terça-feira, 20 de setembro de 2022

O DIA QUE JOHN LENNON DEIXOU OS BEATLES

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Ringo já havia ido embora antes, em 22 de agosto de 1968. George também, em 10 de janeiro de 1969. Mas nessas duas vezes, sempre aconteceu de esfriarem a cabeça e retornarem ao trabalho juntos para o bem de todos. Mas dessa vez, era diferente: não haveria mais volta. Nunca mais!

Poucos dias antes do lançamento de “Abbey Road”, no dia 20 de setembro de 1969, houve uma importante reunião na Apple Corps. Allen Klein negociara com a EMI/Capitol um excelente novo contrato dos Beatles, segundo o qual sua porcentagem nos royalties aumentaria. Apesar de o acordo en­tre a gravadora e a banda ter va­lidade até 1976, o grupo já havia praticamente cumprido as dispo­sições mínimas do acordo: cinco álbuns e cinco compactos, por­tanto Klein tinha um trunfo em suas mãos. O contrato anterior com a Capitol já lhes garantia 17,5% das vendas para as lojas nos Estados Unidos, mas ele con­seguiu que esse valor aumentasse para 25%. Mesmo Paul, sempre relutante, percebeu que era um bom acordo e por fim assinou junto com Ringo e John. George, que esta­va em Cheshire, visitando a mãe que estava com câncer, retornaria em poucos dias para assiná-lo também. Mas esse contrato era só uma pontinha do iceberg.
John Lennon aproveitou também esta mesma reunião do dia 20 de se­tembro de 1969, para finalmente contar aos outros Beatles, seus ex-companheiros, que estava finalmente deixando a banda.
John Lennon: "Eu disse a Paul, ‘Estou saindo’. An­tes de irmos para Toronto, já havia tomado a decisão e disse a Allen que estava saindo. Contei a Eric Clapton e a Klaus que gos­taria de formar um outro grupo com eles, pois eu estava largando os Beatles. Eu ain­da não havia resolvido como faria isso - se teria uma banda permanente ou o quê - mas logo em seguida, pensei, ‘Que droga, não vou me prender a outras pessoas, não importa quem sejam’. Poucos dias antes da reunião, anunciei minha decisão a mim mesmo e a todos os que estavam comigo no avião para Toronto. Allen estava lá e eu lhe disse, ‘Está acabado’. Quando voltamos, tivemos algumas reuniões e Allen não parava de repetir, ‘Calma, calma!’, ainda havia muito a ser feito, principalmente em termos empresariais, e aquela não era a hora apropriada. Então, certo dia, estávamos no escritório com Paul, que fez um comentário sobre o que os Beatles deveriam fazer e eu só dizia, ‘Não, não, não’, a qualquer coisa que ele sugerisse. Então, chegamos a um ponto em que eu tive de me manifestar, e Paul perguntou, ‘O que você quer dizer com isso?’. E, respondí, ‘Quero dizer que o grupo está acabado. Estou saindo’. Allen retrucou, ‘Não diga isso’. Ele pedira que eu não tocasse nes­se assunto, nem mesmo com Paul, mas insisti, ‘Já disse’. Não tinha mais volta, aquilo simplesmente saiu da minha boca. Tanto Paul quanto Allen disseram que estavam satisfeitos, pois eu não iria anunciar minha decisão nem fazer alarde. Não tenho bem certeza se Paul disse para eu não contar a ninguém, mas ele estava bem feliz em sa­ber que eu não contaria nada e comentou, ‘Bem, como você não vai divulgar sua de­cisão, significa que nada ocorreu’. E foi isso o que aconteceu. Assim como quando você pede o divórcio, e a expressão do outro se transforma, Paul sabia que era o fim; e seis meses depois ele lançou não sei o quê no mercado. Eu fui um idiota em não ter feito o mesmo que ele, ou seja, usar a separação da banda para vender um disco”. Fonte: "O Diário dos Beatles" de Barry Miles.

A apresentação de John Lennon com a Plastic Ono Band em Toronto foi gravada ao vivo no dia 13 setembro de 1969. O álbum "LIVE PEACE IN TORONTO" foi lançado no dia 12 de dezembro de 1969.

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

THE BEATLES - YOU'LL BE MINE - ANTHOLOGY 1

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Registrada no verão de 1960 com um gravador emprestado na casa da família de Paul em Forthlin Road"You'll Be Mine" é a primeira gravação de uma composição de Lennon e McCartney. Ela nada mais é do que cerca de dois minutos de diversão musical reunida por adolescentes maravilhados pela descoberta do som da própria voz. Sem baterista, mas com o acréscimo de Stuart Sutcliffe, o grupo estava ensaiando para a temporada em Hamburgo e decidiu fazer uma paródia dos Ink Spots. John fez uma sessão declamada de modo melodramático que devia muito ao fascínio pelos Goons. Como era de se esperar, a gravação é concluída com o som estridente de risadas. É quase possível imaginá-los chorando de rir enquanto tocavam a música repetidas vezes. Não é certo dia exato da gravação. "You'll Be Mine" foi gravada durante uma época em que os Beatles estavam achando difícil progredir como grupo. As gravações são as únicas conhecidas que apresentam Stuart Sutcliffe no baixo. Das 16 músicas conhecidas por terem sido gravadas no ensaio de Forthlin Road, apenas três foram lançadas no Anthology 1 de 1995; as outras foram "Cayenne" e "Hallelujah, I Love Her So""You'll Be Mine" é a 7ª faixa do CD 1 do Anthology 1.

THE BEATLES - 12-BAR ORIGINAL - ANTHOLOGY 2

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"12-Bar Original" é uma das poucas faixas instrumentais dos Beatles. Foi gravada no dia 4 de novembro 1965, no mesmo dia depois de "What Goes On" durante as sessões de Rubber Soul, mas não esteve disponível comercialmente até 1996, quando uma versão editada do take 2 foi incluída no álbum Anthology 2. Antes da edição, a duração dessa tomada era de 6:36. "12-Bar Original" também é uma das poucas músicas creditadas a John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr e publicada pela Lenono Music, Inc., MPL Communications LtdHarrisongs Ltd. e Startling Music Ltd. Outras músicas creditadas a todos os quatro Beatles são "Flying" do Magical Mystery Tour, "Dig It", de Let It Be e "Christmas Time (Is Here Again)".
Dos Beatles, apenas John Lennon e Ringo Starr comentaram sobre a música. Durante algumas entrevistas de rádio nos Estados Unidos, Lennon foi perguntado se havia alguma gravação dos Beatles não lançada e ele respondeu que tudo o que podia lembrar era de "um 12 bar péssimo". Ringo disse ao jornalista Peter Palmiere que "todos nós fizemos a faixa e eu tenho um acetato de uma das versões". "12-Bar Original" foi a primeira faixa instrumental dos Beatles após a assinatura de contrato com a EMI e foi produzida por George Martin tendo Norman Smith como engenheiro. Entre outras instrumentais gravadas pelo grupo, estão a já mencionada "Flying", uma versão informal dessa canção chamada "Aerial Tour Instrumental" e "Cry for a Shadow", dos tempos de Tony SheridanOs Beatles tocam seus instrumentos habituais e George Martin toca harmônio.

THE BEATLES - DUAS PÉROLAS DO ANTHOLOGY 3

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"MEDLEY: RIP IT UP/ SHAKE RATTLE AND ROLL/BLUE SUEDE SHOES" - Apesar de anos que não faziam covers dos números de rock and roll que adoravam no início da carreira, durante o projeto Get Back, em janeiro de 1969, os Beatles ainda não tinham perdido o gosto pela coisa e tocaram dezenas delas. Eles fazem esse medley, de forma meio letárgica e indolente, de "Rip It Up" de Little Richard"Shake Rattle And Roll" de Big Joe Turner (que ficou famosa com Bill Halley"Blue Suede Shoes" de Carl Perkins (famosa com a gravação de Elvis Presley). A gravação ocorreu em 26 de janeiro de 1969, no Apple Studios, em Londres. Foi produzida por George Martin tendo Glyn Johns como engenheiro. John Lennon: vocais, baixo; Paul McCartney: vocais, piano; George Harrison: guitarra elétrica; Ringo Starr: bateria; e Billy Preston: órgão Hammond. O  "MEDLEY: RIP IT UP/ SHAKE RATTLE AND ROLL/BLUE SUEDE SHOES", aparece no Anthology 3, lançado em 28 de outubro de 1996, como a 7ª faixa do CD 2.

"Mailman, Bring Me No More Blues" foi riginalmente lançada por Buddy Holly em 1957 e fez parte do repertório ao vivo dos Beatles até 1962. No entanto, eles não a gravaram até janeiro de 1969, durante as sessões de Get Back / Let It Be no Apple Studios em Londres"Mailman, Bring Me No More Blues" foi o lado B do hit americano de Holly "Words Of Love", regravada pelos Beatles em Beatles For Sale de 1964. O arranjo do grupo era mais lento que o de Holly, enfatizando a letra triste de blues no lugar do pop original mais rápido. A versão gravada pelos Beatles no dia 29 de janeiro de 1969, com George Martin como produtor e Glyn Johns como engenheiro. "Mailman" foi lançada no Anthology III em em 28 de outubro de 1996, como a 11ª faixa do CD 2. Os Beatles estão em seus instrumentos habituais: John Lennon: vocais e guitarra; Paul McCartney: vocais e baixo; George Harrison: guitarra; e Ringo Starr: bateria. Billy Preston não participa dessa gravação.

PAUL McCARTNEY - BALLROOM DANCING - 1982 ★★★★★

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"Ballroom Dancing" é um rockabilly no melhor estilo McCartneyano. Foi originalmente lançada no excelente "Tug Of War", de 1982. Composta na Escócia, teve como inspiração memórias de Paul sobre os tempos dos bailes organizados em Liverpool, onde jovens adolescentes não podiam ir. McCartney conta que uma de suas fantasias de garoto era poder entrar nos salões e dançar com as garotas mais velhas.
"Ballroom Dancing" seria regravada dois anos depois em para ser incluída na trilha sonora de "Mande Lembranças para Broad Street" (Give My Reagrads To Broad Street) em 1984.

BETTIE PAGE - A MAIS OUSADA DAS PIN-UPS ★★★★★★

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BETTIE PAGE - A MAIS OUSADA DAS PIN-UPS - publicada originalmente em 11 de maio de 2015. Revista e atualizada.

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

THE BEATLES - VEM AÍ O REVOLVER 2022 - ÔBA!

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A Apple Corps e a Universal Music confirmaram o relançamento do clássico álbum REVOLVER dos Beatles com uma nova remixagem assinada por Giles Martin. O lançamento mundial especial, está previsto para 28 de outubro. REVOLVER seguirá os passos de outros clássicos dos Beatles a serem remixados e lançados em uma edição especial, como aconteceu com Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, The White Album e Abbey Road. O último desses relançamentos históricos aconteceu com o derradeiro Let It Be, lançado originalmente em 1970. Giles Martin já havia adiantado no ano passado que ele estava procurando "realizar algo realmente inovador" com o álbum Revolver, "em vez de apenas um trabalho de remasterização".
Gravado entre abril e junho de 1966, REVOLVER, o LP original, de 14 faixas, foi lançado em 5 de agosto de 1966 pela gravadora EMI, via Parlophone Records, com produção de George Martin (pai de Giles). As sessões de gravação ocorreram no EMI Studios em Abbey Road, que contaram com técnicas inovadoras para a época, se tornando um dos álbuns de rock mais importantes da história. REVOLVER é um dos álbuns preferidos pelos fãs e um desfile de clássicos dos dois lados: "Taxman (Harrison); "Eleanor Rigby"; "I'm Only Sleeping"; "Love You To" (Harrison); "Here, There and Everywhere"; "Yellow Submarine"; "She Said She Said"; "Good Day Sunshine"; "And Your Bird Can Sing"; "For No One"; "Doctor Robert"; "I Want to Tell You" (Harrison); "Got to Get You into My Life" e "Tomorrow Never Knows"REVOLVER foi mixado e remastaerizado pelo produtor Giles Martin e pelo engenheiro Sam Okell em estéreo e Dolby Atmos, com a mixagem mono original de suas fitas master.

Além de todas as suas inovações, REVOLVER também marcou o amadurecimento de George Harrison como compositor que assinou três faixas no disco, todas bem distintas entre si: "Taxman", "Love You To" (a primeira inspirada na música indiana), e "I Want To Tell You". Como não existem músicas inéditas das sessões do álbum, ele será complementado por takes alternativos de todas as suas canções, com os aréscimos de "Rain" e "Paperback Writer", que saíram em compacto três meses antes do álbum. Esse material foi disposto na ordem em que as gravações ocorreram - ou seja, começando com "Tomorrow Never Knows", de longe a mais experimental e terminando com "She Said She Said".

A edição mais completa terá cinco CDs (ou quatro LPs mais um single), mas haverá também versões mais simples com um ou dois CDs, além do lançamento nos serviços de streaming. As edições físicas e digitais de luxo de Revolver também incluem 28 tomadas antecipadas das sessões de gravação, três demos caseiras, um livro de 100 páginas, um EP de quatro faixas com novas mixagens estéreo e mono originais remasterizadas de “Paperback Writer” e “Rain”.

PAUL McCARTNEY - YOU TELL ME*****

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Em um entrevista de 2008, Paul McCartney olhou para trás maravilhado com a música "You Tell Me", que ele escreveu sobre lembranças e experiências no álbum de 2007, Memory Almost Full: "Comecei apenas lembrando daqueles verões: 'Estávamos realmente lá?' 'Foi real?' Às vezes, para muitas pessoas, memórias – particularmente memórias de infância – parecem tão douradas e você pensa: 'Não choveu o verão todo ou estou apenas imaginando os pedaços ensolarados?' E então a frase 'Você me diz' começou a ser o tema da música. Eu a escrevi em Long Island, durante um daqueles verões. Eu estava olhando para um cardeal vermelho – e para alguém inglês que é meio mágico, vendo um pássaro vermelho brilhante saindo de uma árvore – então ele apareceu na letra. Muito do que está na letra estava lá enquanto eu escrevia. Tornou-se uma homenagem aos verões dourados".
David Khane, produtor do álbum, disse: “You Tell Me é talvez a música mais triste que ele já escreveu, e é, como ele descreveu, “ um tributo aos verões dourados. O número principalmente acústico abre com alguns órgãos para frente e para trás, junto com Laboriel tocando um bloco de bateria acionando algumas amostras de bateria. O vocal de McCartney foi gravado em uma única passagem, acompanhado por belos vocais dos membros da banda. O órgão para trás/para frente, usado para criar um clima, é seguido por uma contagem silenciosa de McCartney. Fiquei muito feliz que ele me deixou incluir a contagem. É icônico”. As sessões de gravação de "You Tell Me" aconteceram em fevereiro de 2004 em Abbey Road. Paul McCartney: guitarra acústica, baixo e vocais; Rusty Andersonbacking vocals e guitarra; Abe Laboriel Jr: backing vocals e bateria; Paul Wickensbacking vocals e piano elétrico; e Brian Ray: backing vocals.

THE BEATLES - FREE AS A BIRD ⭐⭐⭐⭐⭐

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domingo, 11 de setembro de 2022

JOHN LENNON - NEW YORK CITY★★★★★

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11 DE SETEMBRO/2001 - UM DIA PARA NINGUÉM ESQUECER

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No dia 11 de setembro de 2001, aconteceu o maior atentado terrorista da história. A ação resultou na morte de 2.996 pessoas, incluindo os terroristas. Das vítimas, 246 estavam nos aviões sequestrados, 2.606 em Nova York, e 125 no Pentágono. Naquele dia, 19 homens da rede Al-Qaeda sequestraram quatro aviões, usados para atacar prédios que simbolizavam o poder norte-americano.

Duas das aeronaves atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center (Nova York) e outra se chocou contra o Pentágono (Washington); o quarto avião caiu na Pensilvânia. Segundo consta, um quinto avião estava incluído no plano inicial da Al-Qaeda.
No dia 11 de setembro de 2001, o mundo parou e vimos completamente aterrorizados uma nação (que sempre pareceu transparecer arrogância) fragilizada. Neste dia ocorreram uma serie de ataques aos EUA, que resultaram em milhares de mortos e feridos.
Quatro aeronaves foram sequestradas por integrantes do grupo islâmico Al-Qaeda, Um dos aviões sofreu uma queda quando passageiros reagiram ao sequestro, a queda ocorreu em campo aberto em Shanksville, Pensilvânia, tendo como vitimas todos os tripulantes do avião inclusive os terroristas. Em um outro avião os sequestradores fizeram-no colidir contra o Quartel General de Defesa dos Estados Unidos da América, o Pentágono, no Condado de Arlington, Virginia. E o mais chocante foi os dois aviões que colidiram com as duas torres do Word Trade Center, em Manhattan, New York. O saldo no ataque foi de aproximadamente 3.000 mortos.

A primeira colisão aconteceu às 8h46 da manhã - o vôo 11 da American Airlines se chocou com a torre norte do Word Trade Center. A segunda colisão ocorreu as 9h03 da manhã entre o vôo 175 da United Airlines com a torre sul do Word Trade Center. Já às 9h37 da manhã, o vôo 77 da American Airlines colidiu com o Pentágono. E às 10h03, ocorreu à queda do vôo 93 da United Airlines na Pensilvânia, após passageiros se revoltarem com os sequestradores. Nenhum ocupante de nenhuma das aeronaves sequestradas, sobreviveram.
Logo após as colisões, as torres gêmeas desabaram quase simultaneamente, outras construções também vieram a desabar e outras ficaram bastante danificadas. O processo de limpeza e recuperação no local do World Trade Center levou oito meses, durante os quais os restos dos outros edifícios foram demolidos. O complexo do World Trade Center foi reconstruído ao longo de mais de uma década. O local está sendo construído com seis novos arranha-céus, enquanto um memorial para os mortos nos ataques e um novo centro de trânsito rápido foram abertos.

Após os ataques de 11 de setembro de 2001, foi intensificada a segurança nos Estados Unidos e em tantos outros países. Mesmo com toda essa intensificação, de lá para cá já houveram centenas de milhares de outros atentados. Mas nada, nenhum que se compare àqueles de 11 de setembro de 2001.

THE BEATLES - HELP! I NEED SOMEBODY★★★★★

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PAUL McCARTNEY - FREEDOM - SENSACIONAL!

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"Freedom"
é uma música de Paul McCartney em resposta aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Paul estava em Nova York no momento dos ataques, e de fato testemunhou a destruição das torres gêmeas sentado em um avião, que estava estacionado na pista do aeroporto John F. Kennedy.
McCartney, disse que os ataques o afetaram emocionalmente e escreveu a música um dia depois dos atentados. Nela, o narrador declara que a liberdade dele é um direito dado por Deus e que vai lutar por ela até o fim. No Concerto para Nova York, onde ele tocou a música ao vivo, explicou à multidão: "É sobre a liberdade. Isso é uma coisa que algumas pessoas não entendem. Que vale a pena lutar". Em uma entrevista posterior McCartney comentou: "para mim é um "We Shall Overcome" (canção de protesto, que se tornou hino do Movimento African-American Civil Rights em 1968). É como eu escrevi. E isso é o que significa para mim: "Não mexa com os meus direitos, amigo, porque eu sou livre agora".

Em fevereiro de 2001, Paul começou a gravar seu décimo segundo álbum de estúdio, Driving Rain, com um conjunto de novos músicos que ele pretendia apoiá-lo em uma próxima turnê, sua primeira desde The New World Tour em 1993. Em setembro de 2001, o álbum foi finalizado e pronto para ser lançado em novembro daquele ano, com a música " From a Lover to a Friend" escolhida como o primeiro single para um lançamento planejado em outubro.

Em 11 de setembro de 2001, McCartney estava no assento de um avião estacionado na pista do Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, quando ocorreram os ataques terroristas, e pôde testemunhar os eventos de seu assento. Em resposta imediata à tragédia, foi anunciado que os lucros do single "From a Lover to a Friend" seriam doados para ajudar as famílias dos bombeiros de Nova York.

Ao mesmo tempo, McCartney se envolveu fortemente na organização do The Concert for New York City, um enorme show beneficente de estrelas planejado para o Madison Square Garden para 20 mil pessoas em 20 de outubro. Ele também se inspirou para escrever rapidamente uma nova música, um petardo chamado simplesmente "Freedom", que planejava estrear no show.

Devido à forte recepção do público após a apresentação de "Freedom", com Eric Clapton na guitarra e com a banda de McCartney, um single com vocais de estúdio regravados foi lançado nas rádios uma semana depois do show. Um novo lançamento de CD single de varejo foi planejado para 5 de novembro, como parte de um disco de duas músicas com "From a Lover to a Friend", com a versão anterior do single relembrada. Todos os rendimentos de ambos os singles foram para a Fundação Robin Hood, que distribuiu fundos para as famílias das vítimas e para os trabalhadores de emergência de Nova York. Além disso, a Capitol Records decidiu interromper a produção do álbum Driving Rain para incluir "Freedom" como faixa bônus. Devido a essa mudança de última hora, nenhuma menção é feita à música no encarte do CD, porque não dava tempo de reimprimi-lo. Em vez disso, foi colocado um adesivo na frente da caixa do CD.

McCartney cantou "Freedom" no show do Super Bowl XXXVI com uma tapeçaria da Estátua da Liberdade subindo ao fundo como uma homenagem às vítimas dos ataques terroristas. Ele foi acompanhado no palco por 500 crianças representando os 180 países que televisionam o evento.

"Freedom"foi um número frequente em sua turnê Driving USA de 2002 . Uma gravação de um show em Dallas apareceu no álbum ao vivo Back in the US. No entanto, ele optou por não tocá-la em turnês subsequentes, como sua The 'US' Tour de 2005, porque achou que a música havia se "sequestrado" e adquirido um significado militarista devido à Guerra ao Terror do governo George W. Bush.

PAUL McCARTNEY - FROM A LOVER TO A FRIEND

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"From a Lover to a Friend" é uma música de Paul McCartney, apresentada como a segunda faixa de seu álbum de 2001, Driving Rain. Foi lançada como single e passou duas semanas no UK Singles Chart , chegando a #45. Também alcançou o 6º lugar no Canadá. Nos Estados Unidos, tornou-se o lado B de "Freedom" e alcançou a posição # 24 na parada Billboard Adult Contemporary. Os críticos viram a música como uma balada na qual McCartney tenta chegar a um acordo com a morte de sua esposa Linda, cantando "let me love again"; McCartney, no entanto, não tinha certeza sobre para quem ou o quê era a música. O Guardian chamou de "obra-prima... tão delicada e honesta que soa praticamente perfeita". "From a Lover to a Friend" foi gravada em 27 de fevereiro de 2001 com Paul tocando baixo e piano, Abe Laboriel Jr. tocando bateria, Rusty Anderson na guitarra elétrica de 12 cordas e Gabe Dixon no piano.

THE BEATLES - SHE LOVES YOU - LIVE IN WASHINGTON - 1964 - SENSACIONAL!

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PAUL McCARTNEY & WINGS - GOT TO GET YOU INTO MY LIFE - KAMPUCHEA LIVE

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BACKBEAT - PLEASE MR. POSTMAN****************************

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sábado, 10 de setembro de 2022

THE BEATLES - SLOW DOWN - SENSACIONAL!!!

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O Rock and Roll clássico “Slow Down” foi uma das três bombas atômicas que os Beatles gravaram de autoria do genial Larry Williams. As outras duas são as incríveis “Bad Boy" e “Dizzy Miss Lizzy”. Todas interpretadas de forma eletrizante por John Lennon. A versão original de “Slow Down” foi lançada por Williams em março de 1958 como single, pela Specialty Records que tinha “Dizzy Miss Lizzy” como lado A. Em muitos pontos, lembraGood Golly Miss Molly, do incomparável Little Richard
Em 1º de junho de 1964, os Beatles gravaram a maior parte de sua versão de "Slow Down" no estúdio 2 da EMI, em Abbey Road. Alguns dias depois, o produtor George Martin adicionou overdubs de piano. A Parlophone lançou a música no EP Long Tall Sally, em junho no Reino Unido. Em julho, a música foi incluída no álbum americano Something New.
Capitol Records também lançou como single, com "Matchbox" (também do EP Long Tall Sally ) como lado A, em 24 de agosto de 1964. "Slow Down" com os Beatles, alcançou o número 25 na parada de singles da Billboard Hot 100. Também está incluída na compilação Past Masters de 1988. Uma performance gravada especificamente para transmissão pela BBC é encontrada no álbum Live at the BBC (1994).
Em seu livro Revolution in the Head, Ian MacDonald acaba com "Slow Down". Critica a performance dos rapazes, como "uma das covers de rock and roll menos bem sucedidas dos Beatles, sem fundo, unidade e coesão básica" e afirma que "o solo de guitarra é embaraçoso e o equilíbrio de som uma bagunça". Também aponta a edição em 1:14 onde o piano desaparece momentaneamente e o baixo de McCartney se torna inaudível. De acordo com MacDonald, o pessoal inclui: John Lennon – vocal, guitarra solo; Paul McCartney – baixo; George Harrison – guitarra rítmica, Ringo Starr – bateria; e George Martin – piano. No entanto, o autor John C. Winn afirma que Harrison tocou a guitarra principal na faixa. O musicólogo Walter Everett também lista Harrison como o guitarrista principal, e afirma que ele tocou suas partes em uma Gretsch Country Gent.

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

THE BEATLES - HER MAJESTY - SENSACIONAL !!!

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Esta matéria sobre a última música do último disco gravado pelos Beatles, foi publicada pela primeira e única vez (acho), no dia 23 de setembro de 2019. Agora, revista e atualizada, a gente confere especialmente em homenagem pela passagem da Rainha Elizabeth II, que faleceu ontem (8/09) aos 96 anos anos, com o reinado mais longo da Grã-Bretanha - 70 anos.

A história dos Beatles com a realeza britânica vem de longas datas. O primeiro grande momento deles com a Rainha aconteceu em novembro de 1963, quando tocaram no “Queen’s Royal Variety Performance” e John mandou que a burguesia aristocrata chacoalhasse as jóias. Em 1965, a Rainha Elizabeth II condecorou os quatro Beatles como Membros da Ordem do Império Britânico.
Em julho de 1969, Paul McCartney gravou “Her Majesty”, última faixa de Abbey Road. Em novembro, John Lennon devolveu sua MBE em protesto pelo envolvimendo da Inglaterra nas questões da Biafra, do Vietnã e por “Cold Turkey” ter caído nas paradas. Em março de 1997, Paul McCartney recebeu, das mãos da Rainha Elizabeth II, o título de "Sir”, uma outorga que oferece grau de nobreza a quem o recebe.
Em julho de 2002, a Rainha Elizabeth II visitou Liverpool, a terra dos Beatles, rebatizando o aeroporto da cidade em homenagem a John Lennon e mais tarde foi até a galeria de arte Walker, onde Paul McCartney fazia sua primeira exposição de pinturas.
Em 2017, Ringo Starr foi condecorado “Cavaleiro da Coroa Britânica”.
THE BEATLES - HER MAJESTY - THE SONG
Depois de indicar que era o fim, dos floreios de guitarra, e dos versos de Paul em “The End”, há uma longa pausa. Na capa do álbum “The End” é listada claramente como a última música, não há nada além. Com uma sequência tão extensa de músicas interligadas, certamente tudo tinha acabado. Só que não. De repente, ouve-se o dedilhado de violão de Paul - que era parte inicialmente do medley e havia sido cortado.
“Her Majesty”, na verdade, é a última música do lado 2 do álbum Abbey Road dos Beatles, lançado em 26 de setembro de 1969 e dura somente 23 segundos, embora os Beatles também tenham gravado uma versão mais longa da música durante as sessões de ‘Get Back’. Composta por Paul McCartney, foi gravada somente por ele nos estúdios da EMI em Abbey Road, no dia 2 de julho de 1969. Não programada para constar no álbum, por ter sido descartada pelo autor, foi incluída no fim da fita master pelo assistente de gravação e gravada por engano com o restante das músicas do disco. Após a audição da gravação master, Paul McCartney gostou e aprovou a sua inclusão do jeito que ficou.
A letra, irônica, fala de "Sua Majestade" (Her Majesty), a Rainha Elizabeth II, da Inglaterra. Paul McCartney canta e toca um violão como acompanhamento. No LP lançado, esta música não consta dos créditos. Isto só veio a acontecer com o lançamento do disco em CD.
“Her Majesty” é notavelmente, uma das poucas faixas dos Beatles que fazem alguma referência diretamente à Rainha Elizabeth II, as outras são "Penny Lane" (In Penny Lane there is a fireman with an hourglass and in his pocket is a portrait of the Queen - Em Penny Lane há um bombeiro com uma ampulheta e em seu bolso há um retrato da rainha); e "Mean Mr. Mustard" (Takes him out to look at the queen - Leva ele pra dar uma olhada na rainha), também em Abbey Road. “Her Majesty” foi gravada em três tomadas em 2 de julho de 1969, antes do início dos trabalhos dos Beatles em Golden Slumbers / Carry That WeightMcCartney cantou e tocou simultaneamente um violão no estilo dedilhado. A decisão de excluí-la do medley de Abbey Road foi tomada em 30 de julho. E é exatamente sobre esta passagem, que a gente encerra, conferindo mais uma vez um trechinho do excelente “Minha Vida “Gravando Os Beatles” de Geoff Emerick:
Naquela mesma noite, o destino do pequeno trecho de Paul, intitulado Her majesty (que ele havia gravado com Phil McDonald no início das sessões do Abbey Road) estava traçado. Originalmente, ela foi colocada entre as canções “Mean Mr. Mustard e “Polythene Pam", mas Paul nao gostou dela ali e pediu a John Kurlander para retirá-la. As habilidades de edição de John não eram lá essas coisas naquele momento, e ele acidentalmente cortou uma batida muito cedo, a última nota de “Mustard". Ele estava prestes a corrigir o problema quando Paul. cansado, disse: "Não importa, é apenas uma mixagem inicial". Kurlander sabia que a EMI tinha regras rígidas sobre nunca descartar nada, por isso ele fez a coisa certa - manteve a mixagem de “Her majesty" e colocou-a no final da edição de teste, cerca de vinte segundos depois da marca vermelha. A marca vermelha é usada por engenheiros de som para marcar o fim de uma canção, mas quando Malcolm Davies fez os vinis de testes na Apple, no dia seguinte, ou ele não percebeu a marca vermelha, ou decidiu incluir a música de qualquer maneira, porque ele não tinha certeza da nossa intenção. Paul gostou! Quando chegou a hora de sequenciar o álbum final, ele insistiu que deixássemos daquele jeito, com “Her majesty” terminando aquele lado depois de um intervalo de vinte segundos — similar aos bônus “escondidos” que às vezes são incluídos em CDs de hoje. A única coisa que Paul pediu que fizéssemos foi cortar a última nota. Acho que de pensou que já que “Her Majesty” começava com a última nota de “Mean Mr. Mustard”, ela podia muito bem ficar sem a sua última nota.