sábado, 10 de junho de 2017

THE BEATLES - LOVELY RITA - 2017


Vários anos depois de "Lovely Rita" ter aparecido em Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, a guarda de trânsito Meta Davies exigiu sua imortalidade se autoproclamando a inspiração para a música. Em 1967, a zona de trabalho de Meta, então com 46 anos de idade, incluía a área de St. John's Wood em Londres, onde se situavam os estúdios Abbey Road e a casa de Paul McCartney. Um dia, no início do ano, ela multou o Beatle. "O carro dele estava estacionado em um parquímetro com o tempo esgotado. Eu tinha que emitir uma multa de, na época, 10 xelins. Eu tinha acabado de colocar o bilhete no para-brisa, quando Paul veio e o retirou. Ele olhou para o papel e viu minha assinatura, que mostrava meu nome todo, pois havia outra M. Davies na mesma unidade. Quando ele estava indo embora, virou-se para mim e disse: 'Nossa, seu nome é mesmo Meta?'. Disse a ele que sim. Conversamos por alguns minutos, e ele disse: 'Este seria um bom nome para uma música. Você se importaria se eu o usasse?'.E foi isso. Lá se foi ele."
Seguindo a vibe de paz e amor de 1967, McCartney mudou sua concepção original de "Lovely Rita": "Eu estava pensando que aquela deveria ser uma música sobre ódio, mas então pensei que seria melhor amá-la". E depois explicou: "Eu já tinha tomado muitas multas de estacionamento, então a graça era imaginar que em uma das vezes eu havia me dado bem... A música, de algum modo, tornava os guardas de trânsito figuras divertidas em vez de aterrorizantes, e era uma maneira de dar o troco". Os guardas de trânsito existem desde a década de 1960 na Inglaterra, mas era a terminologia usada nos Estados Unidos que fascinava McCartney. "A expressão 'moça do parquímetro' era tão americana, que me atraía, e, para mim, uma 'moça' era sempre algo sexy: 'Moça do parquímetro. Ei, vem checar meu parquímetro, querida'. Era assim que eu via a coisa". Ele imaginou um aspecto um pouco pervertido da personagem, ela poderia ser "esquisitinha também, como um militar, com uma bolsa a tiracolo". A música resultante foi uma sátira bem-humorada, a história de um homem tentando se livrar de uma multa de estacionamento usando seu charme. McCartney, é claro, não se lembrava do incidente a que Meta se referia. "A música não se baseou em uma pessoa real, mas, como acontecia muitas vezes, foi reivindicada por uma moça chamada Rita [sic] que era guarda de trânsito e que, ao que parece, me deu uma multa, e isso chegou aos jornais. Acho que foi mais uma questão de coincidência: qualquer uma que se chamasse Rita e tivesse me dado uma multa pensaria: 'Sou eu!'. Eu não pensei 'nossa, aquela mulher me deu uma multa, vou escrever uma música sobre ela'; não era assim que as coisas aconteciam".

6 comentários:

Valdir Junior disse...

Essa banda do Paul alem de tocarem pra caramba fazem os backing vocals maravilhosos.

Edu disse...

A música é muito boa!

Marcio Pereira disse...

Bota boa nisso.

Benilson Silva disse...

Até Rita Lee, naquele tempo, andou tirando onda... dizia a torto e a direito que Lovely Rita, os Beatles fez pra ela... Grande Rita.

carlos marangon disse...

Uma das melhores do Pepper, mas vale principalmente pela parte instrumental que ficou muito boa,o tema nem tanto.

Júlio disse...

Gosto de ver o Paul, hoje, apresentando ao vivo músicas do Sgt. Peppers. Na época eles disseram que não era possível...