“3 Legs” é a segunda música do álbum de 1971 de Paul e Linda McCartney Ram. Enquanto John Lennon e, em menor grau, George Harrison se sentiam à vontade para falar abertamente sobre os Beatles, a Apple e seus problemas associados, Paul McCartney preferia expressar suas objeções em metáforas e ambiguidades. Então, embora seja tentador ver “3 Legs” simplesmente como uma alegoria de sua transição de Beatle para artista solo e homem de família, isso está longe de estar certo. O engenheiro de estúdio Eirik Wangberg disse que a música foi inspirada em uma imagem desenhada pela jovem Heather McCartney. Seu pai originalmente intitulou a música 'A Dog Is Here', de acordo com sua folha de letras manuscrita.
Independentemente de suas intenções, McCartney passeou por versos como “Quando eu pensei que você era meu amigo / Mas você me decepcionou / Coloquei meu coração na curva” e “Meu cachorro tem três pernas / Mas ele não pode correr”, seria analisado por legiões de observadores dos Beatles em todo o mundo. E Paul não pode ter deixado de reconhecer que os versos seriam interpretados como comentários sobre sua antiga banda. Talvez ironicamente, Lennon declarou gostar da música, listando-a como uma das melhores gravações do Ram. “Achei ‘Ram’ horrível! ‘McCartney’ era melhor porque pelo menos havia algumas músicas nele, como ‘Junk’. Gostei do início de ‘Ram On’, do início de ‘Uncle Albert’ e de alguns versos de ‘My Dog’s Got Three Legs’. Eu gostei um pouco sobre 'Mãos do outro lado da água', mas ele tropeçava o tempo todo. Não gostei nem um pouco disso". Declarou John Lennon. “3 Legs” foi uma das últimas canções das sessões de Ram nas quais o guitarrista David Spinozza tocou. Logo depois ele foi substituído por Hugh McCracken. “Há uma faixa que é fofa, uma melodia de blues, que me diverti fazendo chamada “3 Legs”. Nós dois tocávamos guitarra acústicas e às vezes Paul tocava piano, mas nunca tocou baixo enquanto estávamos lá. Ele fez overdub no baixo mais tarde. Foi um pouco estranho, porque baixo, bateria e guitarra seriam mais confortáveis”, disse David Spinoza. “3 Legs” começou a ser gravada em 16 de de novembro de 1970 no CBS Studios, em Nova York, sendo finalizada no Sound Recorders, em Los Angeles, em março. Paul McCartney: Vocais, guitarra acústica, backing vocals, baixo, guitarra elétrica e pandeiro, Linda McCartney: Backing vocals; Denny Seiwell: Bateria e pandeiro; e David Spinozza: Guitarra acústica e guitarra elétrica. Dois filmes promocionais para foram gravados para canções de Ram – “3 Legs” e “Heart Of The Country”. Foram produzidos por McCartney e editados por Ray Benson, que já havia trabalhado no filme Magical Mystery Tour. O filme de “3 Legs” consiste em Paul e Linda cavalgando por suas terras em Mull of Kintyre, na Escócia. Ambos os vídeos foram exibidos no Top Of The Pops da BBC em 24 de junho de 1971.
Há 48 anos, no dia 30 de maio de 1973, era lançado o álbum Living in the Material World de George Harrison - Um marco da Cultura Pop. Living in the Material World foi o quarto álbum de estúdio de George Harrison, lançado em 1973 pela Apple Records. Lançado após o sucesso e aclamação de All Things Must Pass e seu projeto de caridade pioneiro The Concert for Bangladesh, foi um dos lançamentos mais esperados daquele ano. Living in the Material World foi sucesso nas paradas dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. Seu principal single, "Give Me Love (Give Me Peace on Earth)", também teve desempenhos formidáveis. O álbum foi certificado ouro pela Recording Industry Association of America dois dias após o lançamento, a caminho de se tornar o segundo álbum de Harrison número 1 nos Estados Unidos, e "Give Me Love” se tornar um sucesso internacional. Living in the Material World é notável pelo conteúdo lírico intransigente de suas canções, refletindo a busca de Harrison pela iluminação espiritual contra seu status de superstar, bem como pelo que muitos comentaristas consideram ser as melhores performances de guitarra e vocal de sua carreira. Em contraste com All Things Must Pass, Harrison reduziu a produção, usando um grupo central de músicos composto por Nicky Hopkins, Gary Wright, Klaus Voormann e Jim Keltner. Ringo Starr, John Barham e o músico clássico indiano Zakir Hussain estavam entre os outros contribuidores do álbum. Após o lançamento, a Rolling Stone descreveu-o como um "clássico pop", uma obra que "permanece sozinha como um artigo de fé, milagroso em seu esplendor". A maioria dos críticos contemporâneos considera Living in the Material World um sucessor digno de All Things Must Pass, mesmo que inevitavelmente fique aquém de seu antecessor. O autor Simon Leng refere-se ao álbum como um "blockbuster esquecido", representando "o fim de uma era, a última oferta da era dos Beatles”.
"Mrs. Vandebilt" é uma música de Paul McCartney do álbum Band on the Run. A faixa não foi lançada como single no Reino Unido ou nos Estados Unidos, mas foi lançada na Europa Continental e na Austrália. Band on the Run foi o terceiro álbum de estúdio da banda de Paul McCartney, Wings. Lançado em dezembro de 1973, foi o quinto álbum de McCartney depois de deixar os Beatles em abril de 1970. Embora as vendas tenham sido modestas inicialmente, seu desempenho comercial foi auxiliado por dois singles de sucesso - "Jet" e "Band on the Run" - que se tornou o álbum de estúdio mais vendido de 1974, além de revitalizar a posição crítica de McCartney. Continua a ser o álbum de maior sucesso de McCartney e o mais celebrado de suas obras pós-Beatles. A história de “Mrs. Vandebilt", é simples - e tem mais a ver com o conteúdo da letra do que com seu título. Paul adaptou uma das expressões do comediante inglês Charlie “Cheerful" Chester: "living in a pre-fab, no rent" (vivendo em uma casa pré-fabricada sem pagar aluguel) para “down in the jungle, living in a tent, you don’t use money you pay no rent" (vivendo em uma tenda na floresta você não precisa de dinheiro para pagar aluguel). Paul comenta sobre a ideia dos versos: “Essa foi gravada quando a cidade foi atingida por um blecaute. De repente, tudo ficou escuro e nós precisamos ligar o gerador de energia da EMI, torcendo para que o barulho do aparelho não vazasse nos microfones... No fim, estávamos rachando de tanto rir. Gostamos do efeito, e adicionamos mais gargalhadas quando finalizamos o disco em Londres”. Além do tom bem-humorado, a letra de “Mrs. Vandebilt” também retoma o tema de “Mamunia", sobre a importância de se aproveitar a vida sem se preocupar muito com coisas mais supérfluas. Gravada inicialmente em Lagos, nos estúdios da EMI, Paul tocou bateria e violão, acompanhado por Denny Laine na guitarra e Linda nos teclados. De volta ao A.I.R. Studios, a banda acrescentaria os demais instrumentos ao arranjo: Paul tocando contrabaixo e piano elétrico, além do solo de guitarra e dos vocais finais, juntamente com Denny e Linda. Howie Casey contribui com o solo de saxofone. Depois de ser apresentada em formato acústico no especial Wingspan, “Mrs. Vandebilt” seria tocada ao vivo pela primeira vez em 14 de junho de 2008 em Kiev, na Ucrânia. A música foi selecionada pelo voto dos fãs locais. A batida, ligeiramente no estilo da mazurka, talvez explique a preferência dos ucranianos. Fonte do texto: "Masters - Paul McCartney em discos e canções" de Claudio Dirani.
"She
Said She Said"é uma música deJohn Lennon(creditada aLennon-McCartney)e lançada pelosBeatlesem seu álbum de 1966, Revolver. Lennona descreveu como
"uma música ácida", com letra inspirada pelos comentários do atorPeter Fonda, durante uma festa regada a muito
ácido lisérgico em 1965 com membros dos Beatles e os Byrds. Quando os Beatles visitaram Los Angeles em agosto de 1965, alugaram uma casa em Benedict Canyon por uma semana enquanto faziam shows em Portland, San Diego, no Hollywood Bowl (em Los Angeles)e emSan Francisco. Uma tarde eles deram uma festa, e Neil Aspinall, Roger McGuinn e David Crosby, dos Byrds,
o ator Peter Fonda e o correspondente do jornal Daily Mirror Don Short estavam entre os convidados. "Neil Aspinall foi mandado para me acompanhar ao
andar de baixo, onde ficava a piscina, porque eu era o único jornalista. O trabalho dele era me distrair do fato de que todo mundo estava tomando
ácido", Short recorda. No andar de cima, longe dos olhos do pequeno jornalista, todos (com exceção de Paul) estavam de fato viajando com LSD. Era a primeira vez que
John e George deliberadamente tomavam a droga, e eles estavam ansiosos para fazer uma bela viagem depois das visões perturbadoras da primeira experiência,
não intencional. Peter Fonda já tinha tomado ácido muitas vezes e se colocou no papel de guia. "Eu me lembro de sentar no deck da casa com George, que me contou
que achava que estava morrendo", diz Fonda. "Eu disse a ele que não havia nada a temer e que tudo o que ele precisava fazer era relaxar. Contei que
sabia o que era estar morto porque quando tinha 10 anos acidentalmente atirei no meu próprio estômago, e meu coração parou de bater três vezes enquanto eu
estava na mesa de operação porque perdi muito sangue. John estava passando naquele momento e me ouviu dizer 'eu sei o que é estar morto'. Ele olhou para
mim e disse 'você me faz sentir como se eu nunca tivesse nascido. Quem colocou toda essa merda na sua cabeça?”. Roger McGuinn achou que isso havia perturbado
John porque ele estava inseguro. "Todo mundo tinha tomado ácido, e John não aguentou. Ele disse: 'Tirem esse cara daqui'. Foi bizarro. Tínhamos
acabado de assistir a Cat Bailou, com Jane Fonda, e John não queria saber de nada dos Fonda. Ele estava usando o filme contra Peter, e o que ele disse só
piorou tudo", conta McGuinn. De fato, a primeira demo da música (que se chamava "He Said, He Said") é muito mais agressiva do que a gravação
final: "I said, 'Who put all that crap in your head?/ I know what it's like to be mad/ And it's making me feel like my trousers are torn” (Eu disse: quem colocou essa porcaria toda na sua cabeça? Eu sei o que é estar louco e estou me sentindo como se minha calça estivesse rasgada). Mas John achou que, como canção, ela não estava indo a lugar nenhum, e a abandonou. Dias
depois, ele pegou a música de novo e tentou criar outra estrofe. "Escrevi a primeira coisa que me veio à mente, e foi 'when I was a boy', em uma batida
diferente. Mas era real, tinha acabado de acontecer", conta. Peter Fonda não tem dúvidas sobre a origem da composição. "Quando ouvi Revolver
pela primeira vez, soube exatamente de onde a música tinha vindo, mesmo que John nunca tenha admitido para mim, e eu nunca tenha contado a ninguém". "She
Said She Said" foi a última faixa gravada durante as sessões Revolver.
Foram necessárias nove horas para ensaiar e gravar a música completa com
overdubs. Estranhamente, pela primeira vez em uma música dos Beatles, Paul
McCartney não teria participado da gravação. McCartney diz que não consegue se lembrar
se ele participou ou não: "Eu acho que nós tivemos uma discussão ou alguma
coisa e eu disse, “Ah, fôda-se!”, e eles disseram: “Bem, vamos fazê-la”. Acho
que George tocou baixo”. No entanto, a documentação da EMI contradiz isso, e a
ficha técnica do estúdio sugere fortemente que McCartney tocou baixo na pista
de base antes de sair da sessão. Seja como for, os créditos “oficiais” da
canção trazem: John Lennon - guitarra,vocais,órgão; George Harrison - guitarras (rastreadas duas vezes), harmonias vocais e baixo; eRingo Starr – bateria e tambores. "She Said She Said" só aparece em Revolver.
"Love You To" é a quarta faixa do álbum Revolver de 1966, dos Beatles. Sequenciada entre “I’m Only Sleeping” e “Here, There and Everywhere”. "Love You To" foi escrita e cantada por George Harrison e foi a primeira canção dos Beatles a refletir totalmente a influência da música clássica indiana. A gravação foi feita com participação mínima dos outros Beatles; em vez disso, Harrison criou a faixa com o tocador de tabla Anil Bhagwat e outros músicos indianos do Asian Music Circle em Londres. "Love You To" é parcialmente uma canção de amor e desejo de Harrison por Pattie Boyd, ao mesmo tempo que incorpora conceitos filosóficos inspirados por sua experimentação com o LSD. Em Rubber Soul de 1965, George Harrison iniciou os Beatles na música clássica indiana através do uso da cítara na canção de John Lennon "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)", enquanto sua própria composição "If I Needed Someone" refletiu a influência do gênero em sua melodia. Ele posteriormente escreveu "Love You To" como uma forma de mostrar a cítara, e para apresentar a tabla, um par de tambores de mão indianos, pela primeira vez. O crítico musical Richie Unterberger descreve "Love You To" como a "primeira excursão total dos Beatles no raga rock, um gênero que o autor Nicholas Schaffner afirma ter sido lançado pelo uso da cítara de Harrison em "Norwegian Wood".
Harrison compôs o que se tornaria "Love You To" no início de 1966, enquanto os Beatles estavam desfrutando de um período incomumente longo sem compromissos profissionais. Ele usou o tempo disponível para explorar ainda mais seu interesse pela música indiana e pela cítara, que, notou a jornalista Maureen Cleave em um artigo contemporâneo, "deu um novo significado à sua vida". Além da lua de mel em Barbados com sua jovem esposa, a modelo inglesa Pattie Boyd, as atividades de Harrison incluíam receber aulas de cítara de um músico indiano no Asian Music Circle (AMC) no norte de Londres, onde também compareceu a recitais de música, e fazer amor com Pattie o quanto pudesse. A letra parece curta, talvez porque não há bem um refrão, alguns versos são repetidos no meio: “Make love all day long, make love singing songs”(Faça amor o dia todo, faça amor cantando músicas) – o que é uma boa ideia - e pode significar fazer amor enquanto se canta ou que cantar é fazer amor. “You don’t get time to hang a sign on me” (Você não tem tempo para pendurar uma plaquinha em mim), evoca uma imagem dos tempos de escola, em que pessoas empoladas, como professores ou ce-de-efes, tinham papéis pendurados nas costas que diziam: “Chute-me”. “Before i’m a dead old man" (Antes que eu ser um velho morto) é agora, infelizmente, um verso ainda mais triste do que parecia na época - já que George não viveu para ficar velho. O título provisório da música era "Granny Smith" — uma referência a um tipo de maçã — simplesmente porque George não conseguia pensar em nada melhor. Como as palavras "love you to" não aparecem na música, o título final é bem enigmático. Para o biógrafo Steve Turner, talvez "love me while you can" pudesse ter sido mais apropriado, uma vez que resume o que a canção diz. "Love You To" foi a terceira faixa que os Beatles gravaram para Revolver, depois de "Tomorrow Never Knows" e "Got to Get You into My Life". A faixa básica foi gravada nos estúdios da EMI em Abbey Road bos dias 11 e 13de abril de 1966, produzida por Geoge Martin com Geoff Emerick como engenheiro. Harrison inicialmente cantou e tocou violão, acompanhado por Paul McCartney fazendo backing vocals. Ao final da primeira sessão daquele dia, três tomadas da música foram feitas, com Harrison introduzindo sua cítara na última. O trabalho foi retomado às 20h, com a participação de Anil Bhagwat, um tocador de tabla contratado. Contribuidores externos, também do AMC (Círculo Musical Asiático), incluíram músicos na tambura e cítara. O crédito pela parte principal da cítara em "Love You To" tem sido tradicionalmente tema de debate entre os estudiosos. Enquanto uns dizem que, ao invés de Harrison, foi o sitarista do AMC que desempenhou este papel, outros apontam para a diligência obstinada de Harrison em dominar o instrumento, como bem como seu estudo por meio de aulas particulares, proximidade com músicos talentosos e escuta atenta de discos pertinentes. Em seu diário de gravação dos Beatles, The Complete Beatles Recording Sessions, Mark Lewisohn afirma: "George tocava a cítara, um músico externo, Anil Bhagwat, foi recrutado para tocar tabla". O musicólogo Walter Everett também identifica Harrison como o principal tocador de cítara na gravação, assim como Peter Lavezzoli, autor de The Dawn of Indian Music in the West. Falando ao autor Steve Turner, Anil Bhagwat rejeitou a ideia de que o citarista não era Harrison, dizendo: "Posso dizer aqui e agora - 100 por cento era George na cítara o tempo todo". Assim, de acordo com Kenneth Womack e Ian MacDonald, participaram da gravação: George Harrison - vocal principal e de apoio, violão, cítara e guitarras; Paul McCartney - vocal de apoio e baixo; Ringo Starr – pandeiro; Músicos adicionais: Anil Bhagwat - tabla; Músicos anônimos do Círculo Musical Asiático – cítara e tambura. Além de Revolver, "Love You To" aparece também em Yellow Submarine Songtrack.
Os remakes dos Beatles têm acontecido por décadas, mas a versão de Kate Taylor de "Good Day Sunshine" tenta mostrar uma nova forma de mais outra revisita da obra de Lennon e McCartney. Kate Taylor, a irmã mais nova de James, chamou a atenção para o mundo em 1971 com seu álbum de estreia repleto de estrelas, Sister Kate. Nas cinco décadas seguintes, Taylor adotou uma abordagem discreta em sua carreira, gravando e fazendo turnês de forma intermitente e optando principalmente pela vida familiar em Massachusetts. No ano passado, Taylor se reuniu com o produtorPeter Asher(aquele da dupla Peter and Gordon) e alguns dos músicos que trabalharam em Sister Kate para gravar outro álbum de originais e covers, com o 50º aniversário de Sister Kate em mente. De acordo com Asher, sua versão deep-groove de "Good Day Sunshine" do Revolver foi inspirada por um remake de 1967 da canção do obscuro cantor de soulRay Redmond. A vibração ensolarada da música, que inclui Taylor exclamando "Bom dia, mundo!" perto de seu início, também não poderia ser num momento mais apropriado. "Good Day Sunshine",dos Beatles, faz parte do álbum Why Wait!, com lançamento previsto para 6 de agosto.
Sir James Paul McCartney, nascido em 18 de junho de 1942, há 79 anos, é cantor, compositor, músico e produtor de discos e filmes que ultrapassou todas as fronteiras da fama mundial como co-vocalista, baixista e compositor da metade das músicas dos Beatles. Sua parceria de composição com John Lennon continua sendo a mais bem-sucedida da história. Depois que o grupo se separou em 1970, ele seguiu carreira solo e formou a banda Wings com sua primeira esposa, Linda e Denny Laine. Músico autodidata, Paul é proficiente no baixo, guitarra, teclado e bateria. Ele é conhecido por sua abordagem melódica ao tocar baixo (principalmente tocando com uma palheta), sua gama vocal versátil e ampla de tenor (abrangendo mais de quatro oitavas) e seu ecletismo (explorando estilos que vão do pré-rock and roll pop ao clássico e eletrônica). Paul começou sua carreira como membro dos Quarrymen em 1957, que evoluiu para os Beatles em 1960. Suas canções dos Beatles "And I Love Her" (1964), "Yesterday" (1965), "Eleanor Rigby" (1966) e "Blackbird" (1968) estão entre as canções mais tocadas da história. Em 1970, Paul estreou como artista solo com o álbum McCartney. Ao longo da década de 1970, ele liderou o Wings, uma das bandas de maior sucesso da década, com mais de uma dezena de singles e álbuns no top 10 internacional. Paul retomou sua carreira solo em 1980 com o álbum McCartney II. Desde 1989, ele tem feito turnês consistentes como artista solo. Em 1993, formou a dupla musical Fireman with Youth. Além da música, ele participou de projetos de promoção de instituições de caridade internacionais relacionadas a temas como direitos dos animais, caça às focas, minas terrestres, vegetarianismo, pobreza e educação musical. Paul McCartney é um dos compositores e intérpretes de maior sucesso de todos os tempos. Ele escreveu ou co-escreveu 32 canções que chegaram ao topo da Billboard Hot 100 e, em 2009, vendeu 25,5 milhões de unidades certificadas pela RIAA nos Estados Unidos. Suas homenagens incluem duas induções ao Rock and Roll Hall of Fame (como membro dos Beatles em 1988 e como artista solo em 1999), 18 prêmios Grammy, uma nomeação como membro da Ordem do Império Britânico em 1965, e um título de cavaleiro em 1997 por serviços prestados à música. Em 2021, ele é o músico britânico mais rico. Acumula uma fortuna de 820 milhões de libras, o que corresponde a R$ 6,1 bilhões na cotação atual e em transação direta - o patrimônio dele aumentou em 20 milhões de libras, ou R$ 151 milhões, ao longo dos últimos 12 meses.
Aos 79 anos de idade, 60 anos de carreira e ultraexposição, Paul McCartney continua sendo uma esfinge à espera de quem a decifre. Roqueiro de origem, ele flerta com o vaudeville, compôs algumas das mais marcantes baladas da história e ainda tem fôlego para experiências sonoras radicais e para compor peças eruditas. Na vida pessoal, Paul era tido como o bonitinho entre os Beatles, mas sabe-se que nunca foi uma flor: foi pego por porte de drogas, acusado de agredir a ex-mulher e de ser um patrão intragável. Ainda assim, mantém a reputação intacta. Podia estar recolhido, contando histórias aos netos em volta da lareira e tomando chá. Mas não. Como músico, é autor de algumas das mais inspiradas linhas de contrabaixo já ouvidas no rock. Como compositor, gosta de surpreender sobrepondo melodias e explorando novas soluções harmônicas. Como produtor musical, busca sonoridades inusitadas e provocantes. Além de tudo, é um parceiro generoso, buscando cumplicidade em nomes tão díspares quanto Stevie Wonder e Youth (do Killing Joke), ou Elvis Costello e Tony Bennett. E vem provando que é um sobrevivente e muito mais do que isso. Paul McCartney chega aos 79 anos em plena atividade. Consagrado como o maior compositor do século XX e o maior artista vivo do planeta, ele continua mostrando ao mundo, como o sonho ainda pode ser possível. Mais que isso: a sua idade, quem você é, e quanto tempo vai viver aqui, é você quem faz. E hoje, em pleno 2021, o mundo ainda precisa, e muito, de Paul McCartney. Feliz aniversário, Paul. Que venham os 80 anos, os 90 a ainda muitos, muitos outros. Você merece. Muito obrigado por existir! Amém.
Há 58 anos, na festa de aniversário de 21 anos de Paul McCartney, em 18 de junho de 1963, uma tenda foi montada no jardim da casa da Tia Jin, em Dinas Lane, n. 147, em Huyton. Como festa boa é a que tem barraco, bebidas pra cá, bebidas pra lá, um velho conhecido dos Beatles, Bob Wooler, que era DJ do Cavern Club e apresentou os Beatles a Brian Epstein, fez comentários maldosos sobre a recente viagem de John e Brian Epstein à Espanha. John Lennon, que estava bêbado e agressivo, avançou sobre Bob Woolere o socou e chutou várias vezes. "Ele me chamou de bicha e, então acertei suas costelas", declarouJohn. Depois de bater em Bob Wooler, John também agrediu uma mulher que estava próxima a eles. QuandoBilly J. Kramertentou intervir, John gritou: "você é um nada, Kramer, e nós estamos no topo!". Brian EpsteinlevouBob Wooler para o hospital para tratar de seu olho e verificar quantas costelas foram quebradas. John comentou: "A primeira cobertura nacional dos Beatles foi a surra que dei em Bob Wooler durante a festa de aniversário de Paul, pois ele havia insinuado que eu era homossexual, por isso bati nele daquela forma. É difícil entender o que aconteceu. Estava muito bêbado e o espanquei. Poderia realmente ter matado alguém e isso me assustou... o incidente saiu na última página do Daily Mirror". Dois dias depois, no dia 20, obedecendo a ordens de Brian Epstein, John envia um telegrama para Bob Wooler que dizia: "Desculpe-me, Bob. Fiquei extremamente chocado com o que fiz. Que mais posso dizer?". Bob Woolertrabalhou noCavern até 1966 e morreu em 2002 aos 82 anos. Sobre esse estranho e curioso episódio, com a exclusividade de sempre, a gente confere agora pela primeira vez, um pequeno trecho do livro "Paul McCartney - Uma Vida" de Peter Ames Carlin. As garrafas vazias se empilhavam perto dos bares, as
conversas ficavam mais altas, os risos mais escandalosos. Bob Wooler, DJ do
Cavern Club, com o copo na mão, virou-se para John e soltou uma farpa sobre sua
recente viagem para a Espanha com Brian Epstein. “Ora, não foi uma piada”, diz o
advogado Rex Makin com um risinho. “Foi uma insinuação. Bob era gay.
Certamente, foi uma insinuação." Talvez Wooler estivesse bêbado. Sem
dúvida, ele não podia imaginar que John também estivesse bêbado, ou que ele se
tornava violento quando bebia. John deu um soco no olho de Wooler com tanta força
que o jogou no chão, e, a seguir, começou a chutá-lo e a quebrar suas costelas
com o bico rígido das botas beatle que usava. O alto e corpulento Billy J.
Kramer saltou para empurrar o pálido e berrante John para longe do arquejante e
agachado DJ, e então Brian Epstein chegou para ajudar a levantar Wooler do chão
e levá-lo para o hospital. Mas John continuava bêbado e, ao que parece, ainda
mais beligerante, e assim que viu uma mulher atraente conversando com alguns
membros dos Fourmost se atirou sobre ela e agarrou os seus peitos. Ela o
esbofeteou e, num piscar de olhos, John também a golpeou e estava prestes a
chutá-la quando Billy Hatton (do Fourmost) intercedeu e o empurrou. Por um
instante, as coisas pareceram sair de controle. Hatton, que era musculoso e
superava John em altura e peso, levantou o punho para trás. "Eu estava
prestes a refazer a cara dele", afirmou. Em segundos, sentiu a mão em seu
ombro e ouviu uma voz que lhe disse: “Se você bater nele, os Fourmost estão
acabados. E vocês, rapazes, não merecem isso”. "Depois disso, a festa
arrefeceu um pouco”, recorda-se Hatton. "Não se estragou por completo, mas
perdeu o brilho”. Não para o convidado de honra, porém, que apenas fingiu não
perceber que algo não ia bem. "Paul simplesmente ignorou tudo aquilo”,
diz Hatton. “Ele não se sentiu afetado de forma alguma".
No dia 17 de fevereiro de 1967, o Daily Mail publicou uma notícia sobre uma jovem que havia fugido de casa e seus pais que se mostraram muito contrariados. Paul McCartney viu o jornal nesse dia e achou que a história da menina fujona era um ótimo tema. E assim, ele criou a melodia e grande parte da letra que narra os passos da jovem que abandonava a casa dos pais. Quando mostrou para John Lennon, ele completou com o refrão simbolizando os pais da menina e idealizou o modo como ele deveria ser cantado: como um lamento. O coro da canção contraposto ao refrão cantado por John - com duplicação de voz (overdub) - cria um efeito mágico e impressionante. A gravação teve início no dia 17 de março de 1967 com seis tomadas, só participando a orquestra de cordas. O take 1 foi considerado o melhor. No dia 20 foram gravadas as vozes, o coro e o refrão. Nenhum dos Beatles tocou qualquer instrumento. Só as vozes de Paul McCartney e John Lennon. E a orquestra. A ideia de utilizá-la foi de Paul. Com a música na cabeça, ele pediu para George Martin, o produtor do disco em gestação e arranjador oficial dos Beatles que fizesse o arranjo. Sempre disponível em outras ocasiões, desta vez ele estava envolvido em outro trabalho já que era um produtor independente e não trabalhava só para os estúdios Abbey Road. Não tendo paciência de esperar uns dias a mais, McCartney procurou outro profissional a quem passou a tarefa de criar um arranjo para sua melodia. Este arranjador foi Mike Leander. George Martin ficou magoado pela impaciência de McCartney, mas mesmo assim foi ele quem coordenou a orquestra e realizou a gravação com ela. O nome da menina era, e ainda é Melanie Coe.
Melanie era a adolescente londrina de 17 anos que tinha sumido de casa fazia mais de uma semana. O pai, aflito, foi citado ao afirmar: "Não consigo imaginar por que ela fugiria. Ela tem tudo aqui". Adolescentes fugindo de casa eram o assunto do momento em 1967. Como parte da criação de uma sociedade alternativa, o guru da contracultura Timothy Leary incitou seus seguidores a "desertarem", abandonarem a escolarização e o emprego formal. Como resultado, torrentes de jovens foram na direção de São Francisco, centro do Flower Power. O FBI anunciou 90 mil fugitivos naquele ano — um recorde. Com apenas a matéria de jornal para se basear, Paul escreveu uma música comovente sobre uma jovem fugindo de uma casa claustrofobicamente respeitável em busca de diversão e romance nos agitados anos 60. O que ele não sabia na época era o grau de exatidão dessa especulação. Ele também não fazia ideia de que tinha conhecido a garota em questão apenas três anos antes.
A fugitiva da história, Melanie Coe, era filha de John e Elsie Coe, que viviam em Stamford Hill, norte de Londres. As únicas diferenças entre a história dela e a cantada na música são que ela conheceu um homem em um cassino, em vez de "na loja de carros", e que ela saiu de casa de tarde, enquanto os pais estavam no trabalho, em vez de pela manhã enquanto dormiam. "O impressionante sobre a música era quanto ele acertou sobre a minha vida", diz Melanie. "Falava dos pais dizendo 'we gave her everything money could buy', o que era verdade no meu caso. Eu tinha dois anéis de diamante, um casaco de pele, roupas de seda e cashmere feitas à mão e até um carro. Depois, havia um verso que falava 'after living alone for so many years', o que realmente me tocou porque eu era filha única e sempre me senti sozinha. Nunca tive diálogo com nenhum dos meus pais. Era uma batalha constante. Eu saí porque não conseguia mais encará-los. Ouvi a música quando foi lançada e pensei que era sobre alguém como eu, mas nunca sonhei que na verdade fosse sobre mim. Eu me lembro de pensar que não tinha fugido com um homem do mercado de automóveis, então não podia ser eu! Eu devia estar na casa dos vinte quando minha mãe disse ter visto Paul na televisão, e ele tinha dito que a música era sobre uma matéria de jornal. Foi quando comecei a dizer aos meus amigos que era sobre mim".O caso de Melanie é exemplar do conflito de gerações do fim da década de 1960. Melanie desejava uma liberdade da qual tinha ouvido falar, mas que não tinha encontrado em casa. O pai dela, um executivo de sucesso, e a mãe, cabeleireira, tinham um casamento insosso e frágil. Eles não tinham religião, e as coisas mais importantes da vida eram respeitabilidade, asseio e dinheiro. "Minha mãe não gostava de nenhum dos meus amigos. Eu não podia levar ninguém para casa. Ela não gostava que eu saísse. Eu queria atuar, mas ela não me deixou ir para a escola de teatro. Ela queria que eu fosse dentista. Ela não gostava de como eu me vestia. Ela não queria que eu fizesse nada que eu queria. Meu pai era fraco. Ele acatava qualquer coisa que minha mãe dissesse, mesmo que discordasse", diz a fujona. Foi através da música que a garota encontrou consolo. Aos 13 anos, ela começou a frequentar os clubes do West End de Londres e, quando o lendário programa de televisão ao vivo Ready Steady Go! começou, no fim de 1963, ela se tornou uma dançarina regular nele. Os pais dela muitas vezes vasculhavam os clubes e a arrastavam de volta para casa. Se chegasse tarde, apanhava. "Quando saía, podia ser eu mesma. Aliás, nos clubes eu era encorajada a ser eu mesma e a me divertir. Dançar era a minha paixão. Eu era louca pela música da época e mal podia esperar até que o próximo single saísse. Quando a música diz 'Something was denied', esse algo sou eu. Eu não podia ser eu. Eu estava procurando diversão e carinho. Minha mãe não era nada carinhosa. Ela nunca me beijava". Em 4 de outubro de 1963, Melanie ganhou um concurso de mímica no Ready Steady Go! Por coincidência, era a primeira vez que os Beatles estavam no programa, e ela recebeu o prêmio das mãos de Paul McCartney. Cada um dos Beatles deu a ela uma mensagem autografada. "Passei o dia nos estúdios ensaiando, então estive perto dos Beatles a maior parte do tempo. Paul não estava a fim de muito papo, e John parecia distante, mas passei um tempo conversando com George e Ringo", ela conta. Sair de casa levou Melanie aos braços de David, um cara que conheceu em um clube. Eles alugaram um apartamento em Sussex Gardens, e enquanto davam um passeio uma tarde viram a foto dela na primeira página de um jornal vespertino. "Voltei imediatamente para o apartamento e coloquei óculos escuros e um chapéu", ela conta. "A partir daquele momento, vivi com pavor de ser encontrada. Eles conseguiram me achar depois de uns dez dias, porque acho que deixei escapar onde meu namorado trabalhava. Falaram com o chefe dele, que me persuadiu a ligar para eles. Quando eles ligaram para ir me ver, me enfiaram na parte de trás do carro e me levaram para casa". Para fugir dos pais, Melanie se casou aos 18 anos. O casamento não durou muito mais do que um ano, e, por volta dos 21, ela tinha se mudado para os EUA para viver em um ashram e tentar trabalhar como atriz. Hoje Melanie Coe vive na Espanha com dois filhos e o namorado. Ela compra e vende jóias de Hollywood dos anos dourados. "Se eu fosse viver minha vida de novo, não escolheria fazer tudo igual. O que eu fiz foi muito perigoso, mas tive sorte. Acho que é bom ser imortalizada em uma música dos Beatles, mas teria sido ainda melhor se tivesse sido por ter feito alguma coisa, em vez de por ter fugido de casa", ela encerra. "She's
Leaving Home" foi lançada no álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band de 1967. É a sexta música do
lado 1. Dura 3’35” e é conhecida por ser uma das mais belas canções dos Beatles,
que, como foi dito, não tocam nenhum instrumento. Paul
McCartney canta o vocal principal, amparado por John Lennon. George
Harrison e Ringo Starr, não participaram. Os músicos da orquestra foram: Erich
Gruenberg, Derek Jacobs, Trevor Williams, José Luis Garcia: violinos;
John Underwood, Stephen Shingles: violas; Dennis Vigay, Alan
Dalziel: violoncelos; Gordon Pearce: contrabaixos
e Sheila Bromberg: harpa, a primeira mulher a tocar em uma música dos Beatles.
Em meados de 1966, com as coisas começando a melhorar no romance com Jane Asher, Paul McCartney escreveu aquela que é considerada sua melhor canção de amor. Tanto John Lennon, quanto ele próprio, declararam tratar-se de uma de suas canções favoritas dos Beatles. Anos depois, McCartney voltaria novamente ao estúdio para regravá-la para ser usada no filme "Give My Regards To Broad Street", novamente com produção e supervisão de George Martin. Os Beatles gravaram "Here, There and Everywhere" em junho de 1966, no final das sessões de Revolver. Em 2000, a revista Mojo a classificou em 4º lugar na lista das melhores canções de todos os tempos. Ao discutir sua canção "Here, There and Everywhere", Paul McCartney citou frequentemente "God Only Knows", de Brian Wilson, como sua principal fonte de inspiração. Em 1990, McCartney disse que era "apenas a introdução influenciada pelos Beach Boys", referindo-se às harmonias que ele e Lennon criaram para as linhas de abertura de "Here, There and Everywhere". Ainda acrescentou que, com esse estilo de introdução, eles queriam capturar a ideia "antiquada" de um preâmbulo para a música. McCartney começou a escrever "Here, There and Everywhere" na casa de Lennon em Weybridge, no início de junho, enquanto esperava Lennon acordar. As harmonias foram executadas por Paul McCartney, John Lennon e George Harrison, e foram arranjadas por George Martin, que foi um tanto modesto sobre sua contribuição: "As harmonias são muito simples, apenas tríades básicas que os meninos cantavam atrás e achavam muito fácil de fazer. Não há nada muito inteligente, nenhum contraponto, apenas harmonias em bloco móveis. Muito simples de fazer... mas muito eficaz". Com o desejo de se impor um desafio estrutural, McCartney construiu cada verso em torno dos três advérbios do título: "aqui", "lá" e "todo lugar". Quando a gravou, imaginou a voz etérea de Marianne Faithfull. O autor Kenneth Womack descreve "Here, There and Everywhere" como uma balada romântica "sobre viver no aqui e agora" e "experimentar plenamente o momento consciente". "Here, There and Everywhere"foi gravada pelos Beatles nos dias 14 , 16 e 17 de junho de 1966, em Abbey Road, produzidos por George Martin, que teveGeoff Emerickcomo engenheiro. Paul McCartneyfaz os vocais principais dobrados, toca guitarra rítmica, baixo e estalo de dedos;John Lennonfaz vocais de apoio e estalo de dedos;George Harrisontoca a guitarra principal, faz vocais de apoio e estalo de dedos; eRingo Starrtoca bateria e estalo de dedos."Here, There and Everywhere"foi lançada em agosto de 1966 como a quinta faixa do Revolver, sequenciada entre "Love You To" de estilo indiano de Harrison e a canção infantil "Yellow Submarine". Escrevendo sobre seu posicionamento na ordem do disco, o crítico musical Tim Riley disse que"Here, There and Everywhere"domestica os "erotismos" de 'Love You To' e elogia a composição como a música mais perfeita que McCartney já havia escrito. Menos impressionado, Ian MacDonald admirou a "engenhosidade da música", mas concluiu que "apesar de todo o seu charme de foco suave, o efeito geral da música é dolorido e enjoativo". Em seu capítulo sobre Revolver no livro The Album, James Perone descreve "Here, There and Everywhere" como uma "balada de amor de meados dos anos 1960 que poderia entrar no set list de bandas em um baile de formatura" e uma faixa que para alguns ouvintes parece "melosa e piegas".