domingo, 4 de dezembro de 2016

WILD LIFE – O PRIMEIRO ÁBUM DO WINGS


Logo após o fim dos Beatles, Paul McCartney lançou seu primeiro álbum solo somente com a participação de sua mulher, Linda, nos vocais. No segundo álbum solo de Paul, houve a participação de outros musicos entre eles o baterista Denny Seweill.
No dia 3 de agosto de 1971, há 45 anos Paul McCartney anuncia a formação do Wings ao lado de sua esposa Linda, do guitarrista Denny Laine (ex-Moody Blues) e do baterista Denny Seiwell. O primeiro álbum do grupo, "Wings Wild Life" foi severamente atacado pela crítica, mas conseguiu boas posições nas paradas britânicas e norte-americanas. A ideia de Paul era fazer um álbum em curto espaço de tempo para que soasse com a vitalidade de gravação de estúdio ao vivo. Em 1993, a edição remasterizada do álbum incluiu as músicas: "Give Ireland Back To The Irish", "Mary Had A Little Lamb", "Little Woman Love" e "Mama's Little Girl".
Aqui, a gente confere um trecho do livro sensacional de Claudio D. Dirani - Paul McCartney - Todos os segredos da carreira solo. Abração!
Em uma das últimas reuniões ainda como membro dos Beatles, Paul deu a seguinte sugestão a John Lennon: “Precisamos voltar a tocar ao vivo como no começo, voltar as raízes”, Ao ouvir a opinião do parceiro, John retrucou: “Sabe, acho que você está mesmo louco!”.A “loucura” de colocar o pé na estrada em busca de uma reconciliação profissional realmente não surtiría efeito aos Beatles, que estavam próximos do divórcio em 1969. Dois anos mais tarde, a fórmula, batizada por McCartney de “estaca zero”, teria um impacto completamcntc diferente em sua nova banda, Wings. O nome escolhido para o grupo surgira após o nascimento da filha Stella Nina, em 13 de setembro de 1971, enquanto Paul rezava e imaginava a figura de um anjo com imensas asas aproximando-se em proteção do bebê e Linda, que enfrentara uma complicada cesariana devido a um problema em sua placenta. Porém, antes de subirem ao palco, o Wings entrou em estúdio para ensaiar e gravar canções para seu LP de estréia. A primeira formação do grupo, liderado obviamente pelo casal McCartney, contou com a participação de Denny Seiwell na bateria, após a excelente participação do músico no álbum anterior, e Denny Laine, ex-Moody Blues, assumindo as funções de guitarrista e novo parceiro de Paul nas composições e arranjos das canções do Wings no decorrer da década. “Nosso primeiro álbum foi gravado em apenas duas semanas. Eu tinha ouvido que Bob Dvlan tinha feito um disco em um ritmo bem veloz, e gostei muito da ideia: de fato, nós produzimos tudo tão rápido, que mal demos tempo para o nosso engenheiro (Tony Clark ) trabalhar”, explica Paul McCartney.
Antes de empenharem-se na produção de Wild Life, o Wings passaria o mês de julho de 1971 na Escócia ensaiando no rústico Rude Studio as canções que eventualmente integrariam o LP. O guitarrista Hugh McCracken, cogitado a integrar o grupo após seu trabalho em Ram, somente participaria dos ensaios iniciais, deixando o país em poucos dias devido a sua agenda de compromissos em Nova York, sua base principal de operações. Com as faixas devidamente escolhidas e ensaiadas, o Wings retorna a Londres para as gravações no estúdio Abbey Road. Inspirado pelo álbum New Morning, de Bob Dylan, Paul decidira também produzir tudo na “velocidade do som”, com a maioria das bases rítmicas sendo registradas em apenas um ou dois takes. Em resumo, o disco toi terminado em menos de duas semanas de trabalho, entre gravações e mixagens realizadas durante a primeira quinzena agosto.Resultado de imagem para wild life - wings party
Embora tenha sido completado em tão pouco tempo, o álbum somente chegaria às lojas em dezembro daquele ano. Nesse meio tempo, Paul alugou o clube noturno Empire Ballroom, em Londres, para a festa de lançamento de seu LP de estreia e de sua banda, no dia 8 de novembro.
Após o lançamento de Wild Life, a banda já pôde contar com a presença do irlandês Henry McCullough. ex-guitarrista do cantor Joe Cocker e da Grease Band. A mais nova “asa" do Wings havia sido contratada por sugestão dos assistentes Trevor Jones e Ian Horne, e assumiria a guitarra-solo nos ensaios para a tumê de batismo do grupo pelas universidades britânicas no ano seguinte, A estreia de McCulough no estúdio aconteceria logo em fevereiro, na gravação do polêmico compacto Give Ireland Back To The Irish, composto em protesto ao massacre de 27 compatriotas metralhados pelo exército britânico no dia 30 de janeiro de 1972. 

2 comentários:

João Carlos disse...

É mesmo diferente, mas muito interessante.

Valdir Junior disse...

Um disco um tanto quanto subestimado. O Som, vocais e algumas musicas aqui são fantásticos.