"Horse To The Water” foi a última canção escrita por George Harrison e seu filho Dhani . Foi originalmente realizada pela Orchestra de Rhythm and Blues de Jools Holland , com Harrison, para o álbum Small World, Big Band (também conhecido como de Jools Holland Big Band Rhythm & Blues). Foi gravada em 2 de outubro de 2001, e é o último registro de uma performance de Harrison. Ele gravou apenas os vocais, enquanto já estava fraco demais lutando contra o câncer para conseguir tocar guitarra e morreu pouco mais de oito semanas depois, em 29 de novembro. Ele listou o editor da música como "RIP Music Ltd", em vez de sua empresa de costume Harrisongs. Segundo Holland, era o sentido obscuro de Harrison de humor. Horse To The Water foi um pouco de humor negro de sua parte, um pouco de piada interna sobre sua incapacidade de parar com o tabagismo pesado que ostensivamente causou seu câncer. Ele continuou trabalhando sem parar até o fim. “Você pode até levar o cavalo até a água, mas não pode obrigá-lo a beber”. Hare Harrison!
Em 1974, George separou-se da sua primeira mulher, Pattie Boyd, ela o largou para ficar com seu amigo Eric Clapton. No mesmo ano, ele lançou o álbum Dark Horse, que teve muitas críticas negativas. George iniciou sua primeira tournê e seus shows foram muito criticados por conter um longo número do artista Ravi Shankar no seu início e também porque George sofria de problemas vocais e sua voz falhava durante os shows. George também lançou seu selo, a Dark Horse Records, passando o ano desenvolevendo-a. A Dark Horse Records começou a funcionar somente em 1976. George ainda lançou um último álbum, Extra Texture pela Apple, em 1975, um álbum para cumprir contrato com a gravadora. A música "You" foi o único sucesso, embora não tenha atingido o primeiro lugar nas paradas. O disco chegou na posição 8 nas paradas de sucesso dos Estados Unidos. Somente em 1976, é que George lançou um álbum pelo seu selo, a Dark Horse Records, 33 1/3. Na época George ficou doente com hepatite, o que fez com que ele mudasse a distribuidora do álbum da A&M Records para a Warner Bros. Records pelo fato que a A&M Records queria que ele entregasse um novo álbum até junho e isso se tornou impossível com a doença. Para o álbum ele escreveu "This Song", música que satirizava o caso de plágio de "My sweet Lord". As músicas "This Song" e "Crackerbox Palace" fizeram um certo sucesso e o álbum atingiu o décimo primeiro lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos. A única promoção que George fez para o álbum foi se apresentar junto ao cantor Paul Simon no programa Saturday Night Live em 20 de novembro de 1976.
Para quem escreveu um dia que “John Lennon era três quartos dos Beatles”, Philip Norman parece querer redimir-se. Ou pelo menos encontrou no quarto restante matéria suficientemente interessante para dar à estampa mais de 800 páginas sobre a vida de Paul McCartney. O livro saiu a 5 de maio, 26 anos após ter biografado o seu companheiro de criação e 35 depois de “Shout!”, a sua obra sobre os Beatles. Agora até já pensa que Paul, hoje com 73 anos, foi “subestimado”, conta “The New York Times”.
O McCartney das “silly love songs”, visto por muitos como o Beatle “fofinho” e superficial, em contraste com o profundo e iconoclasta Lennon, sai efetivamente redimido em “Paul McCartney: The Life”, escreve “The Guardian”. Norman parece corroborar, por fim, a ideia de George Martin, o recém-falecido produtor dos Beatles, segundo a qual “John era limão onde Paul era azeite”, que é como quem diz que são precisos dois para temperar a música da banda mais bem-sucedida de sempre.
O diário britânico nota até que há uma dose de “paninhos quentes diplomáticos no tocante às qualidades menos atraentes” do biografado, mormente a escassa simpatia e generosidade dispensada a empregados e subalternos. McCartney não colaborou diretamente com Norman, mas tão-pouco o hostilizou. A biografia é tacitamente autorizada e conta com contributos inéditos de amigos e parentes. E não se pense que é hagiográfica: autoritarismo e desejo de autopromoção são características de Paul que Norman aborda, bem como o sexismo dos Beatles e a avareza do mais célebre dos seus membros sobreviventes.
Depois de evocar a infância de McCartney, o impacto da morte da mãe e a influência do pai, músico amador, o autor regressa aos anos de Hamburgo, onde os Beatles tocaram em clubes (ainda antes da formação definitiva, com George Harrison e Ringo Starr), e aos bas-fonds da Londres dos anos 60, para garantir que “Macca” (como McCartney era conhecido) também tinha interesses de vanguarda, tendo estudado compositores como Karlheinz Stockhausen e Luciano Berio.
A imagem mole deveu-se, conclui Norman, a uma certa atitude displicente do próprio Paul – que, segundo a revista “New Yorker”, faz um esforço sobre-humano por parecer vulgar – e à acidez de Lennon pós-rutura dos Fab Four, como os Beatles ficaram conhecidos. A dor causada pelo fim da parceria com John, a convicção de que a música acabara para si e a forma como deu a volta merecem lugar de destaque. McCartney veio à tona e deu mostras de impressionante produtividade a solo (17 álbuns pós-Beatles) e, nos anos 80, com os Wings (7 discos).
O espesso volume revela episódios (ainda haverá algo por descobrir sobre os quatro liverpoolianos?) como os nove dias que Paul passou numa prisão de Tóquio, por posse de marijuana. E conta que um compromisso com os escuteiros o fez perder um concerto com Lennon quando faziam parte da banda Quarrymen, na juventude. A concentração nos anos anteriores e posteriores aos Beatles dá ao jornal nova-iorquino, contudo, uma certa sensação de “anticlímax”. E que o respetivo clímax tivesse sido alcançado aos 20 e tal anos não é irrelevante.
A vida pessoal de Paul merece algum destaque, a que as recensões da imprensa têm prestado atenção. O ex-Beatle homenageou a primeira mulher, Linda Eastman (falecida em 1998), dizendo que não sabe como é que alguém conseguira viver com ele nos piores momentos, mas Norman traça um quatro idílico, rural e vegetariano da família naqueles anos. O livro escalpeliza ainda o segundo casamento do músico, com a modelo Heather Mills, e o seu triste fim, em 2008, ao fim de seis anos. Desde 2011 McCartney está casado com Nancy Shevell.
“The Washington Post” elogia a densidade e completude da obra, que retrata “um McCartney mais pleno do que qualquer outra”. Norman consegue não só confirmar o papel central da música nesta vida como mostrar as outras dimensões da mesma. Para este jornal, “apetece sacudir o McCartney do terço final deste livro e dizer-lhe: ‘Rapaz, não queres voltar a ser um grande artista?’.” Mas a verdade é que não só Paul nunca deixou de o ser como a vida “se leva melhor em adaptação permanente, a trautear, do que a tentar agarrar as estrelas com a mão”.
A edição de maio da revista britânica Mojo traz uma rara preciosidade, um presente maravilhoso para seus leitores: um CD de David Gilmour, o eterno vocalista e virtuoso guitarrista do Pink Floyd, tocando e cantando sua versão de Here, There and Everywhere, dos Beatles. O CD vem acoplado à capa da publicação, dedicada a Patti Smith. E quem pensa que esse é o único presente, engana-se. A confissão de Gilmour é surpreendente: “Eu realmente desejaria ter sido um Beatle”. E foi além: “Eles me ensinaram como tocar guitarra. Aprendi tudo sobre eles. Tirei todas as linhas de contrabaixo, os solos, as bases, tudo. Eles eram fantásticos”. Gilmour gravou o cover do Fab Four com seu filho Joe. No CD, composições de outros artistas, entre eles David Crosby & Graham Nash, Phil Manzanera, Robert Wyatt, Steven Wilson e The Pretty Things. Gilmour toca guitarra em todas as faixas.
“It’so Hard” - "É tão difícil", é uma canção escrita e interpretada por John Lennon , que apareceu pela primeira vez em seu álbum “Imagine” de 1971. Também foi lançada como lado B do single "Imagine". No México, foi lançado em um EP com "Imagine", "Oh My Love" e "Gimme Some Truth". Também aparece no álbum ao vivo de Lennon “Live in New York City”, lançado em 1986, mas gravado ao vivo em de 30 de agosto de 1972. De acordo com o autor John Blaney, a letra de “It’so Hard” representa um resumo da luta de Lennon com os problemas da vida. Lennon queixa-se sobre as dificuldades e a necessidade de comer e ter amor, observando que às vezes as coisas ficam tão difíceis que ele quer parar de tentar. Ele só encontra consolo com sua amante. O autor Andrew Grant Jackson interpreta a canção como demonstrando a dificuldade em conseguir a utópica visão de "Imagine", que foi lançado como o lado A do single. A letra incorpora um duplo sentido, como "vai para baixo", que é usada para significar "desistir" no início, mas referir-se ao sexo oral no final da canção. “It’so Hard” é um hard rock blues. Os instrumentos principais são apenas Lennon na guitarra, Klaus Voormann no baixo e Jim Gordon na bateria. Além disso, os instrumentais incluem cordas tocadas por dois violinistas e um solo de saxofone tocado por King Curtis , que seria assassinado logo depois da gravação e antes do lançamento de "Imagine".
Esta faixa foi inspirada em Albert Kendall, um tio de McCartney que costumava pregar a bíblia quando ficava embriagado. A canção é formada por três partes estruturadas da seguinte forma: a) Uncle Albert, b) Hands Acroos The Water , e c) Admiral Halsey. Segundo o engenheiro de som, Tim Geelan, além das três partes principais o mix da canção foi preparado em 12 semi-estruturas, indicando a complexidade da produção. A letra de “Admiral Halsey” apresenta algumas expressões de duplo sentido, como “the butter wouldn’t melt, so i put it on the pie” (a manteiga não derreteu, então a coloquei dentro da torta). A “torta”, no caso, é uma expressão britânica para o órgão sexual feminino, também usada na canção Penny Lane (no trecho “for a finger and finger pie”). Durante a gravação da parte orquestral, alguns músicos da filarmônica de Nova York tiveram de ser convencidos a permanecer no estúdio pelo produtor Phil Ramone, que supervisionava a sessão. O motivo é fácil de ser entendido: as normas do sindicato dos músicos profissionais dão a eles “proteção” quando a jornada de trabalho excede o número de horas máximas estipuladas pela lei. Após uma rápida conversa e a promessa de adcionar alguns “dólares extras” na conta bancária dos radicais violonistas, a sessão continuou sem problemas. Já o solo de trompa, tocado por Marvin Stamm, foi gravado de uma forma incomum: com o microfone embutido na saída de som. No setor de “efeitos especiais”, o som de trovões foi produzido por Eirik “The Norwegian” Wangberg, no Sound Recorders, em Los Angeles. Wangberg sampleou a tempestade do banco de sons do estúdio, e gravou uma faixa mono com os efeitos. A partir desse master, uma outra faixa foi criada em mock stereo (estéreo fabricado) e mixada posteriormente na música. Fonte: “Paul McCartney – Todos os segredos da carreira solo” de Cláudio D. Dirani – o melhor livro já publicado sobre a obra de McCartney no Brasil!
“Paberback Writer” foi lançada como Lado A do single que tinha "Rain" como Lado B, alcançou o topo das paradas britânica e americana. Mais tarde, foi incluída nos álbuns “Hey Jude”, “The Beatles 1962–1966”, “Past Masters, Volume Two” e “1”.
Primeiro single dos Beatles cuja temática não era o amor ("Nowhere Man" tinha sido a primeira canção), "Paperback Writer" contava a história de um romancista implorando a um editor que aceite seu livro de mil páginas. A composição da canção é creditada a Lennon/McCartney, embora muitos acreditem que a canção tenha sido escrita apenas por Paul. Entretanto, em entrevista na década de 90, ele esclareceu a questão: "Eu cheguei à casa de John e lhe falei sobre a ideia de escrever uma canção sobre um autor, como uma carta para um editor. Então, nós fomos à sala de música dele e colocamos a melodia. Posteriormente, John e eu nos sentamos e terminamos a canção, mas ela foi creditada a mim porque a ideia original era minha". "Paperback Writer" foi surpreendente na época por ser um single pop com um tema tão incomum e uma levada tão boa.
Paul disse que sempre gostou do som das palavras "paperback writer" e decidiu criar sua história em torno da expressão. O estilo epistolar da canção surgiu durante uma viagem de carro. "Assim que cheguei, disse a ele que queria que escrevêssemos uma música como se fosse uma carta", ele conta.Tony Bramwell recorda que a inspiração para boa parte da letra veio de uma carta real mandada a Paul por um aspirante a escritor.
As brochuras tinham causado uma revolução editorial, tornando os livros acessíveis a pessoas que teriam considerado as edições de capa dura caras demais. O poeta Royston Ellís, primeiro autor publicado que os Beatles conheceram quando tocaram para acompanhar sua poesia em 1960, está convencido de que Paul se agarrou à expressão “paperback writer” a partir das conversas dos dois. "Apesar de eu escrever livros de poesia na época, se me perguntassem o que eu queria ser, eu sempre dizia um 'escritor de brochuras' porque era o que você tinha de ser se quisesse atingir o grande público", conta Ellis, que se tornou escritor de guias de viagem e romances comerciais. "Minha ambição era ser um escritor que vendesse seus livros e ganhasse dinheiro com isso. Era o meu equivalente para a ambição deles de fazer um single que vendesse um milhão."
Assim como muitas composições de Paul, a letra era guiada mais pelo som das palavras do que pela lógica da narrativa. Interpretada literalmente, é sobre um autor que tinha escrito um livro baseado em um romance sobre um escritor de brochuras. Em outras palavras, é um romance baseado em um romance sobre um homem escrevendo um romance que, por sua vez, é presumivelmente baseado em um romance sobre um homem escrevendo um romance. O "homem chamado Lear" provavelmente é uma referência a Edward Lear, pintor vitoriano que, apesar de nunca ter escrito um romance, escreveu poemas e canções nonsense que John começou a ler quando críticos especularam que o autor o havia influenciado em In His Own Write. O Daily Mail recebe uma menção porque era o jornal que John lia. As matérias do Daily Mail mais tarde serviriam de inspiração para duas músicas de Sgt Pepper.
A principal inovação musical em "Paperback Writer" era o uso do recurso "boost" no baixo, que possibilitou que o instrumento ganhasse um raro protagonismo na banda. Através de algumas inovações no estúdio feitas pelo engenheiro de som Ken Townsend, o baixo se tornou o instrumento mais proeminente da faixa, na linha do que faziam instrumentistas que acompanhavam Otis Redding e Wilson Pickett. Os backing vocais foram inspirados por Pet Sounds, dos Beach Boys. John e Paul receberam uma cópia do disco antes que ele fosse lançado. "Paperback Writer" foi um single número 1 em vários países, incluindo a Inglaterra, os Eua, Alemanha e Austrália.
"Paperback Writer" é uma canção escrita por Lennon & McCartney e gravada pelos Beatles em 1966. Foi lançada como Lado A do single que tinha a canção "Rain" como Lado B, e alcançou o topo das paradas britânica e americana. Anos depois, foi incluída nos álbuns Hey Jude, The Beatles 1962–1966, Past Masters, Volume Two e 1.
O single foi o primeiro dos Beatles que não falava de amor, e a letra da canção foi escrita como uma carta enviada por um autor a um editor de livros pedindo para aceitar seu novo livro. A inspiração teria surgido de uma carta real enviada a Paul por um aspirante a escritor.
A composição da canção é creditada a Lennon & McCartney, embora muitos acreditem que a canção tenha sido escrita apenas por Paul. Entretanto, em entrevista na década de 90, ele disse: "Eu cheguei à casa de John e lhe falei sobre a ideia de escrever uma canção sobre um autor, como uma carta para um editor. Então, nós fomos à sala de música dele e colocamos a melodia. Posteriormente, John e eu nos sentamos e terminamos a canção, mas ela foi creditada a mim porque a ideia original era minha".
Em uma primeira leitura, a letra de "Rain" parece fazer referência as pessoas que reclamam do clima. Mas, em uma análise mais profunda, propõe a libertação dos valores morais pré-estabelecidos. Além disso, sugere um estado de consciência alterado, não somente pelos seus versos, mas também pelos vocais arrastados e nos instrumentos tocados de forma mais lenta, porém pesados.
O último verso de "Rain" inclui um trecho tocado ao contrário, tendo sido um dos primeiros usos dessa técnica em um disco. George Martin disse que a ideia foi dele, mas John Lennon, afirmou: "Após a sessão de gravação da canção - que terminou às quatro ou cinco da manhã - eu levei a fita para casa para ver o que mais eu poderia fazer. E eu estava meio cansado, não sabendo bem o que estava fazendo, e coloquei no gravador de forma incorreta, tocando-a ao contrário. E gostei. Foi o que aconteceu." "Rain" acabou se tornando uma das preferidas dos integrantes da banda e também dos fãs. Ringo Starr considera a canção um de seus melhores desempenhos como baterista, e Paul McCartney declarou várias vezes que é uma das suas preferidas.
“Grapefruit” é um livro escrito pela escritora, artista e ativista pela paz Yoko Ono, originalmente publicado em 1964. Tornou-se famoso como um dos primeiros exemplos de arte conceitual , que contém uma série de "dezenas de eventos" que substituem o trabalho físico de arte. O nome “Grapefruit” foi escolhido como porque Yoko Ono acredita que o grapefruit é para ser um híbrido de uma laranja e um limão , e, portanto, um reflexo de si mesma como "um híbrido espiritual". A primeira edição contém mais de 150 "obras de instrução"; praticamente todas estão em Inglês, com cerca de um terço em japonês. Eles são divididos em cinco seções, Música, Pintura, Evento, Poesia e objeto. As instruções são precedidas por dedicatórias de figuras como John Cage, La Monte Young, Nam June Paik, Isamu Noguchi e Peggy Guggenheim, e também inclui a documentação relativa às exposições e apresentações recentes de Ono. A segunda edição foi publicada em 1970 pela Simon and Schuster, em Nova York, Peter Owen Ltd, em Londres, e Bärmeier & Nikel em Frankfurt. Bem como uma introdução de John Lennon ("Oi meu nome é John Lennon. Gostaria que conhecessem Yoko Ono”. Na reedição do livro de Lennon “In His Own Write” em 2000, Ono escreveu uma introdução similar.
Seu livro 'Grapefruit', foi publicado somente no Japão em 1964, em edição limitada de 500 cópias, e mais tarde engrossado com novas peças e desenhos de Yoko e relançado (com a óbvia ajuda de John) no Reino Unido em 1970. Consistindo basicamente de pensamentos e 'instruções' e poucos desenhos de Ono, o livrinho vale como curiosidade, para termos noção do quanto a 'japa' era criativa. Este livro foi seu primeiro presente para Lennon, quando o conheceu em 1966. E consta, que o Beatle ficava horas, recostado em seu sofá, viajando, absorvendo e remoendo suas instruções. Na orelha do livro pode-se ler: "Queime-o depois de ler"! Muitos críticos e “entendidos” em arte, não cansaram de elogiar: “Em Grapefruit, ela cria uma coisa que é uma novidade na arte: é um trabalho muito próximo do universo da arte conceitual. O trabalho acontece inteiramente na mente. São articulações poéticas em que ela leva o espectador a sair daquela prisão da percepção cotidiana que a gente vive e a reinventar o mundo. É de uma simplicidade absoluta, outra característica do trabalho dela que acho importante e, me parece, vem muito de uma cultura zen budista, de uma origem japonesa. É um gosto pelo simples que ela carrega em tudo e isso às vezes choca as pessoas no sentido de que é tão simples, parece tão óbvio”.
Em 2012, quase 50 anos depois de escrever o livro de arte conceitual "Grapefruit", a escritora, artista e ativista pela paz Yoko Ono publicou uma continuação que espera inspirar as pessoas a pensar e ler. "Acorn", um livro com 100 "poemas educativos" e desenhos que foi lançado em 15 de julho, retrocede no tempo, segundo a viúva de John Lennon, porque escreveu a obra originalmente para Internet na década de 1990. Cada dia, durante 100 dias, ela comunicou uma ideia diferente a seus leitores para que explorassem. Agora, compilou tudo em um livro. "Gosto da ideia porque muita gente deixou de ler livros. Apenas usam o computador", disse Ono, que faz 81 anos neste ano. "Faço essa retrospectiva porque realmente acho que ler um livro é uma experiência totalmente diferente do que simplestemente acessar a Internet; a forma em que te chega a informação, a comunicação." Como em "Grapefruit", publicado em 1964, o novo livro de Ono é dividido em seções e cada ensinamento é descrito como "poesia em ação". Nesse link, http://issuu.com/giovannamartins/docs/grapefruit
você confere a obra na íntegra em, PDF. Vale como curiosidade.
O acorde inconfundível de "A Hard Day's Night", um clássico inesquecível dos Beatles, abriu o primeiro dos dois shows de Paul McCartney no estádio Ciudad de La Plata, na Argentina, pela turnê mundial "One to One". Em uma apresentação de quase três horas, o músico começou pela primeira canção gravada com a banda pré-Beatles, "The Quarrymen", e seguiu com sucessos de "Wings", seu conjunto nos anos 1970, e faixas de seus álbuns mais recentes. Entre nostalgia e romance, os sucessos "My Valentine", "Letting Go", "Something" e "Here Today", feitas em homenagem a George Harrison e John Lennon, também fizeram parte da playlist de Paul. Acompanhado por Paul Wickens nos teclados, Brian Ray e Rusty Anderson nas guitarras e Abe Laboriel Jr. na bateria, McCartney levou ao delírio mais de 55 mil pessoas ao cantar "Here, There and Everywhere", "We Can Work It Out", "I Love Her", "Blackbird", "The Fool on the Hill" e "Lady Madonna". Arriscando palavras em espanhol, o músico cantarolou canções locais e empolgou os fãs com os clássicos "Let it Be" e "Hey Jude", transformando o estádio em um gigantesco karaokê. O ex-beatle volta a se apresentar em La Plata nesta quinta-feira (19). Em seguida, inicia sua turnê pela Europa.
Em outubro de 1979, eu estava com 17 anos. Quase 1 ano havia se passado desde que cometi o maior roubo da minha vida - o álbum triplo “Wings Over America” na Sears do Conjunto Nacional e agora já me sentia novamente seguro para voltar lá no shopping para conferir as novidades do mundo Beatle. Minha Beatlemania nessa época era incontrolável e sonhava dormindo e acordado com discões que só ouvia falar. Quando entrei na Discodil, minha loja preferida (que ainda existe até hoje), tocava uma música que me deixou louco pelo seu balanço e pelo contagiante riff de guitarra. Eu não conhecia, mas a voz era inconfundível para mim. Ao perguntar ao vendedor que música era aquela, ele me mostrou uma coisa que me deixou de boca aberta. Era o álbum triplo All Things Must Pass, de George Harrison e a música que me entorpeceu era What Is Life. Ele (o vendedor) disse que havia chegado naquele dia e somente 5 unidades. Depois de passar horas namorando com o bichão na cabine, fui embora triste e desolado. Quando eu teria o meu? Chorei, pedi e implorei alguma ajuda de todos que conhecia, pai, mãe, irmãos, tios, avós, everybody! Uns três dias depois estava com a grana e voltei para pegar o que era meu. Era um sábado. No domingo saiu a resenha sobre o álbum na coluna que o “Brother” escrevia no Correio Braziliense. O “Brother” era o apelido do amigo João José Miguel, que morava na minha quadra e era famoso por ter mais de 2 mil discos e ter uma coluna semanal no jornal. Carinhosamente recortei a matéria e desde então, ela vive guardada dentro da minha caixona do All Things. Tantos e tantos anos depois, agora, na sessão “Tesouros do Fundo do Baú”, a gente confere o que o “brother” falou. Muita coisa se passou, meu All Things Must Pass não! What is life...
Habituado a encontrar nas lojas apenas a submúsica pop produzida nos decadentes anos setenta, o público brasileiro volta agora a ter ao seu alcance uma das obras primas do rock: o álbum-triplo "All Things Must Pass", de George Harrison. GEORGE HARRISON Toda a magia dos Beatles num marco da música pop
JOÃO JOSÉ MIGUEL
Há muito fora de catálogo, volta agora às lojas brasileiras, através da Apple/Odeon, o mais surpreendente disco já produzido por um ex - Beatle: o álbum - triplo All Things Must Pass, de George Harrison. Afinal, por mais que se respeitasse o trabalho do guitarrista no contexto do grupo, nunca seria possível imaginar que, de um momento para outro, ele fosse explodir criativamente a ponto de colocar em disco de uma só vez tantas canções perfeitamenle equilibradas. A única explicação para o mistério - e o próprio Harrison já tocou no assunto diversas vezes - está no fato de John Lennon e Paul McCartney desempenharem nos Beatles um comando nada chegado à democracia. Assim, enquanto suas músicas fechavam os Lps do quarteto quase de ponta a ponta, as de Harrison apenas vez por outra encontravam uma vaga. Quando a era dos Beatles chegou ao fim, Harrison não resistiu e logo no ano seguinte lançava então 14 músicas de uma só tocada. Garantindo a força comercial do álbum, surgia “My Sweet Lord” uma das mais belas baladas da história do pop e que valeria ao compositor um processo de plágio em 76, por sua semelhança com “He’s so fine”, gravada na década de cinquenta por The Chiffons.All Things Must Pass não foi o primeiro trabalho individual de Harrison, que em 67, já profundamente envolvido com música oriental, escreveria a trilha sonora para o filme psicodélico Wonderwall. Pouco antes de deixar os Beatles, através do selo Zapple, dedicado à música experimental, lançaria Eletronic Sounds, obra onde curtia as as ^possibilidades' criativas geradas pela moderna tecnologia sonora. Entretanto, foi apenas no álbum - triplo que o George Harrison das canções pôde mostrar toda sua criatividade. E se esta não resistiria, por muito tempo, pois embora o Lp seguinte, Living In the Material World mantivesse um nivel invejável de qualidade, os seguintes seriam uma sucessão de decepções, as músicas que reunia já eram mais do que suficientes para deixarem o nome do guitarrista firmemente impresso na história do som pop pós-Beatles. Claro que para realizar uma obra do porte de All Things Must Pass George contou com apoio de um time técnico/instrumental de fazer inveja a qualquer superastro. A produção, impecável sob todos os pontos de vista, ficou a cargo do próprio compositor, em colaboração com o experiente Phill Spector. Na engenharia de som, destacava-se Ken Scott, hoje reconhecido como um dos mais competentes a atuarem na cena roqueira. E na relação dos músicos torna-se uma autêntica constelação: na bateria surgem Ringo Starr, Jim Gordon e Al White; no baixo Klaus Voormann e Carl Radle; os teclados reúnem Gary Brooker, Gary Wright, Billy Preston e Bobby Whitlock, enquanto que nada menos que Eric Clapton e Dave Mason, alêm do próprio Harrison aparecem nas guitarras. No pedal Steel guitar - que desempenha papel fundamental na belíssima n “Behind That Locked Door” - surge um mestre, Pete Drake. E Bobby Keys e Jim Price atacam, tespectivamente, de sax tenor e trumpete. Os quatro primeiros lados de All Things Must Pass registram também o que de melhor Harrison aproveitou de seu contato com a filosofia oriental - ele esteve muito ligado ao Hare Krishna, tendo inclusive se produzido um ótimo Lp com os membros do templo londrino da seita. Poeta inspirado, não conseguiria contudo evitar de cair em repetições ingênuas das máximas hinduistas na maioria de seus Lps seguintes. Mas neste disco, “What Is Life”, "Run For the Mill”, “Beware of Darkness”, “Awaiting On You All”, “Art of Dying” ou a propriamente dita “All Things Must Pass” se impõem como exemplos da melhor fusão realizada entre música ocidental e poesia orientalista que o pop já produziu. E se as letras, com poucas exceções, se concentravam neste território místico, já os titmos traçavam um amplo aspecto do pop-rock. Arranjos criados a partir de uma sensibilidade notável - o que mais impressiona ao longo destes quatro lados é a exatidão com que se completam o instrumental e as palavras, pois à naturalidade flui como marca maior de todas as faixas. Não seria arriscado afirmar que All Things Must Pass se situa entre as melhores obras já produzidas pela música pop em todos os tempos. As baladas, em que Harrison é um super-especialista, dominam obviamente o disco. “Isn’t a Pity”, “I’d Have You Anytime”, “Beware of Darkness” ou “All Things Must Pass” garantem com tranquilidade esta ala da criação do guitarrista. Contudo quando o papo é rock, a competência não se mostra menor. “Awaiting On You All”, “I Dig Love” e “Let It Down” são balanços de alta energia e “Wah wah”, contrapondo o desempenho dos metais ao das guitarras de Clapton e Harrison supera quaisquer previsões em relação à explosão tipicamente roqueira. De quebra, a inclusão de toques country, em “If Not For You”, de Bob Dylan (numa versão mais brilhante do que a do próprio autor) e em “Behind That Llocked Door” oferecem um tempero muito especial a este álbum-triplo. Os lados cinco e seis já são outra história. Subintilulados “Apple Jam”, eles registram as improvisações dos músicos em estúdio, curtindo descontraidamente nos intervalos da gravação das outras canções. Rock’n’roll no sentido mais tradicional da palavra é o que ocupa faixas de até 13 minutos (“Out of the blue”), onde cada um dos instrumentistas acaba mostrando todo seu potencial. As intervenções de Clapton, Bobby Keys e Bobby Whitlock, principalmente, valem como reais lições de consequentes brincadeiras roqueiras na área da livre criação e traçam um sadio contraste com as buriladissimas canções que dominam o restante do álbum. Desta maneira, embora conte já com quase dez anos de idade, Awaiting On You All é hoje uma pedida muito mais importante e agradável, em termos de música pop, do que a maioria absoluta dos novos lançamentos. O que só vem a sublinhar o estado de coma em que já há alguns anos vive o universo roqueiro.
O assessor de imprensa Tony Barrow morreu no último sábado (14), três dias depois de ter completado 80 anos. Barrow ficou conhecido por ter trabalhado com os Beatles entre 1962 e 1968.Foi Barrow quem cunhou o termo "the Fab Four" para se referir ao quarteto de Liverpool. Alcunha ainda hoje muito usada na hora de se escrever sobre a banda. Barrow acompanhou o grupo em diversas turnês ao redor do mundo. Entre as suas funções estava a de organizar e conduzir as sempre caóticas entrevistas coletivas do quarteto.Barrow parou de trabalhar com os Beatles quando eles formaram a Apple Corps. para lidar com todos os aspectos da carreira da banda. Ele seguiu trabalhando na área e na década seguinte teve clientes como os Kinks e o Jackson 5 - que ele assessorou durante suas turnês pela Europa. "Tony Barrow era um cara adorável, que nos ajudou nos primeiros anos dos Beatles. Ele era super profissional, mas sempre pronto para dividir umas risadas com a gente. Sua falta será sentida, mas ele será lembrado por muitos de nós", escreveu Paul McCartney sobre o antigo parceiro de trabalho. Tony Barrow já apareceu aqui no Baú algumas vezes, a última foi em 2 de janeiro de 2014. Confiram!
The Searchers foi uma das mais sensacionais banda de rock dos anos 60. O grupo é originário de Liverpool, e teve seus maiores êxitos entre 1964 e 1965, destacacando-se os hits: "Sweets for my sweet", "Needles and Pins", "Don't throw your love away" e "Love Potion nº 9", entre tantos outros. Contemporâneos dos Beatles, The Hollies, The Foumost, Swinging Blue Jeans e Gerry And The Pacemakers, "The Searchers" ainda continuam apresentando-se até hoje, com apenas um dos integrantes originais - Mike Pender. Por questões de direitos autorais, assim como Badfinger, hoje a banda chama-se "Mike Pender's Searchers".
"A Little Less Conversation" foi gravada por Elvis Presley em 1968. Em 2002 ela foi relançada em um "CD-single" remixada pelo DJ holandês Tom Holkenborg, conhecido como Junkie XL, ou JXL, se tornando um enorme sucesso. Essa gravação, de certa forma, serviu para que as novas gerações conhecessem e apreciassem o rei do rock! "A Little Less Conversation"é também, o carro-chefe do discão “Elvis: 30 #1 Hits”, uma coletânea com os grandes sucessos de Elvis Presley nos Estados Unidos e Inglaterra, exclusivamente só as músicas que foram número 1 nesses países. Essas músicas ´compreendem o período de 1956 até 1977. Esse disco se tornou um dos mais vendidos no mundo no ano de 2002 e também um dos mais vendidos de Elvis em todos esse anos. "A Little Less Conversation" virou um grande hit no mesmo ano, sendo primeiro lugar em vários países, essa música foi gravada em 1968 e não figurou nas paradas da época, com exceção de Cingapura onde foi número 1 naquele mesmo ano.
Composta por John para o filme “A Hard Day’s Night”, esta música com influência do country and western traz Lennon e McCartney em dueto, cantando em uníssono e acompanhados por George numa afiada guitarra country and western/rockabilly. "I'll Cry Instead" seria originalmente usada na sequência da saída de incêndio em A Hard Days Night, mas foi substituída por "Can't Buy Me Love". No entanto, quando o filme foi remasterizado para o lançamento em vídeo, em 1986, ela foi "colada" em uma sequência antes dos créditos iniciais. John já tinha escrito sobre o ato de chorar muitas vezes, mas "I'll Cry Instead" era diferente porque nela ele dizia que quando parasse de chorar voltaria para se vingar. Ele imaginava sair por aí partindo o coração de garotas mundo afora para depois esnobá-las, de modo a punir todos que o rejeitaram. John depois admitiu ter sido violento às vezes e, em "Getting Better", escreveu ter superado sua crueldade em relação às mulheres. Essa também foi a primeira música em que John admitiu sua tendência agressiva, um sinal de que entrava em um período intenso de autoanálise, que continuaria até seus primeiros álbuns solo, depois do fim dos Beatles.
Ícone do jazz, o guitarrista e cantor John Pizzarelli volta ao Brasil em junho para uma turnê que apresenta seu novo CD, "Midnight Mccartney", dedicado a canções do ex-Beatle Paul McCartney. Os shows acontecem dia 7 de junho, no Bourbon Street Music Club, em São Paulo; dia 9 de junho, no Teatro Bourbon Country, em Porto Alegre; dia 11, no Vivo Rio, no Rio de Janeiro; e dia 12 de Junho, no Teatro Bradesco, mais uma vez em São Paulo.
Lançado em setembro de 2015, o álbum surgiu da ideia do próprio McCartney, em uma carta enviada a Pizzareli em 2014. O guitarrista acabou levando a esposa, a cantora Jessica Molaskey, e o pianista Larry Goldings para também participarem do CD. No palco, ele apresenta sucessos de McCartney em seu próprio estilo. O repertório conta com músicas como "Silly Love Songs", "My Love", "With A Little Luck" e "Let'Em In". Pizzarelli se apresenta ao lado de Martin Pizzarelli (baixo acústico), Kevin Kanner (bateria) e Konrad Paszkudziki (piano). O músico, que começou na guitarra aos 6 anos de idade seguindo a tradição de seu pai, o guitarrista Bucky Pizzarelli, acabou voltando ao jazz na adolescência. Em seu mais de 25 anos de carreira, sua fonte de inspiração tem sido Nat King Cole, a quem homenageou com dois álbuns, "Dear Mr. Cole" e "P.S. Mr. Cole".
Pizzarelli participou do álbum "Kisses on the Bottom" de McCartney em 2012 e em 2014 lançou o álbum "John Pizzarelli Meets The Beatles", que já apareceu aqui.
O cantor Cauby Peixoto morreu na noite deste domingo, 15, por volta das 23h50, em São Paulo. O artista, que tinha 85 anos, estava internado no hospital Sancta Maggiore, no Itaim Bibi, e a informação foi confirmada ao EGO por sua assessoria de imprensa. "É verdade, infelizmente. Em breve, soltaremos um comunicado oficial com todas as informações", disse o responsável. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, a morte do cantor foi causada por complicaçãoes por conta de um quadro de pneumonia. Ele estava no centro médico desde o último dia 9. O velório de Cauby será realizado no salão nobre da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo a partir das 9h. Na página oficial de Cauby no Facebook, foi colocado um comunicado sobre a morte do músico: "Com muita dor e pesar informamos aos amigos e fãs que nosso ídolo Cauby Peixoto acaba de falecer as 23:50 do dia 15 de maio. Foi em paz e nos deixa com eterna saudades. Pra sempre Cauby!". Em abril de 2011, o incomparável Cauby lançou três álbuns só cantando os Beatles. Em homenagem ao grande cantor, a gente confere aqui novamente o que foi dito naquela postagem.
Na dúvida entre "Caubeatles" e "Caubytles", Cauby Peixoto escolheu a primeira opção para batizar um dos três álbuns que lança neste ano, em que comemora (declarados) 80 anos de vida e 60 de carreira fonográfica. É mais Cauby do que Beatles - exatamente como o intérprete quer que seja. Afinal, ele se lembra, já era "um astro veterano da música" quando os quatro meninos ingleses estavam apenas nascendo para o estrelato. Para esse trabalho, escolheu basicamente o repertório romântico de John Lennon e Paul McCartney: "Help" (?), "Let it Be", "Hey Jude", "Michelle" e "Yesterday". Já colocou voz em metade das faixas. Está decorando as letras das que ainda faltam. "Para 'Help', me inspirei na versão da Tina Turner, que é mais meu estilo. 'I Love Her' virou um bolero", diz. "Funcionou. Modéstia à parte, eu canto muito bem." O disco vai fazer parte da caixa "Cauby - O Mito" (nome escolhido pelo próprio cantor), que sai no meio do ano pela Lua Music e também inclui um álbum no formato voz e violão e um pacote de CD e DVD ao vivo. E aqui, para quem tiver paciência, a gente confere um dos três discos inteiro. Valeu, Cauby!
O músico (?) Sean Ono Lennon, 40 anos, filho de John Lennon e Yoko Ono, publicou nesta quarta-feira (11) em seu perfil no Instagram uma foto ao lado da estilista Stella McCartney, filha de Paul e Linda McCartney. "Consegui relaxar com alguns 'familiares' hoje", escreveu Sean, de 40 anos, na legenda da imagem em que aparece ao lado da filha de outro integrante dos Beatles. Stella tem 44 anos. Além de Sean, John Lennon teve um outro filho, em seu casamento com Cynthia Powell. Julian Lennon, que também trabalhou como músico, tem 53 anos. Já Paul McCartney tem outros quatro filhos além de Stella. A fotógrafa Mary McCartney, autora da foto de Sean e Stella, James, Heather e Beatrice.
A cultura do disco de vinil, principalmente entre as décadas de 1960 e 1980, possuiu muitas particularidades. Uma delas era o tratamento artístico dado às capas. Com a substituição industrial dessa mídia pelo CD, em meados da década de 1990, os projetos de capa dos lançamentos tiveram que ser
repensados. Em alguns casos, discos antigos foram relançados em CD com capas diferentes, bastante simplificadas ou apenas com detalhes recortados da imagem
original. A justificativa era a de que o espaço diminuiu muito e tornou-se impossível viabilizar trabalhos gráficos mais sofisticados. Houve exceções, é
claro, mas a regra passou a ser variações mais ou menos estilizadas da foto do artista. Ou seja, um retrocesso. Voltou a ser o que era até a década de 1950.
Embora haja alguma controversia, normalmente se reconhece que os Beatles foram os principais responsáveis por disseminar a ideia de que a capa de um disco de música pop poderia ser um objeto artístico. Seus primeiros
álbuns, como “Please Please Me” e “With the Beatles”, ambos de 1963, e “Beatles for Sale”, de 1964, ousavam discretamente. Mostravam a tradicional foto da
banda, mas por ângulos inusitados. Em “Please Please Me”, o fotografo está no andar de baixo de um prédio e registra a banda na sacada do andar de cima. Em “With the Beatles”, numa imagem em preto e branco, cada um dos músicos mostra apenas metade do rosto, num jogo de luzes e sombras. A aparente simplicidade de “Beatles for Sale” engana. Os mais atentos perceberão que os Beatles estão em foco, mas em segundo plano. O primeiro plano parece ser partes da folhagem de
uma floresta.
A partir de “Help”, de 1965, que mostra a famosa imagem com os integrantes da banda numa paisagem glacial, cada um representando um sinal
referente ao pedido de ajuda do título do álbum, as capas ficaram cada vez mais
sofisticadas e, em alguns casos, ousadas; em determinados momentos a ponto de
serem polêmicas.
O exemplo mais célebre é “Yesterady and Today”, de 1966, que ficou conhecida como a “capa do açougueiro” (Butch Cover) ou a “capa proibida dos Beatles”. Trata-se de um disco lançado apenas nos Estados Unidos e Canadá, contendo uma seleção de músicas lançadas originalmente em “Help”, “Rubber Soul” e “Revolver”. A capa mostra os sorridentes meninos de Liverpool vestindo jalecos de açougueiros, sujos de sangue, cercados por bonecas de plástico decapitadas e mutiladas, e pedaços reais de carne. A foto, de péssimo gosto para alguns, não foi gratuita. Planejada pela banda e realizada pelo fotografo Robert Whitaker, o mesmo que foi responsável pela capa de “Rubber Soul”, a imagem tratava-se de um protesto contra o desmembramento de seus trabalhos originais, e, portanto, do conceito de cada álbum, pelas subsidiarias da
gravadora EMI no mercado internacional, particularmente o dos Estados Unidos.
A iniciativa rendeu controvérsia, mas não foi bem sucedida comercialmente. Aparentemente, a primeira prensagem de 750 mil cópias da capa do açougueiro foi distribuída apenas entre lojistas e emissoras de rádio, como forma de divulgar o lançamento. Porém, houve recusa em massa em expor e tocar o disco, motivado pela repulsa à capa. O disco foi rapidamente recolhido, uma
nova capa foi colada sobre a anterior e redistribuído. A capa original tornou-se lendária e um valioso item de colecionador. O protesto dos Beatles gerou polêmica pela forma explícita com que foi produzida. O lendário guitarrista Jimi Hendrix usou uma estratégia diferente quando lançou seu terceiro e último trabalho de estúdio, “Electric Ladyland”, em 1968. A capa principal do disco era um close psicodélico em tons avermelhados de Hendrix, porém, abrindo o álbum, o encarte revelava uma foto mostrando um grupo de mulheres nuas sentadas ou deitadas no chão em um ambiente
de penumbra.
Mulheres caucasianas, negras, louras, ruivas e morenas. Em primeiro plano, apenas mulheres brancas. Uma delas, ligeiramente bronzeada, segura uma foto de Hendrix. Quem seriam essas mulheres? O harém de Jimi? Como era de se prever, houve reclamações vindas de todos os lados. Os mais conservadores reclamaram da nudez em si, outros se intitulavam libertários da exploração erótica das mulheres. Mas controvérsias à parte, “Electric Ladyland”, desde o lançamento, foi considerado um dos maiores álbuns de rock de todos os tempos.
Mas, como dizem, não existe pecado ao sul do Equador. Será? O Brasil também teve suas polêmicas envolvendo álbuns que exibem a nudez feminina. Um dos casos mais célebres envolveu uma de nossas principais cantoras: Gal Costa. Décadas antes de estrelar o espetáculo “O Sorriso do Gato de Alice”, dirigido por Gerald Thomas, no qual cantou com os seios nus, nossa Rainha da
Afinação lançou o disco “Índia”, de 1973. A capa mostra um close do púbis da cantora, que não está nua, mas usando um tapa-sexo vermelho das antigas, do
tipo que as modelos usavam para desfilar de roupas intimas — caso houvesse alguma transparência —, que hoje chamaríamos de tanga, e retirando uma saia
indígena.
Na contracapa, vemos a cantora de corpo inteiro, paramentada com indumentárias pretensamente indígenas, mais parecida com uma “pele vermelha” de faroeste americano; mas, detalhe, de seios à mostra. Na verdade, trata-se de uma imagem até singela, mas bastou para chamar a atenção dos censores responsáveis pela “moral” e pelos “bons costumes”. O problema era a exposição pública nas lojas de disco. Para solucionar o problema “legal”, sem precisar destruir as capas já impressas, a gravadora Philips envolveu o disco em embalagens de
plástico preto ou azul. Para ver, teria que comprar. Com certeza, muita gente esbugalhou os olhos.
Por falar em olhos, no mesmo ano, 1973, o maestro Tom Zé lançou o álbum “Todos os olhos”. Se o problema do disco da Gal era o que se via, o disco de Tom Zé era o que se pensa que vê. Circulam diversas teorias
sobre esta capa. A mais recorrente é que se trata não de um olho de vidro, mas de uma bola de gude encaixada no ânus. Aparentemente, a ideia original,
proposta pelo poeta Décio Pignatari, sócio da agência de publicidade E=mc2, era mesmo essa. O objetivo, claro, era afrontar o moralismo imposto pelo Regime Militar. Um tanto constrangido, não de todo convencido, Tom Zé concordou. O assistente de estúdio Reinaldo Moraes ficou responsável por realizar as fotos. Tentou com uma namorada, fã do tropicalismo, mas não deu certo. As imagens ficaram explícitas demais, não gerariam a dúvida do “será que
é isso mesmo?” esperado. Outro fotógrafo, Chico Andrade, tentou com uma prostituta, novamente sem sucesso. Optaram por chamar a namorada de Reinaldo
Moraes de volta e fotografá-la com uma bola de gude na boca, com os lábios levemente crispados. Dessa vez, as fotos ficaram perfeitas e foram usadas na
capa do disco. A essa altura a história da bola de gude anal já tinha se espalhado. O próprio Tom Zé só foi informado da verdade tempos depois que o
disco foi lançado. Hoje, a lenda tornou-se fato. Como se diz no clássico faroeste “O Homem que Matou o Facínora”, de John Ford, “se a lenda é mais
interessante do que a verdade, publica-se a lenda”.
Em alguns casos, o que parece que está em questão não seria verdades ou mentiras, mas limites da liberdade de expressão. Parece ser o caso da capa do álbum de heavy metal “Appetite for Destruction”, lançado pela banda
americana Guns and Roses, em 1987. A capa mostra, segundo a interpretação mais corrente da ilustração, um ser metálico, possivelmente um robô, prestes a ser
atacado por uma criatura monstruosa, após ter violentado uma jovem, que aparece jogada no chão, desmaiada e desnuda. Curiosamente, o desenho não era original.
Havia sido feito pelo cartunista Robert Williams, que o intitulou exatamente “Appetite for Destruction”, tendo sido usada para ilustrar a capa de seu livro “The Lowbrow Art of Robt. Williams”, de 1979. A capa potencialmente geraria múltiplas interpretações sobre as complexas relações entre homem e máquina, inteligência artificial e coisas do tipo, mas acabou se tornando controversa única e exclusivamente porque foi considerada ofensiva. Não pelo público heavy metal, que não se abala facilmente, mas pelo imenso esquema midiático no qual a banda estava se enveredando.
O Guns and Roses era um sucesso pop anunciado e “Appetite for Destruction” seu álbum de estreia. Se por um lado os metaleiros de carteirinha não se importavam nem um pouco com o potencial agressivo da imagem,
por outro os pais dos adolescentes gritadores que se vestiam de preto movidos pela moda do metal podiam se assustar. Os lojistas e a MTV encabeçaram um movimento exigindo a mudança da capa, o que de fato aconteceu, sendo substituída pela famosa imagem da cruz com as caveiras dos integrantes da banda. Entre a cruz e a caldeirinha, salvaram-se todos, pois o disco é fantástico. E fantástica foi essa “Era de Ouro” das capas de discos. Lamentavelmente, o que era ruim piorou e depois da redução das imagens com o CDs veio a indigência completa com a difusão do formato MP3 e similares. Nessas horas, até conseguimos dar alguma razão para os ludistas.
* Ademir Luiz é historiador e professor da UEG
e José Maurício é engenheiro eletricista e também professor da UEG.
Os ingressos para um dos festivais mais aguardados dos Estados Unidos começaram a ser vendidos nesta segunda-feira (9/5) no site do evento. O DesertTrip conta com Rolling Stones, Neil Young, The Who, Paul McCartney, Bob Dylan e Roger Waters. Por conta dos preços salgados, o Festival "dos sonhos", como vem sendo chamado, pode permanecer na imaginação de muitos. Os valores variam de US$ 199 - para apenas um dia de evento - até US$ 1.599 - para acompanhar os três dias de show. Mesmo com os altos preços, a expectativa da organização do evento é de que os ingressos se esgotem rapidamente. Quem quiser garantir o ingresso, por exemplo, precisa enfrentar uma espécie de "fila virtual". Depois de chegar a vez, o usuário tem apenas 10 minutos para finalizar a compra ou volta para o fim da fila. O evento ocorrerá no Empire Polo Clube, em Indio, Nos Estados Unidos e será dividido em duas semanas. A primeira ocorrerá entre os dias 7 e 9 de outubro e a segunda entre 14 a 16 do mesmo mês.