quinta-feira, 22 de agosto de 2019

THE BEATLES – MAXWELL’S SILVER HAMMER - SENSACIONAL!*****

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A alegre “Maxwell’s Silver Hammer” é a 3º faixa do álbum Abbey Road, dos Beatles, lançado em 26 de setembro de 1969. Foi composta por Paul McCartney (creditada a Lennon e McCartney) e que fala sobre um maníaco homicida chamado Maxwell que usava um martelo prateado para acabar com suas vítimas, chegou a considerada por seu autor como um potencial single dos Beatles. Mas acabou sendo mais uma faixa do álbum. McCartney escreveu a música em outubro de 1968, tarde demais para entrar no Álbum Branco. Os Beatles também a ensaiaram no Twickenham Film Studios em janeiro de 1969. O filme Let It Be mostra McCartney ensinando a música aos outros Beatles, claramente menos entusiasmados. “Maxwell’s Silver Hammer” foi particularmente ridicularizada por John Lennon, que não tocou nela. Foi gravado ao longo de três dias, enquanto Lennon e Yoko Ono estavam se recuperando de um acidente de carro sofrido na Escócia.
O comentário de Lennon, no entanto, é enganoso e injusto; “Hammer” foi gravada em apenas três sessões, além de um overdub de Moog feito sozinho por Paul alguns dias depois. Além disso, não houveram os caros overdubs de orquestra que aparecem em várias outras músicas do álbum. O desgosto de Lennon com a música era compartilhado por George Harrison, que geralmente não gostava das músicas caprichosas de McCartney, e em uma entrevista à Rolling Stone em 2008, Ringo Starr apoiou a avaliação de Lennon: “A pior sessão de todas foi a de Maxwell Silver Hammer. Foi a pior faixa que já tivemos para gravar. Aquilo durou por semanas”.
As gravações começaram em 9 de julho de 1969. McCartney, Harrison e Ringo gravaram 21 tomadas da faixa básica (embora não houvesse tomadas de 6 a 10), e passaram mais de duas horas gravando guitarras. Em 10 de julho, McCartney adicionou mais piano, George Martin tocou órgão Hammond, Ringo bateu uma bigorna e Harrison gravou uma parte de guitarra, alimentada por um alto-falante de Leslie rotativo. Pul também gravou mais vocais, e George e Ringo se juntaram a ele nos backing vocals. Mais guitarra e vocais foram adicionados em 11 de julho. “Maxwell’s Silver Hammer” foi finalmente concluída em 6 de agosto, quando McCartney gravou seu solo de sintetizador Moog.

‘Maxwell’s Silver Hammer’ foi criada para o álbum The Beatles (álbum branco) em outubro de 1968, porém não foi gravada. Ensaiada em janeiro de 1969 no Twickenham Film Studios, conforme pode ser visto no filme Let It Be, sua gravação teve início no dia 9 de julho de 1969. No dia 14 de agosto foi mixada para estereo e no dia 25 de agosto de 1969 editada para a fita master. Participaram da gravação final: Paul McCartney - vocal principal, vocalização, overdubb de guitarra e piano; George Harrison - vocalização, baixo, guitarra e sintetizador Moog; Ringo Starr - vocalização, bateria e bigorna (o som do martelo prata de Maxwell) e George Martin tocou um órgão Hammond. John Lennon não participou.

TITTENHURST PARK - AS ÚLTIMAS FOTOS DOS BEATLES JUNTOS

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Há exatamente 50 anos, o dia 22 de agosto de 1969 entrou para a história dos Beatles como um dia particularmente triste, um dia pesado, e que a cada foto dos quatro juntos que era tirada em Tittenhurst Park, a suntuosa mansão de John Lennon e Yoko Ono, mostrava os quatro com semblantes pesados, carregados, que pareciam demonstrar o medo pela incerteza de novos tempos que se anunciavam. Visivelmente, todos estão tristes e contemplativos, principalmente Paul McCartney que parece claramente estar chorando em algumas fotos. Lennon tenta se mostrar durão, mas também está bem abatido. Todos sabiam que era a última. E essa última sessão fotográfica dos Beatles aconteceu dois dias depois de sua última gravação. As fotos são do americano Ethan Russell.

CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL - I HEARD IT THROUGH THE GRAPEVINE**********

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"I Heard It Through the Grapevine" foi composta por Norman Whitfield e Barrett Strong para a Motown Records em 1966. A primeira gravação lançada foi produzida por Whitfield para Gladys Knight & the Pips e lançada como single em setembro de 1967; foi para o número dois na tabela da Billboard. The Miracles gravou a música e incluiu sua versão em seu álbum de 1968, Special Occasion. A versão de Marvin Gaye foi lançada em 1968 no álbum In the Groove, onde ganhou a atenção dos disc jockeys e o fundador da Motown, Berry Gordy, concordou com seu lançamento como single em outubro de 1968, quando foi para o topo da Billboard. Na parada Pop Singles ficou por sete semanas e se tornou, por um tempo, o maior hit da Motown. A gravação de Gaye desde então se tornou um clássico de soul aclamado, e em 2004, foi colocada em #81 na lista da Rolling Stone das 500 Maiores Músicas de Todos os Tempos. No quadragésimo aniversário comemorativo da edição Billboard Hot 100 da revista Billboard, em junho de 2008, "Grapevine", de Marvin Gaye, foi classificada em 65º. Também foi introduzida no Grammy Hall of Fame pelo valor "histórico, artístico e significativo".
Além de ter sido lançada várias vezes pelos artistas da Motown, a música foi gravada por vários músicos, incluindo o Creedence Clearwater Revival de John Fogerty, que chegou a fazer uma interpretação de onze minutos para seu álbum de 1970, Cosmo's Factory e também foi lançada como single, chegando a 43 no chart da Billboard, com sucesso mais modesto em outros países.

A INCRÍVEL ARTE DE ART GELINK - SENSACIONAL!

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"Quem é você? Eu sou você amanhã!". Quem se lembra do bordão inventado para a Vodka Orloff que "pegou" nacionalmente em 1985? O impressionante trabalho do artista holandês ART GELINCK me fez lembrar muito do tal comercial. Gelinck é um artista digital que se diverte ao fazer montagens com fotos recentes de celebridades ao lado da sua versão mais jovem. Esse tipo de montagem não é uma novidade, mas Ard Gelinck mostra um talento extraordinário e muita dedicação ao criar as suas edições. O artista une fotos velhas e recentes de famosos do cinema e da música em uma montagem só – como se o "eu antigo" e o "eu novo" se encontrassem em frente a uma câmera.
O resultado é incrível: cada imagem provoca uma reflexão sobre a carreira do famoso e também sobre os bastidores expostos da vida pessoal dele. Para mim, é difícil escolher de qual gostei mais, acho que a do Michael Jackson, ou do Paul, ou do Stallone, ou da Julia Roberts, ou do Clint, ou do...sei lá! Se você gostou, pode ver mais trabalhos de Art Gelinck AQUI.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

THE BEATLES - GEORGE HARRISON - SOMETHING*********

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“Something” foi o primeiro lado A de um single dos Beatles escrito por George. É a segunda faixa do álbum Abbey Road, depois de “Come Together” (de John) e antes de "Maxwell's Silver Hammer" (de Paul). Suas fontes de inspiração provavelmente teriam sido Ray Charles, que ele imaginou cantando a música, uma faixa de 1968 de James Taylor intitulada “Something In The Way She Moves” e sua esposa Pattie.
O americano James Taylor era um artista contratado da Apple e seu primeiro álbum foi produzido por Peter Asher entre julho e outubro de 1968. Paul tocou baixo em uma faixa. “Something In The Way She Moves” é a última faixa do lado A, e os versos de abertura são: “There’s something in the way she moves, Or looks my way or calls my name, That seems to leave this troubled world behind”. O Álbum Branco estava sendo gravado em Abbey Road exatamente na mesma época em que Taylor estava gravando no Trident Studios, no Soho de Londres. Aliás, em 3 de outubro, George estava no Trident gravando “Savoy Truffle” com Paul e Ringo, e provavelmente ouviu a faixa. “Sempre achei que George tivesse ouvido, mas nunca conversei de fato com ele sobre isso”, diz Taylor. “Escrevi ‘Something In The Way She Moves’ cerca de dois anos antes de gravá-la, e o estranho é que eu queria chamá-la de “I Feel Fine”, mas claro, era uma canção dos Beatles”. Ele continua: “Eu muitas vezes noto traços no trabalho de outras pessoas nas minhas músicas. Se George consciente ou inconscientemente pegou uma frase de uma de minhas canções, acho muito lisonjeiro. Com certeza não é algo incomum. Fiz uma fita com “Something In The Way She Moves” e cerca de sete outras músicas uns dois meses antes de conhecer Peter Asher. Sei que Paul escutou na Apple, mas não sei quem mais ouviu”.

A composição básica de “Something” deve ter ocorrido em outubro porque George afirmou ter trabalhado nela ao piano no estúdio 1, enquanto Paul estava fazendo overdub no estúdio 2. Ela só não foi incluída em “The Beatles” porque a seleção de faixas já tinha sido finalizada. Primeiro, George ofereceu “Something” para Joe Cocker e Jackie Lomax, mas em maio de 1969, decidiu gravá-la ele mesmo com os Beatles para o novo álbum, que, até então, ainda não se chamava “Abbey Road”.
“Something” é o maior sucesso de George com os Beatles e a segunda canção mais regravada depois de “Yesterday” e deu a ele seu primeiro posto no Top 10 americano. Sempre se presumiu que ele tinha escrito sobre Pattie, mas em uma entrevista de 1996, George declarou: “Não foi para ela. Eu simplesmente a compus, e então alguém montou um vídeo que usava algumas cenas minhas e de Pattie, de Paul e Linda, de Ringo e Maureen e de John e Yoko... na verdade, quando a escrevi, eu estava pensando em Ray Charles”. No entanto, Pattie ainda acredita ser a inspiração. “Ele sempre me disse que era sobre mim”, ela conta.

PETER FONDA MORRE AOS 79 ANOS DE CÂNCER NO PULMÃO

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O ator Peter Fonda, que ficou famoso pelo filme "Easy rider" (traduzido no Brasil para "Sem destino"), morreu na última sexta-feira, 16 de agosto aos 79 anos, de insuficiência pulmonar devido a um câncer de pulmão. Peter Fonda nasceu em Nova York em 23 de fevereiro de 1940 e fazia parte da família de atores Fonda - era filho de Henry e irmão de Jane.
Em 1963, estrelou seu primeiro filme, a comédia romântica "Artimanhas do Amor". No mesmo ano, também fez parte do elenco de "Os Vitoriosos", drama sobre a Segunda Guerra Mundial.
O filme que impulsionou sua carreira, EASY RIDER, teve também sua participação no roteiro e produção, além de atuação. "Easy Rider" foi um marco na contracultura e da Cultura Pop do final dos anos 1960, e também teve no elenco Dennis Hopper e Jack Nicholson, que concorreu ao Oscar como melhor ator coadjuvante. A trilha sonora é um caso a parte - um desfile de clássicos puxados pelo petardo "BORN TO BE WILD", do Stepenwolf.
A filmografia de Fonda tem ainda filmes mais recentes como "Os indomáveis" (2007), "Motoqueiro Fantasma" (2007) e "Fuga de Los Angeles" (1996). Peter Fonda concorreu ao Oscar pelo roteiro de "Easy rider". Mais tarde, ele também foi indicado pela atuação no filme "O ouro de Ulisses", de 1997, pelo qual, ganhou um Globo de Ouro. Peter Fonda deixa dois filhos: Justin Fonda e a atriz Bridget Fonda.
Você sabe o que Peter Fonda tem a ver com os Beatles e a música "She Said, She Said"? Confira logo aqui embaixo. Valeu!

THE BEATLES - SHE SAID SHE SAID - SENSACIONAL!!!*****

Um comentário:

"She Said She Said" é uma música de John Lennon (creditada a Lennon-McCartney) e lançada pelos Beatles em seu álbum de 1966, Revolver”. Lennon a descreveu como "uma música ácida", com letra inspirada pelos comentários do ator Peter Fonda, durante uma festa regada a muito ácido lisérgico em 1965 com membros dos Beatles os Byrds.
Quando os Beatles visitaram Los Angeles em agosto de 1965, aluga­ram uma casa em Benedict Canyon por uma semana enquanto faziam shows em Portland, San Diego, no Hollywood Bowl e em San Francisco. Uma tarde eles deram uma festa, e Neil Aspinall, Roger McGuinn e David Crosby, do Byrds, o ator Peter Fonda e o correspondente do jornal Daily Mirror Don Short estavam entre os convidados. "Neil Aspi­nall foi mandado para me acompanhar ao andar de baixo, onde ficava a piscina, porque eu era o único jornalista. O trabalho dele era me distrair para o fato de que todo mundo estava tomando ácido", Short recorda. No andar de cima, longe dos olhos de Short, todos (com exceção de Paul) estavam de fato viajando com LSD. Era a primeira vez que John e George deliberadamente tomavam a droga, e eles estavam ansiosos para fazer uma bela viagem depois das visões perturbadoras da primei­ra experiência, não intencional.
Fonda tinha tomado ácido muitas vezes e se colocou no papel de guia. "Eu me lembro de sentar no deck da casa com George, que me contou que achava que estava morrendo", diz Fonda. "Eu disse a ele que não havia nada a temer e que tudo o que ele precisava fazer era relaxar. Contei que sabia o que era estar morto porque quando tinha 10 anos acidentalmente atirei no meu próprio estômago, e meu coração parou de bater três vezes enquanto eu estava na mesa de operação porque perdi muito sangue. John estava passando naquele momento e me ouviu dizer 'eu sei o que é estar morto'. Ele olhou para mim e disse 'você me faz sentir como se eu nunca tivesse nascido. Quem colocou toda essa merda na sua cabeça?”. Roger McGuinn achou que isso havia perturbado John porque ele estava inseguro. "Todo mundo tinha tomado ácido, e John não aguen­tou. Ele disse: 'Tirem esse cara daqui'. Foi bizarro. Tínhamos acabado de assistir a Cat Bailou, com Jane Fonda, e John não queria saber de nada dos Fonda. Ele estava usando o filme contra Peter, e o que ele disse só piorou tudo", conta McGuinn. De fato, a primeira demo da música (que se chamava "He Said, He Said") é muito mais agressiva do que a gravação final: "I said, 'Who put all that crap in your head?/ I know what it's like to be mad/ And it's making me feel like my trousers are torn” (Eu disse: quem colocou essa porcaria toda na sua cabeça? Eu sei o que é estar louco e estou me sentindo como se minha calça estivesse rasgada). Mas John achou que, como canção, ela não estava indo a lugar nenhum, e a abandonou.
Dias depois ele pegou a música de novo e tentou criar outra estrofe. "Escrevi a primeira coisa que me veio à mente, e foi 'when I was a boy', em uma batida dife­rente. Mas era real, tinha acabado de acontecer", conta. Peter Fonda não tem dúvidas sobre a origem da composição. "Quando ouvi Revolver pela primeira vez, soube exatamente de onde a música tinha vindo, mesmo que John nunca tenha admitido para mim, e eu nunca tenha contado a ninguém".http://farm5.static.flickr.com/4109/
"She Said She Said" foi a última faixa gravada durante as sessões Revolver. Foram necessárias nove horas para ensaiar e gravar a música completa com overdubs. Estranhamente, pela primeira vez em uma música dos Beatles, Paul McCartney não teria participado da gravação. McCartney não consegue se lembrar se ele apareceu ou não: "Eu acho que nós tivemos uma discussão ou alguma coisa e eu disse, “Ah, fôda-se!”, e eles disseram: “Bem, vamos fazê-lo”. Acho que George tocava baixo”. No entanto, a documentação da EMI contradiz isso, e a ficha técnica do estúdio sugere fortemente que McCartney tocou baixo na pista de base antes de sair da sessão. Seja como for, os créditos “oficiais” da canção trazem: John Lennon - guitarra, vocais, órgão; George Harrison - guitarra (rastreadas duas vezes), harmonias vocais, baixo e Ringo Starr – bateria e tambores.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

VEM AÍ OS 50 ANOS DE ABBEY ROAD DO BAÚ DO EDU

Um comentário:

E já dando início aos trabalhos de comemoração dos 50 anos de Abbey Road, em 26 de setembro, O Baú do Edu começa a partir de hoje, uma série de postagens especiais de todas as faixas do álbum, começando com “Come Together”, clássico de John Lennon que abre o disco. Espero que gostem. Valeu!

THE BEATLES - COME TOGETHER - SENSACIONAL!*****

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"Come Together" nasceu como uma música de campanha para o guru do LSD Timothy Leary em 1969, quando decidiu concorrer ao governo da California com o então governador e futuro presidente Ronald Reagan. Leary e sua esposa Rosemary, foram convidados a irem a Montreal, por John Lennon e Yoko Ono quando se preparavam para mais um “Bed In” no 19º andar do Queen Elizabeth Hotel. Leary e a esposa chegaram em 1º de junho de 1969 e foram imediatamente convocados para cantarem junto o refrão de “Give Peace A Chance”, gravada no quarto do hotel. Foram recompensados com a inclusão de seus nomes na letra.
No dia seguinte, Lennon perguntou a Leary se havia alguma coisa que pudesse fazer para ajudar na campanha, e a resposta foi um pedido para que escrevesse uma música para ser usada em comerciais e cantada em comícios. O slogan de Leary era "come together, join the party". "Obviamente havia um duplo sentido ali. Era venham, engajem-se não no partido político, mas na celebração da vida", declarou Leary.

John pegou o violão e começou a desenvolver a frase: "Come together right now, Don't come tomorrow, Don’t come alone, Come together right now over me, AU that I can tell you, Is you gotta be free”. Depois de pensar em mais algumas versões seguindo a mesma linha, fez uma fita demo e a entregou a Leary. Leary fez com que a música tocasse em estações de rádio alternati­vas em toda a Califórnia e passou a considerar que a música era dele. No entanto, sem que ele soubesse, Lennon tinha voltado para a Inglater­ra e, em menos de sete semanas, gravou uma versão com os Beatles. Em outubro, "Come Together" foi lançada junto com "Something, de George Harrison.
A campanha para governador da Califórnia teve um fim abrupto em dezembro de 1969, quando Leary foi acusado de porte de maconha e acabou preso. Foi na prisão que ele ouviu Abbey Road pela primeira vez na rádio de rock local, e "ComeTogether” foi uma surpresa total.

"Embora a nova versão fosse uma melhoria em termos de letra e melodia da minha música de campanha, fiquei um pouco bravo que Lennon tives­se me desconsiderado daquele jeito... Quando mandei um pequeno protesto para John, a resposta teve o típico charme e a sagacidade de Lennon, que disse que ele era um alfaiate, e eu era um cliente que pediu um terno e nunca mais voltou. Então ele o vendeu para outra pessoa".

A versão gravada foi muito trabalhada em estúdio, o baixo em esti­lo New Orleans foi adicionado por Paul. Em 1973, "Come Together" foi o tema de uma ação movida contra Lennon pela Big Seven Music Corp. (de propriedade de Morris Levy), que era o editor de "You Can't Catch Me", de Chuck BerryLevy sustentou que soava musicalmente semelhante ao original de Berry e dois versos que falam de "old flat top" foram tirados da mesma música. Foi difícil negar a origem dos versos, mas, nesse novo contexto, eles eram nada mais que um aceno afetuoso a uma música de sua juventude. Lennon negou veementemente qualquer furto musical. O conflito foi resolvido quando Lennon prometeu gravar três músicas da editora de "You Can't Catch Me". Ele cumpriu a promessa quando gravou "Sweet Little Slxteen" e a própria "You Can't Catch Me”, de Berry, para o álbum Rock’N’Roll e “Ya Ya", de Lee Dorsey, em Walls and Bridges.

A gravação dos Beatles teve início em 21 de julho de 1969, e foi concluída em 7 de agosto de 1969. Foi lançada em 6 de outubro de 1969, nos Estados Unidos, como lado B do compacto simples que tinha "Something" de George Harrison como lado A. Com este formato, foi sucesso absoluto também ao redor do mundo. O início desta gravação marca a volta do engenheiro de som Geoff Emerick ao trabalho com os Beatles. Ele havia abandonado o quarteto no dia 16 de julho de 1968 por não suportar o clima pesado que pairava sobre as sessões de gravação na época. É isso aí. Come Together, right now, over me!