quinta-feira, 16 de abril de 2015

ELEKTRA ASSASSINA - ESSA MULHER ME MATA!

Essa postagem muito legal sobre Elektra, foi publicada originalmente em 7 de setembro de 2009 e o texto foi escrito pelo amigo e colega Luiz Orione, que foi um dos meus duplas de criação na agência que trabalhei tantos anos. Espero que gostem!
Quem nunca recebeu um golpe no coração ao ver Elektra nos quadrinhos da Marvel? Roupa vermelha colada ao corpo, o charme do lenço amarrado aos seus lindos e esvoaçantes cabelos negros. Os olhos firmes, perfurantes, uma cara de má - como só ela sabe fazer - e um par de sai manejados com extrema destreza. Essa é Elektra Natchios: de longe, a assassina que mais retalha corações.
Mas beleza à parte, a vida de Elektra é completamente devastadora. Quando adolescente, a moça cravou a flecha do Cupido no coração de Matt Murdock. Até então ele era só um estudante de direito com umas penugens no rosto. Carinha normalzinho. Sei, engana que eu gosto... De tão doido que ficou, acabou revelando seus poderes num showzinho particular para Elektra. Mas quando o pau quebrou de verdade, quando Matt precisou usar os seus poderes na tentativa de salvar o pai de Elektra dos nacionalistas gregos, o moço falhou na hora H e não conseguiu completar o serviço. Encerra-se uma vida, começa o exílio. Elektra, até então com postura e roupa (branca) de heroína, não consegue controlar a sua fúria e angústia pela morte do pai e isola-se na Grécia, sua terra natal. Lá, começa um rígido treinamento de ninjutsu e a história de uma assassina completamente abalada psicologicamente. O tempo passa e daquelas celestiais ilhas do Mediterrâneo surge uma deusa grega transtornada pelo assassinato do seu pai e disposta a matar. Matar. E muito! Daí a explicação para o seu nome: na mitologia grega, o Complexo de Electra é, grosso modo, o desejo da filha pelo pai. De volta ao (sub) mundo, Elektra é recrutada pelo Senhor do Crime, até então patrão do Mercenário e Mary Tyfoid. E como em qualquer negócio, a eficiência da nossa vilã acaba deixando o Mercenário desempregado. Puto com a puxada de tapete, ele promete matar a nossa dama de vermelho. Mas antes terá que enfrentar um tumor cerebral... No cargo de líder da organização de ninjas místicos “A Mão”, Elektra recebe a incumbência de despachar um homem chamado Matthew Michael Murdock dessa pra melhor. Só que, pra matar o patrão de raiva, nossa homicida grega não fez o seu serviço. Pior: apaixona-se pelo alvo! E como nos tribunais da Marvel o que funciona é a Lei de Talião, Elektra tem a sua cabeça a prêmio em conseqüência desse ato de traição.

Estava lá Elektra tranqüila e serena (forçou!) desfrutando de uma paixão cega e demolidora quando soa o gongo e começa um duelo que ficou mercado como um dos mais importantes da Era de Ferro dos quadrinhos (anos 80): a batalha entre Elektra e Mercenário. A porrada rolou solta entre os dois. Com toda a sua habilidade letal, a mestre em artes marciais era quem dava as cartas, espancando e retalhando Mercenário diversas vezes e em vários lugares. Mas a morte foi seduzida pela sua amante. Elektra foi perfurada pelas suas próprias armas e deixada ao relento. Agonizante, se arrasta até os braços de Murdock e morre. Era uma Daredevil 181, a última vez em que veríamos a ninja em vida.
Pessoal, sinceramente, a história de Elektra termina aqui! Consternados pelo enorme sucesso que a ninja fazia, roteiristas e outros xamãs da Marvel tiveram a pífia idéia de trazê-la de volta à vida. Mas cá entre nós: histórias e argumentos ridículos! Nada junta com nada. São explicações vazias, tentativas presunçosas de nos convencer que alguém, usando uma habilidade tal, trouxe Elektra de volta aos nossos olhos. Bobagem! Certo é que não estavam preparados para o sucesso que esta personagem faria, daí deram início a uma campanha bestial com o intuito de encaixar Elektra em alguma nova história.
Resultado: uma Elektra deslocada, com atitudes e atmosfera distorcidas. Novos desenhistas e roteiristas que inauguraram uma era de heróis e vilões exagerados, com armas idem e pouquíssima importância ao lado humano de cada um. De tão exagerada, Elektra tornou-se uma personagem caricaturada. Parecia uma integrante dos Power Rangers... A meu ver, a grandeza de Elektra Natchios reside exatamente no seu fim: os bons morrem jovens, mas deixa no mundo uma lenda avassaladora. Vocês, Beatlemaníacos, sabem bem do que estou falando! Tentar ressuscitar a assassina mais sexy dos quadrinhos é revirar páginas já superadas, quase sagradas aos olhos dos comic-fãs. Se quiserem se deliciar com a beleza mortal de Elektra, recorram aos filmes Demolidor: o homem sem medo (2003) e Elektra, o filme (2005), onde a vilã é interpretada por Jennifer Garner. Prevenindo: a história é modificada e não tem o mesmo colorido dos quadrinhos. Mas tá valendo! E também, claro, lá está ela presente na 8ª Maravilha do Mundo: o video game. Pra variar, ela está “perfect” em Marvel: Ultimate Alliance e também no jogo Marvel Nemesis: Rise of the Imperfects. E para encerrar com Elektra (Marvel, faça o mesmo!) cito as últimas palavras do Demolidor na revista Elektra vive: “Não era ela que me atormentava. Era eu que não a deixava em paz”.

5 comentários:

Edu disse...

Muito boa essa postagem! Gostei demais de fazer!

João Carlos disse...

Ótima postagem, especialmente pra quem não saca de HQ. Mas La Garner é totalmente demais.

Fábio Simão disse...

Moça bonita.

Valdir Junior disse...

Ótimo post Edu !!
Infelizmente o filme é medíocre, mas a Jennifer Garner é nota dez mil !!

Edu disse...

Ah se eu pudesse... tinha uma gostosa dessas aqui todo dia, ao invés da Yoko Ono!