, usando a mesma progressão de acordes e a mesma forma de cantar (gritando) durante a gravação. “Any Time At All” foi gravada durante a sessão final para o álbum em 2 de junho de 1964. Embora a música tenha sido lançada pela primeira vez no Reino Unido em A Hard Day's Night, nos EUA, apareceu no LP Something New. Ambos os álbuns foram lançados em julho de 1964.
“Any Time At All” ainda estava inacabada quando John Lennon a trouxe para o estúdio na tarde de 2 de junho de 1964. Os Beatles gravaram inicialmente sete tomadas da faixa rítmica, além de vocais de Lennon. O grupo correu para gravar “Things We Said Today” e “When I Get Home” antes de retomar “Any Time At All” quando já era noite. Naquela noite, gravaram quatro outras tomadas. Na última, take 11, adcionaram piano, violão e vocais. Foi primeiro mixada para mono em 4 de junho, mas isso foi descartado e novas mixagens mono e estéreo foram feitas em 22 de junho. Toda a composição de “Any Time At All” de última hora significou que os Beatles nunca chegaram a escrever a letra para a parte do meio. McCartney sugeriu um conjunto de acordes de piano, aos quais eles pretendiam adicionar letra, mas não conseguiram escrever nada. George Martin fez um solo de piano com ecos de guitarra de George Harrison levemente reproduzindo nota-por-nota. McCartney canta o segundo "Any Time At All" em cada coro, porque Lennon não conseguiu alcançar as notas. O prazo para as combinações finais do álbum significou que ele foi lançado em seu estado não intencionado, com “Any Time At All” não completada.

O álbum “A Hard Day’s Night” foi lançado em 10 de julho no Reino Unido. A letra manuscrita de John Lennon para “Any Time At All” foi vendida por £ 6.000 em um leilão realizado na Sotheby's em Londres, em 8 de abril de 1988.😃😃😃

BRYAN ADAMS - ANY TIME AT ALL***

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EVAN RACHEL WOOD - IT WON'T BE LONG - ACROSS THE UNIVERSE

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WINGS - BIG BARN BED

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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

AS INCRÍVEIS FOTOGRAFIAS DE RAFAEL LAVENÈRE

9 comentários:

Apesar de seus governantes, Brasília é realmente uma cidade fantástica, que enche de muita luz e traz qualidade de vida para todos que aqui vivem. E viver no Plano Piloto, uma das regiões mais arborizadas dos centros urbanos do Brasil, é um privilégio incomparável e viver na ponta extrema da Asa Norte, deixa tudo ainda mais formidável. A 116 é a última quadra da Asa Norte, já bem próxima do lago Paranoá e do Parque Olhos d'Água. Por ser uma das quadras mais arborizadas da ponta norte, a quantidade de vida que se prolifera aqui é bem abundante. Árvores das mais variadas espécies, a maioria frutíferas, estão em toda parte, onde quer que se olhe.

Centenas de pássaros e passarinhos de todas as formas e tamanhos, enchem de alegria, música e cor, a vida dos sortudos moradores da 116 Norte. Tucanos, araras, corujas, carcarás, todos podem ser vistos por qualquer um, a qualquer hora do dia. E aqui, a gente vai conferir tudo isso nas belíssimas fotografias do meu querido amigo Rafael Lavenère, que conheci há 30 anos quando ele foi trabalhar na OUR Publicidade. Além de excelente fotógrafo, Rafael também é designer gráfico, videomaker e ilustrador de mão cheia. Chega de papo e vamos conferir a passarinhada pelos olhos do Rafael. Verdadeiro delírio visual! Obs: todas as fotos foram tiradas na 116 Norte.