quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

THE BEATLES - I'LL BE BACK, I'LL BE BACK AGAIN!

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O terceiro álbum dos Beatles, o LP com a trilha sonora do filme A Hard Day’s Night, o primeiro e único disco dos Beatles com todas as músicas compostas por John Lennon e Paul McCartney, mostrava um crescimento claro e natural da banda. Lançado em julho de 1964, este álbum trazia inúmeras inovações, e bem diferente dos seus antecessores With The Beatles e Please Please Me, não encerrava com um ‘rockão’ gritado por Lennon, mas com uma balada doce e emocionantemente linda. Uma das melhores que já tinham feito até então.

"I'll Be Back" é basicamente uma composição de John Lennon creditada a Lennon-McCartney, e gravada pelos Beatles para a trilha de A Hard Day's Night, mas não utilizada no filme. Essa música não foi lançada na América do Norte até o álbum “Beatles’65”, vários meses depois.

Segundo o musicólogo Ian MacDonald, Lennon criou a música baseada nos acordes de "Runaway" de Del Shannon, que foi um sucesso no Reino Unido em abril de 1961. O autor Bill Harry acrescentou: "Ele apenas reformulou os acordes do número de Shannon e veio com uma música completamente diferente". Com seu violento estilo lírico e flamenco, o violão em "I'll Be Back" possui um ar trágico e é um pouco excêntrico em sua estrutura. Excepcionalmente para uma música pop, oscila entre notas maiores e menores; parece ter duas pontes diferentes e não tem um coro. O final do fade-out também chega inesperadamente, sendo uma meia estrofe prematura.
O produtor George Martin disse que preferia abrir e fechar os álbuns dos Beatles usando material dominante, afirmando: "Outro princípio meu ao montar um álbum sempre foi terminar cada lado fortemente, colocando o material mais fraco perto do final, mas depois saindo com um estrondo". Ian MacDonald ressaltou: "Desaparecendo em ambiguidade tonal no final de A Hard Day’s Night, foi uma despedida surpreendentemente inusitada e um sinal da próxima maturidade". O jornalista de música Robert Sandall escreveu na Mojo Magazine: "'I'll Be Back' foi o início da fase mais profética dos Beatles. Essa compreensão de como arranjos de cores em tons mais escuros ou mais suaves prenunciava uma jornada interior que eles acabaram realizando em em Rubber Soul". Os Beatles gravaram "I'll Be Back" em 16 takes em 1 de junho de 1964. Anos mais tarde, John Lennon a renegou, dizendo que foi uma das piores coisas que fez.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

TONY SHERIDAN - NOBODY'S CHILD - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!

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ROLLING STONE COM JOHN LENNON NU VAI A LEILÃO

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Quando a primeira edição da revista Rolling Stone chegou às bancas, em 9 de novembro de 1967, com uma foto de John Lennon na capa, ninguém imaginaria que ela ainda estaria em atividade tantas décadas depois.
Pois uma edição de janeiro de 1981 da Rolling Stone vai a leilão. A icônica imagem da capa mostra John Lennon nu engalfinhado com Yoko Ono (vestida). Esta edição se tornou um item raro para colecionadores nas últimas quatro décadas, mas segundo a própria Rolling Stone EUA (numa história aparentemente mal contada), foram encontradas cópias dessa edição que serão leiloadas com 100% dos lucros para o combate a prevenção da violência armada. A foto de Lennon nu com Yoko, foi feita pela nomeada fotófrafa Annie Leibowitz - amiga do casal, algumas horas antes de Lennon ser baleado por um suposto fã na entrada do prédio em que morava em Nova York. “Essa sessão aconteceu em uma sala iluminada e ensolarada com vista para o parque”, lembrou Yoko Ono em 2004 para a Rolling Stone EUA. “Estávamos nos sentindo confortáveis ​​porque era Annie, uma pessoa que respeitávamos e confiávamos, então John parecia não ter nenhum problema em tirar a roupa”. No mês seguinte da morte de Lennon, em janeiro de 1981, revistas e jornais de todo o mundo não mediram esforços de fazer tributos ao ídolo do rock morto no intuito de ganhar um qualquer. No entanto, a edição da Rolling Stone daquele mês ganhou destaque por trazer a imagem sem nada escrito na capa. Em 2005, essa capa foi eleita a melhor capa de revista dos últimos 40 anos pela American Society of Magazine Editors. Em entrevista realizada durante o Festival de Cannes de 2013, Leibovitz revelou que a ideia inicial era uma foto de Lennon sozinho, mas ele quis Yoko Ono ao lado dele - e a fotógrafa começou a pensar em como fazer a imagem: “Vi a capa do disco na qual estavam se beijando (Double Fantasy) e fiquei muito comovida com aquele beijo. Era muito mais do que uma simples foto de um beijo. Então, para a foto que queria tirar, imaginei-os juntos de alguma forma. E não foi difícil imaginá-los sem roupa, porque tiravam sempre”, disse LeibovitzAo final, Lennon saiu nu, em posição fetal, enquanto Yoko Ono estava vestida de preto - uma imagem icônica considerada por muitos um presságio do que viria a acontecer no mesmo dia.

JOHN LENNON - LOVE - 1970 💗💗💗💗💗

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A bela e doce "Love" foi composta e gravada por John Lennon originalmente para seu primeiro álbum solo - John Lennon / Plastic Ono Band (1970). O tema da música é mais otimista do que a maioria das músicas de Lennon na época.
Lennon pensou em lançá-la como single, mas preferiu "Mother". No entanto, "Love" recebeu uma atenção considerável na época de estações de rádios que hesitaram em tocar "Mother". "Love" apareceu mais tarde na coletânea The John Lennon Collection (1982), e foi lançada como um single promocional para a coleção. A versão é um remix da faixa original, que difere mais notavelmente por ter a introdução do piano e outro (tocado por Phil Spector) mixado no mesmo volume do resto da música; na versão original do álbum, essas partes começam muito mais silenciosas e vão aumentando de volume. O lado B era "Gimme Some Truth", mas rotulado como "Give Me Some Truth". Uma versão alternativa de "Love" aparece na box John Lennon Anthology (1998), bem como no álbum Acoustic (2004).
Quando "Love" foi lançada como single em 1982, a foto na capa foi tirada pela famosa fotógrafa Annie Leibovitz em 8 de dezembro de 1980 - o dia da noite do assassinato de John Lennon.

THE BEATLES - HELP! I NEED SOMEBODY★★★★★

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terça-feira, 6 de dezembro de 2022

THE BEATLES - TODAS AS MÚSICAS DO BEATLES FOR SALE ★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★

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Outro dia desses, o fantástico RUBBER SOUL (lançado em 3/12/1965) completou 57 anos. Pois no dia 4 também foi aniversário de outro discão dos Beatles, BEATLES FOR SALE, só que este completou 58 anos - foi lançado em 4 de dezembro de 1964.
Clique em cada uma das imagens e confira todas as postagens de todas as músicas de mais esse clássico dos Beatles e da Música Pop! De quebra, ainda tem "Leave My Kitten Alone".




Não deixe conferir também:

domingo, 4 de dezembro de 2022

JOHN LENNON - GIMME SOME TRUTH - 1971 - SENSACIONAL!

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"Gimme Some Truth" é uma música forte em tom de protesto, composta e gravada por John Lennon e lançada originalmente em seu álbum IMAGINE, em 8 de setembro de 1971. "Gimme Some Truth" contém várias referências políticas do período que foi composta, durante os últimos anos da Guerra do Vietnã, o que poderia até deixá-la datada, mas continua atual mesmo depois de todos esses anos. Co-produzida por Phil Spector, a gravação conta com um magnífico solo de slide guitar de George Harrison.
O trabalho em "Gimme Some Truth" começou ainda em janeiro de 1969, durante as sessões de Get Back dos Beatles, que se transformaram no álbum Let It Be. Gravações piratas do grupo tocando canções que iriam para as carreiras solo mostram alguns ensaios de "Gimme Some Truth". Falando sobre o álbum IMAGINE, John Lennon disse sobre "Gimme Some Truth": "O lado dois começa com "Gimme Some Truth", que comecei há um ou dois anos - provavelmente na Índia. Era um velho poema que eu guardei por muito tempo, mas mudei novamente a letra. Gosto da faixa porque soa bem, mas não chamou muita atenção, então é uma faixa pessoal que gosto do som. As guitarras são boas e a voz soa bem e, sabe, ela diz tudo. George faz um solo afiado com seu dedo de aço (ele não tem muito orgulho disso, mas eu gosto)""Gimme Some Truth" é um ataque ácido direto à hipocrisia governamental. Em um trecho da música, Lennon rosna: “All I want is the truth/ just give me some truth/ I’ve had enough of reading things by neurotic psychotic pigheaded politicians.” (“Tudo o que eu quero é a verdade / apenas a verdade/ Já estou cansado de ler coisas dos políticos porcos, neuróticos e psicóticos”).
Embora as faixas básicas para o álbum IMAGINE tenham sido inicialmente gravadas no estúdio da casa de Lennon, Ascot Sound Studios em Tittenhurst Park, muitos dos instrumentos foram regravados no Record Plant em Nova York, onde cordas e saxofones liderados por King Curtis também foram adicionados. Extensas imagens dessas sessões, mostrando a evolução de várias das músicas, foram compiladas em um documentário em vídeo intitulado "Gimme Some Truth: The Making of John Lennon's Imagine".
O jornalista e escritor Jon Wiener usou o mesmo título para seu livro, Gimme Some Truth: The John Lennon FBI Files, sobre a tentativa de deportação de Lennon dos Estados Unidos na década de 1970. Em outubro de 2020, uma compilação remasterizada de canções de Lennon foi lançada sob o título Gimme Some Truth - The Ultimate Mixes.A banda de rock australiana Money For Rope recebeu este nome a partir de um trecho de "Gimme Some Truth"Vários artistas regravaram a canção, incluindo Generation X, Sam Phillips e Cheap Trick. Uma versão de Jakob Dylan e Dhani Harrison foi lançada no álbum Instant Karma: The Amnesty International Campaign to Save Darfur, apenas de regravações de Lennon.

GEORGE HARRISON - SUE ME, SUE YOU BLUES - 1973

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"Sue Me, Sue You Blues" é uma música composta e gravada por George Harrison, lançada em seu álbum de 1973, Living in the Material World. Harrison inicialmente deixou o guitarrista americano Jesse Ed Davis gravá-la para seu álbum Ululu de 1972, em gratidão a Davis por sua participação no Concerto por Bangladesh. Ao escrever a música, Harrison se inspirou nas questões legais envolvendo os Beatles durante os primeiros meses de 1971, particularmente o processo que Paul McCartney iniciou em um esforço para dissolver a parceria comercial da banda e a Apple Corps (Allen Klein).
A inclusão de "Sue Me, Sue You Blues" no Living in the Material World marcou um raro exemplo de composição secular no álbum de orientação mais espiritual de Harrison. Gravada no Apple Studio em Londres, a faixa apresenta o uso extensivo de uma guitarra ressonadora estilo Dobro, bem como contribuições de Gary Wright, Nicky Hopkins, Klaus Voormann e Jim Keltner. O clima musical e a letra da música lembram aspectos da antiga quadrilha inglesa (dança para quatro casais, ou oito dançarinos no total), uma qualidade que alguns escritores identificam como espelhando a mudança de lado em meio aos processos judiciais relacionados à separação dos Beatles. Alguns críticos compararam a faixa com "How Do You Sleep" de John Lennon; Stephen Holden, da revista Rolling Stone, descreveu-a como uma "crítica lennonista inteligente".

Harrison cantou "Sue Me, Sue You Blues" durante sua turnê norte-americana de 1974, utilizando um arranjo inspirado no funk que apresentava os músicos Willie Weeks, Andy Newmark e Tom Scott. Para essas apresentações, Harrison modificou a letra para refletir a união dos ex-Beatles contra o empresário Allen Klein. O título da música (Me processe, processe você Blues), foi uma frase que Harrison e os comentaristas adotaram ao se referir a questões legais relacionadas aos Beatles durante o início da década de 1970. Um clipe de filme contendo a demo de Harrison de "Sue Me, Sue You Blues" de 1971 apareceu no DVD que acompanha a remasterização de Living in the Material World de 2006.

ELETRIC LIGHT ORCHESTRA - TWILIGHT - (Remastered 2021)**********

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GERRY & THE PACEMAKERS - IT'S GONNA BE ALL RIGHT

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No dia 19 de outubro de 1961, no Litherland Tall Hall em Liverpool, os Beatles iriam se apresentar em um show que também incluía as bandas Gerry and The Pacemakers e Karl Terry & The Cruisers. Na metade da apresentação, os Beatles e os Pacemakers resolveram formar uma “superbanda” com a seguinte formação: George, guitarra; Paul, guitarra base; John, piano; Pete Best e Freddy Marsden, bateria; Les Maguire, saxofone; Les Chadwick, baixo; Gerry Marsden, guitarra e vocal. Tocaram, entre outras, “Whole Lotta Shakin’ Goin’ On”, “What’d I Say”, “Red Sails In The Sunset” e “Hit The Road Jack”. A imprensa apressou-se logo em chamá-los de "The Beatmakers". Eles ainda repetiriam a dose também depois da entrada de Ringo Starr.

Gerry & The Pacemakers foi uma banda de rock and roll dos anos 60 formada por Gerry Marsden, Fred Marsden, Les Chadwick e Arthur Mack. Assim como os Beatles, eram de Liverpool e também empresariados por Brian Epstein. Sua primeira gravação, que atingiu o primeiro lugar na Inglaterra, foi o single "How Do You Do It?", que, inicialmente, George Martin queria que os Beatles tivessem gravado ao invés de "Please Please Me". Os Pacemakers ainda conseguiriam emplacar mais 3 ou 4 êxitos na parada e fizeram um filme -"Ferry cross the Mersey"- de pouca repercussão. Gerry Marsden formou o grupo nos final dos anos 50 com seu irmão, Fred e mais Les Chadwick e Arthur McMahon. Eles rivalizaram com os Beatles no início da carreira, tocando em Hamburgo, Alemanha e Liverpool, no Cavern. McMahon (conhecido como Arthur Mack) entrou no piano no lugar de Les Maguire em 1961.

Gerry & The Pacemakers, foi a segunda banda  a assinar com Brian Epstein, que conseguiu para eles um contrato com a Columbia Records (uma gravadora irmã da gravadora dos Beatles, Parlophone). "How Do You Do It?" gravada com Gerry & The Peacemakers foi produzida por George Martin e se tornou primeiro lugar nas paradas de sucesso britânica. O próximo single dos Pacemakers foi outra música de Murray, "I Like It" e de Rodgers e Hammerstein "You'll Never Walk Alone", ambas atingiram o primeiro lugar nas paradas britânica e a última se tornaria a canção favorita cantada pelos torcedores do Livepool Football Club.

Depois desses três sucessos, Gerry & The Pacemakers nunca mais conseguiram chegar ao número 1 no Reino Unido. Gerry Marsden começou a escrever a maioria das músicas do grupo, incluindo "It's Gonna Be All Right", "I'm the One", e "Ferry Cross the Mersey", assim como o primeiro e maior sucesso das paradas de sucesso americana, "Don't Let the Sun Catch You Crying" (tocada e gravada por Paul McCartney durante a 'Paul McCartney's World Tour' e lançada no álbum Tripping The Live Fantastic).
Em 1965, Gerry Marsden ainda escreveu a maioria das canções da trilha sonora do filme Ferry Cross the Mersey (muitas vezes lembrado como a versão dos Pacemakers para A Hard Day's Night dos Beatles). No final de 1965, a popularidade do grupo entrou em declínio tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos. Em 1966 o grupo chegou ao fim. Voltaria a se reunir em 1974 para uma turnê mundial e em 1993 para comemorar 30 anos. Gerry Marsden foi nomeado como Membro da Ordem do Império Britânico (MBE), em 2003, pelo auxílio das vítimas do desastre de Hillsborough. A tragédia no estádio em 1989, vitimou 96 torcedores do Liverpool por asfixia, esmagados contra uma grade. Sua versão da música "You'll Never Walk Alone" virou canto da torcida do Liverpool. Freddie Marsden morreu em 9 de dezembro de 2006 aos 66 anos. E Gerry morreu em 3 de janeiro de 2020 com 78 anos, depois de uma infecção no coração.

PAUL McCARTNEY - NO MORE LONELY NIGHTS (Official Music Video)

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sábado, 3 de dezembro de 2022

THE BEATLES - O FANTÁSTICO RUBBER SOUL COMPLETA 57 ANOS. VIVA!

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Há exatos 57 anos, no dia 3 de dezembro de 1965, foi lançado um dos mais incríveis álbum dos Beatles - o fantástico RUBBER SOUL, que começou a ser gravado em outubro, para estar nas lojas em dezembro, e mais uma vez os Beatles lutavam contra o tempo, no meio de turnês e tudo mais, mesmo assim, o álbum é brilhante do início ao fim, como uma coletânea de singles. Além das 14 músicas gravadas para o disco, eles ainda se deram tempo de escolher duas para o próximo compacto single "Day Tripper / We Can Work it Out", não incluídas no álbum. O single com "We Can Work It Out" "Day Tripper" foi lançado no mesmo dia do álbum, dia 3 de dezembro na Inglaterra e no dia 15 de dezembro nos Estados Unidos.
RUBBER SOUL foi o sexto álbum dos Beatles e como todos os outros, produzido por George Martin. Foi altamente influente entre os contemporâneos dos Beatles, levando a um foco difundido nos singles e na criação de álbuns de músicas consistentemente de alta qualidade. Foi reconhecido pelos críticos como o álbum que abriu as possibilidades da música pop em termos de escopo lírico e musical e como um trabalho fundamental na criação de estilos como psicodelia e rock progressivo. Entre suas muitas participações nas listas de melhores álbuns, a Rolling Stone o classificou em #5 na lista "Os 500 melhores álbuns de todos os tempos". Em 2000, Rubber Soul foi eleito o número 34 na terceira edição do livro de Colin LarkinAll Time Top 1000 Albums. Também foi certificado 6 vezes com platina pela RIAA, indicando remessas de pelo menos seis milhões de cópias nos EUA. Em 2013, Rubber Soul foi certificado como platina pela Indústria Fonográfica Britânica pelas vendas no Reino Unido.
Não deixe de conferir de jeito nenhum as superpostagens 

TTHE BEATLES - DAY TRIPPER ★★★★★

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THE BEATLES - WE CAN WORK IT OUT ★★★★★

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

PAUL McCARTNEY - TUG OF WAR - 1982 ⭐⭐⭐⭐⭐

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Tug of War foi o terceiro álbum de estúdio solo de Paul McCartney, lançado em 28 de abril de 1982. Foi o primeiro álbum de Paul a ser lançado após a dissolução do Wings no ano anterior. No total, foi seu 11º álbum desde a separação dos BeatlesTug of War também foi o primeiro álbum de Paul após o assassinato de John Lennon. O álbum foi produzido pelo ex-produtor dos Beatles, George Martin, e foi um sucesso em muitos países, vendendo mais de um milhão de cópias só nos Estados Unidos no ano de seu lançamento.
A capa é a junção de uma pintura a óleo abstrata do artista Brian Clarke, um colaborador frequente, e de uma fotografia de Paul tirada por Linda McCartney. Sua edição deluxe remasterizada recebeu uma indicação para Melhor Box ou Pacote de Edição Limitada no Grammy Awards de 2017.

Em outubro de 1980, Paul McCartney se voltou para um velho projeto que consistia em juntar algumas faixas nunca gravadas para um novo álbum que se chamaria “Cold Cuts” mas o projeto foi cancelado. Em novembro, Paul e Denny Laine se juntaram no estúdio de George Martin em Montserrat. McCartney começou então a elaborar um novo álbum com a colaboração de Martin. Esta seria a primeira colaboração dos dois desde “Live And Let Die” de 1973.

Para o novo álbum, McCartney queria ter vários convidados de peso. Em 8 de dezembro de 1980, John Lennon foi brutalmente assassinado e Paul interrompeu as gravações, decidindo recolher-se em Sussex. Finalmente voltou para Monserrat em fevereiro de 1981 e começou a gravar o que seria “Tug of War”. Vários músicos famosos foram convidados para participar das faixas do novo álbum: Dave Mattacks, Steve Gadd, Carl Perkins, Stevie Wonder, Stanley Clarke, Eric Stewart e Andy MacKayMcCartney também recebeu a visita de Ringo Starr e George Harrison e começaram a gravar uma composição nova de George “All Those Years Ago” em homenagem a John Lennon. Foi quando finalmente Denny Laine McCartney terminaram a parceria definitivamente durante as primeiras sessões de Tug of War.

Tug of War foi lançado em abril de 1982 e ótimamente bem recebido pelos críticos. Até hoje, para muitos, considerado como o melhor desde “Band On The Run”. A qualidade do álbum é indiscutívelmente sentida na colaboração entre McCartney e Martin e o acompanhamento dos artistas escolhidos por Paul, sem falar da maturidade crescente de McCartney que, aquela altura mostrava-se ainda melhor como compositor e como artista. Tug of War foi um sucesso arrasador em todo o mundo, principalmente nos EUA onde ficou durante 3 semanas em primeiro lugar. Ainda figurou nas paradas americanas durante mais 29 semanas. Por Tug of WarMcCartney foi premiado como o melhor artista britânico e melhor contribuição para música britânica (BPI Awards) em 1982. Esta obra-prima inicia com a música tema, "Tug Of War", belíssima balada que começa lentamente com uma introdução acústica e, ao decorrer, se torna mais elétrica e poderosa, contando com o apoio de uma orquestra. Nesta canção, como em muitas outras do álbum, Eric Stewart auxilia ainda nos vocais de apoio juntamente com Paul e Linda. Sem dúvida alguma, um álbum fundamental em qualquer discoteca, de fãs dos Beatles, ou apenas de boa música. Tug of War levou ainda para as paradas o megasucesso gravado com Steve Wonder “Ebony and Ivory” e a maior paulada do disco: a clássica “Take It Way”. O álbum traz ainda pérolas como o balanço com Stevie Wonder "What's That You Doing", o dueto com Carl Pekins "Get It" além das belíssimas baladas "Somebody Who Cares", "Wanderlust"“Here Today”, a emocionante homenagem a John Lennon.

BEATLES COLORIZADOS - TELL ME WHY - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!

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TRAVELING WILBURYS - SHE'S MY BABY - 1990

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JOHN LENNON - NEW YORK CITY★★★★★

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LITTLE RICHARD - ROCK 'N' ROLL X 4 - SENSACIONAL!

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Esse incrível texto sobre o incomparável Little Richard que a gente confere agora foi escrito pelo próprio Little Richard e publicado na edição original da revista Rolling Stone com a lista dos 100 Maiores Artistas de Todos os Tempos em 2012. Richard aparece em 8º lugar. Especialmente em homenagem ao meu saudoso amigo e mestre Ivan Neves, o Ivanzinho, Little Ivan - forever!

Muita gente me chama de arquiteto do rock & roll. Eu não me intitulo assim, mas acredito que seja verdade. É bom lembrar que eu já era bem conhecido em 1951. Já gravava pela RCA-Victor - se você fosse negro, chamava-se Camden Records - antes de Elvis. Então eu gravei pela Peacock em Houston. Depois a Specialty Records me comprou da Peacock - acho que eles pagaram US$ 500 por mim - e meu primeiro disco da Specialty foi um sucesso em 1956: "Tutti Frutti". Foi um sucesso mundial. Eu senti que tinha chegado, sabe? Começamos a fazer turnês por todos os lugares imediatamente. Viajávamos de carro. Naquela época, o racismo era tão forte que você não podia ir nos hotéis, então na maioria das vezes você dormia no carro. Você comia no carro. Se trocava no carro. Eu tinha um Cadillac. Era isso que as estrelas tinham. Lembra da maneira como Liberace se vestia no palco? Eu me vestia assim o tempo todo, muito extravagantemente, e usava maquiagem. Muitos dos outros artistas da época - os Cadillacs, os Coasters, os Drifters - também usavam maquiagem, mas não tinham nenhum kit de maquiagem. Eles tinham uma esponja e um pequeno pó compacto no bolso. Eu tinha um kit. Todo mundo começou a me chamar de gay. As pessoas chamavam o rock & roll de "música africana". Eles a chamavam de "música vodu". Eles disseram que isso deixaria as crianças loucas. Eles disseram que era fogo de palha - a mesma coisa que sempre disseram sobre hip-hop. Só que naquela época era pior, porque, você deve se lembrar, eu fui o primeiro artista negro cujos discos os garotos brancos começaram a comprar. E os pais ficaram realmente irritados comigo. Tocamos em lugares onde nos diziam para não voltar, porque a garotada ficou doida. Eles estavam quebrando as coisas nas ruas e jogando garrafas e pulando dos camarotes dos teatros nos shows. Naquela época, os garotos brancos tinham que ficar nos camarotes - eles eram "espectadores brancos". Mas então começaram a pular para chegar até a pista, que era onde estavam os garotos negros.
Não fui pago - na maioria dos shows, não fui pago. E nunca ganhei dinheiro com a maioria desses discos. E fui eu que fiz aqueles tud: No estúdio, eles me davam um monte de palavras, eu inventava uma música! O ritmo e tudo. "Bom Deus, senhorita Molly" (Good Golly Miss Molly)! E não ganhei um centavo por isso. Michael Jackson era o dono das coisas da Specialty. Ele me ofereceu um emprego em sua editora uma vez, pelo resto da minha vida, como compositor. Na época, não aceitei. Hoje, gostaria de ter aceitado. Gostaria que muitas coisas tivessem sido diferentes. Acho que nunca recebi o que realmente merecia. Fico grato por ter sido escolhido como um dos 100 melhores artistas, mas quem é o número um e quem é o número dois não importa mais para mim. Porque não será quem eu acho que deveria ser. Os Rolling Stones começaram com minhas músicas, mas sempre estarão na minha frente. Os Beatles começaram com minhas músicas, - no Star Club em Hamburgo, Alemanha, antes de sequer gravar um álbum - mas eles sempre estarão na minha frente. James Brown, Jimi Hendrix - essas pessoas começaram comigo. Eu os alimentei, conversei com eles e eles sempre estarão na minha frente. Mas é uma alegria ainda estar aqui. Eu acho que quando as pessoas querem alegria, diversão e felicidade, elas querem ouvir o rock & roll dos velhos tempos. E estou feliz por ter feito parte disso.

Show! Aqui a gente confere quatro grandes momentos de Little Richard, quatro pauladas: "Good Golly Miss Molly", "Tutti Frutti", "Long Tall Sally" e por último, "Lucille", ao vivo!