sábado, 17 de fevereiro de 2024

JOHN LENNON - ONE DAY (AT A TIME) - 1973 ⭐⭐⭐⭐⭐

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Em "One Day (At a Time)" mais uma vez, John Lennon volta a utilizar o coral celestial "Something Different" nas harmonizações vocais, o mesmo de de "Out The Blue" do mesmo álbum - o sensacional "Mind Games" de novembro de 1973. Aliás, todo o pessoal é o mesmo: John Lennon, vocais e guitarra; David Spinozza, guitarra; Pete Kleinowpedal steel guitarKen Ascherteclados; Gordon Edwardsbaixo; Jim Keltnerbateria, além do coral já citado.

"One Day (At a Time)", é a quarta música de Mind Games e também com forte apelo emocional, caracterizada por um raro falsete vocal utilizado pelo ex-Beatle. O tema lírico é o mesmo que permeia por várias faixas do álbum, como “You Are Here” e “Out The Blue”, a ideia de várias peças, criando um todo, são alegorias para o então vacilante casamento de Lennon e Yoko Ono. Curiosamente, isso duraria até o final em "Double Fantasy" e, foi Ono, quem sugeriu a Lennon que ele cantasse fora do tom normal. Como "alguém" dizendo o que queriam ouvir. No estúdio Lennon gravou uma guia vocal sem o falsete - que mais tarde foi lançada na caixa John Lennon Anthology de 1998. Alguns estudiosos da obra do artista, dizem que a parte final da letra é em grande parte voltada para a mais pura sacarina de uma das letras que mais pareciam cansadas, repetitivas e banais: ("Porque eu sou o peixe e você é o mar / Porque eu sou a maçã e você é a árvore"), etc. Irônicas como podem parecer as coisas, McCartney abusaria disso anos depois em "Waterfalls" (eu preciso de amor, como um castelo precisa de uma torre, como um jardim precisa de uma flor... e por aí vai), de 1980, "classificada como em 4º lugar no escalão do padrão 'Beatle de qualidade' - Beirando o 'brega", diziam os críticos. Seja como for, são de épocas diferentes. "One Day (At a Time)", de 1973, com falsete ou sem falsete, é uma das obras mais lindas de John Lennon.

"One Day (At a Time)" de John Lennon, também foi gravada e é título do álbum de Elton John de 1976, que muitos acham que a música é dele, não é! Confira também: Bring On The Lucie (FREDA PEEPLE) - MIND GAMES - THE SONG✯✯✯✯✯ - JOHN LENNON - AISUMASEN

PAUL McCARTNEY - WATERFALLS / CHECK MY MACHINE - McCARTNEY II - 1980

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"Waterfalls" é uma baladona de Paul McCartney de seu primeiro álbum solo depois do fim do Wings, McCartney II. A música tem um som despojado, com Paul tocando apenas um piano elétrico Fender Rhodes e um sintetizador e cantando. Foi lançada como single com "Check My Machine" como lado B e alcançou a 9ª posição nas paradas do Reino Unido. Nos EUA, no entanto, foi seu primeiro single a não entrar na parada Billboard Hot 100, alcançando apenas o número 106, apesar de ser o single seguinte do megahit número um "Coming Up". Quando questionado sobre os singles que gostaria que tivessem mais sucesso, McCartney afirmou: "Há alguns, na verdade... "Waterfalls", acho legal". Ele também comentou que o hit "Waterfalls" do TLC carrega elementos de sua música.

Como já dito, "Check My Machine" foi o lado B de "Waterfalls". No início da faixa duas vozes dizem “Hi George”; “Morning Terry”, seguido de “Sticks and stones may break my bones but names will never hurt me” - (Paus e pedras podem quebrar meus ossos, mas nomes nunca me machucarão). "Nessa música eu sabia que tinha muito eco na minha voz e sabia também que não importaria muito para ninguém quais eram as palavras. A única ideia que aparece em alto e bom som é 'verifique minha máquina', e isso é tudo que eu queria transmitir. Eu estava pensando em alguns tipos de máquinas. O computador era uma delas. Eles disseram que a gravação seria enormemente acelerada por computadores, mas os Beatles faziam duas músicas enquanto alguém colocasse o computador para funcionar"Paul McCartney: vocais, guitarra elétrica, baixo, teclados, sintetizadores, banjo, bateria, percussão; Mel Blanc: falas.

THE BEATLES - LADY MADONNA - 1868 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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PAUL McCARTNEY & WINGS - LADY MADONNA - 1976

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"Lady Madonna" ( Lennon-McCartney), foi uma das apenas cinco músicas dos Beatles que Paul McCartney incluiu no setlist da turnê Wings Over America, de 1976. As outras quatro foram: "Yesterday", "I've Just Seen a Face", "Blackbird" e "The Long And Widing Road".

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS - FROM CONCERT FOR GEORGE - 2002 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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THE BEATLES - I SHOULD HAVE KNOWN BETTER - 1964 - CENA DO TREM - SENSACIONAL! ★★★★★★★★★★★★★

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"I Should Have Known Better" de Lennon-McCartney, foi originalmente lançada pelos Beatles na versão britânica de A Hard Day's Night, trilha sonora do filme de mesmo nome. A música é tocada na cena do compartimento do trem. Na verdade, foi filmada em uma van, com tripulantes balançando o veículo para simular a ação de um trem em movimento. Uma versão orquestrada da música conduzida por George Martin aparece na versão norte-americana de A Hard Day's Night.

GEORGE HARRISON - DON'T LET ME WAIT TOO LONG - 1973 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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"Don't Let Me Wait Too Long" é uma música de George Harrison, lançada como a quarta faixa de seu fantástico álbum Living in the Material World em 30 de maio de 1973. Estava programada para ser lançada como single em setembro daquele ano, como o single seguinte de "Give Me Love (Give Me Peace on Earth)", mas o lançamento foi cancelado. Os críticos de música tradicionalmente viram "Don't Let Me Wait Too Long" como um dos destaques do álbum, elogiando suas qualidades pop e de produção, com muitos considerando a música digna de sucesso. Harrison escreveu, produziu e gravou "Don't Let Me Wait Too Long" durante um período marcado por sua elevada devoção à espiritualidade hindu, que coincidiu com problemas conjugais com sua primeira esposa, Pattie Boyd, e as complicações financeiras que afetaram seu projeto de ajuda em Bangladesh. Os músicos que acompanharam Harrison na faixa foram: Gary Wright - teclado; Nicky Hopkins - piano; Ringo Starr - bateria; Klaus Voormann - baixo; e Jim Keltner - bateria.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

PAUL McCARTNEY - PIPES OF PEACE - 1983 ⭐⭐⭐⭐⭐

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THE BEATLES - IN MY LIFE (Official Video)

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DAVID BOWIE - SPACE ODDITY - 1972 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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"Space Oddity" foi escrita e gravada por David Bowie e lançada pela primeira vez em 11 de julho de 1969 pela Philips Records como um single de 7 polegadas, depois como faixa de abertura de seu segundo álbum de estúdio, David Bowie. Produzida por Gus Dudgeon e gravado no Trident Studios em Londres, é um conto sobre um astronauta fictício chamado Major Tom; seu título e assunto foram parcialmente inspirados em "2001: Uma Odisséia no Espaço" (1968) e nos sentimentos de alienação de Bowie naquele momento de sua carreira. Uma das canções musicalmente mais complexas que ele havia escrito até então, representou uma mudança do som influenciado pelo music hall de sua estreia.
O single, lançado para capitalizar o pouso da Apollo 11 na Lua, recebeu elogios da crítica e "Space Oddity" foi usada pela BBC como música de fundo durante a cobertura do evento. Inicialmente vendeu mal, mas logo alcançou o quinto lugar no Reino Unido, tornando-se o primeiro e único sucesso de Bowie nas paradas em mais três anos. Uma reedição de 1972 pela RCA Records foi o primeiro sucesso de Bowie nos Estados Unidos e foi promovida com um filme promocional de Mick Rock. Outra reedição de 1975 como parte de um maxi-single tornou-se o primeiro single número 1 de Bowie no Reino Unido.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

QUE BICHO É ESSE? QUEM É O QUÊ NA CAPA DO MAGICAL MYSTERY TOUR........................................................

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Como parte do formato incomum, os Beatles decidiram embalar Magical Mystery Tour em uma capa dobrável com um livreto de 24 páginas. A capa do disco trazia uma foto dos Beatles em fantasias de animais, tirada durante as filmagens de "I Am the Walrus", e marcou a primeira vez que os rostos dos membros da banda não estavam visíveis em um de seus EPs ou lançamentos de LP (com exceção de "Oldies...But Goldies". Os Beatles obtiveram fantasias de animais para o segmento de "I Am the Walrus" do filme. No entanto, eles não tinham certeza sobre quais animais queriam posar. Os figurinos foram contratados pela NEMS Enterprises, empresa de Brian Epstein, do Theatre-Zoo de Londres, uma loja especializada em máscaras e figurinos feitos artesanalmente para produções teatrais e outros fins artísticos. A “Beatle Films Productions” recomendou para a morsa para John, com máscara, capuz, pés e nadadeiras. Foram alugadas apenas máscaras e capuzes para um coelho - George, um lobo, um hipopótamo para Paul, um gorila, um papagaio para Ringo, um lagarto, um peixe e duas máscaras diferentes de sapo. A sequência de "I Am the Walrus" foi filmada no sábado, dia 23 de setembro de 1967.
O design da capa foi feito por John Van Hamersveld, chefe do departamento de arte da Capitol, trabalhando a partir da arte enviada pela EMI em LondresA capa do LP tinha a simetria berrante de um pôster de filme por meio da combinação dos trajes de animais dos Beatles, o logotipo do filme "arco-íris" e os títulos das músicas reproduzidos em letras art déco, em meio a uma borda de nuvens no melhor estilo Pop-Art.

TRÊS PEROLAS DO MAGICAL MYSTERY TOUR ⭐⭐⭐

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PAUL MCCARTNEY & WINGS - HI,HI,HI - 1972 ⭐⭐⭐⭐⭐

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"Hi, Hi, Hi" foi escrita por Paul e Linda McCartney e gravada pelos Wings. Foi lançada como single duplo A-side com "C Moon". Ambas foram gravadas em setembro e lançadas em 1º de dezembro de 1972. O single foi número um na Espanha, cinco no Reino Unido e dez nos Estados Unidos em janeiro de 1973. Também alcançou a posição 18 na Irlanda. "Hi, Hi, Hi" se tornou um dos pontos altos nos shows ao vivo dos Wings durante a década de 1970. A parece nos álbuns Wings Greatest, de 1978; Em Wingspan: Hits and History de 2001; na edição deluxe Pure McCartney de 2016; e como faixa bônus nas reedições de 1993 e 2018 de Red Rose Speedway; Também foi incluída no The 7" Singles Box em 2022.

No Reino Unido"Hi, Hi, Hi" foi banida pela BBC por seu conteúdo lírico sexualmente sugestivo. E também presumiu que o título, "hi, hi, hi" era uma referência a drogas - "high high high". O "conteúdo lírico sexualmente sugestivo" era frase “I want you to lie on a bed and get you ready for my body gun” - (Quero que você deite na cama e fique pronta para minha arma). Da gravação original em estúdio, participaram: Paul McCartney – vocais, guitarra base, baixo; Linda McCartneybacking vocals e órgão; Denny Lainebacking vocals e guitarra; Henry McCullough – guitarra solo; e Denny Seiwell – bateria e cowbell. Das gravações 'Ao Vivo' participaram: Paul McCartney – vocais e baixo; Linda McCartney – backing vocals e pandeiro; Denny Laine – backing vocals e guitarra; Jimmy McCulloch (ex-Thunderclap Newman) – guitarra solo; e Joe English – bateria.

Notas: Linda McCartney morreu em 17 de abril de 1998 (56 anos); Denny Laine morreu em 5 de dezembro de 2023 (79 anos); Henry McCullough morreu em 14 de junho de 2016 (72 anos); Jimmy McCulloch morreu em 25 de setembro de 1979 (com apenas 26 anos); Denny Seiwell está com 80 anos; e Joe English com 74 anos.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

THE BEATLES - I'LL BE ON MY WAY - 1963 ★★★★★★★★★

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"I'll Be On My Way" é uma canção de Paul McCartney, creditada a Lennon-McCartney, lançada pela primeira vez em 26 de abril de 1963 por Billy J. Kramer e os Dakotas como lado B de seu single de estreia "Do You Want to Know a Secret", também de Lennon-McCartney. Esse single alcançou o número dois nas paradas do Reino Unido, enquanto "From Me to You" dos Beatles abocanhou a posição número 1. Os Beatles gravaram uma versão em 4 de abril de 1963 para a rádio BBC, lançada pela primeira vez no álbum de compilação de 1994 Live at the BBC.
"I'll Be On My Way" foi a única canção de Lennon-McCartney tocada pelos Beatles a ser lançada depois de maio de 1970. Escrita por Paul, possivelmente em 1859 como uma imitação de Buddy Holly, ela foi incluída no repertório do grupo por algum tempo mas não estava no set list do teste para a Decca, um indício de sua desaprovação. Ela foi dada a Billy J. Kramer em abril de 1963. A letra serve de lembrete de que os Beatles não começaram como artistas visionários, eles simplesmente reagrupavam clichês existentes. Como era de se esperar, John foi só desdém quando perguntaram a ele sobre a canção em 1980: era exatamente o tipo de música pop que sempre o deixara desconfortável porque suprimia o ponto de vista individual com uma avalanche de frases comuns. Paul não foi tão duro ao olhar para trás. Era uma rima óbvia, ele reconhecia, mas tinha ‘funcionado bem” para o grupo nos primeiros shows. Os Beatles (em sua formação clássica) gravaram "I'll Be On My Way" em 4 de abril de 1963 no BBC Paris Theatre, em Londresfoi transmitida no programa de rádio da BBC Side by Side em 24 de junho de 1963.
"I'll Be On My Way", foi uma das nada menos SEIS músicas que o cantor sortudo Billy J. Kramer (apadrinhado por Brian Epstein) ganhou de mão beijada entre 63 e 65 de Lennon & McCartney. As outras eram "Do You Want To Know a Secret" (que chegou ao #1), "Bad To Me", "I'll Keep You Satisfied", "From a Window" e "I Call Your Name". Oficialmente, dessas os Beatles gravaram "Do You Want To Know a Secret" e "I Call Your Name".


GEORGE HARRISON - THIS SONG - 1976 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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"This Song" é a quarta faixa do álbum de 1976 de George Harrison, Thirty Three & 1/3. Foi lançada como o primeiro single do álbum e alcançou o número 25 nas paradas Pop americanas, apesar de, assim como todos os outros três singles do álbum, não terem conseguido fazer sucesso no Reino Unido. Quem é que entende? Esses outros três eram: "Crackerbox Palace", "True Love" e "It's What You Value".
Depois de passar uma semana em um tribunal de Nova York tentando sem sucesso convencer um juiz que "My Sweet Lord" não infringiu intencionalmente o hit de Ronnie Mack / The Chiffons "He's So Fine", George Harrison compôs e lançou "This Song" em novembro de 1976. É uma melodia acelerada que expressa sua frustração com a profunda análise de suas canções.

No dia seguinte, em 20 de novembro, Harrison apareceu no Saturday Night Live e cantou “Homeward Bound” e “Here Comes the Sun” com o apresentador Paul Simon. O show também incluiu o vídeoclipe (que ainda não tinha esse nome) hilário com George cantando "This Song" em um tribunal junto com um elenco de amigos vestidos como jurados, oficiais de justiça e especialistas em defesa. "This Song" apresenta Billy Preston no piano e órgão, e Eric Idle, do Monty Python, cantando em um falsete “Could be 'Sugar Pie, Honey Bunch” logo antes do solo instrumental. Aqui no Baú, a gente confere "This Song" em dois momentos: no já citado vídeo produzido em 1976 e outro com George apresentando a música em um programa de televisão alemão 'Disco 1977' (coisa rara!), em 5 de fevereiro de 1977.

Aqui no Brasil, os vídeos de "This Song""Crackerbox Palace" e "True Love" foram lançados no Fantástico da Globo, no final de 1976 e início de 1977.

AS MUITAS FACES DE ERIC IDLE - O PYTHON - O RUTLE

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O ex-Rutle Eric Idle completará no próximo dia 29 de março, 81 anos. Ele nasceu em 1943 em South Shields, Durham, Inglaterra. É um artista eclético e ainda ativo. É comediante, ator, dublador, dramaturgo, diretor, cantor, compositor e guitarrista que escreveu e atuou como membro de um dos mais famosos e importantes grupos de humor britânico, o Monty Python. É ainda conhecido por ser um dos criadores e membro dos quatro RUTLES, uma sensacional e deliciosa paródia dos Beatles, e ainda pelo musical "Spamalot", baseado no filme Monty Python e o Cálice Sagrado.

Idle escreveu e atuou como membro de um dos mais famosos e importantes grupos de humor da Inglaterra do século XX: “Monty Python”. Junto com Terry Gillian, era co-autor de 90% do besteirol refinado inglês. Eric Idle também emprestou sua voz para o filme "A Espada Mágica" como Devon, e para o filme "Shrek 3" como Merlin. Eric também é conhecido por intepretar o Flautista de Hamelim na conhecida série de TV - Contos de Fada - exibida no Brasil pela TV Cultura.

Eric Idle recebeu a graça de conhecer George Harrison em meados dos anos 70 e essa amizade durou até a morte do ex-Beatle em novembro de 2001. A dupla se uniu inicialmente por meio de uma admirição mútua. A paixão de Idle pela música significava que ele era invariavelmente encarregado das adoradas canções de comédia de Monty Python. Encontrando Idle no meio, Harrison era conhecido por ter uma inteligência particularmente afiada e era apaixonado por cinema.

No final da década de 1970, quando Monty Python estava se preparando para filmar "A Vida De Brian", a EMI retirou-se do projeto por ficar temerosa com o conteúdo anti-religioso potencialmente prejudicial. George Harrison resolveu se envolver com o projeto com sua produtora, a HandMade Films, pois acreditava que esta seria sua última chance de ver um filme do Monty Python. George não só bancou o filme, como foi produtor e fez até uma ponta como o Sr. Papadopolous, proprietário de “O Monte”.
Quando George Harrison, foi homenageado postumamente em 14 de abril de 2009com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, Eric Idle estava lá, juntamente com Paul McCartney, Olivia e Dhani Harrison e Tom Hanks, entre outros. Em “The Concert For George”, Idle estava lá com os sobreviventes do “Python”.

Eric Idle apareceu também em filmes como: “As Aventuras do Barão de Monchausen”, “Gasparzinho”, “Polícia Desmontada” e “South Park”. Sem contar que era Paul McCartney na época dos Rutles, que a gente confere agora em três grandes momentos: com os megasucessos “I MUST BE IN LOVE”, "HOLD MY HAND" e a supersensacional "GET UP AND GO".

domingo, 11 de fevereiro de 2024

THE BEATLES LIVE IN WASHINGTON COLISEUM - 11/02/64

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Há exatos 60 anos, no dia 11 de fevereiro de 1964 – apenas dois dias depois da apresentação histórica no The Ed Sullivan Show – Os Beatles fizeram história novamente com um inacreditável show na capital dos Estados Unidos. No primeiro concerto que fizeram no Washington Coliseum, eles tornaram a encantar os americanos. Agora não era um programa de televisão. Era um dos primeiros shows de Rock And Roll para um público que vivia de lembranças de tragédias recentes, como a terrível morte de seu líder, JFK. Os Beatles representavam tudo de bom e correspondiam totalmente à imagem que era associada a eles: limpos e íntegros. Mesmo contra todos os contra-tempos sobre eles, foi um sucesso, mesmo com Ringo tendo que girar sua bateria no braço. O saudoso amigo João Carlos disse um dia (não por acaso), que nesse show, Ringo deveria receber em dobro, talvez, até mais! Naquele dia, uma tempestade de neve atingiu a costa leste e todos os vôos foram cancelados; portanto, para que os Beatles pudessem ir para Washington, foram enfiados em um trem da Pennsylvania Railroad, o King George, um antigo vagão-leito que fazia parte da linha Richmond, Fredericksburgand Potomac. Quando chegaram à estação, a imprensa havia tomado tudo. A cada parada, os câmeras se espremiam do lado de fora das janelas.

Três mil fãs (a maioria de meninas de no máximo 15 anos) enfrentaram 30 centímetros de neve para dar-lhes as boas-vindas na Union Station, em Washington, onde eles logo fizeram uma coletiva de imprensa. Em seguida, visitaram a WWDC, a primeira estação de rádio americana a tocar um disco dos Beatles, onde foram entrevistados pelo DJ Carroll JamesThe Beatles e sua comitiva ficaram hospedados no Shoreham Hotel, ocupando todo o sétimo andar, cujo acesso foi bloqueado aos fãs. Uma família de hóspedes negou-se a deixar seu quarto; portanto, a administração do hotel cortou o aquecimento central, a água quente e a eletricidade, alegando falha elétrica. A família, contrariada, acabou se mudando para outro andar.

Aproximadamente 8 mil fãs, em sua maioria garotas, assistiram ao show no Washington Coliseum, sob a proteção de 362 policiais, sendo que um deles usou balas de revólver como protetores de ouvido, por causa da altura do som. Os Beatles tocaram 12 músicas: "Roll Over Beethoven", "From Me To You", "I Saw Her Standing There", "This Boy", "All My Loving", "I Wanna Be Your Man”, "Please Please Me”, “Till There was you”, “She Loves You”, “I Want To Hold Your Hand”, “Twist And Shout" e "Long Tall Sally". Além do quarteto de Liverpool, também fizeram parte do show: The Chiffons (que curioso...) e Tommy Roe (que tocaram antes). Depois desse show, Lady Ormsby-Gore ofereceu uma recepção na Embaixada Britânica. Houve um baile a rigor em prol da Associação de Proteção a Criança, e ao final, foi pedido aos Beatles que entregassem os prêmios da rifa. A comunidade britânica, debutantes e aristocratas arrogantes, tiveram um comportamento lamentável, e uma mulher chegou a cortar uma mecha do cabelo de Ringo, bem atrás da orelha esquerda. John afastou todos os que os que os rodeavam e pediam autógrafos reclamando: "Essa gente não tem a mínima educação" e, agarrando Ringo pelo braço, disse: "Vamos sair daqui!". Naquela noite, os Beatles exigiram que Brian nunca mais os expusesse aquele tipo de situação. No dia seguinte, o destino era novamente Nova York. Duas apresentações ocorreriam no Carnegie Hall.

Os Beatles voltaram para Nova York no mesmo trem e, ao chegarem, sua limusine ainda não estava na estação, pois os fãs haviam bloqueado toda a passagem das ruas. Eles tiveram que ir para o hotel de táxi, de onde tiveram que sair, para entrar no hotel passando pela cozinha e usando o elevador dos funcionários. É isso aí. THE BEATLES!

PAUL & LINDA McCARTNEY - RAM ON - 1971 ⭐⭐⭐⭐⭐

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RAM foi o segundo álbum de estúdio do ex-Beatle Paul McCartney e o único álbum creditado à dupla Paul e Linda McCartney, lançado em 17 de maio de 1971 pela gravadora Apple. Foi gravado em Nova York com os guitarristas David Spinozza e Hugh McCracken, e o futuro baterista dos Wings, Denny Seiwell.
"RAM ON" apareceu de duas formas no álbum Ram. Uma como a terceira faixa do álbum (2:26), precedida por "3 Legs" e seguida por "Dear Boy". Uma outra versão da música, "RAM ON (Reprise)" (0:52) aparece como a quinta faixa do lado 2 do álbum (LP), seguida por "The Back Seat of My Car" que encerra o álbum. Embora a introdução de "RAM ON" contenha um toque de piano e piano elétrico, no coração da música, está um ukulele simplesmente dedilhado. Foi a primeira vez que Paul tocou o instrumento em uma gravação. O título é, claramente, uma menção ao pseudônimo Paul Ramon, que McCartney utilizou durante uma mini turnê a dos Silver Beetles pela Escócia em 1960 com Johnny Gentle, e novamente em maio de 1969, quando tocou bateria em "My Dark Hour", de Steve Miller. A letra resume-se no verso “Ram on, give your heart to somebody soon right away” , algo como: “Ramon”, vá em frente, entregue seu coração para alguém logo, imediatamente". Paul McCartney: voz, piano, piano elétrico Wurlitzer, ukulele, bateria e percussão; Linda McCartney: voz.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

ENCONTRO DE GIGANTES: KNOPFLER, CLAPTON, STING & COLLINS - MONEY FOR NOTHING - 1997 ⭐⭐⭐⭐⭐

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"Music for Montserrat" é um álbum que traz imagens e som de um show histórico que reuniu grandes nomes da música internacional, como Paul McCartney, Eric Clapton, Phil Collins, Carl Perkins, Elton John, Mark Knopfler, Mick Huckanall, Sting, entre outros, no Royal Albert Hall, Londres. De caráter beneficente, "Music for Montserrat", realizado em 15 de setembro de 1997, foi gravado ao vivo e editado em DVD. O show foi realizado devido à erupção de um vulcão que se encontrava inativo há cerca de 400 anos. Grandes músicos que haviam gravado nos estúdios AIR music, em Montserrat, e que já haviam estado no local fizeram esse show, que é considerado um dos melhores da história da música.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

ÔBA! DIRE STRAITS - DOIS GRANDES CLÁSSICOS - SULTANS OF SWING & MONEY FOR NOTHING ⭐⭐⭐⭐

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Inicialmente, a banda se chamava "Cafe Racers". Ao observar as condições precárias do grupo, um amigo do baterista Pick Withers fez uma piada sugerindo que a banda deveria se chamar "Dire Straits", que em inglês é uma gíria usada para designar algo ou alguém em situação financeira muito ruim. A sugestão foi aceita com bom humor pelos integrantes que adotaram o nome dali para a frente. O nome soa um tanto irônico hoje em dia visto que o Dire Straits se tornou uma das mais rentáveis e bem sucedidas bandas da história da música. De um jeito despretensioso, a banda formada pelos irmãos Mark e David Knopler, John Illsey e Pick Withers começou ensaiando em um apartamento algumas músicas que Mark compunha. Por um acaso do destino, uma fita demo com os ensaios acabou caindo na mão de um locutor de uma rádio de Londres. A música tocada era "Sultans of Swing" e, logo em seguida, a banda se deu bem e assinou contrato com a Phonogram Records. O single "Sultans of Swing", de seu álbum de estreia autointitulado de 1978, entrou rapidamente para o Top Ten nas paradas do Reino Unido e dos EUA, e logo foi sucesso em todo o mundo, inclusive no Brasil. O sucesso de "Sultans of Swing" foi seguido por uma série de singles que também estouraram, incluindo "Romeo and Juliet" (1981), "Private Investigations" (1982), "Twisting by the Pool" (1983), "Money for Nothing" (1985) e "Walk of Life" (1985).

Seu álbum de maior sucesso comercial, Brothers in Arms (1985), vendeu mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo; foi o primeiro álbum a vender um milhão de cópias em CD e é o oitavo álbum mais vendido na história do Reino Unido. E é justamente nele, que está a paulada "Money for Nothing"
"Money for Nothing" foi lançada como o segundo single do álbum em 28 de junho de 1985. A letra foi escrita do ponto de vista de dois homens da classe trabalhadora assistindo a videoclipes e comentando o que veem. A música conta com a participação de Sting, que canta a introdução em falsete, vocais de fundo e um refrão de "I Want My MTV". O vídeo inovador foi o primeiro a ser exibido na MTV Europa quando a rede foi lançada em 1 de agosto de 1987. Foi o single de maior sucesso comercial do Dire Straits, alcançando a posição número 1 por três semanas nas paradas Billboard Hot 100 e Top Rock Tracks dos EUA e número 4 no Reino Unido. Em julho de 1985, mês seguinte ao seu lançamento, Dire Straits e Sting apresentaram a música no Live Aid. No 28º Grammy Awards em 1986, "Money for Nothing" ganhou o prêmio de Melhor Performance de Rock por Duo ou Grupo com Vocal e foi indicado para Gravação do Ano e Canção do Ano também. No MTV Video Music Awards de 1986, o videoclipe recebeu 11 indicações, ganhando Vídeo do Ano e Melhor Vídeo de Grupo.

O ponto alto do Dire Straits é sem dúvida a guitarra melodiosa e única de Mark Knopfler, que toca com os dedos e faz seu instrumento quase que literalmente cantar, como poucos. Em 1995, foi lançado o último álbum ao vivo e, como tudo o que é bom, o Dire Straits encerra suas atividades um ano depois, deixando sua marca no Rock clássico e na própria história fonográfica ao ser a primeira banda a ter um álbum gravado, mixado e masterizado por processo totalmente digital. Mark Knopfler segue uma bem-sucedida carreira-solo, mas bem longe do sucesso que teve com a banda. Quando "Sultans of Swing" estourou em 1979, ele estava com 30 anos. Agora está com 74.