quinta-feira, 17 de setembro de 2015
DEZENAS DE VÍDEOS ACOMPANHAM O RELANÇAMENTO DE “1”
Uma nova versão da compilação Beatles 1 será lançada como uma atualização do lançamento dos anos 2000. Ela vai incluir clipes e curtas-metragens da banda através de toda sua carreira, e será lançada em DVD e Blu-ray. A edição atualizada estará disponível em duas configurações: The Beatles’ 1, com um disco bônus, e o delux 1+, que contém um livro de 124 páginas e dois discos de materiais extras, incluindo muitos vídeos inéditos. Eles também serão lançados em edições únicas em DVD e Blu-ray. Todos estarão disponíveis a partir do dia 6 de novembro. A principal versão, com um CD e um disco de vídeo, reúne os 27 singles número um com clipes para cada música, contendo o som mixado em 5.1 Dolby Digital e DTS Surround HD. O deluxe 1+ acrescenta 23 vídeos, incluindo versões alternativas dos clipes. Os CDs para cada uma das versões contêm mixagens e uma versão dupla em vinil está sendo preparada.
Os vídeos foram coletados de filmes promocionais, aparições na TV e outras performances. Uma equipe com 18 técnicos passou meses realizando a limpeza de cada frame do filme e aprimorando digitalmente a cor e a qualidade dos clipes. Eles então digitalizaram tudo em 4k de alta definição e restauraram o áudio a partir das fitas analógicas originais que estavam no Abbey Road Studios.
O jornalista especializado em música, Mark Ellen, escreveu um texto sobre os filmes que deve estar presente no livro disponível na edição especial 1+, enquanto o historiador de música Richards Havers contribuiu para as anotações dos vídeos. Muitos dos filmes da coleção não foram usados nos outros lançamentos dos Beatles.
RINGO STARR VAI LEILOAR COISAS DOS BEATLES
A agência Associated Press informou que o baterista Ringo Starr, de 75 anos, fará um leilão com cerca de 800 objetos referentes à carreira dos Beatles.
“Tudo começou comigo olhando em nossos depósitos... Encontramos tanta coisa", contou Ringo. “Nós pensamos, ‘o que vamos fazer com tanta coisa?’”, continuou o baterista. O leilão que, segundo Ringo, acontecerá entre os dias 4 e 5 de dezembro na casa de leilões Julien, em Beverly Hills, nos Estados Unidos, terá objetos especiais, como a bateria de três peças usada em mais de 200 apresentações da banda e a guitarra Richenbacker, apelidada de "Beatle-Backer", que foi dada ao baterista como um presente de John Lenon. “Eu também estou colocando o 'The White Album No. 1', que tinha guardado em um banco há 35 anos e várias guitarras, incluindo uma Gretsch, que foi presente de George Harrison”, revelou Ringo. “Nós temos tanta coisa e muitas delas não vemos há 20, 30 anos”, explicou o baterista. “Estamos fartos de ter esse material em armazéns, quando ele poderia ser colocado para um bom uso e também dar muita alegria às pessoas”, lembra Ringo. Parte do dinheiro do leilão das peças será destinado a uma instituição de caridade. O lucro obtido com a ação promete ser alto, afinal, somente a "Beatle-Backer" terá lance inicial de U$ 600 mil, o que equivale a R$ 2 milhões.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
THE BEATLES - CONTAGEM REGRESSIVA PARA O "NOVO" 1
Quem entra agora no site oficial dos Beatles encontra uma contagem regressiva que termina com o número 1 escrito da mesma forma que o visto na capa da coletânea de mesmo nome lançada há 15 anos. A diferença é que agora o algarismo está desenhado em vermelho sobre um fundo amarelo, e não o contrário como em 2000. Imagina-se que uma nova edição da coletânea poderá ser lançada em breve - "1" vendeu incríveis 31 milhões de cópias desde seu lançamento. Mas também há quem imagine que finalmente chegou-se a um acordo para incluir as músicas da lendária banda nos sites de streaming musica. Até que o anúncio oficial seja feito só resta aos fãs esperar por mais essa novidade do quarteto de Liverpool. Não deixe de conferir a excelente postagem sobre o álbum "1" publicada aqui em 28 de março de 2015.
domingo, 13 de setembro de 2015
A IMAGEM DO SÉCULO - O RETRATO DA VERGONHA
“Imagine que não houvesse países nem fronteiras, nem o paraíso e nem o inferno, e nenhum motivo para matar ou morrer, e nem religião também. Imagine todas as pessoas vivendo a vida em paz”.
Em pleno século XXI, o sonho utópico de John Lennon, descrito há quase cinco décadas, se mostra cada vez mais distante, impossível e inalcançável. A imagem que assombrou e emocionou o mundo inteiro nessas últimas semanas, com certeza entrará para a história como a fotografia mais emblemática deste novo século, ainda tão jovem – o retrato da vergonha! É impressionante a forma como em 2015, a humanidade continue teimando em andar para trás, apesar de todas as conquistas científicas e tecnológicas.
As imagens de Aylan Kurdi, o menino sírio de três anos de idade que morreu afogado no Mediterrâneo e foi encontrado na costa turca, provocaram reações e emoções intensas nas mídias sociais. O debate político em torno da política de refugiados da Europa mudou após a publicação da fotografia. Aylan Kurdi, o menino refugiado sírio de três anos cujo afogamento causou consternação ao redor do mundo, tinha escapado das atrocidades do grupo autointitulado "Estado Islâmico" na Síria. Ele e sua família eram de Kobane, a cidade que ganhou notoriedade por ter sido palco de violentas batalhas entre militantes extremistas muçulmanos e forças curdas no início do ano. O pai do menino, Abdullah, fugira com a mulher, Rehan, e outro filho, Galip, para tentar chegar ao Canadá, onde vivem parentes da família. Isso mesmo depois autoridades do país norte-americano terem negado um pedido de asilo. Da família, apenas Abdullah sobreviveu à tentativa de travessia de barco entre a Turquia e a Grécia, em que, além dos familiares, morreram pelo menos outras nove pessoas. Aylan e a família estavam em um pequeno bote que carregava 17 pessoas no momento em que virou, nas proximidades do balneário turco de Bodrum. Um outro bote, carregando 16 pessoas, também teria virado. Mas foram as imagens do corpo do menino nas areias da praia que chocaram o mundo e viralizaram na internet.
Várias fotos do corpo de Aylan na praia de Ali Hoca, em Bodrum, sendo observado e depois levado por um policial turco, ganharam manchetes no mundo inteiro e viraram símbolo do drama enfrentado por milhares de refugiados sírios, afegãos e iraquianos que buscam recomeçar suas vidas na Europa. A consternação aumentou com o surgimento, nas mídias sociais, de uma imagem bem diferente das que tornaram Aylan famoso: nela, ele e Galip são vistos sorrindo para a câmera, ao lado de um urso de pelúcia.
Fernando Rossit - DE QUEM É A CULPA?
Com certeza, de todos nós! Sim, pois Aylan é mais uma vítima do egoísmo humano, da pretensão que cada um de nós temos de querer impor a “nossa verdade”. Esse pequenino ser foi mais uma vítima no mundo da tão falada intolerância religiosa, do fundamentalismo cego, do fanatismo doentio de pessoas que se dizem escolhidas por “Deus”! O terror promovido pelo Estado Islâmico na Síria tem levado milhares de pessoas, muitas vezes pagando com a própria vida, a tentar escapar de mais essa loucura. Vivemos um momento de intensa intolerância no mundo todo. Em nome de “deus”, condenamos, discriminamos, rotulamos, exterminamos seres humanos, nossos irmãos – que deveríamos amar. No Brasil, também temos ouvido muitas histórias e sabido de muitas vítimas dessa doença chamada intolerância religiosa. Perseguem e agridem homossexuais, invadem e destroem templos de outras religiões, insuflam o ódio e a violência contra tudo e contra todos que pensam ou manifestam sua fé de modo diferente! O mais incrível de tudo isso é que não percebem que estão sendo tão cruéis quanto os outros, esses mesmos responsáveis pelo trágico destino do pequeno Aylan.
A autora da foto e das sequencias, Nilüfer Demir disse: "Quando vi a imagem de Aylan Kurdi, o meu sangue congelou!”. Não podia fazer nada. Estava ali deitado de barriga para baixo, sem vida, com uma camisa vermelha e uma calça azul. Não podia fazer nada por ele. A única coisa que podia fazer era tornar a sua tragédia conhecida. E foi isso que fiz, ao fotografar", explicou a repórter turca que acompanha a crise dos refugiados há mais de 15 anos.
sábado, 12 de setembro de 2015
GEORGE HARRISON - A PAIXÃO DO BEATLE PELA FÓRMULA 1

George e Emmerson Fittipaldi

George pilotando uma Lotus 18 de 1961 no circuito de Donington, em 1979

George e Ayrton Senna do Brasil
George e James Hunt
Em 1978, a Fórmula 1 perdeu dois pilotos suecos em um espaço de 40 dias de maneiras trágicas: Ronnie Peterson após um grave acidente em Monza e Gunnar Nilsson depois de uma luta contra um câncer nos testículos.

Um Beatle, porém, tentou resgatar a autoestima dos competidores lançando uma canção sobre o circo da F-1. Fã de automobilismo, George Harrison se tornou amigo de alguns dos lendários corredores como os campeões Jackie Stewart e Emerson Fittipaldi. O brasileiro, por sinal, também recebeu um belo tributo do compositor de "Something", "My Sweet Lord" e "While My Guitar Gently Weeps" em uma versão-surpresa para "Here Comes The Sun" após seu acidente em 1996 na Indy.

Ronnie Peterson morreu em 11 de setembro de 1978 em decorrência de um múltiplo acidente sofrido na largada do GP da Itália do dia anterior. Sua Lotus bateu a 200 quilômetros por hora no muro de proteção e pegou fogo; James Hunt, Clay Regazzoni e Patrick Depailler deixaram seus carros para tirá-lo das chamas.

Durante a madrugada, porém, o então vice-líder do Mundial de Pilotos começou a ter complicações nos pulmões por causa de embolia gordurosa em decorrência das fraturas nas pernas. Seu caso foi só piorando, os rins pararam de funcionar, e a morte de Ronnie foi anunciada às 9h55 de segunda-feira. Foi-se um dos mais carismáticos personagens da F-1, um choque para todos - grande parte do grid foi à cidade sueca de Örebro acompanhar seu funeral. Mas aquele 1978 marcaria ainda mais uma despedida trágica.

Quase 40 dias depois, Gunnar Nilson sucumbiu à batalha contra um câncer nos testículos. Aos 29 anos, o ex-campeão da Fórmula 3 britânica morreu em 20 de outubro depois de somente duas temporadas na principal categoria do automobilismo (1976 e 1977). Já bastante debilitado, ele esteve presente ao funeral de Ronnie Peterson em uma de suas raras aparições após a descoberta do câncer em dezembro de 1977. As perdas desestabilizaram os pilotos da F-1. George Harrison, então, resolveu colocar a mão na massa com a intenção de levantar o moral de todos e ainda angariar fundos à Gunnar Nilsson Cancer Fund, criada após a morte do piloto sueco: lançou em 30 de julho de 1979 o single "Faster", o terceiro do álbum de mesmo nome do lendário guitarrista. A música, inspirada em seus amigos Jackie Stewart e Nicki Lauda, foi dedicada a "todo o circo da Fórmula 1" e também em memória de Ronnie Peterson.

"Eu me diverti com muitos pilotos da F-1 e suas equipes - e eles me permitiram ver coisas de um ângulo muito diferente da que estava acostumado normalmente com o mundo da música", disse George Harrison. Na capa britânica do single, fotos de Emerson Fittipaldi, Lauda, Stewart, Jody Scheckter, Graham Hill, Juan Manuel Fangio, Stirling Moss, Jim Clark e Jochen Rindt - os dois últimos, campeões da F-1, que também morreram competindo. Jackie Stewart, por sinal, é a "estrela" do clipe oficial da música, na qual George Harrison toca e canta no banco de trás de um carro com o escocês de chofer."Ele amava Fórmula 1, o show, a loucura".

"Ele gostava dos pilotos", lembra Damon Hill, campeão da F-1 em 1996. "Nós tínhamos a corrida de Fórmula 1 em Liverpool, e ele costumava ir ao circuito de Aintree quando era jovem para assistir ao GP. É muito gratificante pensar que uma pessoa tão bondosa e gentil como George gostava de Fórmula 1. Ele foi um ótimo homem, nós tivemos muita sorte de ele ser um fã de F-1". Após o fim oficial dos Beatles, em 1970, George Harrison se tornou figura frequente em várias corridas da F-1. E quase sempre ao lado do tricampeão Jackie Stewart. "Não posso dizer que tenha sido um dos melhores amigos de George, porque muita gente passou mais tempo com ele do que eu. Mas me sentia tão próximo a ele que ainda me afeta hoje em dia (sua ausência)", afirmou o escocês em entrevista ao documentário "Living In The Material World", de Martin Scorcese.
Outro que ficou muito próximo de Harrison foi Emerson Fittipaldi. "Uma aproximação maior ainda pelo lado espiritural", cita Reginaldo Leme, da Globo. "Foi uma amizade de muitos anos, era uma pessoa muito querida. Nós tivemos muitos momentos de muita alegria juntos, foi muito bacana. Um amigo da família, minha família é amiga da família dele, quando vamos à Inglaterra quase sempre encontramos a Olivia (viúva) e o Dhani (filho)", falou o bicampeão. "Eu acho que foi o mais apaixonado pelo automobilismo, conhecia todo mundo, amigo de todos na F-1". No final de 1978, por exemplo, Harrison passou férias no Guarujá, litoral de São Paulo, junto a Fittipaldi. O jornalista argentino César Mascetti - devidamente trajado apenas de sunga - aproveitou a oportunidade para entrevistá-lo tendo como tradutor o piloto brasileiro. O repórter perguntou ao ex-Beatle se a Fórmula 1 o inspirava a escrever canções, e o guitarrista revelou que lançaria "Faster" no ano seguinte.
Emerson Fittipaldi deixou a F-1 ao final da temporada 1980, mas voltou a fazer história em outra categoria, a CART. Criada havia poucos anos, a também chamada Indy recrutou o brasileiro em 1984, e lá o "Rato" conquistou um título além de ganhar por duas vezes a tradicional 500 Milhas de Indianápolis. Em 1996, já perto dos 40 anos, Fittipaldi sofreu o mais grave acidente de sua carreira durante o GP de Michigan em 28 de julho em disputa de posição com Greg Moore. Ele bateu sua Hogan Penske a 320 km/h no muro da curva 1.
"Sentado impotente no cockpit do carro, perdi a noção das cores. Via tudo em preto e branco. Meus braços, muito compridos, pareciam de borracha. Minhas mãos, a uns dois metros de distância, batiam descontroladamente no volante, que parecia pequeno e distante. Constatei horrorizado que não conseguia controlá-las. Logo as labaredas me engoliram, acompanhadas por uma fumaça espessa e branca, e tive certeza absoluta de que ia morrer. As chamas cresceram e eu sentia uma horrível dificuldade de respirar", contou Emmerson em sua biografia. "Na hora vi a imagem dos meus cinco filhos e desmaiei. Achei que tinha morrido, até quando eu escutei os carros andando e percebi que estava vivo", disse. "Sabia que estava com hemorragia interna. Estava sem respirar, esse foi o grande sofrimento. Eu estava sufocado", relembrou. O maior medo, porém, era de ficar paraplégico, algo que logo foi descartado pelos médicos que o atenderam. Sua recuperação demorou poucos meses, e sem qualquer sequela. Em 31 de outubro daquele ano, Fittipaldi participou do programa "Gente que brilha", no SBT, com o lendário apresentador Blota Junior, e recebeu uma homenagem de George Harrison, diretamente de Londres. O "Beatle quieto" tocou uma versão de "Here Comes The Sun" e disse que esperava reencontrá-lo logo em uma praia para tomar "20 caipirinhas cada um".
George Harrison morreu em 2001, aos 58 anos, vítima de câncer. Em entrevista à BBC após o acontecimento, Emerson revelou tê-lo visitado meses antes: "Fiquei três dias em Lugarno, na Suíça, com George e sua esposa Olívia, e conversamos muito. Quando eu cheguei senti que ele estava bastante abatido. Aos poucos foi se animando e no último dia ele não queria deixar eu ir embora". Apesar de abatido pela doença, Fittipaldi disse que "ele sempre manteve o espírito de guerreiro, mostrando um amor impressionante pela vida. Sua esposa Olívia também sempre foi uma grande guerreira ao lado de George. Hoje é um dia bastante triste para mim, mas tenho certeza que George morreu acreditando na vida eterna e que um dia nós estaremos novamente juntos", disse. Jackie Stewart, o amigo que acompanhou George Harrison pelo mundo por causa da Fórmula 1, definiu ao diretor Martin Scorcese: "Perdi muitos pilotos. Muitos amigos morreram. Estava com eles quando morreram. Fiquei exposto a muitas experiências emotivas, e ainda assim não creio que haja nada que tenha me deixado um pesar tão duradouro quanto a perda de George".
SHOW BENEFICENTE NO CAVERN PELAS CRIANÇAS SÍRIAS
Eternizado como o local que revelou os Beatles ao mundo, o Cavern Club sediará, no dia 11 de outubro, em Liverpool, um show com renda revertida às crianças refugiadas sírias que lutam para recomeçar a vida na Europa. A ideia de organizar o evento, que terá 12 horas de música ao vivo, partiu do músico e jornalista brasileiro Fernando Duarte, que mora em Londres. "A crise dos refugiados é muito grave, e acredito que todos temos de fazer algo para tentar ajudá-los. Este evento representa só uma gota no oceano, mas numa situação tão problemática, cada gota contabilizada certamente fará diferença para muita gente", afirmou Duarte. "A crise dos refugiados é muito grave, e acredito que todos temos de fazer algo para tentar ajudá-los. Este evento representa só uma gota no oceano, mas numa situação tão problemática, cada gota contabilizada certamente fará diferença para muita gente", afirmou Duarte à Agência Efe. O ingresso para o show custará 10 libras (cerca de R$ 60) e não está restrito a quem estará fisicamente presente no Cavern Club. "Nossa intenção é reunir os beatlemaníacos ao redor do mundo para contribuir com essa causa tão nobre. A distância real pode ser muito grande, mas qualquer pessoa poderá estar simbolicamente com a gente no dia do show, não importa se ela está no Brasil ou no Vietnã", disse Duarte. Os brasileiros que quiserem participar da iniciativa devem acessar o site "www.justgiving.com/beatlesaid" e doar 10 libras, valor que será destinado à organização Save The Children. A doação garante a entrada no show, para quem estiver disposto a visitar Liverpool no próximo mês. "Num mundo tão divido como o atual, os Beatles são das poucas coisas que ainda se mantêm universais. E nada mais nobre que aproveitar essa força que a banda tem para ajudar a quem tanto precisa", destacou Fernando Duarte.
RINGO STARR - THE PHOTOGRAPH
A editora britânica Genesis lança no dia 21 de setembro um livro bastante especial para os fãs dos Beatles. Com imagens registradas por Ringo Starr, o fotolivro 'The Photograph' reúne fotogarfias inéditas do quarteto de Liverpool. Sem preço definido, a publicação será uma edição limitada com 2.500 exemplares, todos autografádos pelo músico, vendidos no mundo todo. Fãs que ainda quiserem comprar as fotos poderão adquirir 20 das 250 originais por cerca de R$ 11 mil. Todo o lucro será revertido para a fundação Lotus. Em um vídeo especial divulgado pela editora, o ex-baterista dos Beatles revelou que o projeto nasceu durante uma busca em caixas com memórias guardadas pela mãe. Ringo afirmou que sempre gostou de fotografia, como é possível ver em quase todos os registros da banda - com alguém segurando uma câmera. "É assim que víamos boa parte do mundo quando ficamos grande por causa dos Beatles. Você irá encontrar dezenas de registros nesse livro a partir do meu ponto de vista, olhando pela janela de um carro", comentou o músico. Ringo Starr ainda nem lançou o seu mais novo livro de fotografias e já está pensando na sequência da obra. Photography sai no próximo dia 21 de Setembro e reúne mais de 250 registros dos Beatles que o baterista desenterrou de seus arquivos pessoais. Para a tão sonhada segunda edição, Starr decidiu pedir ajuda ao ex-companheiro de banda Paul McCartney e para as viúvas de John Lennon e George Harrison, Yoko Ono e Olivia Harrison. Durante uma exposição no National Portrait Gallery, em Londres, na Inglaterra, que marca o lançamento do livro e expõe antecipadamente algumas fotos presentes em Photography, Ringo Starr fez o apelo. “Se eles estiverem ouvindo… procurem nos negativos”, disse ele, que contou ainda que a ideia para o livro surgiu após encontrar diversas imagens, perdidas por quase 30 anos. “Eu tinha um monte de coisas guardadas, e nós tínhamos de nos mudar, então comecei a encontrar diversos negativos, muitos deles eu nem sabia que ainda possuía. Os outros caras tinham câmeras também, então o próximo plano é que eu quero conseguir o resto das minhas imagens, das fotos de Paul, Yoko terá as fotos de John e Olivia as de George. Daria um grande livro. Terei muito mais fotos… se eu divulgar isso, talvez eles respondam”. A grande maioria dos cliques de Photography são dos Beatles durante a turnê norte-americana realizada no ano de 1964. São momentos íntimos em que o quarteto aparece passando o tempo e fazendo bobagens juntos. “Estes são cliques que ninguém mais poderia ter feito. Juntos, eles mostram a história de quatro rapazes de Liverpool tentando viver vidas normais em meio ao frenesi que os cercava”, explicou Ringo Starr.
O livro que será lançado no final do mês é uma “versão aberta ao público” da edição limitada e para colecionadores de Photography, que saiu ainda em 2013. Starr também irá doar todos os royalties para a Lotus Foundation.
O HOMEM QUE DEU AO MUNDO OS ROLLING STONES

Depois de tentar forjar uma carreira artística própria, que não deu em nada, o jovem Loog tratou logo de se virar para conseguir um trabalho como jornalista a serviço de Brian Epstein, dos Beatles. Mais tarde, depois de ter contato com o renomado produtor americano Phil Spector, decidiu que este, também seria seu negócio. Depois de assistir a uma efusiva apresentação dos Stones no clube Crawdaddy em Richmond, Loog convenceu-os a quebrar um acordo de aperto de mão com o empresário Giorgio Gomelsky e passou a assumir as rédeas. A primeira providência foi a construção da imagem da banda que até então, era de seis integrantes. Determinou que o feioso tecladista Ian Stewart só participaria das gravações e não apareceria mais junto à banda nos palcos. Por indicação de George Harrison, assinou um contrato com Dick Rowe da Decca Records, a gravadora que havia rejeitado os Beatles. Quando viu John Lennon e Paul McCartney praticamente criarem “I Wanna Be Your Man” diante de seus olhos, convenceu Jagger e Richards que também poderiam compor suas próprias músicas. Dessa forma, viria ao mundo sucessos memoráveis, como a imortal “Satisfaction”.
Feios, com cara de maus, rosnando e com seus cabelos desgrenhados, Oldham conseguiu dar aos seus discípulos a imagem que talvez guardasse para sí próprio. Imagem essa, que perdura até os dias de hoje, mais de 50 anos depois, e que, os próprios Stones tanto se orgulham e fazem questão de mantê-la ‘imexível’, como diria um certo ministro de um certo presidente de uma certa republiqueta tantos anos depois. “Você deixaria sua filha se casar com um Rolling Stone?”. Essa foi mais uma das pérolas criadas por Loog para vender a sua banda. E não é que deu certo?
Desde o início de 1964 até o final de 1965, Loog produziu e dirigiu nada menos do que quatro álbuns para os Rolling Stones sozinho; Além disso, formou uma orquestra que levava seu nome e lançou seus próprios álbuns de sinfônicas. Em 1965, também criou um rótulo com o slogan "Feliz por ser uma parte da indústria da felicidade humana". Estava podre de rico. A empresa se tornou um dos selos independentes mais conhecidos da Grã-Bretanha, com uma lista impressionante de artistas que incluía os Small Faces, The Nice, John Mayall, e Chris Farlowe.
Desde o início de 1964 até o final de 1965, Loog produziu e dirigiu nada menos do que quatro álbuns para os Rolling Stones sozinho; Além disso, formou uma orquestra que levava seu nome e lançou seus próprios álbuns de sinfônicas. Em 1965, também criou um rótulo com o slogan "Feliz por ser uma parte da indústria da felicidade humana". Estava podre de rico. A empresa se tornou um dos selos independentes mais conhecidos da Grã-Bretanha, com uma lista impressionante de artistas que incluía os Small Faces, The Nice, John Mayall, e Chris Farlowe.
Depois dos álbuns clássicos “Aftermath” (1966) e “Between the Buttons” (1967), o amor entre os Stones e Loog se acabou e foi parar nos tribunais em batalhas homéricas sobre direitos autorais que durou anos. Loog vendeu (deu!), praticamente todos os direitos das músicas dos Stones a um certo Allen Klein, que se tornaria pivô da separação dos incaultos Beatles.
A virada da década (60/70) não foi boa para Oldham, que cheirou toda a grana que ganhou e voltou a ser um Zé-Ninguém e assumiu uma figura andrógina. Nessa época, o mundo já pertencia aos Rolling Stones.
Como disse no início, hoje Andrew Loog Oldham está com 71 anos, vive na Colômbia, e é um renomado produtor de hip-hop-pop daquele lugar. Praticamente, todos os direitos autorais desses artistas, são dele. Fica a pergunta: Será que um cara talentoso como esse não teria lugar nos States ou na velha Londres? E a triste resposta: Não!
THE ROLLING STONES - I WANNA BE YOUR MAN

No início de setembro de 1963, já devidamente instalados em Londres, John Lennon e Paul McCartney seguiam de táxi quando encontraram com um aflito Andrew Loog Oldhan, empresário dos Rolling Stones que precisava urgente de um sucesso para seu grupo gravar. Oldhan, que não era bobo nem nada, pediu que os dois assistissem um ensaio dos Stones no Ken Colyer Club. Vendo que o grupo de Mick Jagger precisava de um novo single, Lennon e McCartney sentaram em uma mesa e finalizaram “I Wanna Be Your Man” em menos de 2 minutos (como reza a lenda), para que os Rolling Stones pudessem gravar. Essa canção foi lançada como lado 1 do segundo compacto do grupo, colocando-os devidamente no cenário da música pop londrina que começava a efervescer. Nada mal para os dois caipiras de Liverpool.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
09/09/09 - UM DIA PARA ENTRAR PARA A HISTÓRIA
O Dia 09/09/09 foi um dia para entrar para a história da Beatlemania. Nesse dia, finalmente os Beatles chegaram ao século XXI. E em grande estilo. Todos os seus álbuns de carreira foram relançados de forma espetacular seguidos de uma massificante campanha de marketing de fazer inveja a Brian Epstein. Todos os álbuns foram remasterizados e disponibilizados em versões mono e estéreo, em boxes ou edições avulsas. No mesmo dia, também foi lançado o incrível videogame “The Beatles Rockband” – um sucesso sem precedentes. Para o bem ou para o mal, aqui a gente relembra o que disseram alguns sobre esses super lançamentos.

Feliz Dia Mundial do Beatles! 09/09/09
B. Frusciante – Cifraclub
09/09/09 é o Dia Mundial dos Beatles! Demorou 22 anos, desde que os 13 álbuns de carreira dos Beatles foram digitalizados para CD, para que as músicas da banda mais importante do rock ganhassem um tratamento de som adequado. Com o lançamento repaginado da obra-completa, junto ao game Rock Band do grupo inglês, o emblemático 09/09/09 (quarta-feira da semana que vem) se transforma no Dia Mundial dos Beatles. A gravadora EMI fez uma apresentação em São Paulo do que virá no pacote de lançamentos. Cada um dos discos de carreira trará um mini-documentário, de cerca de cinco minutos, sobre a obra. Além, claro, das músicas remasterizadas. Remasterização que, na prática, é um bônus de valor duvidoso, se contar a grande massa. Foi preciso um pout pourri de trechos das músicas originais e a versão nova na sequência para que fizesse sentido na demonstração. Nesse formato, foi possível notar mais claramente instrumentos enterrados ou não tão claros nas possibilidades tecnológicas da época das gravações originais. O resultado da equação foi como se passassem um pano na poeira do tempo e os elementos fossem melhor organizados na prateleira da canção. Dado que a maioria das pessoas ouve hoje música em aparelhos como celular, computador, MP3 players, com recursos limitadíssimos de qualidade de som, fica um lançamento para os amantes de música que fazem parte do bloco ouvido treinado + qualidade de equipamento para audição. Isso não minimiza a importância histórica do relançamento. Na arqueologia pop qualquer descoberta nova de acorde de George Harrison e John Lennon, linha vocal ou de baixo de Paul McCartney, rufar de Ringo Starr, enquanto conjunto, tem importância inestimável. Haverá duas opções do produto. Por aqui, os CDs serão lançados individualmente, a um preço aproximado de R$ 30 cada. Os fãs poderão, no entando, adquirir uma das duas versões importadas de box. A caixa Estéreo traz os 13 álbuns remasterizados com faixa enhanced de mini-documentários (mais o disco "Past Masters") e um DVD com todos os mini-documentários reunidos. Custará cerca de R$ 800. Já a caixa Mono virá com os CDs embalados como mini réplicas de LPs (capa dupla) em edição limitada e em versões mono originais remasterizadas de 11 dos 13 álbuns, sendo um batizado "The Beatles Mono Masters" (com todas as faixas mono que apareceram em singles, EPs ou que não estiveram nos 13 originais). Custará cerca de R$ 950.
No mesmo dia 9 de setembro será lançado o "Beatles Rock Band", jogo que simula a execução de 45 músicas da banda. No game, é possível escolher entre guitarra, baixo, bateria e vocal, ou chamar amigos para cada um assumir um posto, e a performance acompanha a história do grupo - dá pra tocar em um dos famosos cenários por onde a banda passou, como o teto da gravadora Apple, em Londres, ou mesmo em estúdio.O jogo funcionará para três consoles: Xbox 360, Nintendo Wii e Playstation 3. É possível até adquirir réplicas dos equipamentos utilizados pela banda, como a guitarra Rickenbacker 325 de John ou o baixo Hofner de Paul.
Felipe Machado – Estadão
Hoje marca o início de uma nova onda (mais uma) de Beatlemania. É que nesta data cabalística, 9/9/09 (number nine, number nine…), além do relançamento pela gravadora EMI dos 13 discos dos Beatles em versões remasterizadas, chega às lojas o videogame que permite dividir o palco e ‘tocar’ junto com os quatro músicos de Liverpool. Os ‘novos’ discos estão bem legais, com projeto gráfico vintage, qualidade de som mais fiel ao que foi gravado no estúdio e alguns arquivinhos em vídeo que recriam a atmosfera no lendário estúdio Abbey Road. Já o game é legal, tudo bem, mas como todos os jogos do gênero é uma bela besteira. Seria bem mais interessante para um garoto gastar tempo aprendendo a tocar um instrumento de verdade em vez de simular isso na frente de uma TV. É apenas uma opinião, mas isso não vem ao caso. O que vem ao caso é que toda essa história me deixou com uma pulga atrás da orelha (nossa, que expressão velha) e me fez questionar: por que, depois de tantos anos, os Beatles ainda continuam a fascinar as pessoas dessa maneira? A primeira coisa que me veio à cabeça foi o lado cultural, a influência que eles exerceram na sociedade com o seu modo de se vestir, seus cortes de cabelo. Só isso já seria gigantesco, mas tinha que haver algo a mais. A música, claro. As canções dos Beatles não são apenas tão maravilhosas quanto qualquer obra composta por Mozart ou Beethoven, como também foram, são e serão para sempre a trilha sonora de milhões de amores, sonhos, vidas. Mas não foram apenas a influência no comportamento e as músicas: os Beatles são uma metáfora da vida. A química entre John, Paul, George e Ringo é uma daquelas coisas inexplicáveis que acontecem apenas uma vez na eternidade. Além do talento e do carisma, cada um deles revelou-se profeticamente como arquétipo: John é a rebeldia; Paul, o amor; George, a espiritualidade; Ringo, a graça. Somos uma mistura das personas dos quatro Beatles, com intensidades e porcentagens diferentes. Às vezes, nos comportamos diante de determinada situação com uma paixão ingênua à la Paul; às vezes somos mais descompromissados, mais leves, mais Ringo. A carreira dos Beatles também contribui para a criação desse mito, justamente porque a curta trajetória deles se confunde com a própria existência humana. Por meio de sua obra genial, acompanhamos a transformação de garotos em homens, a substituição do coletivo pelo individual, o fortalecimento do ego. Ao olhar para uma foto dos Beatles, descubro que eles não são apenas os Beatles: eles são todos nós.
Hoje marca o início de uma nova onda (mais uma) de Beatlemania. É que nesta data cabalística, 9/9/09 (number nine, number nine…), além do relançamento pela gravadora EMI dos 13 discos dos Beatles em versões remasterizadas, chega às lojas o videogame que permite dividir o palco e ‘tocar’ junto com os quatro músicos de Liverpool. Os ‘novos’ discos estão bem legais, com projeto gráfico vintage, qualidade de som mais fiel ao que foi gravado no estúdio e alguns arquivinhos em vídeo que recriam a atmosfera no lendário estúdio Abbey Road. Já o game é legal, tudo bem, mas como todos os jogos do gênero é uma bela besteira. Seria bem mais interessante para um garoto gastar tempo aprendendo a tocar um instrumento de verdade em vez de simular isso na frente de uma TV. É apenas uma opinião, mas isso não vem ao caso. O que vem ao caso é que toda essa história me deixou com uma pulga atrás da orelha (nossa, que expressão velha) e me fez questionar: por que, depois de tantos anos, os Beatles ainda continuam a fascinar as pessoas dessa maneira? A primeira coisa que me veio à cabeça foi o lado cultural, a influência que eles exerceram na sociedade com o seu modo de se vestir, seus cortes de cabelo. Só isso já seria gigantesco, mas tinha que haver algo a mais. A música, claro. As canções dos Beatles não são apenas tão maravilhosas quanto qualquer obra composta por Mozart ou Beethoven, como também foram, são e serão para sempre a trilha sonora de milhões de amores, sonhos, vidas. Mas não foram apenas a influência no comportamento e as músicas: os Beatles são uma metáfora da vida. A química entre John, Paul, George e Ringo é uma daquelas coisas inexplicáveis que acontecem apenas uma vez na eternidade. Além do talento e do carisma, cada um deles revelou-se profeticamente como arquétipo: John é a rebeldia; Paul, o amor; George, a espiritualidade; Ringo, a graça. Somos uma mistura das personas dos quatro Beatles, com intensidades e porcentagens diferentes. Às vezes, nos comportamos diante de determinada situação com uma paixão ingênua à la Paul; às vezes somos mais descompromissados, mais leves, mais Ringo. A carreira dos Beatles também contribui para a criação desse mito, justamente porque a curta trajetória deles se confunde com a própria existência humana. Por meio de sua obra genial, acompanhamos a transformação de garotos em homens, a substituição do coletivo pelo individual, o fortalecimento do ego. Ao olhar para uma foto dos Beatles, descubro que eles não são apenas os Beatles: eles são todos nós.
THE BEATLES - "AERIAL TOUR INSTRUMENTAL" - FLYING - 2015

Os Beatles tinham gravado duas faixas instrumentais anteriores - "Cry For A Shadow", na Alemanha em 1961, e a inédita "12 Bar Original", em 1965. "Flying" foi a única música instrumental a ser lançada em um disco oficial dos Beatles. Usada como música incidental em Magical Mystery Tour, a canção surgiu de uma jam session de estúdio. Originalmente intitulada "Aerial Tour Instrumental", ela conta com uma base rítmica simples. As cenas do filme em que imagens de nuvens são acompanhadas por "Flying" foram originalmente feitas por Stanley Kubrick para 2001 — Uma odisséia no espaço, mas não chegaram a ser aproveitadas pelo diretor.

"Flying" foi gravada em 8 de setembro de 1967. Nos primeiros takes, a faixa era bem longa, estendia-se por quase 10 minutos. É assinada por Lennon, McCartney, Harrison e Starr. Dura exatos 2 minutos e 3 segundos e foi lançada originalmente no Reino Unido no EP "Magical MysteryTour", em 8 de dezembro de 1967. “Flying” é creditada aos quatro Beatles, Lennon-McCartney-Harrison-Starkey. Foi gravado entre 8 e 28 de setembro de 1967. Produção de George Martin com os engenheiros Geoff Emerick e Ken Scott. Participam: John Lennon: Vocais, órgão, Mellotron, efeitos sonoros; Paul McCartney: vocais, guitarra, baixo; George Harrison: voz, guitarra e Ringo Starr: vocais, bateria, maracas e efeitos sonoros.
JOHN LENNON - IMAGINE - O ÁLBUM
Em 30 de outubro de1971, o álbum "Imagine" de John Lennon chegou ao nº 1 nos Estados Unidos. Foi seu único trabalho a chegar em primeiro lugar nas paradas de sucesso americanas com Lennon ainda vivo. A canção, embora tenha se tornado um clássico inquestionável, só chegaria a nº 3.

"Imagine" foi o segundo álbum de estúdio lançado pelo ex-beatle John Lennon. Gravado e lançado em 1971, atingiu o primeiro lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos e Inglaterra. Foi produzido por Phil Spector em conjunto com John Lennon e Yoko Ono e está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Embora as faixas básicas para o álbum tenham sido inicialmente gravadas em seu estúdio em casa (Ascot Sound Studios em Tittenhurst Park), muitos dos instrumentos foram regravados no Record Plant Studios em Nova York, onde cordas e saxofone por King Curtis também foram adicionados. Extensas imagens das sessões, mostrando a evolução de algumas das músicas, foram compiladas em um documentário em vídeo intitulado "Gimme Some Truth: The Making of John Lennon's Imagine".

"Imagine" foi lançado em 9 de setembro de 1971 nos Estados Unidos e um mês depois, em 8 de outubro no Reino Unido. As primeiras edições do LP traziam um cartão-postal com uma foto de Lennon segurando as orelhas de um porco parodiando o álbum "Ram" de Paul McCartney, lançado naquele ano.

Após o lançamento, a Rolling Stone disse que "ele contém uma parcela substancial de boa música" mas, em relação ao antecessor Plastic Ono Band, "Imagine" foi inferior. Em uma entrevista para Melody Maker naquele mesmo ano, McCartney falou positivamente de "Imagine", considerando que ele é menos político e mais comercial do que o anterior. O álbum foi # 1 no mundo todo e tornou-se um vendedor duradouro, com a faixa-título alcançando # 3 nos Estados Unidos.

A música "Imagine" que abre o álbum, tornou-se um hino à paz. Fala em sua utopia de um mundo ideal e nos convida a participar. Por outro lado, ela fez com que Mark Chapman aumentasse sua loucura pelo cantor, pois na letra, Lennon diz para que se imagine que os ceús, em sentido espiritual, não existam, o que Chapman considerou outra blasfêmia dita por ele, junto com a declaração de que os Beatles eram mais populares que Jesus. "Jealous Guy" foi gravada pela primeira vez em 1968 ainda com os Beatles, a música que faria parte do Álbum Branco tinha outra letra e outro nome (Child of Nature) porém a mesma melodia. Agora com a nova letra, John fala sobre Yoko Ono. "Oh My Love" foi a única música do álbum composta em parceria com Yoko Ono. A música mais polêmica do álbum foi endereçada ao ex-beatle Paul McCartney. John compôs "How Do You Sleep?" (que contou com a participação de George Harrison na guitarra) para seu ex-companheiro de composições nos Beatles. Na música, Lennon ataca Paul dizendo que "a única coisa que ele fez foi Yesterday". Acusa Paul de frazer um som muzak (som ambiente para elevador) e ainda diz que "aqueles loucos estavam certos quando disseram que você estava morto" em referência ao boato da morte de Paul McCartney.

Além de John (vocais, guitarra, piano, harmônica e assobio), Yoko e Phil Spector, o álbum "Imagine" contou com uma lista de convidados especiais de primeira linha, como: John Barham – harmônica; Steve Brendell – maracas; King Curtis – saxofone; Andy Davis – guitarra acústica; Tom Evans (Badfinger) – guitarra acústica, The Flux Fiddlers – Instrumento de cordas; Jim Gordon – bateria; George Harrison – guitarra elétrica e slide guitar; Nicky Hopkins – piano; Jim Keltner – bateria; Rod Linton – guitarra acústica; Joey Molland (Badfinger) – guitarra acústica; Michael Pinder – tamborim; John Tout – guitarra acústica; Ted Turner – guitarra acústica; Klaus Voormann – baixo; Alan White – bateria.
Confira também: “Imagine” (a música), “Oh My Love”, “Jealous Guy” e "It's So Hard". Imperdíveis!
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