sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
THE BEATLES ► FOR YOU BLUE - 1969

"For You Blue" é uma música dos Beatles composta por George Harrison e é o lado B do single The Long and Winding Road (nos EUA). É a décima-primeira faixa do álbum Let It Be, lançado em 8 de maio de 1970. "For You Blue" apresenta John Lennon tocando uma guitarra havaiana com um cartucho de bala, como aparece no filme Let It Be. Harrison faz alguns comentários durante a música, incluindo "Go, Johnny, go" (uma referência à canção Johnny B. Goode, de Chuck Berry), "There go the twelve-bar blues" ("Aí vai o blues de doze compassos"), e "Elmore James got nothin' on this baby" ("Elmore James não tem nada com isto, baby").
FOR YOU BLUE
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
THE BEATLES - DON'T EVER CHANGE - 1963

"Don't Ever Change" é uma canção pop de 1961 escrita por Gerry Goffin e Carole King. É uma de suas músicas menos conhecidas, embora uma versão gravada por The Crickets com vocal de Jerry Naylor, tenha alcançado o top 5 no Reino Unido. Os Beatles tocaram a música em seu programa de rádio da BBC Pop Go the Beatles, que mais tarde foi lançado na coleção de 1994 "The Beatles Live at the BBC". O programa foi gravado em 1º de agosto de 1963 e teve sua primeira transmissão em 27 de agosto de 1963, produzido por Terry Henebery e foi um raro dueto harmônico entre Paul McCartney e George Harrison. Paul McCartney – vocais, baixo; George Harrison – vocais, guitarra solo; John Lennon – guitarra rítmica; e Ringo Starr – bateria.
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
GEORGE HARRISON - WAH-WAH - 1971 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐

"WAH - WAH" foi composta por George Harrison, e é a terceira música de seu álbum triplo de 1970, All Things Must Pass. Harrison escreveu a música após sua saída temporária dos Beatles em janeiro de 1969, durante as conturbadas sessões de Get Back, que resultaram no álbum e filme Let It Be. A letra reflete sua frustração com o clima no grupo naquela época – principalmente, a assertividade excessiva de Paul McCartney e suas críticas à sua forma de tocar guitarra, a falta de envolvimento de John Lennon com o projeto e sua rejeição a Harrison como compositor, e o envolvimento constante de Yoko Ono nas atividades da banda. Críticos musicais e biógrafos reconhecem a canção como uma declaração de Harrison sobre sua liberdade pessoal e artística em relação aos Beatles. Sua criação contrastou fortemente com suas gratificantes colaborações fora do grupo nos meses que antecederam o projeto Get Back, particularmente com Bob Dylan e The Band no interior do estado de Nova York.
"WAH - WAH" foi a primeira música que Harrison tocou ao vivo como artista solo, quando a apresentou como abertura do Concerto para Bangladesh, em agosto de 1971. Considerada por alguns críticos como superior à gravação de estúdio, essa versão recriou o efeito "Wall of Sound" de Spector em um contexto ao vivo, utilizando muitos dos participantes das sessões de gravação do álbum de 1970. No Concert For George, em novembro de 2002, um ano após a morte de Harrison, "WAH - WAH" foi apresentada por uma banda formada por estrelas como Clapton, Jeff Lynne, Starr e McCartney.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
TONY BARROW - O CRIADOR DO TERMO “FAB FOUR”

Tony Barrow foi o primeiro assessor de imprensa e publicitário dos Beatles. Foi ele que cunhou o indelével apelido “Fab Four” (os quatro fabulosos) e ajudou a configurar a visão que o mundo tinha dos Beatles. Ele morreu aos 80 anos de idade no dia 14 de maio de 2016, em Morecambe, na Inglaterra.

Barrow começou a carreira como escritor quando tinha 17 anos, fazendo resenhas de discos sob o nome “Disker” no The Liverpool Echo. Em dezembro de 1961, Brian Epstein o abordou e pediu a ele que mencionasse um grupo de fama crescente, chamado The Beatles, em sua coluna “Off the Record”. Na ocasião, Barrow recusou o pedido porque a banda não tinha nenhum material gravado à época. Depois, Epstein deu a ele uma gravação de baixa qualidade da banda tocando ao vivo e Barrow arranjou a famosa audição dos Beatles com a gravadora Decca. Depois de os Beatles assinarem com a subsidiária da EMI, a Parlophone, em 1962, Barrow se tornou assessor de imprensa e publicitário de uma nova companhia, a NEMS Eterprises. Com sólida formação em jornalismo musical, Barrow distribuiu os releases de imprensa aos antigos companheiros.

Foi ele que, em um comunicado, pela primeira vez disse que os Beatles eram o “Fab Four”, e o apelido simpático pegou. Barrow também escreveu as notas de capa de todos os primeiros álbuns e EPs dos Beatles na Inglaterra. E também convenceu a banda a gravar um disco natalino para ser enviado a integrantes do fã clube. Paul McCartney até pediu a Barrow para gravar o show derradeiro da banda, no Candlestick Park, em São Francisco (nos EUA), em 29 de agosto de 1966. Ainda que o registro nunca tenha sido lançado oficialmente, ele já foi vastamente distribuído em bootlegs.
Barrow e os Beatles eventualmente pararam de trabalhar juntos, após a morte de Epstein, em 1967. O quarteto de Liverpool depois fundou a própria companhia, a Apple, e Barrow depois deixou a NEMS para começar a própria companhia publicitária, a Tony Barrow International (posteriormente Tony Barrow International Management). Antes de deixar a profissão de lado em 1980 – quando voltou a escrever e editar –, Barrow representou diversos artistas da MCA Records, além de The Kinks e Bee Gees. Em 2005, ele publicou um livro de memórias relacionadas ao tempo dele com os Beatles, chamado John, Paul, George, Ringo & Me: The Real Beatles Story.
THE BEATLES - WITH THE BEATLES - 1963 - A SEGUNDA BOMBA ATÔMICA 💥💥💥💥⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐
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Os Beatles tiveram cinco anos para se preparar para o primeiro álbum e menos de cinco meses para se preparar para o segundo. Depois de anos se reunindo na casa de Paul, com muito tempo livre, eles agora eram forçados a escrever em quartos de hotel, ônibus de turnê e camarins — onde quer que tivessem um momento de sossego. Essas pressões fazem com que a fonte de alguns compositores se acabe, mas isso provou ser um estímulo positivo para John e Paul, que logo, desenvolveram uma extraordinária habilidade de compor, quando quisessem, sucessos que chegavam ao número 1. Os dois pareciam ter uma sensibilidade natural para descobrir o que seu público queria ouvir. Por entenderem que era importante que cada garota da plateia sentisse que cantavam exclusivamente para ela, muitas das canções tinham "you" no título - "From Me To You", "Thank You Girl" e "I'll Get You". No entanto, se no começo da carreira eles podiam escrever para um público pequeno, que conheciam pessoalmente, com o sucesso tudo mudou.
De repente, a polícia tinha de criar formas mirabolantes de transportá-los com segurança, e eles se tornavam famosos em países que nunca tinham visitado. Ainda assim, no auge da Beatlemania, muitas vezes sendo perseguidos por hordas de fãs histéricos, eles ainda conseguiam fluxo constante de singles de sucesso. "I Want To Hold Your Hand", por exemplo, foi escrita para o mercado americano e os impulsionou ao topo da parada da Billboard, fazendo deles os primeiros artistas britânicos a conquistar os EUA. De fato, as viagens internacionais constantes e a mudança para Londres colaboraram para as composições porque expuseram os Beatles a um número muito maior de influências. Todo mundo que eles conheciam parecia querer mostrar algo novo. Através do seu relacionamento com a atriz Jane Asher, Paul estava se familiarizando com musicais, com o teatro e a música clássica. Enquanto isso, John estava enfurnado em seu apartamento em Kensington ouvindo discos importados de grupos negros americanos, como The Miracles,The Shirelles e The Marvelettes.
WITH THE BEATLES, o segundo álbum da banda, foi uma gravação muito mais pensada que o primeiro, com sessões espalhadas em um período de três meses. Ele chegou ao número 1 na Inglaterra pouco depois de seu lançamento, em novembro de 1963, e se tornou o primeiro álbum pop a vender mais de um milhão de cópias. Uma versão de With The Beatles, intitulada Meet The Beatles, foi lançada nos EUA em janeiro de 1964 e também chegou ao primeiro lugar.
Com mais dinheiro, George Martin se deu ao luxo de reservar os estúdios em Abbey Road de julho a outubro de 1963, período em que o segundo disco dos Beatles foi gravado. A idéia era seguir a mesma linha de Please Please me. Metade das faixas era composta de covers, a outra metade, originais dos Beatles. Só que agora, a inspiração vinha da Motown. As canções de Lennon & McCartney também eram mais bem acabadas e menos derivativas, trazendo um inconfundível toque pessoal. All I've Got To Do, It Won’t Be Long e Not a Second Time, de Lennon, eram persistentes e incisivas. Little Child era um exercício de R&B de John e Paul, com a gaita de Lennon fazendo a diferença. Já McCartney reciclou Hold Me Tight (rejeitada de Please Please Me) e também criou All My Loving, um sucesso cuja melodia agradava pessoas de 8 aos 80. George Harrison timidamente saia do casulo e apareceu com sua primeira música em um álbum oficial dos Beatles, Don’t Bother Me. John e Paul escreveram I Wanna Be Your Man especialmente para os Rolling Stones. Quando chegou a vez dos Beatles registrarem a canção, Ringo Starr ficou com os vocais e cantou com energia e entusiasmo. Para não quebrar a regra, havia um cover de um grupo de garotas Devil In Her Heart, das Donays e uma regravação de um clássico de Chuck Berry, Roll Over Beethoven. E Paul novamente veio com uma canção oriunda do teatro musical. Desta vez era Till There Was You, de Meredith Wilson, da peça The Music Man. Os covers da Motown são bem acima da media, incluindo You Really Got Hold On Me de Smokey Robinson & The Miracles, Please Mr. Postman (The Marvelettes) e Money (That’s What I Want) de Barret Strong. Aqui, Lennon repetiu a dose de Please Please Me e simplesmente tornou sua uma canção que antes era identificada como de outro artista. A capa do álbum foi obra de fotógrafo, design e cineasta Robert Freeman.

Essa foto dos Beatles, na capa de With The Beatles, fotografados à meia-luz, também se tornou mais outro clássico, valorizando ainda mais o discãozaço que trazia. 10, nota 10!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
THE BEATLES - THINK FOR YOURSELF - 1965 ⭐⭐⭐⭐
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"Think For Yourself" foi lançada no fantástico Rubber Soul no final de 1965. Uma das primeiras canções filosóficas de George Harrison, é cantada e foi composta por ele como uma espécie de advertência contra ouvir mentiras. Em sua autobiografia de 1980, ele afirma não se lembrar de suas origens, embora fizesse uma referência auto-depreciativa a pessoas como faria posteriormente em "Taxman" e "Piggies": “Think For Yourself deve ter sido sobre alguém, mas eu não me lembro quem inspirou, provavelmente o governo”. Esta música, junto com "If I Needed Someone" (sua outra no álbum), marcou o início do real surgimento de George Harrison como compositor ao lado de John Lennon e Paul McCartney.
THE BEATLES - A DAY IN THE LIFE - 1967 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐

“A Day in the Life" é uma música clássica dos Beatles, lançada como faixa final de seu álbum de 1967, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Criada por Lennon & McCartney, as seções de abertura e encerramento foram escritas principalmente por John Lennon, com Paul McCartney contribuindo com a seção intermediária. Todos os quatro Beatles desempenharam um papel na definição do arranjo final de “A Day in the Life". Uma referência as drogas resultou na proibição inicial da transmissão da música pela BBC. Continua sendo uma das canções mais influentes e celebradas da história da música popular, aparecendo em muitas listas das melhores canções de todos os tempos e sendo comumente avaliada como a melhor canção dos Beatles.
Com a edição de luxo da coletânea 1, o vídeo original de “A Day in the Life" foi totalmente restaurado. Com imagens captadas durante a gravação dos arranjos de cordas, entre janeiro e fevereiro de 1967, o filme passeia pelos estúdios, mostra o relacionamento entre os integrantes, a colaboração de mais de 40 músicos de uma orquestra e até uma rápida participação de Keith Richards e Mick Jagger. O resultado está em uma coleção de imagens sombrias e psicodélicas, estímulo para os mais de cinco minutos do incrível vídeo que acompanha a faixa.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
THE BEATLES - I DON’T WANT TO SPOIL THE PARTY - 64

"I Don’t Want To Spoil The Party” é uma da músicas mais legais e subestimadas do álbum "Beatles For Sale", lançado em dezembro de 1964 no Reino Unido. Nos Estados Unidos, apareceu no EP Beatles For Sale e também foi lançada como lado B do single "Eight Days a Week". Também é uma das faixas do álbum Beatles VI. Aqui, a gente confere o que disse sobre ela Steve Turner, autor de, entre outros, "The Beatles - A História Por Trás de Todas as Canções".

Os Beatles visitaram rapidamente os EUA em fevereiro de 1964, tocaram em Washington D.C. e em Nova York para promover “I Want To Hold Your Hand” e fizeram apresentações ao vivo no programa de Ed Sullívan, direto de Nova York e de Miami. Foi só em agosto de 1964 que eles chegaram para a primeira turnê propriamente dita pelo país, uma longa viagem de um mês que os levou a vinte cidades americanas e a três no Canadá. Eles tocavam doze músicas por show e tinham quatro atrações de abertura americanas - The Bill Black Combo, The Exciters, Jackie De Shannon e The Righteous Brothes. É provável que John tenha escrito "I Don’t Want To Spoil The Party” - em Los Angeles na noite de 24 de agosto de 1964. Das oito canções próprias do álbum, duas tinham sido compostas antes da turnê (“Baby’s In'Black" e "I'm'A Loser") e duas foram escntas na Inglaterra, "Eight Days A Week" e “She s A Woman”). Sobram então quatro músicas que devem ter surgido durante a turnê. Paul disse a um entrevistador que tinha escrito duas canções enquanto estava no La Fayette Motor Inn en Atlantic City. Com isso .sobram duas músicas que tiveram John como o compositor principal, e tudo leva a crer que elas sejam "No.Reply" e “I Don't Want To Spoil The Party”. O melhor indício de que “I Don’t Want To Spoil The Party” foi escrita em Los Angeles é que diversas fontes relatam que John não saiu na noite de 24. Teria ficado no hotel para compor uma música. Também sabemos que, para fazê-lo, ele recusou um convite para uma festa na casa de Burt Lancaster, na qual estiveram George, Paul e Ringo. Faria sentido que John estivesse se sentindo um “estraga-prazer”. Os dois dias em Los Angeles foram especialmente estressantes para os Beaües. Eles chegaram no dia anterior às 3h55, vindos de Vancouver, e foram hospedados em uma mansão que pertencia ao ator britânico Reginald Owens. Fizeram uma coletiva de imprensa para mais de duzentos jornalistas e, à noite, tocaram no Hollywood Bowl. Depois houve uma festa na mansão, em que John ficou conversando com Joan Baez. No dia seguinte, os Beatles tiveram de fazer média por uma hora em uma festa de caridade para a Haemophilia Foundation. Adultos só podiam participar se levassem uma criança. Era exatamente o tipo de evento que John detestava, porque tinha de fazer o papel de Beatle feliz. Isso pode tê-lo deixado no humor certo para escrever uma música sobre a inabilidade de fingir que estava se divertindo. Vale lembrar que, ao discutir a música depois, John disse que ela era “profundamente pessoal".

Cantada por John Lennon, "I Don’t Want To Spoil The Party” foi escrita por Lennon e Paul McCartney com Ringo Starr em mente. "Party" foi composta como uma música country e western. Ringo era um aficionado por canções country, e a música seguiu "I'll Cry Instead" como uma das primeiras canções dos Beatles nesse estilo. Os Beatles gravaram "Party" em 29 de setembro de 1964 no estúdio nº 2 da EMI em Abbey Road. George Martin foi o produtor e Norman Smith, o engenheiro de som. Eles gravaram 19 takes separados, embora apenas cinco deles estivessem completos. A tentativa final, o take 19, foi o que apareceu no álbum Beatles For Sale. John Lennon faz o vocal principal com a voz duplicada e toca guitarra acústica; Paul McCartney faz backing vocals e toca baixo; George Harrison também faz backing vocals e a guitarra solo e Ringo Starr toca bateria e pandeiro.
JOHN LENNON - (Forgive Me) MY LITTLE FLOWER PRINCESS 🌸

"(Forgive Me) My Little Flower Princess" é uma música escrita e gravada por John Lennon, lançada postumamente no álbum Milk and Honey de 1984. É a 3ª faixa do lado 2 do álbum (LP) e 9ª do CD, e foi composta entre junho e julho de 1980 nas Bermudas, onde Lennon passou sete semanas. Nessa época, compôs várias músicas e gravou algumas demos que seriam utilizadas posteriormente durante os ensaios em estúdio, entre agosto e setembro daquele ano. À semelhança de outras peças da época, tem notável influência da música caribenha (como Beautiful Boy (Darling Boy) ou a também inacabada Borrowed Time.

"My Little Flower Princess" como tantas outras da época (e de sempre), era endereçada a Yoko Ono e mais outro pedido de desculpas por tê-la magoado ou ofendido. Embora não seja claro o que inspirou a música, sabe-se que Yoko Ono viajou para as Bermudas para se juntar brevemente a Lennon e Sean em junho daquele ano, mas voltou para Nova York dois dias depois. Lennon teria ficado cheio com a relutância dela em ficar ao seu lado e durante uma conversa telefônica frustrada subsequente. Sob esse tema, ele também compôs "I'm Losing You". Aparentemente, fez a música depois da briga e a letra fala sobre "meu egoísmo absoluto" e implora por uma nova oportunidade. Isto mostra que Lennon andava meio que assombrado com possibilidade de perder Ono novamente, como em 73. Ele havia se desculpado em várias músicas anteriores, principalmente em "Jealous Guy" de 1971 e em "Aisumasen (I'm Sorry)" de 1973.

Lennon gravou preliminarmente no estúdio Hit Factory em Nova York no início das sessões de Double Fantasy, em agosto de 1980, mas de forma inacabada. Os resultados seriam apenas uma referência para futuras gravações, permitindo a Lennon reconsiderar a música em um momento posterior. No entanto, essa oportunidade nunca apareceu e o trabalho em andamento registrado foi publicado em 1984, quatro anos após sua morte. John Lennon: vocais, guitarra elétrica; Earl Slick e Hugh McCracken: guitarra elétrica; Tony Levin: baixo; George Small: teclados; Andy Newmark: bateria; e Arthur Jenkins: percussão.
RAUL SEIXAS - ROCK DAS "ARANHA" - 1980

Rock das 'Aranha' foi composta por Raul Seixas e Cláudio Roberto A. Azevedo, tendo sido gravada em 1980 nos Estúdios CBS, no Rio de Janeiro, e lançada como parte do décimo álbum de estúdio do cantor e compositor baiano, Abre-te Sésamo, pela CBS, em outubro de 1980. A canção contém uma letra com conotação sexual cantada sobre harmônia e melodia típicas do rock and roll e do rockabilly, tendo sido alvo de censura na época de seu lançamento por motivos morais, resultando na proibição de sua execução em programas de rádio e televisão. Apesar disso, tornou-se em uma das canções mais conhecidas do artista, tendo sido lançada uma versão ao vivo no disco Raul Vivo.
THE BEATLES - I'M LOOKING THROUGH YOU - 1965

“I'm Looking Through You” (de Paul), com seus 2:25 de duração é a 3ª música do lado 2 do fantástico Rubber Soul depois de "Girl" (de Lennon) e antes de "In My Life" (também de Lennon). Foi composta por Paul McCartney e creditada a Lennon-McCartney, claro.

Assim como em “You Won’t See Me” e “We Can Work It Out”, “I'm Looking Through You” também é sobre seu relacionamento com a atriz inglesa Jane Asher, sua namorada por boa parte dos anos 1960, e sua recusa em desistir de sua carreira para se concentrar nas necessidades dele.
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O verso "Você não parece diferente, mas mudou" reflete a insatisfação de McCartney com o relacionamento.

A letra também se refere à mudança de estado emocional: "O amor tem um mau hábito de desaparecer da noite para o dia" (Love has a nasty habit of disappearing overnight).

Aqui, a gente confere um trecho do livro de Steve Turner, 1966 - O Ano Revolucionário: “A mudança de Jane Asher para Bristol começou a preocupar Paul McCartney. Significava que ela não estava mais à disposição, mesmo que ele ainda estivesse morando na casa da família Asher. Como um jovem de origem operária de Liverpool, era difícil para ele entender uma garota que colocava sua carreira antes do amor. Anos depois, McCartney admitiu para Hunter Davies que toda a sua existência até aquele momento girava em torno de levar uma vida de solteiro sem preocupações. Ele não tratava as mulheres como a maioria das pessoas. Sempre havia muitas em volta dele, mesmo quando estava em uma relação estável. "Eu sei que era egoísta. Jane foi embora e eu disse 'tudo bem, vá. Eu encontro outra pessoa'. Foi devastador ficar sem ela. Foi quando escrevi “I’m Looking Through You", ele contou. Era sua canção mais amarga até então. Em vez de questionar as próprias atitudes, Paul acusa a mulher de ter mudado e faz a ameaça levemente velada de deixar de gostar dela. O amor tem o hábito, ele alerta, de desaparecer da noite para o dia. Ele depois se lembraria da canção como tendo servido para livrá-lo de "uma pesada bagagem emocional".
Durante outubro e novembro de 1965, os Beatles gravaram três versões de "I'm Looking Through You". A 1ª tomada foi gravada em 24 de outubro e era mais lenta que a versão lançada no álbum. Tinha um ritmo significativamente diferente e não possuía o "Por que, me diga por que...” (Why, tell me why...), na entrada do refrão. Esse Take 1 apareceu em 1996 no Anthology 2. Os Beatles gravaram o primeiro remake da faixa em 6 de novembro, já no final das sessões do Rubber Soul, mas ficaram novamente insatisfeitos com o resultado. O Take 4, a versão final, foi gravado em 10 de novembro com overdubs no dia seguinte.

Os créditos da contracapa do single e do álbum, indicam que Ringo Starr tocou órgão eletrônico nesta canção, um instrumento não usual para o baterista, só que o pesquisador Mark Lewishon afirma que não se pode ouvir o instrumento na gravação e que o crédito não consta nas fitas de gravação originais da música.

"I'm Looking Through You", assim como todas as faixas do álbum, foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro de som. Paul McCartney faz os vocais e toca baixo; John Lennon faz backing vocals e toca guitarra; George Harrison toca guitarra e pandeiro e Ringo Starr toca sua bateria, órgão e percussão.
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
THE BEATLES – PLEASE PLEASE ME – THE SONG - 1963

“Foi uma combinação de Bing Crosby e Roy Orbison”. Essa foi a descrição de Lennon da inspiração para “Please Please Me”, que se tornaria o primeiro single dos Beatles a alcançar o número um nas paradas do Reino Unido. Lennon escreveu a música na casa de sua Tia Mimi. “Lembro-me do dia e da colcha rosa na cama”, disse ele anos depois. “E eu ouvi Roy Orbison fazendo ‘Only the Lonely’ ou algo assim. É daí que veio isso. E eu sempre fiquei intrigado com as palavras de ‘Please, lend your little ears to my pleas’ (Por favor, empreste suas orelhinhas aos meus apelos' [da canção de 1932 de Crosby, 'Please’]. Eu adorei o duplo sentido da palavra Please”. “Se você imaginá-la bem mais lenta, que foi como John a compôs, ela tem tudo. As notas altas, todas as marcas registradas de uma música de Roy Orbison”, disse McCartney.

“Please Please Me” foi uma das músicas que os Beatles tocaram para George Martin na segunda sessão de gravação em 11 de setembro de 1962, no EMI Studios. Martin não ficou impressionado com a versão lenta de “Please Please Me” (Por favor, me agrade), que ele chamou de "música de velório". E sugeriu que tocassem a música mais rápido e tentassem animar o arranjo. Não que ele estivesse impressionado com seus esforços originais em geral, neste ponto. “Para começar, a habilidade de composição deles era limitada”, disse Martin certa vez. “Nas primeiras músicas que ouvi deles, pensei, ‘Oh, Deus, onde vou conseguir uma boa música para eles?’. As primeiras que lançamos foram ‘Love Me Do’e ‘P.S. I Love You', que não são exatamente Cole Porter, são?". Calma seu George Martin.

“Love Me Do” se tornou um razoável sucesso e os Beatles foram chamados de volta ao estúdio para trabalhar em uma sequencia. Quando eles voltaram para Abbey Road em 26 de novembro, Martin queria que eles lançassem uma música de Mitch Murray chamada “How Do You Do It”. Os Beatles tentaram persuadi-lo de que deveriam gravar uma música original, mas o produtor achava que nada que eles tinham escrito fosse tão bom quanto a música de Murray. (Martin foi de alguma forma justificado quando Gerry e os Pacemakers tiveram um sucesso número um com "How Do You Do It" no ano seguinte). Os Beatles sugeriram “Please Please Me”, acrescentando que haviam seguido o conselho de Martin, acelerando ritmo e mais uma parte da gaita que seguia o riff de guitarra de Harrison.

Os Beatles sabiam que haviam descoberto novos caminhos. “Nós aumentamos o ritmo e de repente havia aquele espírito rápido dos Beatles”, disse McCartney. Lennon disse mais tarde que "no momento em que a sessão foi concluída, estávamos tão felizes que não conseguimos gravá-la em um ritmo rápido o bastante”. A batida firme e propulsora de Ringo levou Martin a admitir que ele estava errado sobre as habilidades do baterista.
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A nova versão de “Please Please Me” tinha uma energia irresistível e uma sexualidade agressiva. (Talvez muito agressiva - a Capitol Records não lançaria o single na América por que alguns que ouviram a música interpretaram a letra como uma ode ao sexo oral, e o selo Vee-Jay de Chicago acabou lançando “Please Please Me”.) Quando a banda havia terminado de definir a faixa, Martin anunciou pelo intercomunicador do estúdio: "Rapazes, acho que vocês conseguiram seu primeiro número um".

Ele estava certo: “Please Please Me” foi a primeira de quatro músicas consecutivas a emplacar o primeiro lugar, deflagrando a Beatlemania na Grã-Bretanha. O single vendeu tão bem que Brian Epstein tirou os Beatles da estrada para fazer seu álbum de estreia - o que eles fizeram em três sessões de três horas em 11 de fevereiro de 1963, retornando à turnê no dia seguinte - intitulado Please Please Me, por conta do sucesso arrasador da faixa. Mas o maior endosso da música pode ter vindo da tia de Lennon, Mimi, que não tinha sido convencida por "Love Me Do" de que a banda de seu sobrinho tinha muito futuro. Então ela ouviu “Please Please Me” e disse a Lennon "Esta é melhor, deve funcionar bem".

“Please Please Me” foi gravada nos dias 11 de setembro e 26 de novembro de 1962 e lançada em 11 de janeiro de 1963 no Reino Unido e 25 de fevereiro de 1963 nos Estados Unidos. Foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro. John Lennon faz os vocais principais, toca guitarra e gaita; Paul McCartney faz backing vocals e toca baixo; George Harrison também faz backing vocals e toca a guitarra principal; e Ringo Starr toca bateria.
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