sábado, 16 de agosto de 2014

SESSÃO "YOU CAN TALK TO ME - FALA QUE EU TE ESCUTO - Nº 3" - PARTE 2

Querida Lizzy, são tantas músicas e quase todas são poemas que seria difícil escolher apenas um. Mas vou ficar com um verso de John em “And Your Bird Can Sing”: “You say you seen seven wonders and your bird is green, but you can’t see me! You can’t see me!”, que em tradução livre poderia ser assim: “Você diz que viu as sete maravilhas e que viu passarinho verde, mas você não me vê! Você não me vê!


Ora. E qual não é Vitória? Praticamente tudo que Lennon fez depois dos Beatles, de alguma forma, foi para a mulher dele. “Out The Blue” do álbum “Mind Games” – uma das mais lindas que compôs – não poderia ser diferente. Em tradução livre, “Out The Blue” significa “inesperadamente” ou apenas “do nada”. “Do nada, você veio pra mim”. Ok?
  

Alexxx. Antes, ‘Magic Alexxx’. Sinceramente, gostar por livre gostar, ainda gosto. Quando era mais jovem, gostava mais... Mas hoje não escuto mais. Não tenho paciência. Hoje em dia, é impossível para mim, ouvir um álbum dos Rolling Stones, ou Presley, ou Orbison, ou de qualquer outro inteiro sem perder a paciência. Eu sou tão chato, que até com os Beatles eu sou chato. E não sei se alguém já prestou atenção, mas mesmo Paul McCartney já levou gelo no blog e ficou dias sem aparecer aqui, mais de uma semana de castigo. Imagine os outros... Mas gosto sim. Tenho amores por bandas e artistas que não daria para listar. Mas é como eu disse, não tenho paciência. Como um amigo me definiu: EU SÓ GOSTO DOS BEATLES! É mais fácil que seja assim. Yeah, yeah, yeah!
Você de novo, Alexxx? Não quero parecer mais antipático do que já sou, mas não acho nada. Foi legal quando apareceu e era novidade, vi vários episódios com meu filho mais velho Pedro, que deve estar com uns 32 anos. O tempo passou, ele cresceu, eu cresci e o desenho não se atualizou, não ao meu modo de ver. Não gosto muito dessa coisa de “american way of life”. Mas não tiro o mérito. O desenho é genial. E todas as referências aos Beatles e todas as aparições dos Beatles foram geniais. Como não poderiam deixar de ser... e não foram poucas! Não deixe de conferir a postagem “OS SIMPSONS - UM DESENHO PRA LÁ DE BOM DEMAIS!” publicada aqui em 17 de dezembro de 2010: http://obaudoedu.blogspot.com.br/2010/12/blog-post.html
É verdade sim, Jonas. E esse discão já esteve aqui para download nos bons tempos.
Este álbum duplo (2 Cds) lançado originalmente como 3 Lps traz 48 músicas com os Beatles tocando descontraidamente, verdadeiras pérolas. É pura diversão e deleite para velhos (e novos) fãs entediados pela mesmiçe do tempo. Imagine um disco pirata com status de “quase” oficial, pelo capricho na concepção, pelo conteúdo e pelo que representa. Imagine um álbum com a reprodução quase exata do lay out do álbum branco, com um poster inédito e fotos bacanas. O critério como foi editado também merece muitos méritos. As seleções dessas gravações são das intermináveis sessões que envolveram o “projeto Get Back, que terminou em Let It Be. A qualidade do som é muito boa e é possível se ouvir as travessuras de cada beatle durante as faixas. As 48 músicas parecem um desfile de misses, cada uma mais gostosa que a outra. Além dos rehearsals de Let It Be e muitos do Abbey Road, os discos estão estão cheios de raridades. Deliciosas e divertidas versões dos Beatles para “Tenessee”, “The House Of The Rising Sun”, “Commonwealth”, “Susy Parker”, “No Pakistans”, “Be Bop a Lula”, além de medleys que incluem “Move It”, “Good Rockin’ Tonight”, “Ramblin’ Woman” entre tantas outras, incluindo até o mantra Hare Krishna. Além de muito material deles próprios como “Too Bad About Sorrow” e a incrível “Watching Rainbows” que poderia perfeitamente ter feito parte do Anthology.
Os CDs foram digitalizados diretamente dos LPs virgens da Eva Records de 1978 fazendo dessa a mais real e fiel representação desse fantástico álbum, e não aqueles mixes inventados e aquela bagunça que vemos às vezes a venda por aí. Apesar de ser um dos primeiros senão o primeiro boot das Get Back Sessions e de existir numerosos boots mais completos sobre essas sessões como “Day By Day” ou “The Beginning of The End”,o Black Album é com certeza, um dos melhores. Uma delícia de se ouvir, nada maçante, simplesmente perfeito. Mas atenção: Esses discos não são para não-iniciados e podem ser de difícil aceitação para leigos. Valeu! Abração!
Ah, me pegou! Não saberia responder... afinal, foram tantos, desde o começo. Num tempo em que o Dr. Arthur Janov ainda era um menino, Little Richard já dava berros ensurdecedores com os quais ele jamais sonharia. E os Beatles eram discípulos diretos desses rockers selvagens. Os berros de Paul em Long Tall Sally e I’m Down ou mesmo em Oh! Darling, são demais! Mas John Também era fogo! Todos os rockões cantados por ele tem gritos terríveis, de incendiar a negada. Tem um antes do solo de Dizzy Miss Lizzy que eu acho fantástico. São muitos. Esses gritos faziam parte da cultura deles. Foi assim que aprenderam com os mestres. Aquele do John no meio de “I Want You” também é demais. Até Ringo dava seus gritos também (Boys, I Wanna Be your Man), George no entanto, nunca gritou numa música sequer. Muito bem, mas já que tem que escolher um, fico com o icônico gritão incial de “Revolution”. Valeu! AAAAHHHHHHHHHH!

  
Pois é, Marcos. Além dos problemas com esses sites compartilhadores e dos problemas com direitos autorais, ainda existe um maior ainda: tempo! Isso se tornou verdadeiro artigo de luxo. E outra: naquele tempo em que disponibilizava os álbuns, o Baú estava ficando conhecido apenas com mais um blog de downloads e não pelo conteúdo das postagens. Ou eu ficava fazendo uploads de discos, ou fazia as postagens normais. Achei melhor a segunda opção. Infelizmente, não vou poder atender seu pedido, mas na internet, é muito fácil encontrar esses álbuns para download. Aquele abração! Valeu!

Minha querida Márcia, a garota mais bonita da 116 Norte: Não. Não sei tocar nada! Tenho um violão, que ganhei há muitos anos do amigo e xará Eduardo Kruger, mas não sei sequer afinar o bicho. Quando era jovem e comecei a gostar dos Beatles, aprendi a tocar “Imagine” e “Let It Be”, mas para o bem da humanidade, logo desisti. Beijaço! Valeu!

Não conseguiria nunca fazer uma lista dessas com “As 10 Piores Músicas dos Beatles”, porque, para mim, isso simplesmente não existe. Nenhuma, de fato, é ruim. É claro que existem algumas mais fracas do que outras mais comerciais e convencionais, ou experimentalistas como Revolution #9, que muita gente não suporta. Acho que cada música gravada pelos rapazes, fosse de sua autoria ou não, teve seu papel dentro de um contexto. É isso. Sem fotos, sem vídeos. Não existe! Próxima?
“I Want To Hold Your Hand” e “She Loves You”, não tenho dúvidas! Mas acho que elas (as garotas loucas) se molhavam mesmo era com qualquer coisa que os Beatles estivessem tocando. Não importasse o quê, ou se não estivessem tocando nada. Mas essas duas, acho que são, indiscutivelmente, os dois maiores standards da Beatlemania. Alguém discorda?

5 comentários:

Fábio Simão disse...

Fantástico 2!

Valdir Junior disse...

Demais ,Demais , Edu !!

Edu disse...

Obrigadão... trabalheira sem tamanhao...

jonas gomes silva disse...

NOSSA MUITO LEGAL ISSO , COMO EU FASO PARA MANDAR PERGUNTAS .

jonas gomes silva disse...

NOSSA MUITO LEGAL ISSO , COMO EU FASO PARA MANDAR PERGUNTAS .