quarta-feira, 12 de abril de 2023

ROBERT WHITAKER - BEATLES PHOTOGRAPHER ★★★★★

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Ao longo de sua trajetória, os Beatles foram fotografados por centenas dos melhores profissionais do mundo. Robert Whitaker foi um dos seus fotógrafos preferidos. Dos cliques mágicos de Whitaker saíram capas de álbuns, EPs e singles do grupo - além de centenas e centenas de itens publicitários.

Whitaker nasceu em Hertfordshire, Inglaterra em 1939. Começou na fotografia em Londres no final de 1950 e mudou-se para Melbourne em 1961, onde se tornou parte da pequena mas florescente cena de arte da cidade. Estava trabalhando como freelancer quando teve seu decisivo encontro com The Beatles e seu empresário Brian Epstein, durante a turnê australiana do grupo em junho 1964. Isto aconteceu mais ou menos por acaso, quando Whitaker acompanhava um amigo jornalista que faria uma entrevista com Epstein para um artigo para o jornal Melbourne Jewish. A foto de Whitaker para o artigo, o levou à Epstein e seus primeiros primeiros cliques dos Beatles.
Em agosto de 1964, começou a trabalhar fotografando os artistas da NEMS, incluindo Billy J. Kramer & The Dakotas, Gerry & The Pacemakers e Cilla Black. Também fez várias fotografias do enorme sucesso do grupo folk pop-australiano The Seekers. Mas foi com os Beatles e em especial John Lennon (de quem se tornou amigo íntimo), que Whitaker criou a sua obra mais famosa e duradoura.

Fotografou os Beatles durante sua segunda turnê triunfante americana, incluindo o histórico show no Shea Stadium em Nova York e passou os próximos dois anos viajando com os Beatles e os fotografando no trabalho, no lazer, em casa, nas turnês, no estúdio de gravação, em momentos particulares e em sessões formais de fotografias. 
Suas fotos deste período incluem os retratos que foram usados por Klaus Voormann na colagem-ilustração da capa do álbum Revolver em 1966, e uma série de retratos do grupo enquanto estavam fazendo filmes promocionais para os singles Rain e Paperback Writer, em Chiswick Park, Londres, em 1966.

Com o acesso quase ilimitado à banda mais famosa e popular do mundo, Whitaker rapidamente se tornou uma figura-chave da cena underground de Londres, capturando "a criatividade e o excesso da Swinging London". Na época, ele disse: "Havia cerca de 100 pessoas que dirigiam os anos sessenta, e eu tive a sorte de conhecer e fotografar praticamente todas elas".

Whitaker também acompanhou os Beatles em sua turnê de 1966 do Japão. Em Tóquio, o promotor da turnê presenteou-o com uma Nikon 21mm com lente grande-angular com a qual ele fez vários takes dos Beatles relaxando em seu quarto no Hilton Hotel de Tóquio, incluindo a foto utilizada na capa de trás do álbum A Collection of Beatles Oldies...
Indiscutivelmente, a obra mais célebre de Whitaker é a famosa foto dos Beatles de 1966 que foi usada como capa original do álbum Yesterday And Today onde aparecem usando jalecos brancos como açougueiros, com os pedaços de bonecas decapitadas e de carnes espalhados entre eles. O disco Yesterday and Today com essa capa, foi lançado em 15 de junho de 1966 somente nos EUA. No outro dia foi tirado de circulação. Uma referência à guerra do Vietnã? Talvez. A capa gerou muita polêmica e foi considerada de muito mau gosto pela maioria das pessoas.

Na época, a Capitol produziu uma capa adesiva, também com uma foto de Whitaker, bem mais comportada, que era colada por cima da original. Mas centenas de exemplares com a "capa do açougue" chegaram a ser vendidos. 
Desde aquela época até hoje, são muitas as especulações sobre o real significado da foto. A teoria mais popular é que seria um protesto dos Beatles contra a Capitol Records por supostamente "massacrar" e "mutilar" seus álbuns nos Estados Unidos. No entanto, Whitaker disse que isso era bobagem e que também não era nenhum protesto contra o Vietnã. Queria criar algo absolutamente surreal. O disco original com a "capa do açougue" é considerado hoje, uma das maiores raridades dos Beatles e vale uma fortuna inestimável.
No final de agosto de 1966, os Beatles encerraram as turnês e durante o primeiro semestre de 1967 trabalharam em Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Com o fim das excursões, a associação de Whitaker com os Beatles e a NEMS chegou ao fim. Então trabalhou com o Cream e Salvador Dali que ele fotografou várias vezes entre 1967 e 1972. No início dos anos setenta, Whitaker efetivamente se aposentou da fotografia e por quase vinte anos apenas cultivou sua propriedade em Sussex.

Em 1991, reuniu algumas de suas fotografias inéditas dos Beatles para o seu livro de grande sucesso The Unseen Beatles Photographs By Robert Whitaker. Whitaker morreu em 20 de setembro de 2011 aos 71 anos, de câncer. Não deixe de visitar o sensacional site oficial de Robert Whitaker.

BEATLES COLORIDOS - ROCK AND ROLL MUSIC - SHOW!

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terça-feira, 11 de abril de 2023

JOHN LENNON - OH MY LOVE - 1971 ★★★★★★★★★★★★

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A singela e bela "Oh My Love" foi composta por John Lennon e Yoko Ono e lançada como a segunda faixa do lado B do LP IMAGINE de John Lennon em 1971 e sétima do CD. Foi gravada entre 20 e 28 de maio de 1971 no Ascot Sound Studios e foi a última música gravada para o álbum. George Harrison contribuiu tocando guitarra nesta e em várias outras músicas de Imagine. Seu delicado trabalho de guitarra em "Oh My Love", remete às músicas do White Album "Julia" e "Happiness Is a Warm Gun". Além de Imagine"Oh My Love" também aparece em “John Lennon Anthology - Wonsaponatime” de 1998 e no álbum “The U.S. vs. John Lennon”, de 2006.

"Oh My Love" já foi coverizada por dezenas de artistas, incluindo o cearense Raimundo Fagner. Outros foram The Bells, Cilla Black, Jackson Browne, Yoshida Brothers, Susheela Raman, The Jangles, The Wackers, Yellowcard, Morgan Fisher, Martin Gore, Fredo Viola, Jackson Greenhorn e Morgan Fisher.
Proporcionando um momento de tranquilidade entre a polêmica de “Gimme Some Truth” e “How To You Sleep”, a paulada em Paul McCartney, "Oh My Love" foi talvez o momento mais delicado de todo o álbum. A letra, que revela sentimentos de clareza e renascimento por se apaixonar, está entre as mais elegantes e diretas da era “Imagine”, e as referências ao vento e às nuvens são uma reminiscência dos trabalhos instrucionais de Yoko Ono. Em "Oh My Love" participaram: John Lennon: vocais e piano; George Harrison: guitarra; Nicky Hopkins: piano elétrico; Klaus Voormann: baixo e Alan White: bateria e percussão. O álbum IMAGINE foi lançado em 9 de setembro de 1971 nos Estados Unidos e 8 de outubro de 1971 no Reino Unido.

DAISY JONES & THE SIX - SENSACIONAL! ★★★★★★★★★

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Daisy Jones & The Six é uma série de drama musical americana desenvolvida por Scott Neustadter e Michael H. Weber, baseada no romance de 2019 de mesmo nome de Taylor Jenkins Reid parcialmente inspirado por sua experiência de crescimento e por assistir a várias apresentações da banda Fleetwood Mac. Situada na cena musical de Los Angeles no final dos anos 1970, a série mostra a ascensão e queda da banda de rock fictícia Daisy Jones & The Six por meio de uma série de estilo documentário com entrevistas com os membros e filmagens de shows e sessões de gravação. Riley Keough (Daisy) e Sam Claflin (Billy, fundador do The Six) são os protagonistas dessa série super bacana que estreou no Amazon Prime em 3 de março de 2023 com apenas, e infelizmente, dez episódios.
Em Daisy Jones & The Six todos os personagens são interessantes e relevantes, até mesmo aqueles que não fazem parte da banda como o produtor Teddy Price (Tom Wright), responsável por fazer o grupo se tornar um dos mais bem-sucedidos dos Estados Unidos. No entanto, a relação de Daisy e Billy é mais evidenciada, e nos últimos episódios isso fica ainda mais nítido. Com ritmo adequado e excelentes atuações, a produção agrada mesmo até quem nunca ouviu falar no livro, e mostra como é possível fazer uma boa adaptação de uma obra literária. Mérito da própria autora, que participou da produção, e de Reese Witherspoon, que assina como uma das produtoras executivas.
Um dos momentos mais aguardados pelos fãs era saber como o término da banda seria retratado, e tudo foi feito de forma bem adequada, mostrando as insatisfações de cada integrante e os motivos para não quererem mais subir aos palcos, mesmo levando multidões aos estádios.

Outro ponto alto foram as músicas escolhidas. Protagonistas da série, elas embalaram os show de Daisy Jones & The Six e ajudaram a contar a história do triângulo amoroso entre os membros do grupo. Lembrando que foram os próprios atores que interpretaram as canções. Riley Keough, a Daisy não decepcionou nos vocais. Todas as músicas, inclusive, podem ser conferidas AQUI.

A boniteza e o talento de Riley Keough, a Daisy Jones, vem de berço. Ela é filha da finada Lisa Marie Presley (1968 / 2023), neta de Priscilla e Elvis Presley.

PATTI SMITH - DANCING BAREFOOT ★★★★★

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"Dancing Barefoot" é uma canção de rock escrita por Patti Smith e Ivan Král e lançada como segundo single do álbum Wave de 1979 do Patti Smith Group. De acordo com a capa do álbum, a música foi dedicada a mulheres como a amante de Amedeo Modigliani, Jeanne Hébuterne.

Em 1998, "Dancing Barefoot" fez parte da trilha sonora de Whatever, filme sobre amadurecimento estrelado por Liza Weil. Em 2000, uma versão ao vivo foi lançada no álbum beneficente Broadcasts Vol. 8 da KGSR em Austin, Texas. Em 2010, ficou em 331º lugar na lista da Rolling Stone das "500 melhores canções de todos os tempos". Em 2023, "Dancing Barefoot" foi usada como tema de abertura da série Daisy Jones & The Six.

PAUL McCARTNEY - UNCLE ALBERT/ADMIRAL HALSEY - 1971 ★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★

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Uncle Albert/Admiral Halsey é uma música de Paul e Linda McCartney do álbum RAM, lançado em 17 de maio de 1971. Aparece no álbum como a 5ª faixa do lado 1 (do LP) e é a 2ª maior com 4:49, a maior é "Long Haired Lady" com 5:54, 4ª do lado 2. Uncle Albert também foi lançada como single somente nos Estados Unidos em 2 de agosto de 1971, alcançando o número 1 na Billboard Hot 100 em 4 de setembro de 1971, tornando-o o primeiro de uma série de sucessos de Paul que lideraram as paradas pop nas décadas de 1970 e 1980. A Billboard classificou a música como número 22 em seu Top Pop Singles de 1971. Foi o primeiro (de dezenas) disco de ouro de Paul McCartney como artista solo.

Uncle Albert/Admiral Halsey foi inspirada em Albert Kendall, um tio de Paul que costumava pregar a bíblia quando estava bêbado. É formada por três partes arranjadas da seguinte forma: 1) Uncle Albert, 2) Hands Across The Water, e 3) Admiral Halsey. O engenheiro de som, Tim Geelan, diz que além das três partes principais o mix da canção foi preparado em 12 semi-estruturas, indicando a complexidade da produção. A letra apresenta expressões de duplo sentido, como “the butter wouldn’t melt, so i put it on the pie” (a manteiga não derreteu, então a coloquei dentro da torta). A “torta” seria uma expressão britânica para o órgão sexual feminino, que também aparece em Penny Lane (for a finger and finger pie). Uncle Albert/Admiral Halsey é uma espécie de medley semelhante ao que Paul fez com os Beatles em Abbey Road, que incluiu efeitos sonoros e variações melódicas. Paul McCartney ganhou o Grammy Award de melhor arranjo vocal com base na faixa.
"Eu tinha um tio - Albert Kendall - que era muito divertido, e quando fiz a música, tratava-se de abordar essa geração mais velha, pensando: ‘O que eles pensariam da maneira como minha geração faz as coisas? Por isso escrevi a frase ‘Lamentamos, Tio Albert’. Há um elemento imaginário em muitas das minhas músicas - para mim, o Almirante Halsey (baseado no oficial naval dos EUA da Segunda Guerra Mundial William Frederick Halsey Jr, conhecido como Bill ou Bull Halsey) é um símbolo de autoridade e, portanto, não deve ser levado muito a sério. Gravamos em Nova York e George Martin me ajudou com o arranjo orquestral. Fiquei surpreso quando se tornou um grande sucesso". Paul McCartney.

STUART SUTCLIFFE - MORTE PREMATURA AOS 21

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Stuart Fergusson Victor Sutcliffe nasceu em Edimburgo em 23 de junho de 1940 e morreu em Hamburgo em 10 de abril de 1962, com apenas 21 anos. Stuart foi um artista plástico e dublê de músico, mais conhecido por ter sido o primeiro baixista dos Beatles. Sutcliffe deixou a banda para seguir carreira como pintor, tendo frequentado anteriormente o Liverpool College of Art. Acredita-se que Sutcliffe e John Lennon inventaram o nome "Beetles", pois ambos adoravam Buddy Holly and The Crickets. Eles usaram esse nome por um tempo, até que Lennon decidiu mudar o nome para "Beatles", a partir da palavra beat. Sutcliffe também é tido como o responsável pela troca de penteado do grupo, saindo dos topetes para os cabelos escorridos, que acabara por se tornar uma marca da banda. Como membro do grupo quando era um quinteto, Sutcliffe é uma das várias pessoas mais lembradas como "Quinto Beatle".
Quando esteve com os Beatles em Hamburgo, conheceu e se apaixonou pela fotógrafa Astrid Kirchherr, com quem teve um intenso romance. Depois de deixar os Beatles, Stuart matriculou-se no Hamburg College of Art, estudando com o futuro artista pop Eduardo Paolozzi, que mais tarde escreveu um relatório afirmando que Sutcliffe era um de seus melhores alunos. Sutcliffe ganhou outros elogios por suas pinturas, que exploraram principalmente um estilo relacionado ao expressionismo abstrato.
Enquanto estudava na Alemanha, Sutcliffe começou a sentir fortes dores de cabeça e sensibilidade aguda à luz. Em abril de 1962, ele desmaiou no meio de uma aula de artes depois de se queixar de dores de cabeça. Médicos alemães realizaram vários testes, mas não conseguiram encontrar a causa para essas dores. Depois de desmaiar novamente em 10 de abril de 1962, ele morreu enquanto estava sendo levado ao hospital de ambulância. A causa da morte posteriormente foi revelada como sendo uma hemorragia cerebral - sangramento grave no ventrículo direito do cérebro.

quarta-feira, 5 de abril de 2023

THE BEATLES - GEORGE HARRISON - THE INNER LIGHT ॐ

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"Sem sair da minha porta, eu posso conhecer o mundo inteiro. Sem olhar pela minha janela, eu posso conhecer os caminhos que levam ao paraíso".
Lançada em 1968 como lado B de “Lady Madonna”, "The Inner Light" foi a primeira música de George Harrison a figurar em um compacto dos Beatles, e a última das compostas por ele gravadas com instrumentos quase que apenas indianos. As duas outras foram “Love You To” de Revolver e “Within You, Without You" do Sgt Pepper’s. A parte instrumental foi realizada em cinco tomadas de gravação, em 12 de janeiro de 1968, no estúdio da EMI em Bombain, na Índia com virtuoses indianos durante a gravação do álbum “Wonderwall” de George. A parte vocal, que inclui pequena participação de John e Paul, foi acrescentada cerca de um mês depois em Abbey Road, nos dias 6 e 8 de fevereiro, com o vocal definitivo de George.

Em 29 de setembro de 1967, John e George foram os convidados de David Frost no programa de televisão noturno e ao vivo The Frost Report. O tema era meditação transcendental e incluía uma entrevista com o Maharishi Mahesh Yogi, filmada anteriormente, no mesmo dia, no aeroporto de Londres. Na plateia convidada no estúdio em Wembley, norte de Londres, estava o estudioso de sânscrito da Universidade de Cambridge Juan Mascaró.

No mês seguinte, Mascaró escreveu a George expressando sua esperança de que pudessem se encontrar novamente antes de os Beatles partiram para a Índiaonde o grupo estudaria meditação com o guru Maharishi Mahesh YogiMascaró anexou uma cópia de seu livro Lamps of Fire, uma antologia de escritos religiosos, incluindo o Tao Te Ching de Lao-TzuNo prefácio de Lamps Of Fire, publicado em 1958, Mascaró escreveu: “As passagens deste livro são lanternas de fogo. Algumas brilham mais, outras menos, mas todas se fundem em uma grande lanterna chama­da por São João da Cruz de ‘Lanterna do ser de Deus”Tendo declarado sua admiração pela mensagem espiritual na composição de Harrison “Within You, Without You"Mascaró perguntou: "não seria interessante colocar em sua música algumas palavras do Tao, por exemplo nº 48, página 66 de Lâmpadas?". Harrison escreveu a música durante um período em que empreendeu seu primeiro projeto musical fora dos Beatles, compondo a trilha sonora do filme Wonderwall, dirigido por Joe Massot, e continuou a estudar a cítara indiana, em parte sob a tutela de Ravi Shankar. Ao escrever "The Inner Light", ele fez alterações mínimas no texto traduzido de Lao-Tzu.

A gravação de "The Inner Light" aconteceu nos dias 12 de janeiro e 6 e 8 de fevereiro de 1968. Pode ser encontrada nos álbuns Past Masters (2009) e Love (2006). Foi produzida por George Martin e teve como engenheiros: Geoff Emerick, JP Sen e SN Gupta. Nenhum dos Beatles toca qualquer instrumento: George Harrison faz o vocal principal; John Lennonbacking vocals e Paul McCartney também backing vocals. Ringo Starr não participou. Os músicos indianos foram: Sharad Jadev e Hanuman Jadev: shehnai; S.R. Kenkarae e Hari Prasad Chaurasia: flautas; Ashish Khan: sarod; Mehapurush Misra: tabla, pakhavaj; Shambu-Das, Indril Bhattacharya e Shankar Ghosh: cítaras; e Rijram Desad: dholak, harmônio.

"The Inner Light" recebeu elogios da crítica e estudiosos por suas qualidades melódicas e sua evocação da experiência de meditação. Jeff Lynne e Anoushka Shankar interpretaram "The Inner Light" no tributo Concert for George em novembro de 2002, um ano após a passagem de Harrison. Uma versão alternativa da faixa instrumental de 1968 foi lançada em 2014 no CD Wonderwall Music remasterizado. O roteirista Morgan Gendel nomeou um episódio de 1992 da série de televisão Star Trek: The Next Generation de "The Inner Light", em homenagem à canção de Harrison. Em 2020, a Material World Foundation de Harrison anunciou o The Inner Light Challenge, uma iniciativa para arrecadar fundos para o MusiCares e Médicos Sem Fronteiras em resposta à pandemia de COVID.

THE ROLLING STONES - ANGIE - 1973 ★★★★★★★★★★★★

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Goat's Head Soup foi o 11º álbum de estúdio dos Rolling Stones lançado em 31 de agosto de 1973 pela Rolling Stones Records. Como seu antecessor Exile on Main Street, a banda compôs e gravou grande parte fora do Reino Unido como exilados fiscais. O 'Sopa de Cabeça de Bode' foi gravado na Jamaica, Estados Unidos e em parte, no Reino Unido. A bolachona traz 10 faixas, incluindo o single principal "Angie", que alcançou o primeiro lugar nos Estados Unidos e 5º no Reino Unido.

"Angie" se tornou um dos maiores sucessos dos Rolling Stones. Gravada no final de 1972, assinada por Mick Jagger e Keith Richards, a letra fala sobre o fim de um romance, o que acabou gerando rumores de grandes proporções sobre quem seria a "Angie" em questão. Muito se falava que Jagger havia escrito a música para Angela Bowie, então esposa de David Bowie, com quem teria tido um suposto relacionamento. Jagger negou. O fato é que, em 1972, David e Angela, numa entrevista conjunta, afirmaram ser ambos bissexuais, e que se relacionavam tanto com homens como com mulheres. Surgiram então os primeiros boatos de um triângulo amoroso, protagonizado pelo casal e por Mick Jagger, o que teria resultado na música dos Stones"Angie".

Havia também a versão de que a música tinha sido composta para acalmar os ânimos de Angela, que ao voltar de uma viagem teria surpreendido Jagger e Bowie nus, na cama do casal. Apesar de Jagger nunca ter confirmado o boato, em 4 de maio de 1990, Angela ratificou toda a história ao participar do programa "The Joan Rivers Show", alegando que estava impedida de falar sobre os dois nos dez anos seguidos à separação, por conta de uma cláusula do divórcio milionário.

Em 1993, Angela Barnett escreveu e publicou o livro "Backstage Passes: Life On the Wild Side with David Bowie", onde detalhou mais peculiaridades de seu casamento com Bowie, inclusive as orgias de que ambos participavam enquanto casados. Os dois se conheceram durante um sexo a três com o executivo Calvin Mark Lee quando ela tinha 19 anos, em 1969.
Polêmicas a parte, "Angie" foi gravada em novembro e dezembro de 1972. O acompanhamento distinto de piano da música, escrito por Richards, foi tocado no álbum por Nicky Hopkins, sempre regular das sessões de gravação dos StonesAs cordas (assim como em outra música, "Winter") foram arranjadas e conduzidas por Nicky Harrison"Angie", foi lançada como single em 20 de agosto de 1973 e foi direto para o topo da Billboard Hot 100 nos States e alcançou o 5º lugar nas paradas britânicas, se tomando a segunda música mais famosa dos Stones, só perdendo para "Satisfaction". Também foi número 1 no Canadá e na Austrália por cinco semanas e liderou as paradas em dezenas de países da Europa e do resto do mundo, incluindo o BrasilGoat's Head Soup foi lançado em 31 de agosto de 1973, produzido por Jimmy MillerMick Jagger - vocais; Keith Richards – violão; Mick Taylor – violão; Bill Wyman – baixo; Charlie Watts – bateria; Nicky Hopkins – piano; e Nicky Harrison – arranjo de cordas.

DAVID BOWIE & MICK JAGGER - DANCING IN THE STREET

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"Dancing in the Street" originalmente foi um single gravado pelo grupo Martha and the Vandellas em 1964. Produzida por William "Mickey" Stevenson, foi composta por Stevenson e o grande Marvin Gaye. Em 12 de agosto de 1985, foi lançada a versão de David Bowie e Mick Jagger, gravada em Abbey Road dois meses antes. O plano original era fazer uma versão da canção que seria tocada ao vivo no Live Aid, sendo que Bowie ficaria no estádio de Wembley (Inglaterra) e Jagger no estádio John F. Kennedy (Estados Unidos). Porém, isso não foi possível, devido à diferença de tempo gerada com a transmissão via satélite. Assim, um vídeo com os dois cantores foi gravado para a apresentação, que ocorreu em 13 de julho de 1985. Lançada como single, "Dancing in the Street" com Bowie e Jagger foi n°1 no Reino Unido e n°7 nos Estados Unidos.

DAVID BOWIE - QUEEN BITCH - (Old Grey Whistle Test, 1972) - EXCELENTE! ★

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"Queen Bitch" foi composta e gravada por David Bowie e originalmente lançada em seu álbum Hunky Dory de 1971 antes de aparecer como lado B do single "Rebel Rebel" no Reino Unido no início de 1974. Foi inspirada no Velvet Underground e, em particular, no vocalista Lou Reed. Estreou na rádio BBC em junho de 1971 antes de ser devidamente gravada no Trident Studios em Londres entre o final de junho e meados de julho. Co-produzida por Bowie e Ken Scott (um dos cinco principais engenheiros dos Beatles), a formação era composta pelos músicos que mais tarde ficariam conhecidos como os Spiders from Mars: o guitarrista Mick Ronson, o baixista Trevor Bolder e o baterista Mick WoodmanseyA letra provocativa diz respeito a um personagem masculino cujo amante procura drag queensAo contrário da maioria das faixas de Hunky Dory"Queen Bitch" é conduzida principalmente pela guitarra ao invés do piano. Caracterizada como glam rock e proto-punk, comentaristas notaram que a canção prenunciava a direção que Bowie tomaria para seu próximo álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972). "Queen Bitch" foi considerada uma das melhores faixas do álbum, enquanto alguns críticos a consideraram uma das melhores canções de glam rock e do próprio David Bowie.

domingo, 2 de abril de 2023

JOHN LENNON - INSTANT KARMA IS GONNA GET YOU!

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No dia 26 de janeiro de 1970, John Lennon compôs "Instant Karma". Essa foi uma das três músicas solo de Lennon, juntamente com "Imagine" e "Give Peace a Chance", a entrar no Rock and Roll Hall of Fame"Instant Karma" foi uma das músicas lançadas de forma mais rápida na história da música pop. Foi gravada em Abbey Road no mesmo dia em que foi escrita e lançada apenas dez dias depois. Lennon chegou a dizer que "escreveu no café da manhã, gravou para o almoço e lançou no jantar". Foi produzida por Phil Spector e participaram da gravação: o próprio John Lennon, guitarra e piano; Billy Preston, teclados; Klaus Voorman no baixo e backing vocalsAlan White na bateria; George Harrison na guitarra e backing vocalsYoko OnoAllen Klein e Mal Evansbacking vocals. O resultado realmente ficou perfeito e o compacto foi lançado em 6 de fevereiro de 1970.
O título veio de Melinde Kendall, esposa do ex-marido de Yoko Ono, Tony Cox. Ela usou a frase em uma conversa durante a estadia de Lennon Ono com eles na Dinamarca em dezembro de 1969. Lennon tornou-se familiarizado com o conceito de karma durante o despertar espiritual dos Beatles em 1967. John escreveu a letra com a intenção que as pessoas assumissem a responsabilidade por suas ações. Para gravá-la, ele reservou o Studio Dois da EMI, em Abbey Road e George Harrison foi quem sugeriu a Lennon que Phil Spector produzisse a faixa, embora nem precisasse.
"Instant Karma" foi lançada no Reino Unido em 6 de fevereiro de 1970, e entrou nas paradas de singles no dia 21 de fevereiro, chegando ao número cinco. Lembrando que o álbum Plastic Ono Band seria lançado em 11 de dezembro de 1970. Ao todo passou nove semanas nas paradas. O lado B – “Who Has Seen The Wind?” era uma balada acústica, escrita por Yoko Ono e produzida por Lennon. O lançamento nos EUA veio duas semanas depois, em 20 de fevereiro. Alcançou a posição número três na Billboard Hot 100"Instant Karma" foi o primeiro single solo de um ex-Beatle a vender mais de um milhão de cópias somente nos Estados Unidos.

O programa produzido pela BBCTop Of The Pops, foi um dos principais programas de televisão por algum tempo na década de 60, e os Beatles apareceram nele cinco vezes. Em 11 de fevereiro de 1970, John Lennon foi o primeiro dos Beatles a aparecer neste show como artista solo apresentando sua mais nova criação e sucesso em potencial, "Instant Karma" com a Plastic Ono Band. A apresentação foi em parte devido à ânsia de Lennon de lançar o single, deixando-o com pouco tempo para gravar um vídeo. Plastic Ono Band nessa ocasião era John Lennon - vocais e piano; Klaus Voormann - baixo; Mal Evans - pandeiro; Alan White - bateria, e o funcionário da Apple e futuro jornalista de música Jimmy Fallon - baixo e pandeiro. Yoko Ono fez crochê de olhos vendados e também segurou cartas durante partes da música."Instant Karma" foi tocada ao vivo por Lennon e sua banda de plástico, em apenas duas ocasiões, nos dois shows do One to One Concert - shows beneficentes para crianças deficientes. Os dois concertos aconteceram na tarde e noite do dia 30 agosto de 1972, no Madison Square Garden, em Nova York.