sexta-feira, 26 de junho de 2015

OS BEATLES X AS JUJUBAS - QUEM GANHA^?

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Para os quatro Beatles, a beatlemania se tornaria um monstro incontrolável. Símbolo maior do desrespeito por eles e por sua música. Brian sorria orgulhoso de orelha à orelha. Mas aquilo que já era febre no velho mundo, invadia agora os Estados Unidos. Naquela época, depois de tantas e intermináveis entrevistas, um repórter perguntou a eles qual era seu “doce” preferido. Inocentes, puros e bestas, os Beatles - George (impensadamente), respondeu: jujubas. Poor George, poor Beatles. Nesse primeiro show em Washington, além de todos os empecilhos que passaram – como o próprio Ringo ter de girar a bateria – começaram a ser bombardeados por centenas de jujubas atiradas pela platéia enlouquecida. E isso foi piorando a cada show durante 64 e início de 65, fosse onde fosse. Quatro estavam na Australia, Paul interrompeu o espetáculo por duas vezes, pedindo ao público: "Por favor, não joguem essas balinhas em nós – só atrapalham”. A platéia respondia com gritos ensurdecedores e outra saraivada de jujubas. Depois desse show (da Austrália), os Beatles disseram o seguinte à imprensa: 
Paul: “Eu fiquei pedindo para que não jogassem aquelas porcarias em nós, mas parece que eles não conseguem entender que não gostamos de servir de alvo de jujubas vindas de todas as direções como balas de revólver. Como podemos nos concentrar em nosso trabalho no palco se somos obrigados a ficar o tempo todo desviando de balinhas, bandeirolas, serpentinas e outra coisas mais que jogam em cima da gente?”.
John: É ridículo. Eles chegam a jogar miniaturas de coalas e presentes embrulhados. É impossível não ser acertado por eles.
Ringo: “É, vocês ainda podem pular para o lado e não serem atingidos, mas eu estou sentado na bateria e não tenho para onde ir, então, parece que cai tudo em cima de mim”.
George: “É perigoso. Um dia me acertaram uma dessas balas no olho e não teve nenhuma graça.”

THE HOLLIES - LONG COOL WOMAN

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Não deixe de conferir a superpostagem com THE HOLLIES e um filmaço de 1969 em DVD de uma apresentação fantástica para a BBC. Imperdível! Conjunto profissional é outro papo!

domingo, 21 de junho de 2015

PAUL McCARTNEY - THE LONG AND WINDING ROAD

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Paul McCartney, que comemorou 73 anos de idade na última quinta-feira,18, não perdeu tempo com celebrações e voltou aos palcos no dia seguinte como atração do festival Firefly, em Dover, no estado de Delaware, nos Estados Unidos. McCartney dedicou uma música às vítimas do massacre de Charleston, em um show que durou duas horas e meia, e tocou “The Long and Winding Road” em memória das nove pessoas abatidas por um terrorista racial em uma igreja da Carolina do Sul, na última quarta-feira, 17. McCartney foi recebido com entusiasmo por milhares de pessoas presentes no festival. No início da apresentação, o artista pediu “um momento de oração pela paz e harmonia entre pessoas de todas as raças”. Em seguida, ele cantou a melancólica “The Long and Winding Road”. E em seguida, “Blackbird”. A letra da música fala em “aprender a voar com asas quebradas”. Ele lembrou que gravou a canção em 1968, paralelamente à violenta onda de tensão racial que eclodia nos Estados Unidos. “Os ecos dessa época ainda ressoam hoje”, disse. Depois do tom sombrio e de reflexão, McCartney adotou um tom mais leve e tudo voltou à mesmice de sempre, com as eternas canções dos Beatles e dos Wings.

As nove vítimas do ataque de ódio racial, afroamericanas, estavam em uma reunião de estudo bíblico quando Dylann Roof, de 21 anos, invadiu o local e atirou contra os participantes. A arma usada teria sido um presente de aniversário dada pelo próprio pai. Capturado na Carolina do Norte, ele admitiu os crimes na sexta-feira e foi formalmente acusado. Roof declarou que seu objetivo era “deflagrar uma guerra racial”. A justiça federal americana qualificou o ato de “terrorismo interno”.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

HAPPY BIRTHDAY PAUL McCARTNEY - 73 ANOS

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O século XX passou bem rápido. O século XXI está sendo mais rápido ainda. Agora já é 2015. Há 53 anos, os Beatles entravam no estúdio para gravar “Love Me Do” e começarem a mudar o mundo. E esse mundo mudou muito. Para o bem e para o mal. Nesses 53, mais de 40 depois do seu fim, os Beatles continuam a nos mostrar o caminho. O caminho do bem, de ser bom, de procurar fazer o melhor. De ser feliz, viver em paz e ouvir música boa. E, se existe um responsável por isso, pela continuação do sonho e da magia, o nome dele é James Paul McCartney, filho mais velho de Mary e Jim, nascido em Liverpool. Hoje, Sir, gênio, homem, o Beatle, o ex-Beatle, o bom menino, o bom marido, o bom pai, bom amigo e o músico extraordinário Paul McCartney completa 72 anos de uma vida absolutamente abençoada e iluminada responsável pela felicidade de mais de 1 bilhão de pessoas. Não é exagero. Nessas mais de cinco décadas de carreira, Paul McCartney colecionou todos os recordes. Segundo o Guiness, são 60 discos de ouro (entre 45 discos lançados) e 100 milhões de álbuns e singles vendidos. Paul emplacou nada menos do que 32 singles no 1º lugar da Billboard. Dificilmente haverá outro artista capaz de carregar números tão altos. Talvez seja impossível saber ao certo quantas bandas covers dos Beatles existem no mundo, mas estima-se que sua Yesterday – já recebeu em torno de 2.500 versões. E mais de 7 milhões de execuções somente nas rádios e emissoras de TV dos Estados Unidos.
Aos 73 anos de idade, mais de meio século de carreira e ultraexposição, Paul McCartney continua sendo uma esfinge à espera de quem a decifre. Roqueiro de origem, ele flerta com o vaudeville, compôs algumas das mais marcantes baladas e ainda tem fôlego para experiências sonoras radicais e para compor peças eruditas. Na vida pessoal, Paul era tido como o bonitinho entre os Beatles, mas sabe-se que nunca foi uma flor: foi pego por porte de drogas, acusado de agredir a ex-mulher e de ser um patrão intragável. Ainda assim, mantém a reputação intacta, mesmo quando anuncia que parou de fumar maconha para não dar mal exemplo à filha de 9 anos. Podia estar recolhido, contando histórias aos netos em volta da lareira e tomando chá. Mas não. Como músico, é autor de algumas das mais inspiradas linhas de contrabaixo já ouvidas no rock. Como compositor, gosta de surpreender sobrepondo melodias e explorando novas soluções harmônicas. Como produtor musical, busca sonoridades inusitadas e provocantes. Além de tudo, é um parceiro generoso, buscando cumplicidade em nomes tão díspares quanto Stevie Wonder e Youth (do Killing Joke), ou Elvis Costello e Tony Bennett. E vem provando que é um sobrevivente. E muito mais do que isso. Paul McCartney chega aos 72 anos em plena atividade, com uma jovialidade impressionante. Consagrado como o maior compositor do século XX e o maior artista do planeta Terra. Todos os possíveis candidatos a concorrentes estão mortos ou na fila de espera. Se não fosse Paul, quem seria? Bono Vox? Mick Jagger? Todos passaram. Macca continua mostrando ao mundo, que sonhar ainda é possível. Mais que isso: a sua idade, quem você é, e quanto tempo vai viver aqui, é você quem faz. Quer ser feliz? Sinta o sol brilhar, brilhar. Feliz aniversário, Paul.



PAUL McCARTNEY - THE BEATLES - BIRTHDAY

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As músicas dos Beatles feitas na índia eram criadas para o violão porque esse era o único instrumento que tinham no ashram. Mas "Birthday" foi escrita nos estúdios de Abbey Road em 18 de setembro de 1968. Paul tocou a melodia básica ao piano. John diz que Paul estava pensando em "Happy, Happy Birthday", um hit de 1957 nos EUA, deTuneweavers, mas queria produzir algo contemporâneo e rock'n'roll. Além disso, faltavam apenas seis dias para o aniversário de 26 anos de Linda Eastman, e Paul sabia que ela chegaria em Londres na semana seguinte, a tempo da comemoração.
Ele entrou no estúdio no fim da tarde e trabalhou no acorde básico de teclado, cujo início era baseado na introdução de "Just A Little Bit" (1960), de Rosco Gordon. Depois, George, John e Ringo acrescenta¬ram os acompanhamentos. Durante a noite, os quatro fizeram uma pausa e foram para a casa de Paul assistir à estreia de The Girl Can’t Help It na televisão, estrelado por Jayne Mansfield e com música de Fats Domino, GeneVincent, TheTreniers.The Platters, Little Richard e Eddie Cochran.
Provavelmente inspirados por essa dose de rock das antigas, os Beatles voltaram para o estúdio por volta das onze da noite e concluíram os vocais. Todos incluíram versos, e Yoko Ono e Patty Harrison ajudaram com os backings. "Nós criamos a letra no estúdio", conta Paul. "É uma das minhas faixas favoritas do álbum porque foi instantânea. E é boa para dançar." A opinião de John, emitida voluntariamente doze anos depois, é exatamente a que se esperaria dele: "É uma porcaria".

quarta-feira, 17 de junho de 2015

THE BEATLES - GET BACK - 2015 - POSTAGEM Nº 6.000

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E agora, para quem soube esperar...

O TRISTE FIM DO CANDLESTICK PARK

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O Candlestick Park, o famoso estádio onde os Beatles fizeram seu último show no dia 29 de agosto de 1966, já foi quase totalmente demolido.

O Candlestick Park, na zona sudeste de San Francisco e de propriedade municipal, foi inaugurado em 12 de abril de 1960 pelo então vice-presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, para abrigar os "Giants", que tinham se mudado para a cidade californiana. Em 1971, ao beisebol dos "Giants" se uniram os "49ers" de futebol americano, e as equipes compartilharam o estádio até 1999, quando os "Giants" se mudaram para o atual AT&T Park e o velho Candlestick ficou reservado exclusivamente para o futebol americano. Em 2014, os "49ers" jogaram sua última temporada no Candlestick, e se mudaram para um novo campo em Santa Clara (ao Sul de San Francisco).
A demolição de Candlestick está em seus estágios finais, com 75 por cento dos da estrutura reduzida a escombrosSeções apenas um par de assentos permaneceu de pé na semana passada como demolição continuou no Candlestick Park

Paul McCartney fez um supershow no parque em 2014, o último evento oficial no Candlestick. McCartney disse à multidão: "Obrigado, San Francisco, por ser tão legal agora como foi legal naquela época." A construção de um shopping center está prevista para o local assim que a demolição estiver concluída.

JOHN LENNON SKETCHBOOK FINALMENTE ON-LINE

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Criado seis anos após o assassinato de John Lennon em 1980, Yoko Ono e o animador e historiador John Canemaker , o curta de animação “John Lennon Sketchbook” finalmente foi disponibilizado no YouTube. Com produção executiva de Yoko Ono e concebido, dirigido e animado por Canemaker, o desenho “é uma espiada pungente na mente fértil do ex-Beatle cujo talento prodigioso e sua criação musical são imortais”. Ele foi criado a partir de desenhos originais de John Lennon e uma trilha sonora que eu também editei em conjunto com Yoko Ono, que consiste em trechos de conversa entre John e Yoko e trechos de músicas", disse Canemaker. “Lennon era um "doodler” inveterado, com uma capacidade genuína como artista gráfico. Tomado como um todo, os desenhos de Lennon são outro aspecto válido de sua criatividade, visual, biográfica, imaginativa e individualista como a sua música. John Lennon Sketchbook é uma rendição pungente e cinética da história de Lennon e que agora, quase 30 anos após a sua conclusão, e agora, está ao alcance de qualquer pessoa com um computador”. Conclui Canemaker.

IMAGINE - LADY GAGA

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Lady Gaga foi a grande atração da abertura dos Jogos Europeus de Baku 2015, sexta (12/6), no Azerbaijão. Ela se apresentou ao piano, cantando a música “Imagine”, de John Lennon. Houve transmissão ao vivo pela Internet. “Imagine” foi o segundo álbum solo de Lennon, lançado em 1971. A música prega uma mensagem de paz e é até hoje, talvez, sem dúvidas, seu maior sucesso. Na época, o single alcançou apenas o 3º lugar na Billboard Hot 100, mas a verdade é que ela é uma das 100 músicas mais cantadas do século XX, como informou a BMI. Sua importância histórica também foi reconhecida pela RIAA, colocando-a em 30º lugar na lista das 365 músicas do Século. Coincidentemente, Lady Gaga trabalhou com outro ex-Beatle neste ano. Ela e Paul McCartney tiveram sessões em estúdio, a convite dele, para compor e gravar uma música inédita. A faixa será incluída na trilha sonora de um filme infantil.

DEIXA A RÁDIO OU TIRA A RÁDIO? VOCÊ DECIDE!

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Desde o início do blog, há quase 7 anos, tratei de arranjar um jeito para que aqui tivesse uma rádio dos Beatles, que tocasse cada vez que a página carregasse (hoje, quase todo blog ou site dos Beatles, tem uma rádio e tenta seguir nosso padrão. Não vão conseguir nunca! O diferencial do Baú do Edu, é a qualidade!). Por uns tempos, a rádio do Baú foi a Beatlesarama e quando enjoei (por causa da repetição excessiva da música de Fred Lennon), troquei pela beatlesradio.com - talvez ninguém tenha nem percebido. De uns tempos pra cá, começou a dar pau e eu voltei pra Beatlesarama. Mas muita gente, muitos amigos, estão pedindo que tire a rádio do ar. Alegam que desvia a atenção. Acho bobagem, já que cada um tem a opção de simplesmente desligar a porra da rádio. Na verdade, eu próprio já me cansei dela faz é tempo. Mas queria compartilhar com vocês. TIRA A RÁDIO, OU DEIXA A RÁDIO? Quem achar que sim, responda SIM. Quem achar que não, NÃO. Simples. Abração em todos e até qualquer dia.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

THE BEATLES - LOVE ME DO / P.S. I LOVE YOU

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Exatamente no dia 5 de outubro de 1962, foi lançado o primeiro compacto dos Beatles com as músicas “Love Me Do” / “P.S. I Love You”. A Rádio Luxemburgo foi a primeira a transmitir uma música dos Beatles. "Love me do" foi gravada em três ocasiôes diferentes e com três bateristas diferentes. A primeira gravação foi feita em 6 de junho de 1962 com Pete Best como parte da audição feita em Abbey Road e o produtor George Martin não aprovou a bateria de Pete Best. Esta versão apareceu no álbum Anthology 1. A segunda em 4 de setembro do mesmo ano, com Ringo Starr na bateria. Esta versão apareceu no álbum Past Masters e "1". A terceira em 11 de setembro com Andy White na bateria e Ringo tocando tamborim. Foi lançada no álbum Please Please Me. A primeira edição do single, entretanto, trazia a versão de Ringo Starr. Para a reedição do single feita em 1976 e a edição comemorativa de 20 anos de lançamento em 1982 foi usada a versão de Andy White. A versão de Pete Best ficou inédita até 1995, quando foi incluída no álbum Anthology 1. "Love Me Do", com Ringo na bateria, também foi regravada oito vezes durante os programas de rádio da BBC (Here We Go, Talent Spot, Saturday Club, Side By Side, Pop Go The Beatles e Easy Beat) entre outubro de 1962 e outubro de 1963. A versão que foi gravada no dia 10 de julho de 1963 e foi ao ar dia 23 de julho no programa Pop Go The Beatles pode ser ouvida no álbum Live at the BBC. Os Beatles ainda a tocaram ao vivo num programa de rádio no dia 20 de fevereiro de 1963, Parade of the Pops, também da BBC.

PATTIE BOYD ABRE O JOGO E CONTA A HISTÓRIA DO MAIS FAMOSO TRIÂNGULO AMOROSO DO ROCK

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A história do triângulo amoroso mais famoso do rock - Harrison – Boyd – Clapton - já apareceu aqui várias vezes. Mas nunca antes desta forma, contada pela própria Pattie Boyd, que viveu com os dois guitarristas mais famosos da história. Aqui, a gente confere um pouco dessa interessantíssima história de amor e paixão, contada por aquela que foi tanto a “alguma coisa”, como a “Layla”. O texto é longo, mas garanto que vale à pena e é uma delícia saborear cada linha dele.
Pattie Boyd poderia ter sido só mais uma modelo dos anos 60 caso não tivesse sido selecionada para ser uma quase-figurante em um filme do maior fenômeno musical de todos os tempos. Durante as gravações de "A Hard Day's Night", dos Beatles, Pattie conheceu George Harrison. Eles viriam a se casar dois anos depois, em 1966. Entretanto, a vida de Pattie também se cruzou com a de Eric Clapton, o lendário guitarrista do Cream e compositor de tantas grandes músicas. Eric e George eram amigos íntimos, e é assim que começa uma das histórias de amor mais conturbadas da história do rock and roll: Eric Clapton, George Harrison e Pattie Boyd, a mulher que inspirou a composição de "Layla" (Clapton) e "Something" (Harrison). No texto a seguir, publicado no Daily Mail, a própria Pattie conta um pouco sobre este conturbado momento de sua vida.

Nós nos encontramos em segredo em um apartamento em Kensington. Eric Clapton me pediu para ir para escutar uma nova música que ele havia escrito. Ele ligou o gravador, aumentou o volume e tocou para mim a música mais poderosa e tocante que eu já havia escutado. Era “Layla”, sobre um homem que se apaixona perdidamente por uma mulher que o ama mas não está disponível. Ele tocou para mim duas ou três vezes, olhando meu rosto a todo momento para ver minha reação. Meu primeiro pensamento foi: “Oh Deus, todo mundo vai saber que é prá mim”.Eu era casada com um dos amigos mais próximos de Eric, George Harrison, mas Eric estava deixando explícito seu desejo por mim havia meses. Eu me sentia inconfortável por ele estar me empurrando em uma direção que eu não estava certa se queria ir. Mas, ao perceber que eu havia inspirado tanta paixão e criatividade, a música tirou o melhor de mim. Eu não pude mais resistir. Naquela noite eu estava indo ao teatro para ver “Oh! Calcutta!” Com um amigo e depois iria a uma festa na casa do empresário Robert Stigwood. George não quis ir nem ao show nem à festa. Depois do intervalo de “Oh! Calcutta!” eu voltei e encontrei Eric no assento ao lado, depois de persuadir um estranho a trocar de lugar com ele. Depois, nós fomos à casa de Robert separadamente, mas logo estávamos juntos. Era uma festa ótima e eu me senti lisonjeada pelo que havia ocorrido anteriormente, mas também profundamente culpada. Depois de algumas horas, George apareceu. Ele estava de cara fechada e seu humor não melhorou ao caminhar por uma festa que já acontecia havia horas e a maioria dos convidados estavam sob efeito de drogas.Ele insistia em perguntar “Onde está a Pattie?”, mas ninguém parecia saber. Ele estava quase indo embora quando ele me viu no jardim com Eric. Estava começando a amanhecer, e estava muito enevoado. George chegou para mim e perguntou: “O que está acontecendo?”. Para o meu horror, Eric disse: “Eu tenho que te contar, cara, que eu estou apaixonado pela sua mulher”. Eu queria morrer. George ficou furioso. Ele virou para mim e falou: “Bem, você vai com ele ou vem comigo?". Eu havia conhecido George seis anos antes, em 1964, quando nós estávamos filmando “A Hard Day’s Night”. A grã-bretanha e a maior parte da Europa estava na onda da Beatlemania. John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr eram acompanhados por multidões onde quer que fossem, e em seus shows milhares de adolescents histéricas gritavam e berravam tão alto que ninguém conseguia escutar a música. Pouco antes do início da filmagem de “A Hard Day’s Night”, os Beatles conquistaram a América. Em fevereiro de 1964 eles apareceram no Ed Sulliven Show, um dos programas de maior prestígio na América, e atraíram 73 milhões de telespectadores. Eu era modelo, trabalhava com alguns dos fotógrafos mais bem sucedidos de Londres, incluindo David Bailey e Terence Donovan. Eu aparecia em jornais e revistas como Vanity Fair e Vogue, mas em março minha agente me enviou para um teste de elenco para um filme. Ela me ligou depois para avisar que haviam me oferecido um papel de uma fã colegial em um filme dos Beatles. Minhas primeiras impressões foram que John parecia mais cínico e áspero que os outros, Ringo o mais carinhoso, Paul era bonitinho e George, com seus olhos castanhos aveludados e cabelo cor de avelã, era o homem mais lindo que eu já havia visto. Em um intervalo para o almoço, me encontrei sentada perto dele. Estar perto dele era eletrificante. Uma das primeiras coisas que ele me disse foi: “Quer casar comigo?”. Ele estava brincando, mas havia um toque de seriedade. Nós ficamos juntos logo depois disso e nos casamos dois anos depois, no dia 21 de Janeiro de 1966. Eu tinha 21, ele tinha 22. Eu era tão feliz e estava tão apaixonada. Eu achava que ficaríamos juntos e seríamos felizes para sempre. Três anos depois, em 1969, George escreveu uma música chamada “Something”. Ele me disse em uma conversa corriqueira que ele havia escrito para mim. Eu a achei linda e ela acabou sendo o maior sucesso que ele escreveu, com mais de 150 regravações. Frank Sinatra disse que ele a achava a mais bela canção de amor já escrita. A versão preferida de George era a de James Brown. A minha era a do George Harrison, que ele tocou para mim em nossa cozinha. Mas, de fato, desde então nosso relacionamento estava passando por problemas. Desde uma viagem ao templo do yogi Maharishi Mahesh na Índia, em 1968, George ficou obsessivo quanto à meditação. Às vezes ele ficava isolado e depressivo. Meu humor começou a refletir o dele, e algumas vezes eu me sentia quase suicida. Eu não acho que tenha existido um perigo real de eu me matar, mas já cheguei a planejar como o faria: colocaria um belo vestido da Ossie Clark e me atiraria da Beachy Head. E haviam outras mulheres, o que realmente me machucava. George era fascinado pelo deus Krishna, que sempre estava rodeado por jovens donzelas. Ele voltou da índia querendo ser um tipo de figura Krishna, um ser espiritual com diversas concubinas. Ele chegou até a dizer isso. Nenhuma mulher estava fora do alcance. Eu era amiga de uma garota francesa que saía com Eric Clapton. Quando ela e Eric se separaram, ela veio ficar conosco em nossa casa, Kinfauns, em Esher, Surrey. Ela não parecia nem um pouco triste por Eric e estava desconfortavelmente próxima a George. Algo estava acontecendo entre eles, mas quando eu perguntei a George ele me disse que minha imaginação estava me guiando, que eu estava paranóica. Eu fui viajar com umas amigas e depois de alguns dias George me ligou para dizer que a garota havia partido. Eu voltei para casa, mas estava chocada por ele ter podido fazer isso comigo. Me senti rejeitada e miserável. Foi por essa época que Eric começou a freqüentar nossa casa. Ele e George haviam se tornado amigos próximos, escrevendo e gravando música juntos. A reputação de Eric como guitarrista era altíssima entre os músicos. Grafites nos muros declarando que “Clapton é Deus” estavam por todo o subúrbio de Londres, e era muito excitante vê-lo tocar. Ele era maravilhoso no palco, muito sexy. Mas quando eu o conheci, ele não se comportava como um rock star – ele era surpreendentemente tímido e reticente. Eu sabia que Eric me achava atraente e eu gostava da atenção que ele me dava. Era difícil não se sentir lisonjeada quando eu o pegava me olhando, ou quando ele escolhia se sentar próximo a mim. Ele me elogiava pelo que eu estava vestindo e a comida que eu cozinhava, e dizia coisas que sabia que me fariam rir. Essas eram todas as coisas que George não fazia mais. Em uma noite de dezembro de 1969 eu levei minha irmã de 17 anos, Paula, para ver Eric tocar em Liverpool. Paula era muito bonita e um pouco do tipo “menina rebelde”, e naquela noite Eric se derreteu por ela. Depois do show, todos fomos para um restaurante e todos ficamos bêbados e rudes. Quando o resto de nós voltou para o hotel, deixamos Eric e Paula dançando. Na noite seguinte, Eric estava tocando em Croydon e novamente Paula e eu fomos assistir, e novamente houve uma festa cheia de excessos depois do show, desta vez na casa de Eric em Ewhurst, Surrey. Logo depois, Paula foi morar com Eric. Em março de 1970, George e eu nos mudamos para uma nova casa. Friar Park era uma magnífica casa no estilo vitoriano próxima de Hanley-on-Thames, Oxfordhire, com 25 quartos, um salão de festas, uma biblioteca, um jardim de 12 acres e mais 20 acres de terra. Uma manhã, logo depois de nos mudarmos, uma carta chegou para mim com as palavras “confidencial” e “urgente” escritas no envelope. Dentro eu encontrei um pequeno pedaço de papel. Em letras miúdas, sem letras maiúsculas, eu li: “querida l. como você provavelmente já percebeu, meus assuntos caseiros são uma farsa galopante, que estão se degenerando dia após intolerável dia... parece uma eternidade desde a última vez que te vi ou falei com você!” Ele precisava saber o que eu sentia: eu ainda amava meu marido ou eu tinha outro amante? Mais crucialmente, eu ainda tinha sentimentos em meu coração para ele? Ele precisava saber, e me implorou para que respondesse. “por favor faça isso, não importa o que diga, minha mente vai descansar... todo meu amor, e”. Eu concluí que era de um maluco. Eu recebia algumas cartas de fãs ocasionalmente – quando não eram cartas raivosas de fãs do George. Eu mostrei a carta para George e outros que estavam na casa. Eles riram e a desprezaram, assim como eu. Naquela noite, o telefone tocou. Era Eric. “Você recebeu minha carta?”, ele perguntou. “Carta?”, eu disse. “Eu acho que não. De qual carta você está falando?” Então caiu a ficha. “Era sua? Eu não imaginava que você se sentia assim”. Foi a carta mais passional que alguém já havia escrito para mim e colocou nosso relacionamento em um outro patamar. Ela fez o flerte mais excitante e perigoso. Mas eu pensava que era apenas flerte. De tempos em tempos durante a primavera e o verão de 1970, Eric e eu nos vimos. Um dia, caminhando pela rua Oxford, ele me perguntou: “Você gosta de mim, afinal, ou está me vendo porque sou famoso?” “Oh, eu pensei que você estava me vendo porque sou famosa”, eu disse. Nós rimos. Ele sempre teve dificuldade em falar sobre seu sentimento, e ao invés disso os despejava em suas músicas e letras. Teve uma vez em que nos encontramos sob o relógio da rua Guildford High. Ele havia acabado de voltar de Miami e me trouxe calças boca-de-sino – como na música “Bell Bottom Blues” (nota do tradutor: Blues das Calças Boca de Sino). Ele estava bronzeado e estava lindo e irresistível – mas eu consegui resistir. Em outra ocasião eu dirigi para Ewhurst e nos encontramos num bosque ali perto. Eric estava usando um casaco de pele de lobo e estava muito sexy. Nós não fomos para sua casa porque alguém poderia estar lá. Muitas pessoas moravam em Hurtwood Edge: sua banda, os Dominos, Paula e Alice Ormsby-Gore, outra das namoradas de Eric. A freira dentro de mim achou a situação desconfortável mas estranhamente excitante, e foi no fim daquele ano, depois que Eric tocou “Layla” para mim no apartamento em South Kensington que eu sucumbi a seus avanços. Depois do confronto entre George e Eric na festa de Robert Stigwood, eu voltei para casa com meu marido. Ao chegar lá, eu fui para a cama e George desapareceu em seu estúdio. Quando voltei a encontrar Eric, ele apareceu de surpresa em Friar Park. George estava viajando – eu não sei se Eric já sabia disso – e eu estava sozinha. Ele disse que queria que eu fugisse com ele: ele estava desesperadamente apaixonado por mim e não podia viver sem mim. Eu teria que abandonar George naquele momento e ir com ele. “Eric, você está louco?”, eu perguntei. “Eu não posso. Estou casada com George”. Ele disse: “Não, não, não. Eu te amo. Eu tenho que ter você na minha vida”. “Não,” eu disse. Ele pegou um pequeno frasco de seu bolso e o segurou em minha direção. “Bem, se você não fugir comigo, vou usar isso”. “O quê é isso?” “Heroína”. “Não seja tão estúpido”. Eu tentei tirar dele mas ele puxou seu punho e escondeu o frasco no bolso. “Se você não fugir comigo”, ele disse, “é isso. Estou fora”. E ele sumiu. Raramente o vi nos três anos seguintes. Ele fez como ameaçou. Ele usou a heroína e rapidamente ficou viciado. E ele levou Alice Ormsby-Gore com ele. Eric já havia usado vários tipos de drogas, aquelas que todos usávamos – maconha, estimulantes, depressivos e cocaína – e ele bebia compulsivamente. Mas seu traficante andava insistindo recentemente que ele comprasse heroína cada vez que Eric comprava cocaína. Eric andava usando heroína esporadicamente por quase um ano e acumulou uma boa quantidade. Então começou a usar sempre. Ele e Alice se isolaram em Hurtwood Edge. Ele não saía de casa, não via amigos, não atendia à porta ou ao telefone, e os dois quase caíram no esquecimento. Nesse período Paula se foi. Ela esteve com Eric em Miami, quando ele estava gravando “Layla”, e na hora soube que era sobre mim. Ela sempre teve a suspeita de que Eric estava com ela porque ela era a segunda melhor coisa depois de mim, e eu era inalcançável. Ouvir “Layla” confirmou isso. Ela esteve seriamente apaixonada por Eric, mas ele destruiu seu orgulho, auto-estima e confiança, que já eram frágeis. Além disso tudo, sua irmã mais velha era a última pessoa em quem ela podia buscar apoio. Eu tentei ligar para Eric, mas Alice sempre atendida e eu desligava. Eu passei a dar mais atenção para meu marido e para a reforma da casa. Por um breve período o projeto nos uniu, mas a casa era tão imensa e sempre tinha tanta gente nela que nunca tivemos qualquer intimidade. Na maior parte do tempo, mesmo quando George estava em casa, eu não sabia aonde ele estava. Na hora das refeições, havia tantas outras pessoas na mesa que não era possível ter qualquer conversa. E mesmo que dividíssemos uma cama, ele geralmente estava em seu estúdio ou meditando metade da noite em seu quarto octagonal no topo da casa. Este cômodo havia virado seu santuário. Eu me sentia mais e mais alienada. Eu não me sentia incluída nos pensamentos ou nos planos de George. Eu não era mais sua parceira em nada. Ele estava cercado de “homens-sim”. Quando eu o questionava disso, ele dizia: “Bem, eu odiaria estar cercado de homens-não”. Eu ouvi falar de Eric novamente em janeiro de 1971, dois meses depois do encontro em que ele prometeu usar heroína. Ele me escreveu de uma cabana no País de Gales. Na primeira página de uma cópia de “Of Mice And Man”, de Steinbeck, ele havia escrito: “querida layla, por nada mais que os prazeres do passado eu sacrificaria minha família, meu deus, e minha própria existência, e ainda assim você não se mexeria. eu estou no limite da minha mente, eu não posso voltar e não há nada no futuro (além de você) que pode me atrair para além de hoje. eu ouvi o vento, eu observei o aglomerado escuro de nuvens, eu senti a terra sob mim para um sinal, um gesto, mas havia apenas o silêncio. porque você hesita, sou um mau amante, sou feio, sou muito fraco, muito forte, você sabe porque? se você me quer, me leve, sou seu... se você não me quiser, por favor quebre este feitiço que me amaldiçoa. enjaular um animal é um pecado, domá-lo é divino. meu amor é seu.” A carta estava assinada com um coração. Esta nota curta me despertou sentimentos que demorei dois meses para superar. Eu escrevi para ele e disse o que ele queria escutar. “Como você está? Espero que o ar galês esteja refrescando sua mente e aquecido seu coração. Oh, eu queria tanto passar um tempo com você aí... seria lindo estarmos juntos, apenas por um tempo.” Se as estrelas mudassem repentinamente seu curso e eu puder ir para Gales, enviarei um telegrama. Por favor, se cuide. Luas cheias de amor, L” Assim que postei a carta, tive dúvidas terríveis e imediatamente enviei um cartão postal. Ele simplesmete dizia: “Olá, por favor desculpe e esqueça minha sugestão desmiolada. Com amor, L”. Sua resposta veio na contracapa de um livro de baladas escocesas e estava escrita em tinta verde. “Foi muito significante ter recebido ambas as cartas na mesma manhã. foi como observar um bumerangue em pleno vôo”. Ele disse que entendia minha situação e não sabia o que sugerir. “Eu amo você, mesmo você sendo medrosa”. Nada saiu das nossas fantasias e eu não o vi ou falei com ele novamente até agosto de 1971. George havia persuadido Eric para sair Hurtwood Edge para tocar em um evento filantrópico, “Concert For Bangladesh”, em Nova York. Eric estava em uma fase péssima, mas George achava que se o levasse ao palco, mesmo sob o efeito de drogas, seu vício viraria um “segredo aberto” e talvez ele abrisse a porta para seus amigos um pouco, e eles poderiam ajudar. Todo mundo sabia que se Eric tivesse a chance de terminar duas performances – uma de tarde e outra de noite – ele necessitaria de um suplemento de heroína assim que chegasse em Nova York. Eu me lembro de conversas sobre encontrar uma muito boa, chamada Elefante Branco, para ele. Tinha que ser muito pura porque ele nunca injetava – ele morria de medo de agulhas – mas cheirava, como se fosse cocaína, em uma colher de ouro que ele usava no pescoço. Alice encontrou a heroína – ela sempre conseguia. Enquanto eles moravam em Hurtwood Edge, ela foi para Londres para fazer o trabalho sórdido de pegar suplementos enquanto Eric ficava em casa. Se os suplementos começassem a acabar, ela daria a parte dela e pegaria alguma outra coisa. Ela estava bebendo pelo menos duas garrafas de vodka por dia para que ele pudesse usar a heroína. Naquele dia ele e eu mal nos falamos. Ele estava rodeado de pessoas, e no palco, ele estava bem desligado; eu não tenho certeza se ele me viu. Foi um choque pensar que ele havia feito aquilo para ele mesmo por minha causa. No começo eu me senti culpada, mas depois meus sentimentos se inverteram violentamente e eu fiquei furiosa por ele ter me pedido para escolher entre ele e o meu marido. Quando o show acabou, Eric e Alice voltaram para os horrores de sua prisão auto-imposta em Hurtwood Edge. Pete Townshend do The Who era o único amigo que se recusava a aceitar “não” como resposta e ia para a casa com tanta freqüência que eventualmente Eric teria que vê-lo. Pete o persuadiu a tocar em outro show beneficente, desta vez em Finsbury Park, na zona norte de Londres. O show em 1973, divulgado como a volta de Eric, foi um triunfo. Eu estava sentada na platéia com George, Ringo, Elton John, Joe Cocker e Jimmy Page. Eric não parecia bem – sua dieta de viciado de junk food e chocolate fizeram com que ele engordasse. Quando eu ouvi as primeiras notas de “Layla”, a primeira música da noite, e depois a letra, meu sangue gelou. Ele podia ter se destruído nos últimos três anos, mas ele não havia esquecido como tocar um coração com sua guitarra. Toda a emoção que eu havia sentido por ele quando ele desapareceu da minha vida ferveu dentro de mim. O show fez Eric lembrar que havia uma alternativa para sua vida de viciado e ele concordou em aceitar o tratamento. Ele se livrou da heroína – e foi direto para o álcool. Ele se tornou um visitante regular de Friar Park e expunha seu amor por mim com vigor crescente. Cartas chegavam quase diariamente, e nelas ele pedia para que eu deixasse George e fosse com ele. Enquanto isso, as coisas entre George e eu estavam indo de mal a pior. Eu não sabia quais eram seus sentimentos em relação ao Eric quando ele voltou em nossas vidas. Nós estávamos tão chapados na noite da festa de Robert Stigwood que ele poderia ter esquecido sobre o confronto na névoa, mas eu acho que não. George nunca falou sobre isso, mas depois daquela noite eu acho que ele sentiu que podia ser tão descarado quanto quisesse ao buscar outras mulheres. Na primavera de 1973 nós iríamos viajar juntos nas férias. No dia anterior à nossa partida, George disse que não estava se sentindo bem e que não poderia ir. Ele acabou indo para a Espanha, supostamente para ver Salvador Dali, com a mulher de Ronnie Wood, Krissie.Ronnie, então baixista do The Faces, e Krissie, eram nossos amigos e freqüentemente vinham passar uns dias em Friar Park. Eu estava desesperadamente machucada: outra de minhas amigas estava dormindo com George. Quando eu o desafiei ele negou. Ao invés de viajar com George, fui às Bahamas com minha irmã Paula, que estava lutando contra o próprio vício em heroína. Enquanto estávamos lá recebemos uma ligação de Ronnie Wood. Ele estava em turnê e disse que iria passar uns dias conosco. Ele não parecia bravo com o fato de sua mulher estar com George – ele achava engraçado eles terem ido ver Dali. Ronnie era um homem adorável, e talvez naquele momento um pouco de diversão, risadas e um par de braços confortantes fossem o que eu precisava. A gota d’água para George e eu foi seu caso com a esposa de Ringo, Maureen. Ela era a última pessoa de quem eu esperava uma punhalada nas costas. Eu descobri através de algumas fotos que ela esteve em casa com George enquanto eu visitava minha mãe em Devon. Ele havia dado a ela um belo colar, que ela usou na minha frente. Então eu os encontrei trancados em um quarto em Friar Park. Eu fiquei do lado de fora esmurrando a porta e gritando: “O que você está fazendo? Maureen está aí dentro, não está? Eu sei que ela está!”. George apenas ria. Depois de um tempo ele abriu a porta e disse: “Oh, ela só estava um pouco cansada, então se deitou”. Eu corri direto prá laje da casa e abaixei a bandeira com o símbolo do Om que George tinha hasteado e hasteei a bandeira de pirata no lugar. Aquilo me fez sentir muito melhor. Maureen não estava preparada nem para ser sutil. Ela voltou ao Friar Park meia noite e eu perguntei: “Que diabos você está fazendo aqui?” “Eu vim escutar o George tocar no estúdio.” “Bem, eu vou para a cama.” “Ah, bem, eu vou pro estúdio.” Na manhã seguinte ela ainda estava lá, e eu perguntei: “Você já pensou nos seus filhos? O que você quer? Não gosto disso.” “É complicado,” foi sua resposta. Ringo não imaginava o que estava acontecendo até eu ligar para ele um dia e dizer: “Você já se perguntou porque sua mulher não volta para casa de noite? É porque ela está aqui!” Ele ficou furioso. George continuava fingindo que nada estava acontecendo e me deixava sentir como se estivesse ficando paranóica. Eu me sentia rejeitada e abandonada e era terrivelmente difícil falar com George. Ele havia ficado pior no ano anterior, talvez porque Eric continuasse vindo e deixando óbvio que queria me ver. George deve ter sentido que estávamos tendo um caso, mas nunca disse nada. Numa noite, o ator John Hurt estava conosco. Eric estava para vir também e George decidiu tirar a história a limpo com ele. John quis ser educado e sair, mas George insistiu para que ficasse. John se lembra de George descendo as escadas com duas guitarras e dois pequenos amplificadores, os deixando no chão da sala e esperando impacientemente a chegada de Eric – que estava de cara cheia, como de costume. Assim que Eric passou pela porta, George estendeu uma guitarra e um amplificador a ele – como um cavalheiro do século XVIII oferece a espada a um rival – e por duas horas, sem uma palavra, eles duelaram. O ar estava elétrico e a música excitante. No fim das contas nada foi dito, mas o sentimento geral era de que Eric havia ganhado. Ele não havia se deixado irritar ou apelado para de que Eric havia ganhado. Ele não havia se deixado irritar ou apelado para exercícios de escala como George havia. Mesmo bêbado, ele era imbatível na guitarra.Toda aquela época foi maluca. Friar Park era um hospício. Nossas vidas eram regadas a álcool e cocaína, e assim era a vida de todos que viviam no nosso meio. Todos estávamos tão bêbados, chapados e hedonistas quanto os outros. Ninguém parecia ter objetivos, prazos ou nada pressionando suas vidas, nenhuma estrutura ou responsabilidade.Cocaína é uma droga sedutora porque faz você se sentir eufórico e bem consigo mesmo. Ela tira suas inibições e faz até a pessoa mais tímida e insegura se sentir confiante. E nós tínhamos tanta energia – qualquer um falaria besteiras duas vezes mais e beberia duas vezes mais porque a cocaína nos fazia sentir sóbrios. George usava cocaína demais e eu acho que isso o mudou. Maconha não era destrutiva. A maconha nos anos sessenta – uma droga muito diferente do skank que os garotos fumam hoje – tinha a ver com paz, amor e expansão de consciência. Cocaína era diferente e eu acho que congelou as emoções de George e endureceu seu coração. Na noite de ano novo de 1973, Ringo deu uma festa em sua casa. George chegou antes de mim e, quando eu cheguei, ele disse: “Vamos nos divorciar neste ano”. Em 1974, George contou a Ringo que estava apaixonado por sua esposa. Ringo ficou num estado lastimável e saiu dizendo: “Nada é real, nada é real”. Fiquei furiosa. Saí de mim e pintei meu cabelo de vermelho. Em junho daquele ano, eu voltei para casa uma noite para encontrar Eric, Pete Townshend e Graham Bell, outro músico, perambulando ao redor de nossa casa. Eu fiz uma janta, que nós comemos entre risos forçados, e então Eric me levou para fora e me pediu novamente para deixar George. Nós ficamos sozinhos e juntos pelo que pareceram horas, e ele estava tão passional, desesperado e persuasivo que eu me senti inquieta, perdida e confusa.Eu tinha de fazer uma escolha. Eu iria com Eric, que havia escrito a música mais linda para mim, que havia ido ao inferno e voltado nestes últimos três anos por minha causa e que havia me balançado com seus protestos de amor? Ou eu escolheria George, meu marido, que eu havia amado mas que estava sendo frio e indiferente em relação a mim por tanto tempo que eu mal podia me lembrar da última vez que ele havia me mostrado qualquer afeto, ou dito que me amava? Naquela noite, Eric partiu e foi quase que diretamente para os Estados Unidos em turnê. No dia 3 de julho eu contei a George que o estava deixando. Era tarde da noite e eu entrei no estúdio explicando que estávamos levando uma vida ridícula e odiosa, e que eu estava indo para os Estados Unidos. Quando ele foi para a cama, eu podia sentir sua tristeza ao deitar ao meu lado. “Não se vá”, ele disse. Metade de mim queria ficar e acreditar nele quando ele disse que ia melhorar, mas eu estava decidida. No dia seguinte, com grande tristeza no coração, eu empacotei algumas coisas, disse um adeus choroso ao Friar Park e voei para a América. O que eu havia sentido por George foi um grande e profundo amor. O que Eric e eu tínhamos era uma paixão poderosa e intoxicante. Era tão intensa, tão urgente, tão avassaladora que eu quase perdi o controle. Ao fazer a decisão de sair do meu casamento, eu sabia que estaria com ele, iria a todos os lugares com ele, faria tudo o que ele fizesse, ficaria com ele de todo o jeito. O que, naquela turnê nos Estados Unidos em 1974, significava beber e tudo mais que viesse.

YOU DON'T HAVE TO SAY YOU LOVE ME, MAS DIGA ALGUMA COISA!

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“You Don't Have To Say You Love Me” - é uma versão em inglês para uma canção italiana chamada "Io che non vivo (senza te)" e foi escrita por Pino Donaggio e V. Pallavacini em 1964 e lançada pela primeira vez por Pino Donnagio no mesmo ano. A versão em inglês aconteceu em 1966 por Vicky Wickham e Simon Napier-Bell, especialmente para a cantora inglesa Dusty Springfield. Essa canção também foi gravada e lançada em 1970 por Elvis Presley no álbum “That's The Way It Is”. Elvis a executou em vários shows nos anos 70. Também foi regravada pelo grupo vocal americano The Floaters em 1977. Com o passar dos anos “You Don't Have To Say You Love Me” ganhou o status de uma das mais belas canções de amor do século XX. Aqui, a gente confere as duas principais versões, com Dusty Springfield e o inigualável Elvis. Soberbo!

Dusty Springfield foi eleita pela revista Rolling Stone uma das melhores vozes de todos os tempos, estando na 35ª posição dos melhores cantores. Ela morreu em março de 1999, de câncer aos 59 anos.

JOHN LENNON - OH MY LOVE - SEMPRE EMOCIONANTE

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PAUL McCARTNEY - MY LOVE - DEMAIS!

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GEORGE HARRISON - YOUR LOVE IS FOREVER

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RINGO STARR - CHOOSE LOVE - SENSACIONAL!

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CILLA BLACK - I'LL STILL LOVE YOU

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"I'll Still Love You" é uma canção escrita por George Harrison e primeiro lançada por seu amigo Ringo Starr no álbum de 1976 álbum “Ringo's Rotogravure”. A canção tinha um histórico de gravação longo, tendo sido originalmente escrita em 1970, com o nome "When Every Song Is Sung". Harrison destinou a música para Shirley Bassey, mas também a gravou durante as sessões de “All Things Must Pass”. Entre Beatles biógrafos, "Quando Cada canção é cantada" (como a música foi originalmente concebida) é considerada uma das melhores canções de amor de Harrison e em pé de igualdade com os padrões dos Beatles, como "Something" "e" Yesterday ". O Autor Ian Inglis descreve a música como "uma obra-prima inacabada". Não deixe de conferir a postagem sobre o álbum “Ringo’s Rotogravure” e outras postagens com Cilla Black interpretando músicas dos Beatles.

THE BEATLES - IT'S ONLY LOVE - 2015

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Como John compôs "It's Only Love" como uma faixa animada, cheia das rimas e imagens cliché, não surpreende que as pessoas achem que a música não condiz em nada com sua personalidade. A letra descreve como sua garota "ilumina sua noite" e, ainda assim, o deixa nervoso. O problema do narrador é, simplesmente, estar apaixonado. É uma das várias músicas dos Beatles que John dizia que realmente detestava. "Sempre tive vergonha dela por causa da letra abominável", ele disse em 1969.Todas as músicas de que John se arrepende de ter escrito foram condenadas por ele, não pela melodia, mas por causa das letras, que lhe pare¬ciam não expressar nenhum sentimento real. Nesse caso, as deficiências da canção podem ter sido resultado da pressão de criar as músicas necessárias para o lado B do disco “Help!”. "It's Only Love" deve ter sido a primeira (e inocente) incursão de John em uma letra sobre expansão da consciência (a música começa com as palavras "I get high", ou "eu fico doidão". A guitarra solo com som trêmulo é resultado de mais experimentações de George com o pedal de volume/tom. Ele só alcançaria o domínio perfeito da técnica em "Yes It Is". George Martin e sua orquestra gravaram a composição como uma música instrumental usando o título provisório original de John, "Thats A Nice Hat", mesmo antes de John compor a letra. Fonte: "The Beatles - A história por trás de todas as canções - Steve Turner.

PETER AND GORDON - A WORD WITHOUT LOVE - SENSACIONAL!

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Uma fita com Paul McCartney tocando "A World Without Love" foi encontrada por Peter Asher (o "Peter" da dupla Peter & Gordon) - que gravou a música com grande sucesso em 1964. Essa é a única versão conhecida da canção com seu autor. Nessa época McCartney morava na casa de Peter. Ele era irmão de Jane Asher, que então namorava o Beatle. famoso. O músico contou que ele e McCartney tinham gravadores em seus quartos. Em um certo dia Paul lhe falou sobre a música e tocou o resultado. O curioso é que a princípio ninguém se interessou pela canção. Asher diz que John Lennon não achou boa o bastante para os Beatles. O cantor Billy J. Kramer também não viu nada na composição e deixou passar. Pouco depois Peter & Gordon conseguiram um contrato. Asher correu para seu amigo famoso e perguntou se podia gravá-la. Afinal sair de cara com uma música inédita de "Lennon &McCartney" era garantia de sucesso. Paul só pediu mais um tempo para finalizar a faixa, o que levou mais algumas semanas. Ainda não havia planos para o lançamento oficial da gravação. Mas Asher aparece tocando a fita em sua apresentação "Peter Asher: A Musical Memoir of the '60s and Beyond" em que ele relembra histórias vividas na década de 60. No tape também pode-se ouvir Paul McCartney cantando uma versão embrionária de "I'll Follow the Sun que foi gravada pelos Beatles tempos depois. Entre os maiores sucessos da dupla, além de "A World Without Love", estavam "Nobody I Know" (Lennon & McCartney), "True Love Ways", "Woman" (Lennon & McCartney), , "I Got To Pieces" e "I Don't Want To See You Again" (Lennon & McCartney). Seu último sucesso foi "Lady Godiva". Peter Asher continuou sua carreira, agora como executivo de gravadora na Califórnia, representante da Apple, produzindo artistas como Linda Ronstadt, James Taylor e Cher, entre outros.

Peter está hoje com 70 anos. Gordon Waller faleceu em 17 de julho de 2009, aos 64 anos de ataque cardíaco.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

PAUL McCARTNEY & WINGS - VENUS & MARS - FANTÁSTICO!

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Com uma nova formação e mais entrosado, o Wings produz outro álbum fora de seus domínios destinado a ser mais um campeão de vendas em todo o planeta. Depois de um começo incerto e irregular, não era mais possível negar. O Wings havia alcançado o status de superbanda, e Paul McCartney já podia comemorar o sucesso fora dos Beatles apenas cinco anos após o fim do grupo que mais influenciou a história da música pop.
Fonte: Claudio Dirani - Paul McCartney - Todos os segredos da carreira solo.

Com Band On The Run ainda em posição confortável nas paradas (onde permaneceria por 273 semanas desde o seu lançamento), McCartney aproveitou a maré de sorte para dedicar-se a diversos projetos. Entre janeiro e março de 1974, ele participaria ativamente das gravações de ‘McGear’, uma colaboração com o irmão Michael McCartney. O álbum contou com diversas composições inéditas de sua autoria, além de faixas escritas em parceria com Michael - (esse disco já esteve aqui para download!). No mês seguinte, McCartney viajou a Los Angeles especialmente para acompanhar a cerimônia do Oscar, onde Live And Let Die concorria ao prêmio de melhor canção. Naquela oportunidade, ele seria fotografado ao lado de John Lennon pela última vez, na casa de praia do parceiro, em Malibu. Em julho, chegaria a hora de mais uma viagem para o Wings, já com as presenças de Geoff Britton (bateria) e Jimmy McCulloch (guitarra), que partiria para Nashville em busca de entrosamento — pessoal e musical. Na capital da música country, o grupo gravaria ao lado de feras como Chet Atkins e Llyod Cramer o seu próximo compacto, Juniors Farm / Sally G, além de produzir uma homenagem ao pai de McCartney, Walking The Park With Eloise, sob o pseudônimo do grupo “The Country Hams”. De volta ao Reino Unido, McCartney levou a banda a Abbey Road para a gravação do especial One Hand Clapping, uma produção inédita até os dias de hoje.

Outro projeto cancelado nesta época seria o álbum Hot Hits and Cold Cuts, que mesclaria sucessos como Another Day, Hi, Hi, Hi e o “contemporâneo” Junior’s Farm, com sobras de estúdio, como Mama’s Little Girl. O álbum seria retomado e re-planejado por McCartney diversas vezes no final dos anos 70, e no início da década seguinte, mas abandonado até hoje. As gravações do novo álbum começaram em novembro de 74, no próprio estúdio da EMI onde Geoff Britton participaria de suas últimas sessões ao lado do Wings. Para o seu posto, é chamado o “agressivo” Joe English. O baterista se entrosou rapidamente com os companheiros em tempo de embarcar para Nova Orleans, em fevereiro de 1975, com a missão de finalizar o próximo LP, Venus And Mars, destinado a ser o próximo campeão de vendas da banda.

Após o lançamento do disco, e prestes a começar sua turnê mundial no mesmo ano, McCartney opinou sobre o seu novo material ao jornalista John Ingham: 'Nós somos uma banda bem unida, e não temos nada o que provar. Fazemos a música que gostamos e esperamos que o público também goste. E se eles realmente gostarem, ficaremos felizes com o nosso dia de trabalho”.

Para celebrar a produção de Venus And Mars, uma festa, em grande estilo, foi organizada a bordo do navio, Queen Mary, no litoral da cidade de Long Beach, Califórnia. Alguns dos convidados especiais que compareceram ao evento no dia 24 de março de 1975: George e Olivia Harrison, Bob e Sarah Dylan, Dean Martin, Cher, Joni Mitchell, The Jackson Five, Mick Dolenz e Davey Jones (The Monkees), Phil Everly (Everly Brothers), Chicago, Carole King, Jose Feliciano, Linda Ronstadt, Harry Nilsson, Jimmy Webb, The Faces, America, Paul Williams, Jim Messina, Helen Reddy, Rudy Vallee, eThe Hudson Brothers. A trilha sonora foi providenciada pelo pianista e compositor, Professor Longhair, e pela banda The Meters. O registro ao vivo dessa performance seria mais tarde lançado em dois LPs: Professor Longhair Live on the Queen Mary e The Meters — Live on the Queen Mary.

Antes de registrar a maior parte das gravações na cidade de Nova Orleans — a capital do Carnaval norte-americano — o Wings utilizou o aconchegante Studio 2 de Abbey Road em novembro de 1974 para completar três faixas que entrariam em seu próximo LP: Letting Go, Medicine Jar e Love In Song - todas elas com Geoff Britton na bateria. Entre fevereiro e março do ano seguinte, o estúdio Sea Saint, em Nova Orleans, abrigaria McCartney e sua trupe para a finalização da maioria das bases rítmicas de Venus And Mars. Algumas sobras deste trabalho apareceriam no futuro, como My Carnival (lado B de Spies Like Us), Lunch Box/Odd Sox (lado B de Coming Up) e New Orleans (Wide Prairie). Com o material devidamente gravado, o Wings viajou para Los Angeles, onde daria os toques finais no álbum no estúdio Wally Haider. Uma das canções mais produzidas na locação foi Listen To What The Man Said, com a participação especial de Tom Scott (clarineta) e Dave Mason (guitarra). A maioria das canções do álbum também contaria com arranjos produzidos por Tony Dorsey. De volta à Inglaterra, McCartney produziu algumas gravações no estúdio Abbey Road, em julho daquele ano, entre elas os instrumentais Reverse (inédito) e Rudolph the Red-Nosed Reggae - lançado quatro anos depois como lado B de Wonderful Christmas Time. Os ensaios para a turnê começariam no mês seguinte, nos estúdios Elstree, em Londres, durando até setembro. Já os shows decolaram na cidade inglesa de Southampton, neste mesmo mês, seguindo para a Austrália somente no final de outubro.

A capa, fotografada por Linda McCartney foi considerada a Capa do Ano pela revista Music Week. A arte ficou por conta de Hipgnosis e George Hardie. E as fotos internas são de Aubrey Powell. O álbum foi produzido pelo próprio McCartney. Na Eequipe técnica estavam Geoff Emerick e Allan O’ Duffy. Venus And Mars foi número 1 tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos. Um discaço! Com tudo o que tem direito!

JOHN LENNON - IT'S SO HARD - SENSACIONAL!

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“It’so Hard” - "É tão difícil", é uma canção escrita e interpretada por John Lennon , que apareceu pela primeira vez em seu álbum “Imagine” de 1971. Também foi lançada como lado B do single "Imagine". No México, foi lançado em um EP com "Imagine", "Oh My Love" e "Gimme Some Truth". Também aparece no álbum ao vivo de Lennon “Live in New York City”, lançado em 1986, mas gravado ao vivo em de 30 de agosto de 1972. De acordo com o autor John Blaney, a letra de “It’so Hard” representa um resumo da luta de Lennon com os problemas da vida. Lennon queixa-se sobre as dificuldades e a necessidade de comer e ter amor, observando que às vezes as coisas ficam tão difíceis que ele quer parar de tentar. Ele só encontra consolo com sua amante. O autor Andrew Grant Jackson interpreta a canção como demonstrando a dificuldade em conseguir a utópica visão de "Imagine", que foi lançado como o lado A do single. A letra incorpora um duplo sentido, como "vai para baixo", que é usada para significar "desistir" no início, mas referir-se ao sexo oral no final da canção. “It’so Hard” é um hard rock blues. Os instrumentos principais são apenas Lennon na guitarra, Klaus Voormann no baixo e Jim Gordon na bateria. Além disso, os instrumentais incluem cordas tocadas por dois violinistas e um solo de saxofone tocado por King Curtis , que seria assassinado logo depois da gravação e antes do lançamento de "Imagine".

THE BEATLES - I CALL YOUR NAME - DEMAIS!

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"I Call Your Name" é uma canção dos Beatles escrita principalmente por John Lennon e creditada a Lennon/McCartney. Lennon escreveu a canção antes da formação dos Beatles, e em 1963 a cedeu para que Billy J. Kramer and The Dakotas a gravassem. Os Beatles a gravaram em 1964, quando foi lançada na Grã-Bretanha e nos EUA como lado B de Long Tall Sally. "I Call Your Name" foi relançada em 1988 na coletânea Past Masters, Volume One. The Mamas & the Papas gravaram a canção em 1966, e Ringo Starr gravou uma versão para um programa especial de televisão, no décimo aniversário da morte de Lennon.

John calcula que escreveu "I Call Your Name" quando "os Beatles ainda nem existiam como banda". Como o Quarry Men, seu primeiro grupo, foi formado pouco depois que ele comprou seu primeiro violão, em março de 1957, ele deve ter escrito a música enquanto aprendia a tocar ou até mesmo antes, quando só sabia tocar banjo. The Quarry Men era inicialmente um grupo de skiffle formado por amigos da escola Quarry Bank High. Rod Davis, que tocava banjo com eles, não se lembra de ter visto John escrevendo músicas naquela época. "O que nós fazíamos era ouvir os singles mais recentes no rádio e tentar anotar as letras", ele conta. "A questão é que, se você não conseguisse entender, ou não conseguisse escrever rápido o bastante, ficava empacado. Então o que John costumava fazer era colocar suas próprias letras nessas músicas. Ninguém parecia notar porque as pessoas também não sabiam as letras. Havia uma música chamada 'StreamlineTrain', que John reescreveu como 'Long Black Train'. Ele também colocou uma letra nova no sucesso de Del Vikings 'Come Go With Me', e eu não percebi até ouvir a versão original muitos anos depois." 
Se a canção foi escrita há tanto tempo quanto John achava, isso significa que ele já vinha escrevendo sobre o desespero nos tempos de escola. Os versos "I never weep at night, I call your name" são próximos de "In the middle of the night, I call your name", de 1971, de "Oh Yoko", que faz parte do álbum Imagine. John adicionou o solo de blue beat jamaicano em 1964. Blue beat e ska, levados para a Inglaterra por imigrantes das índias Ocidentais, estavam se popularizando entre os britânicos e o selo Blue Beat, fundado por Ziggy Jackson em 1961, havia lançado 213 singles nos três anos ante­riores. Duas semanas após a gravação de "I Call Your Name", o New Musical Express questionava se o ska e o blue beat se tornariam o grande tema do momento da música pop. Com os Beatles por perto, eles não teriam a menor chance.

E é com a gravação de Ringo Starr com a participação especialíssima de alguns Wilburys que a gente confere novamente essa pedrada matadora dos Beatles. Valeu! Abração!


THE BEATLES - HUNTER DAVIES - A ÚNICA BIOGRAFIA AUTORIZADA PELOS PRÓPRIOS!

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Em 1966, Hunter Davies era um jornalista interessado em saber mais profundamente sobre a história dos Beatles. Já havia entrevistado os rapazes e lido os poucos livros publicados sobre o quarteto, mas ninguém ainda havia passado muito tempo com eles ou ido além das perguntas óbvias sobre a fama e o sucesso. A idéia de escrever um livro definitivo sobre a banda do momento parecia perfeita e, surpreendentemente, eles toparam. Brian Epstein, o empresário, não apenas concordou com a empreitada como ainda garantiu: depois que o livro saísse, durante dois anos os Beatles não falariam com mais ninguém além de Davies. “The Beatles” foi publicado em 1968 e, como se sabe, em 1970 a banda não existia mais, tornando seu livro a única biografia autorizada de um dos grupos musicais mais influentes da história.

Durante 18 meses entre 1967 e 1968, Davies acompanhou John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison em shows, gravações, turnês e em momentos particulares, em casa, com suas famílias. Reuniu fotos raras, entrevistou pais, esposas e amigos dos músicos, documentou a infância e a vida pré-Beatles dos quatro, e contou a história do The Quarrymen, banda formada por John que serviu como espécie de base para o grupo.

Depois de seu primeiro lançamento, em 1968, a biografia só cresceu à medida que a importância da banda para a história da música se confirmava. Hoje, os papéis rabiscados que Davies catava no chão dos estúdios Abbey Road para incluir no livro valem milhões; o escritor acredita que cerca de 5 mil pessoas ao redor do mundo vivam do legado dos Beatles: sejam escritores, pesquisadores, acadêmicos, artistas, vendedores de souvenirs ou funcionários da indústria do turismo e de museus.

Para atualizar a história, Davies revisitou seu texto para esta nova edição. Ele não mudou o que escreveu na década de 1960: “Se tivesse que me manter atualizado com todas as revelações subsequentes (…) eu precisaria reeditar esse livro todo ano (…). Trata-se de um registro acurado, mais ou menos, do que eles acreditavam na época”, diz. Mas adicionou um prólogo com material novo, uma reflexão sobre a história dos integrantes após o fim da banda e detalhes dos bastidores da negociação do livro. Entre as informações novas incluídas no prólogo está uma letra de música inédita de George Harrison, rabiscada num papel que o músico entregou para Davies quando ele lhe pediu “um exemplo de sua caligrafia”.

No fim, também como parte da revisão, há ainda relatos sobre personagens entrevistados por Davies e que morreram ao longo destas quase cinco décadas. Entre eles estão a tia Mimi, que criou John Lennon; Linda McCartney, a primeira mulher de Paul; o guia espiritual Maharishi, o mestre de cerimônias do Cavern Club Bob Wooler e o gerente de produção original e muito amigo da banda Neil Aspinall.

Hunter Davies é jornalista e escritor, e tornou-se famoso mundialmente como o biógrafo dos Beatles em 1968. Escreveu dezenas de biografias, contos infantis e romances, além de um celebrado livro sobre futebol. Atualmente colabora com a revista The New Statesman e os jornais The Sunday Times e Daily Mail. Também é autor do sensacional “As Cartas de John Lennon”. Na livraria Cultura, a novíssima edição do livrão de Davies com 602 páginas, cheio de fotos raras e acabamento com capa dura, custa apenas R$ 65,00.

A edição de 1968 já esteve aqui para download. Não deixem de conferir também:

THE BEATLES – I’M SO TIRED - SIR WALTER RALEIGH X JOHN LENNON

Um comentário:

Sir Walter Raleigh (1552-1618) - Espião, escritor, poeta britânico renascentista e explorador. Buscando encontrar a cidade de Eldorado, subiu o rio Orinoco na Guiana, retornando para a Inglaterra com pouco ouro, porém com duas novidades: TABACO e batatas. Na música "I'm So Tired", John Lennon amaldiçoa Raleigh, devido ao seu próprio vício que não podia controlar. Chamando-o de "estúpido". Lennon escreveu a canção durante a meditação transcendental em Rishkesh na Índia, numa noite que não conseguia dormir. O cansaço de Lennon está presente na letra, quando diversas vezes ele repete, "Eu estou muito cansado," seguido de frases como: "Já faz três semanas, eu estou indo a loucura" e "Penso se eu deveria te ligar," (para a Yoko Ono).