quinta-feira, 24 de maio de 2012

THE SKATALITES - I SHOULD HAVE KNOWN BETTER

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O ESPETACULAR COMERCIAL DA GETTY IMAGES

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Um trabalho de investigação e paciência, envolvendo mais de 5 mil fotografias resultou em um filme de 1 minuto que a agência AlmapBBDO criou para anunciar o Getty Images, o banco de dados de imagens para a criação e distribuição de conteúdo visual. O filme é surpreendente, ao mostrar 873 imagens em 15 imagens por segundo, suficiente para transformar a série em um vídeo que, sem qualquer texto, conta uma bela história. Todas as fotos, sem quaisquer exceções, são dos arquivos da Getty Images. A dupla de criação Marcus Kotlhar (diretor de arte) e Sophie Schoenburg (redatora) trabalharam 6 meses pesquisando imagens, melhorando o script e a construção de cada cena para que não só fosse entendida, mas também tocar os telespectadores. Às vezes, por exemplo, uma cena ficaria perfeita no papel, mas as imagens escolhidas para representá-la não foram suficientes ou não combinaram perfeitamente para oferecer o movimento certo e o sentido exato. E, portanto, a pesquisa teve de ser reiniciado. O filme foi dirigido por Cisma, via BR Paranoid, junto com Marcos Kotlhar, o diretor de arte na agência. Para esta equipe de criação, o objetivo era a aderir ao conceito que a Getty Images tem tantas imagens que qualquer um é capaz de contar qualquer história somente usando seus arquivos.

Enviado por Marco Miranda. Abração!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

DO OUTRO LADO DE ABBEY ROAD - II

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Uma fotografia que mostra os Beatles cruzando a faixa de pedestres da Abbey Road, em Londres, no sentido contrário ao da capa do famoso álbum de 1969, foi vendida ontem, terça-feira por 19.500 libras (cerca de US$ 30.795 ou, ainda, R$ 63 mil) num leilão na Inglaterra. A casa especializada Bloomsbury não divulgou quem foi o comprador por "questões de confidencialidade". Na imagem registrada pelo fotógrafo Iain Mcmillan do lado de fora do estúdio Abbey Road, John Lennon, Ringo Starr, Paul McCartney e George Harrison aparecem caminhando da direita para a esquerda, no sentido oposto ao que aparece no clássico álbum. O preço estimado era de cerca de 9 mil libras (aproximadamente US$ 14.215 ou R$ 29 mil), valor superado com folga no leilão. A imagem mede 46,4 por 45,7 centímetros. Esta era minha curiosidade: o que o comprador leva para casa? Deveria ser a cópia feita na época (papel) e junto, o “negativo” ou o slide. Mas só leva mesmo a cópia. E o negativo? O que fazem com ele? Queria entender essas coisas. E tantas outras. Exemplo: um dia desses um amigo me pediu para lhe explicar a história de como, porquê e a-quantas-anda a história de MJ e as músicas dos Beatles. Não sei. Nunca entendi isso direito. Se alguém quiser fazer uma postagem sobre isso, todos agradeceremos. Só tem que ser bacana, bem escrita e nos explicar com clareza. Ele é dono das músicas de Harrison? De Starkey? Ou só de Lennon & McCartney? Ou todas? Não sei. Alguem se habilita? Outra seria sobre a coisa das marcas Apple dos Beatles e Apple de Steve Jobs e Cia. Alguem também se habilita? Enviem por favor por e-mail para eduardobadfinger@gmail.com

SOBRE A REVISTA ÉPOCA COM PAUL NA CAPA

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 "Oi, Será que alguém por acaso, teria duas revistas dessa edição??? não consegui comprar a minha e agora procuro por aqui nas bancas de revista antiga e não encontro... moro em Recife. Caso alguém tenha por favor entre em contato!!! lidipessoa@live.com". Por Lidiane Pessoa em PAUL McCARTNEY NA CAPA DA REVISTA ÉPOCA

OS BEATLES E O SINTETIZADOR MOOG

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O Google está comemorando, nesta quarta-feira (23/05), os 78 anos do nascimento de Robert Moog com um Doodle animado. Tido como pai do sintetizador, Moog fundou a empresa Moog Music Inc. com o objetivo de produzir sintetizadores utilizados por grandes artistas americanos.
O termo sintetizador Moog (pronunciado "mogue" para rimar com "vogue", e não "mugue", como geralmente se pensa) pode se referir a qualquer um dos sintetizadores analógicos projetados pelo Dr. Robert Moog ou produzidos pela Moog Music, e é usado comumente como um designativo genérico para sintetizadores de música analógicos e digitais.
O Dr. Robert Arthur Moog nasceu em1934 e morreu em 2005. Foi inventor, músico e engenheiro norte-americano que, junto com o compositor Herbert Deutsch, inventou o moderno sintetizador, o Moog, apresentado em um congresso em 1964. O sintetizador Moog, ganhou mais popularidade na segunda metade dos1960 sendo muito utilizado por bandas como The Beatles ou The Doors.
O primeiro Moog era monofônico (o que impossibilitava a criação de acordes) e precisava ser afinado constantemente, pois era analógico. Robert Moog criou a empresa Moog Music Inc., na qual foram produzidos os sintetizadores utilizados por artistas como Wendy Carlos (na trilha sonora de Laranja Mecânica) e pelo grupo de rock progressivo Emerson, Lake & Palmer, pelo tecladista Keith Emerson. Lançou posteriormente o Minimoog, o mais vendido da empresa em todos os tempos. Inventou o Moog Taurus, um sintetizador para ser tocado com os pés, para ser utilizado como um contrabaixo, o Vocoder (ligado a um microfone, permitia alteração na voz), o Polymoog, de 1976, polifônico e que vinha com sons gravados de fábrica, e o Moog Liberation, teclado que permitia ser colocado no usuário como uma guitarra, além do Memorymoog, que permitia a gravação de sons pelo tecladista.
Antes do fim dos Beatles, George Harrison já havia lançado dois álbuns solo: Wonderwall Music, de 1968, e Electronic Sound, de 1969. O primeiro com músicas instrumentais foi trilha sonora do filme homônimo. O álbum contou com a participação de Ringo Starr e Eric Clapton, todos (inclusive George) usando pseudônimos. O segundo, considerado um álbum experimental, trouxe várias músicas tocadas com o sintetizador Moog e uma capa com um desenho de sua própria autoria. Durante as gravações de Abbey Road, o moog reinou absoluto.


IMAGEM DO DIA - YES, IT'S HE!

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ROBERT CRAY - NOTHING BUT A WOMAN - DEMAIS!

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“Nothin' but a Woman”. “Nothin' but a memory”.

terça-feira, 22 de maio de 2012

THE BEATLES - IT'S BEATLEMANIA

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“MANIA” = Ideia fixa. Capricho, teima. Desejo incontrolável.
“Beatlemania” foi um termo criado pela imprensa (mídia), originalmente para descrever o intenso frenesi dos fãs dos Beatles, demonstrado principalmente por garotas adolescentes, nos locais onde se apresentavam durante seus anos iniciais de sucesso. O termo adquiriu muita força e um significado ainda muito mais amplo, quando o fenômeno saiu das fronteiras da Inglaterra para conquistar o resto do mundo, numa adulação jamais vista, maior que doentia pelos quatro rapazes. Mark Lewisohn (o maior historiador) afirma categoricamente: “O fim poderia ter sido ali". Qualquer um que conhecer um pouco da história concordará – ali era “o fim da Beatlemania”. Mas os Beatles (Paul) disseram: “não precisa ser o nosso fim”.
O dia 13 de outubro de 1963 pode ser considerado o início da Beatlemania, quando o grupo participou do show "Val Parnell's Sunday Night at the London Palladium, transmitido ao vivo pele rede de televisão ATV para 15 milhões de telespectadores. Os telejornais exibiam as manifestações das fãs enlouquecidas, o que recebeu o nome de "Beatlemania". Os Beatles tocaram “From Me To You”, “I'll Get You”, "She Loves You" e "Twist and Shout".
A rua em volta do Palladium foi cercada pelos fãs, que gritavam enlouquecidamente. Os Beatles quase não conseguiram fazer a passagem do som. Outras redes de televisão apareceram para noticiar os acontecimentos e, na saída do show, o grupo quase foi esmagado pela multidão.
Todos os jornais da Inglaterra noticiaram nas primeiras páginas a confusão da noite anterior, ocorrida antes, durante e depois do evento. Nada foi escrito sobre o show em si; tentava-se explicar somente o comportamento dos fãs. A palavra "Beatlemania" aparecia pela primeira vez na mídia. A partir daquele momento os Beatles passaram a ser o grupo mais caçado pela imprensa. Aproveitando a fama mundial da banda, foi lançado em novembro de 1963 o álbum “With the Beatles”, que explodiu trazendo hits como “All My Loving”. Então, chegaram ao tão sonhado 1º lugar nos Estados Unidos. E para lá foram. Nunca mais o mundo seria o mesmo. Em 1964 foi lançado o filme “A Hard Day's Night” junto com o lançamento do álbum homônimo. Filme e disco foram sucessos espetaculares e absolutos. Depois veio “Help!” e a coisa estava fora de controle. A Beatlemania estava consumindo os Beatles, embora tenham conseguido chegar ao topo das paradas do mundo inteiro, quebrando recordes de audiência, de vendas e de público.
A "Beatlemania" durou tecnicamente até o álbum Rubber Soul, de 1965, o sexto álbum da banda. As músicas ficavam cada vez mais difíceis de serem tocadas, por conta da maior sofisticação. A fama intensa acabou "cansando" o quarteto, e ainda mais após a polêmica entrevista que John Lennon citou Jesus Cristo, gerando revolta em alguns lugares por onde passavam. Após esse caos, os Beatles desistiram de fazer qualquer turnê mundial, e para a crítica isso seria seu fim. Sem a obrigação de tocar, isso ilimitou o repertorio de criação, letras e principalmente os instrumentos, criando musicas que para Paul McCartney, tinham de ser "algo que as pessoas não estivessem acostumadas ao ouvir". O quarteto revolucionário surpreendeu em 1966 com o álbum Revolver, que marcou o fim da Beatlemania, e deu o inicio ao rock psicodélico, que se estendeu na obra-prima Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, e Magical Mystery Tour.
"As meninas e os meninos estavam todos aglomerados, juntos, de pé, gritando, gemendo, gemendo, arrancando os cabelos, empurrando, empurrando, caindo no chão e chorando, as lágrimas de verdade escorrendo de centenas e centenas de rostos, manchados de rímel e batom. Num primeiro momento, comecei a achar que aquelas crianças estavam em algum estado de transe. O que poderia fazer? Quando Paul cantou “I Saw Her Standing”, havia uma menina perto de mim, que olhava hipnotizada para o palco e vidrada nos olhos de Paul. Olhos fixos, sem piscar, como se realmente acreditasse que ele a viu e estava cantando especialmente para ela. Segundos depois, desmaiou." - Larry Kane

JOHN LENNON – O MEDALHÃO HANDEL

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No dia 22 de maio de 1982, John Lennon foi postumamente condecorado com o "Medalhão Handel", a honra mais alta de Nova York. A viúva, Yoko Ono, recebeu o prêmio do prefeito da cidade, Edward Koch. O "Medalhão Handel" é um prêmio típicamente americano representando Nova York. É a mais alta condecoração da cidade dada aos indivíduos por sua contribuição à vida intelectual e cultural da cidade. Somente mais um simbolismo do homem em busca de seus signos e egos. A cada ano, apenas um cidadão Novaiorquino é agraciado. A comenda foi emitida pela primeira vez em 1959 para Virginia Portia Royall Inness-Brown, em homenagem ao 200º aniversário da morte de George Handel (1685-1759), compositor barroco, conhecido por suas óperas, oratórios, hinos e concertos.

THE ROLLING STONES - LOVE YOU LIVE - IMPERDÍVEL!

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Este disco é como uma pedrada na vidraça! Uma paulada na cabeça! Indiscutívelmente, um dos melhores discos de rock and roll dos anos 70. O histórico "Love You Live" é o 3º álbum (duplo) ao vivo dos Rolling Stones. Foi lançado em 1977 e gravado durante as turnês norte americana de 1975, a européia de 1976 e um show de 1977 no El Mocambo Nightclub em Toronto. O álbum é dedicado à memória de Keith Harwood engenheiro de som. "Love You Live" foi gravado e mixado a partir de maio a meados de junho de 1977. Conta com as presenças de Billy Preston e Ian Stewart no piano. A belíssima capa, antropofágica foi encomendada à Andy Warhol: Mick "Lábios de Borracha" morde a mão de uma criança. Lançado em setembro de 1977, o álbum foi bem recebido, atingindo o terceiro lugar nas paradas Britânicas e o quinto nos Estados Unidos, onde ganhou um disco de ouro. Em 2009, “Love You Live” foi remasterizado e relançado pela Polydor/Universal Music Group.
“Love You Live” é um discão. No melhor estilo dos Rolling Stones: sujo! Da primeira – “Honky Tonk Women" à última faixa. Estão todas lá. "Tumbling Dice", "You Can't Always Get What You Want", “Hot Stuff”, "Around and Around", "It's Only Rock 'n' Roll", “Jumpin' Jack Flash”, "Happy" e mais um monte de pérolas, incluindo clássicos do Blues como "Little Red Rooster". Excelente! Indispensável para os amantes do clássico rock and roll. Um dos melhores discos que já ouvi na vida!

É HOJE! "RAM" VOLTA ÀS PARADAS! - SENSACIONAL!

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Hoje, chega às (boas) lojas de todo o mundo - aqui em Brasília não tem nenhuma - , o álbum RAM de Paul & Linda McCartney. A nova edição, do clássico álbum de McCartney lançado originalmente em 1971. Indescritível. Absolutamente sem par!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

BED PEACE - O "BED IN" DE JOHN & YOKO

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Em 21 de maio de 1969, John Lennon e Yoko Ono iniciam o 2º "Bed-In" de dez dias no Queen Elizabeth Hotel de Montreal. O 1º, foi em março do mesmo ano em Amsterdan.
Há exatos 43 anos, John Lennon e Yoko Ono, literalmente, fizeram a fama ao deitar na cama. Meses antes de os Beatles pedirem as contas, o músico e a artista plástica participaram de uma de suas mais famosas sessões de foto, nas suítes 1738 e 1742 do Queen Elizabeth Hotel, em Montreal, Canadá. Tratava-se do segundo "bed-in" na balada dos recém-casados John e Yoko - a modalidade pacífica de protesto que consistia, basicamente, em passar alguns dias no colchão sob um batalhão de flashes. Com o ato, embalavam em ironia o recado vital em tempos de Guerra do Vietnã: "Para que perder o sono com a paz mundial?".
Ao longo de uma semana, o casal recebeu o guru do LSD, Timothy Leary, a cantora britânica Petula Clark, o comediante Tommy Smothers, Dick Gregory (ativista pela causa negra), Jacques Larue-Langlois (defensor da separação de Quebec do Canadá) e membros do templo canadense Radha Krishna. Parte desse time se juntou em coro para gravar o hino "Give Peace a Chance", em 1° de junho. A faixa alcançou a 14ª posição nas paradas da Billboard.
Por lá também apareceu o cartunista Al Capp. Um camarada, diga-se, visto como liberal e com uma indicação ao prêmio Nobel de Literatura por John Steinbeck (autor de As Vinhas da Ira) - mas que, nos anos 1960, deu uma guinada à direita e provocou a ira de vários ativistas anti-guerra, como a cantora Joan Baez, então parceira de Bob Dylan. Na visita, Al Capp chega, despeja inúmeros insultos contra o casal e pede que Lennon dê explicações a respeito da letra de "The Ballad of John and Yoko", principalmente os versos sobre crucificação (em português: "Cristo, você sabe que não é fácil/ Você sabe o quão difícil pode ser/ Do jeito em que as coisas estão indo/ Eles vão me crucificar"). Assista o vídeo aqui:
Montreal não foi a primeira escolha de Lennon e Ono, então casados há dois meses. Mas o Beatle, que apoiava abertamente a maconha, era persona non grata nos Estados Unidos - onde moraria poucos anos depois, conforme mostra a exposição John Lennon: The New York Years. Eles optaram, então, por Bahamas, mas um dia de estadia bastou. Circulam duas versões para o abandono do endereço: eles penaram com o calor do arquipélago centro-americano, particularmente insuportável para quem tinha acabado de sair da Inglaterra; ao mesmo tempo teriam ficado revoltados com a diretoria do hotel, que inflacionou os preços para pegar carona nos hóspedes ilustres.
O primeiro bed-in de Lennon e Yoko começou no dia 25 de março, em Amsterdã, capital da Holanda. Mais precisamente, durante a lua-de-mel dos recém-casados. Mandando a privacidade para o espaço, eles esperavam trazer a paz de volta à Terra, como explica o escritor Philip Norman, autor da biografia John Lennon - A Vida. "Os repórteres e fotógrafos de todos os países que adentraram correndo as portas da suíte 902 (a suíte presidencial do Amsterdan Hilton Hotel) certamente ficaram boquiabertos de surpresa. Em vez dos esperados Dois Virgens (referência à capa do primeiro álbum em dueto), em estilo nu de bacanal, encontraram os recém-casados encostados lado a lado na cama de casal, decorosamente vestidos de pijamas, cercados por flores e cartazes escritos a mão dizendo: 'bed peace', 'hair peace', 'I love Yoko', 'I Love John' (...). Com a barba espessa fazendo um estranho contraste com a imaculada indumentária de dormir, John explicou o espírito da coisa. Em vez de marchar e lutar ao lado dos militantes da contracultura em favor de um mundo melhor, ele decidira agir 'à maneira de Ghandi', mas usando uma capacidade de monopolizar a atenção que Mahatma jamais conhecera." Na companhia da pequena Kyoko, filha de cinco anos de Ono, eles montaram seu próprio Big Brother, e sobre ele salpicaram discursos sobre paz mundial.
Em agosto do ano passado, como forma de incentivar os pacifistas ao redor do mundo, Yoko Ono disponibilizou o documentário "Bed Peace" para exibição gratuita no YouTube. O longa mostra a lua de mel de Yoko e John Lennon - que foi transformada no chamado "Bed-In", protesto pacífico da dupla: em plena Guerra do Vietnã, os dois decidiram ficar duas semanas na cama, uma delas em um hotel em Amsterdã, em março de 1969, durante a lua de mel; e posteriormente, em maio, em Montreal. No segundo, nasceu a canção "Give Peace a Chance". Em comunicado divulgado junto ao documentário, Yoko Ono se pronunciou brevemente sobre sua proposta ao exibir Bed Peace na íntegra, já que ele só foi lançado em VHS. "Em 1969, John e eu fomos muito ingênuos ao achar que fazer o Bed-In ajudaria a mudar o mundo. Bem, pode ter ajudado. Mas na época, não sabíamos. Mas foi bom que filmamos tudo. O filme é poderoso agora. O que dissemos naquela época poderia ter sido dito agora. Na verdade, há coisas que dissemos no filme que podem dar coragem e inspiração aos ativistas de hoje. Boa sorte a todos nós. Vamos lembrar que a GUERRA ACABA se nós quisermos. Depende de nós, e de ninguém mais. John iria querer ter dito isso." Em princípio, "Bed Peace" ficaria no ar por apenas 48 horas, mas devido ao grande número de pedidos dos fãs, permaneceria em exibição no YouTube somente até 21 de agosto. No entanto, o filme continua lá até hoje. Assista abaixo ao documentário, em inglês.

SUSAN DEY - A CARA DOS MEUS ANOS 70

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Se existe uma época que realmente era feliz, sabia e me lembro bem e com muito carinho, é dos meus tempos de adolescente, os incríveis anos 70. Meu primeiro amor platônico, acho que todos foram, era simplesmente a garota mais bonita da TV que me visitava todos os dias naquelas tardes inesquecíveis de muita televisão, q-suco e pão com manteiga. Uma princesa!
Estudar para quê? Quando a moça entrava em cena, minha vida se iluminava e naquele instante, meu futuro mostrava-se esplêndido, vivendo feliz ao lado daquela beleza. Ela era a "Laurie" de "A Família Dó re mi" ("The Partridge Family"), seriado de grande sucesso (1970-1974) que contava a história de uma mãe viúva e seus cinco filhos que embarcam em uma carreira musical. Dizem que um dos destaques era o ator e cantor David Cassidy, que fez uma carreira solo de sucesso mas conturbada nos anos 70, mas para mim, o grande destaque era a beleza inimitável de Susan Dey, que era modelo antes de aceitar o papel, então com 17 anos.
Numa das peregrinações que fazia pelos subterrâneos procurando coisas dos Beatles, encontrei numa espécie de "sebo", um poster lindo de Susan pendurado na parede e indaguei quanto custava. Era importado e quase o preço de um LP dos Beatles. Guardei meu dinheiro e naquela tarde, quando ele se transformou no "With The Beatles", entendi que o meu amor por Susan era impossível. Ela vai completar 60 anos em dezembro. Como dizia meu amigo Renato Barros: "Não te esquecerei, meu eterno amor..."
E para quem quiser relembrar um pouco da Família Do Re Mi, o link é:

BEE GEES - MASSACHUSETTS

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Há algum tempo, algumas pessoas pediam que fizesse alguma coisa em homenagem aos Bee Gees. Mas, talvez por não pertencerem ao meu universo, sempre acabaram ficando fora das listas. Hoje, com a triste notícia da morte de um dos três irmãos, Robin, fica aqui a homenagem a um dos grupos mais importantes na história da música pop.
Os Bee Gees foram uma banda formada por três irmãos: o mais velho Barry Gibb e os gêmeos Robin e Maurice Gibb. Nascidos na Ilha de Man e tendo pais ingleses, moraram apenas alguns anos em Chorlton, Manchester, Inglaterra. Os irmãos mudaram-se ainda crianças para Brisbane, em Queensland, na Austrália onde começaram a fazer sucesso desde 1966, sendo um dos artistas que mais venderam discos em todos os tempos. Passaram por diversos ritmos musicais, do rock psicodélico às baladas, passando pelo country e country rock, pelo rock, pela música disco, pelo R&B, pela música Romântica, terminando no pop rock moderno. Venderam ao todo mais de 250 milhões de discos. Foram incluídos no Hall da fama de grupos vocais, no Hall da Fama do Rock and Roll, no Hall da fama dos Compositores e ganharam nove prêmios Grammy.
O álbum Saturday Night Fever (trilha sonora do filme "Embálos De Sábado A Noite" é a trilha sonora mais vendida de todos os tempos e atualmente, ocupa a 5° colocação como álbum mais vendido da história com mais de 37 milhões de cópias, de acordo com a revista Billboard: 300 Best-selling Albums of All-Time.
O grupo possui muitos recordes pela Billboard Hot 100 entre esses, estão em oitavo lugar entre os artistas com mais canções que ficaram em primeiro lugar nas paradas, o seu álbum "Saturday Night Fever" ficou em segundo lugar, entre os álbuns com mais canções que ficaram em primeiro lugar, perdendo apenas para o álbum "Bad" de Michael Jackson. São os artistas que tiveram mais músicas em primeiro lugar nos anos 70 com nove canções no total, estão em segundo lugar entre os artistas com mais canções consecutivas em primeiro lugar com seis músicas, entre (1975-1979), são terceiro lugar entre os Artistas que ocuparam simultaneamente o primeiro e segundo lugares com as músicas "Night Fever" e "Stayin' Alive", e ainda Barry Gibb está em quarto lugar entre os produtores com mais canções que ficaram em primeiro lugar com 14 músicas e também aparece na quarta colocação entre os Ccmpositores com mais canções que ficaram em primeiro lugar, com 16 músicas ao todo ,perdendo apenas para Paul McCartney (32), John Lennon (26) e Mariah Carey (17). O Hall da Fama do Rock and Roll diz em uma citação: "Somente The Beatles, Elvis Presley, Michael Jackson ,Garth Brooks e Paul McCartney superam os Bee Gees em recordes e vendas". Os Bee Gees, é uma das bandas que mais arrecadaram na história da música, e são considerados por grande parte da crítica musical, a segunda maior banda da história pelo conjunto de sua obra (composições, produções e gravações), perdendo apenas para os Beatles. Para terminar, a gente confere os Bee Gees em 1967 com seu primeiro sucesso: "Massachusetts". Abração a todos!

BONO VOX - UM BILIONÁRIO?

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O vocalista e líder do U2 veio a público desmentir as notícias de que iria tornar-se no músico mais rico do mundo com a entrada do Facebook na bolsa. Bono (Paul Dvid Hewson) detém 2,3 por cento das ações da mais famosa rede social, mas, em declarações ao canal MSNBC, o músico disse que não se tornou um bilionário nem ultrapassou Paul McCartney na lista dos homens mais ricos da música.
"Ao contrário do que foi publicado, não sou bilionário nem vou ficar mais rico do que nenhum dos Beatles. Essas notícias de que eu me tornei num bilionário são uma piada", esclareceu. Em 2009, a empresa de investimento de Bono, a Elevation Partners, comprou uma fatia do Facebook por cerca de 70,5 milhões de euros. Porém, o cantor explicou que os lucros da entrada na bolsa foram partilhados por todos os investidores envolvidos e que a aposta na rede social nasceu do seu interesse pela tecnologia e não como uma oportunidade de negócio. "As pessoas podem achar estranho [a minha aposta no Facebook], mas eu acho que o que é estranho é se os músicos não se interessarem pelo mundo à sua volta. A equipa do Facebook é maravilhosa e esta é uma tecnologia que consegue aproximar as pessoas", disse Bono à MSNBC.

JOHNNY CASH - I WALK THE LINE

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"I Walk the Line" é uma canção escrita por Johnny Cash e gravada em 1956 que se tornou o primeiro número um da Billboard. O single permaneceu nas paradas de registro por mais de 43 semanas, e vendeu mais de 2 milhões de cópias.Cash começou a trabalhar nesta canção enquanto ainda estava na Alemanha servindo na força sérea, anos antes de entrar em um estúdio. Ele a retomou depois de ter feito sucesso com "Folson Prison Blues" e descobriu que a fita original havia sido danificada. Mas Cash gostou do som estranho resultante e adcionou um ritmo de clic-clac colocando um pedaço de papel-manteiga no meio das cordas do violão. Phillips o fez acelerar a música, que era uma balada. "Era diferente de tudo o que você já tinha ouvido", Bob Dylan declarou à Rolling Stne. "Como uma voz vinda do centro da terra." "I Walk the Line" ocupa o 30º lugar na lista da revista Rolling Stone de "As 500 maiores músicas de todos os tempos".

quinta-feira, 17 de maio de 2012

BILLY JOEL & PAUL McCARTNEY - I SAW HER STANDING THERE - EXCELENTE!

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O DVD “Live at Shea Stadium - The Concert”, traz os melhores momentos dos shows feitos por Billy Joel no famoso “Shea Stadium”, palco que qualquer fã dos Beatles conhece bem. O filme foi gravado em julho de 2008, nos dias 16 e 18 e contou com as ilustríssimas participações de Sir Paul McCartney em “I Saw Her Standing There” e “Let It Be” (dia 18), além de outros figurões da música como Tony Bennett, Roger Daltrey e Steven Tyler. A gente confere a seguir a comoção gerada por Paul quando sobe ao palco e o pau quebra com este superrockão clássico dos Beatles. Abração a todos. Especialmente para o amigo João Carlos!

THE BEATLES - I'M DOWN - SENSACIONAL!

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"I'm Down" - um dos rocks mais poderosos dos Beatles, gritado e barulhento, foi gravado na mesma sessão de "Yesterday". Entre uma tomada e outra, ficou registrada uma conversa de Paul que sugere uma pista de onde surgiu o nome do álbum Rubber Soul. Nos intervalos, ele ficava repetindo "plastic soul, man, plastic soul", encantado por um grupo de músicos negros apresentado por Mick Jagger. O rockão - pesado para a época - foi lançado como compacto simples, lado B de "Help!" em 23 de julho de 1965.
Paul queria compor algo capaz de substituir Long Tall Sally no repertório dos shows dos Beatles. Queria uma canção no estilo Little Richard, mas admitiu a dificuldade da tarefa: "é muito difícil. Ainda estamos tentando compor algo no estilo Little Richard. É a coisa mais difícil que já tentamos fazer. Escrever uma música de três acordes que seja inteligente não é fácil". Na aletra, o rapaz grita que a garota conta mentiras, achando que ele não pode ver. Ela não pode chorar porque está rindo dele... Ele está por baixo. No chão. "I'm Down" encerrava as apresentações nas turnês de 1965 e 1966.

PAUL McCARTNEY NA REVISTA TRIP DE MAIO

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A revista TRIP, desse mês, nº 210 traz uma matéria de quatro páginas sobre Paul McCartney, escrita pelo brilhante Barry Miles. Boa leitura!
POR UMA VIDA MAIS ORDINÁRIA
O JORNALISTA BARRY MILES, BIÓGRAFO E AMIGO DE PAUL McCARTNEY DESDE OS ANOS 1960, CONTA COMO UM MENINO DA CLASSE OPERÁRIA SE TRANSFORMA NO SER HUMANO MAIS CONHECIDO DO PLANETA SEM PERDER A CABEÇA PELO CAMINHO.
Quando a trajetória dos Beatles é analisada, o período que eles passaram em Hamburgo, antes da fama, entre agosto de 1960 e dezembro de 1962, é sempre citado como fundamental para que a banda apurasse sua técnica no palco e seu estilo musical. Mas ninguém Jnota que foi lá também que eles aprenderam a lidar com o estrêlato. Claro que nenhum deles imaginava se tornar ícone global, mas foi com aqueles quatro meses de shows quase diários em bares barra-pesada, que John, Paul, George e Ringo ganharam maturidade como homens. Estavam longe de casa e trabalhavam feito loucos, além de precisarem estar de olhos abertos para o perigo de viver na Zona da Luz Vermelha. Hamburgo ensinou os Beatles a criar um sistema de socialização que veio a florescer mais adiante na carreira dos quatro. Como dizemos em inglês, eles sabiam "work a room" [fazer sala, ser diplomáticos] como ninguém.
Convivi com os Beatles em situações tão diferentes quanto sessões de estúdio ou recepções em hotéis, e essa habilidade foi algo que pude testemunhar diversas vezes. Eles conseguiam sorrir para alguém ao mesmo tempo em que acenavam para outro e cumprimentavam um terceiro. Tudo de uma maneira que, quando o interlocutor imaginava ter captado a atenção de John, Paul, George ou Ringo, eles já tinham passado. Não era possível que fosse algo ensinado pelo [empresário da banda] Brian Epstein. Ele pode até tê-los vestido com ternos e insistido naquelas mesuras que acabaram contribuindo para a imagem bem-comportada do grupo no início de carreira, mas a maneira de enfrentar o assédio foi algo que a escola da vida ensinou a eles. E, digamos, não é um feito trivial. Basta vermos como contemporâneos dos Beatles sofreram com a transformação em ídolos. Houve quem literalmente enlouquecesse, como foi o caso de Syd Barret [líder original do Pink Floyd], por mais que possamos dizer que drogas e uma propensão a esquizofrenia tiveram seu papel. Outros tomaram o caminho do isolamento. Bob Dylan, por exemplo, precisou se tornar algo próximo de um ermitão em meados dos anos 1960, desaparecendo por meses e meses em sua casa de campo em Woodstock. Há quem até hoje duvide do acidente de moto que ele sofreu e que o levou a esse retiro, porque era óbvio que Dylan nunca havia se sentido à vontade com o endeusamento. É claro que, mesmo com todo esse preparo, o assédio deixaria suas cicatrizes sobre os Beatles. John Lennon e George Harrison falaram abertamente sobre como a fama teve efeitos restritivos em suas vidas particulares e como o furor dos fãs os incomodava. Só que o caso de Paul McCartney foi diferente. Ele vem de uma famí­lia em que pai, tios e primos gostavam de música e adoravam fazer saraus, ao passo que Lennon foi criado por uma tia rigorosa depois que sua mãe casou-se pela segunda vez. Isso criou um ressentimento muito grande em John que, por sua vez, traduziu-se em desconfiança.
Ele era assim, ríspido e agressivo, com as pessoas que o cercavam. Fazia parte de um processo de aceitação que chegava a assustar. Paul me contou que, mesmo durante os piores quebra-paus na época da separação, John sempre dava um jeito de enfiar uma piada. Era seu mecanismo de defesa. Assim como Dylan, John nunca pareceu à vontade com o assédio e a adulação mais generalizada e tinha problemas para lidar com tudo isso, o que ajuda a explicar episódios como comparar a popularidade dos Beatles com a de Jesus Cristo. Ali foi um momento em que ele percebeu o quão perigoso o jogo da fama poderia ser, além de meramente claustrofóbico.
De um modo geral, os Beatles eram totalmente insulares na maneira como lidavam com o interesse que desperta­vam. Seu pessoal mais imediato era gente que conheciam desde os tempos de Liverpool e fazia parte de uma bolha, de uma pequena família. Isso os ajudou muito a manter a cabeça no lugar. John podia ser extremamente ácido, ao passo que Paul era mais dipiomático, ainda que muitas vezes fosse capaz de socializar quase de forma profissional, assinando um autógrafo ao mesmo tempo em que jogava conversa fora ou mesmo caminhava pela rua. Ele aperfeiçoou um método genial de criar empatia: como tem uma boa memória, decora detalhes mínimos sobre cada pessoa que encontra, para depois poder usá-los como rápidas interações em recepções e festas. Assim, ele pode não lembrar o nome de uma pessoa, mas é capaz de mencionar, por exemplo, que a mãe do sujeito faz sanduíches deliciosos ou algo do gênero.
Barry Míles acende o cigarro do amigo numa festa de arromba nos anos 1960
Eu o vi utilizar esse expediente tantas vezes e nunca deixei de ficar fascinado com a diferença entre ele e John. A explosão dos Beatles levantou ainda mais a guarda de Lennon. Já Paul sempre fez questão de tentar criar o máximo possível de normalidade a seu redor. Mesmo no auge da beatlemania, andava pelas ruas de Londres e muitas vezes era visto no ônibus ou no metrô - ainda que tivesse um chofer particular como todos os outros. Ele não queria correr o risco de isolar-se ou transformar-se em um aristocrata. Lembro de quando, por volta de 1966, ele entrou na Indica [uma livraria e galeria, de artes que Miles montou no SoHo londrino], completamente esbaforido, porque tinha sido perseguido por 150 fãs americanos que estavam passeando pelo West End.
Nos anos 1970, colocou os filhos em escolas particu­lares, até que um dia percebeu o quanto estava apenas cercando suas crianças de outras crianças privilegiadas. Matriculou-os numa escola pública. Era sua forma de tentar preservá-los de toda a loucura. Numa das muitas entrevistas que fiz com ele, Paul me contou que um dia estava andando a cavalo com sua segunda filha, Stella [a atual estilista], que na época ainda era uma garoti-nha, e ela de repente lhe perguntou: "Pai, você é o Paul McCartney, não?".
As coisas mudaram muito, no entanto. Paul é hoje uma das pessoas mais conhecidas em todo o mundo por várias gerações, e já não acredito que ele consiga passar despercebido como antes. Ainda mais nessa era em que o culto à celebridade ficou mais exacerbado e que a mídia é bem mais invasiva, algo que o próprio Paul experimentou recentemente no que diz respeito a sua vida particular por conta da separação de sua segunda esposa, Heather Mills, um processo totalmente escrutinado pelos tablóides. Nos anos 1960, os jornalistas conviviam mais de perto com músicos e atores, participavam das mesmas festas e embalos, e ninguém tinha interesse em perder a bocada escarafunchando a vida dos astros. O próprio "Paul is dead" [famoso boato de que McCartney haveria morrido no auge da fama, e de que a banda haveria espalhado "pistas" disso em suas capas e músicas] foi algo grande apenas nos Estados Unidos, e nunca chegou a ser levado a sério pela banda.
Paul velejando na Baía da Guanabara em 2011 e andando de bicicleta pelas ruas de São Paulo com a atual esposa, Nancy Shevell: sem isolamento nem aristocracia
Paul sabe que, por mais que tente levar uma vida normal, a normalidade não é mais algo possível. O assassinato de John Lennon, em 1980, teve um impacto profundo sobre ele, que ficou impressionado o suficiente para ter passado 13 anos sem se apresentar ao vivo. Quando estava entrevistando-o para escrever sua biografia /Many Years From Now, lançada em 1998], Paul admitiu que tinha crises de pânico e medo de ser alvejado por um atirador durante um show. Refletiu seriamente sobre os perigos que sua fama trazia junto com a adoração universal. Sua residência principal, nos arredores de Londres, ganhou tanto reforço na segurança que recebeu o apelido de "Paulditz", numa alusão a Colditz, a prisão militar alemã da Segunda Guerra Mundial. E quem vai culpá-lo por se sentir ameaçado? Veja como Ringo recentemente teve rompantes de impaciência, dizendo que não mais assinaria autógrafos ou responderia cartas de fãs. É compreensível. Paul voltou à estrada depois, mas George Harrison foi atacado por um lunático em sua casa em 1999 e o episódio também deixou marcas profundas nos ex-beatles. Mas Paul nunca se ressentiu da fama que alcançou. Sua busca deliberada pelo anonimato foi muito mais uma terapia para superar o trauma da separação dos Beatles - o festival de brigas jurídicas e a dor de ver uma família se desintegrando fizeram com que ele se escondesse em sua fazenda na Escócia. Mas mesmo lá ele trabalhou em discos solo.
O mesmo se pode dizer dos Wings, a banda que ele montou em 1971. Seus primeiros shows foram em DCEs de universidades britânicas, quando podiam, perfeitamente, ter escolhido tocar em palcos mais famosos. Paul estava buscando um recomeço e uma ruptura com o passado.
Mas não acho que ele quisesse deixar de ser um ícone. A diferença é seu entusiasmo que sempre se renova. Eu me lembro bem da noite em que Paul me ligou do Rio de Janeiro, pouco depois de encerrar aquele famoso show de 1990 no Maracanã. Ele estava eufórico ao telefone, nem parecia um superstar com a bagagem que tem.
Paul não é mais tão acessível quanto antes, até porque ele vive a maior parte do tempo nos Estados Unidos. Faz anos que não sento para tomar um chá com ele, por mais que tenhamos nos esbarrado rapidamente em alguns locais de Londres. Nunca o senti amargurado pela fama. Paul sempre se sentiu bastante confortável com seu papel fenomenal na história cultural do século 20.
BARRY MILES, 69 ANOS, É UM DOS PRINCIPAIS JORNALISTAS E ESCRITORES INGLESES SURGIDOS NO UNDERGROUND DOS ANOS 1960. FOI FUNDADOR DO JORNAL INTERNATIONAL TIMES E DA GALERIA INDICA, ONDE JOHN LENNON CONHECEU YOKO ONO. TORNOU-SE AMIGO DE PAUL MCCARTNEY EM 1965, QUANDO PRESENTEOU O BEATLE COM BOLINHOS CASEIROS DE HAXIXE. JUNTOS, OS DOIS ESCREVERAM EM 1998 A AUTOBIOGRAFIA MANY YEARS FROM NOW, PUBLICADA NO BRASIL PELA EDITORA DBA. SEU ÚLTIMO LIVRO É IN THE SEVENT1ES: ADVENTURES ÍN THE COUNTERCUITURE (SERPENT'S TAIL BOOKS, 20ll).

VAN MORRISON - THEM - G-L-O-R-I-A!... G-L-O-R-I-A!

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"Gloria" é uma canção de rock escrita pelo norte-irlandês cantor e compositor Van Morrison e originalmente gravada pela banda de Morrison "Them" em 1964, como lado B de "Baby, Please Don't Go". A canção se tornou um clássico do rock de garagem e parte dos repertórios de incontáveis bandas. É particularmente memorável pelo seu refrão "G-L-O-R-I-A". É superfácil de tocar (três acordes) e, portanto, muito popular entre todos que querem aprender a tocar guitarra. A música continua a ser gravada por milhares de bandas, artistas famosos, e inúmeras bandas de garagem desconhecidas. O humorista Dave Barry brincou dizendo que "se você deixar cair uma guitarra por um lance de escadas, ela vai tocar 'Gloria' no seu caminho para o fundo."
"Gloria" está classificada como número 69 na lista de Dave Marsh no seu livro de 1989 "The Heart of Rock & Soul: The 1001 Greatest Singles Ever Made". Ele descreveu a canção como "uma das poucas grandes canções de rock que realmente consegue ser tão rude como a sua reputação". No livro "Rock and Roll: The 100 Best Singles" Paul Williams disse sobre os dois lados de Baby Please Don 't Go / Gloria: no coração da besta... é algo tão bom, tão puro, que se não houvesse mais nada, ainda assim haveria tal coisa como rock and roll. A voz de Van Morrison é um farol feroz na escuridão, o farol do fim do mundo. Resultando em um dos hinos do rock mais perfeitos conhecidos pela humanidade ".
Quando Morrison compôs o clássico "Gloria", ele era só mais um roqueiro jovem e esfomeado, líder da banda "Them", em Bealfast. "Estava somente sendo eu mesmo, um vadio de Belfast - como milhares de garotos que tocavam em bandas", conta. Um grupo de Chicago chamado Shadows Of Knight estourou com "Gloria" em 1996. Morrison mais tarde disse que "a música foi muito capitalizada". E foi. Mas foi por essa capitalização que Van Morrison encheu os bolsos de dinheiro. Para se ter uma ideia, a canção já foi gravada por gente como: Grateful Dead, R.E.M., Rickie Lee Jones, Johnny Thunders and Blue Magoos. Simple Minds, Bon Jovi, 13th Floor Elevators, Anthony Kiedis, Green Day, Bruce Springsteen, Tom Petty, Rick Springfield, John Cougar Mellencamp, David Bowie, U2, The Pleazers, The Doors, Joe Strummer's band, Jimi Hendrix, Santa Esmeralda, Eddie and the Hot Rods, Patti Smith, AC/DC, Status Quo, Shadows of Knight, The Bobby Fuller Four, The Gants entre outros menos cotados. É mole?

DO OUTRO LADO DE ABBEY ROAD

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Uma fotografia "rara" que mostra os Beatles fazendo a travessia da famosa faixa de pedestres do álbum Abbey Road será leiloada. A imagem, ao contrário da versão oficial que estampou o penúltimo disco do grupo em 1969, mostra o quarteto andando para a esquerda da imagem. A ordem dos músicos não foi alterada, porém algumas diferenças podem ser notadas: Paul McCartney está usando sandálias (na oficial, ele está descalço) e não se vê nenhum cigarro em suas mãos. Alguns carros que ilustram a foto original, não aparecem versão que será leiloada. Essa é uma das poucas fotografias que foram tiradas do lado de fora dos estúdios Abbey Road, no bairro londrino St. John's Wood. No dia 8 de agosto de 1969, enquanto um policial parava o trânsito, o fotógrado Iain Macmillan imortalizava a cena com John Lennon, Ringo Starr, Paul McCartney e George Harrison cruzando a rua. "Macmillan teve 10 minutos para fazer o ensaio e tirou seis fotografias dos Beatles andando nas duas direções pela faixa de pedestres. Ele tirou as fotos de cima de uma escada. A foto se tornou um ícone dos anos 60. É uma imagem muito simples e estilizada, as pessoas conseguem se relacionar com ela", comentou Sarah Wheeler, da casa de leilões Bloomsbury Auctions. Com um lance inicial de £9,000 (aproximadamente R$ 28 mil), a foto será leiloada no próximo dia 22 de maio.